"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Lula da Silva, a quem nunca se lhe ouviu uma palavra sobre o rearmamento da Rússia ou de condenação da invasão da Ucrânia, e que quando questionado sobre o "lebensraum" russo enrolou papo e chutou para canto, criticou o compromisso de gastos de 5% com defesa na NATO. Lula da Silva, presidente do país que ao mínimo reparo ou observação sobre política interna ou externa sai logo o argumento do neocolonialismo ou dos resquícios do colonialismo europeu não se coíbe em perorar sobre política dos outros, desde que não sejam as "democracias" amigas russas e iranianas. Lula sabe que se não andar de braço dado com Putin e com os barbudos dos trapos enrolados na cabeça do Irã, como ele diz, é um bom começo para a NATO não se esticar para os 5%, e que não vale tudo no alegado "sul global" contra a "dolarização" e outras tretas inventadas para estes tempos, mas Lula é um sonso que nunca leu Fausto ou viu Mephisto no cinema.
Agora que já passou, foi ontem mas já passou, que estas coisas das indignações na net passam de um dia para o outro, "uma indignação por dia nem sabes o bem que te fazia", lá diz o minion da plantão, espero que todos tenhamos aprendido a lição de como afagar o ego a um narcisista, de como o soltar de uma posição irredutível, que nos foi dada por Mark Rutte na sua lidação com Trump. O "engraxador", na voz do povo.
Trump pergunta a Macron na Cimeira da NATO se não quer de volta os terroristas do ISIS, paridos e criados pela guerra que os 'amaricanos' inventaram no Iraque com o objectivo oficial de espalhar a democracia ao redor, em efeito dominó, e que nos deu de bónus vagas infindáveis de milhares de refugiados, já descontando os outros milhares que se ficam pelo Mediterrâneo, mar, e o pessoal ri-se muito, os presentes na audiência e os presentes em casa, com a incapacidade de resposta rápida do candidato a Napoleão para o século XXI. Do que é que nos queixamos concretamente?
"Importante realidade do quadro internacional, nomeadamente pelo seu papel de resistência à 'nova ordem' imperialista, são os países que definem como orientação e objectivo a construção duma sociedade socialista - Cuba, China, Vietname, Laos e R.D.P. da Coreia", Projecto de Teses do XVIII Congresso do PCP.