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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A questão cigana

por josé simões, em 18.06.18

 

Buchenwald Concentration Camp 1945.jpg

 

 

"I'm having them prepare a dossier on the Roma question in Italy at the ministry because after (former Minister Roberto) Maroni, nothing has been done and it's chaos,".

 

"(There will be) reconnaissance on the Roma people in Italy to see who, how, how many, re-doing what was called the census.
"We'll have a register".
The minister said that Roma people who do not have the legal right to be in Italy will be deported via an agreement between States, adding that "unfortunately, you have to keep the Italian Roma at home"

 

[Imagem]

 

 

 

 

Uma puta de gema. Capítulo II

por josé simões, em 23.07.17

 

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"Quem prevarica evidentemente tem que ser punido, seja cigano, seja muçulmano, seja um português qualquer normal. O Conselheiro de Estado Luís Marques Mendes no telejornal da SIC pedagogicamente a ensinar ao povo ignaro que em Portugal há portugueses normais e há ciganos e muçulmanos e que um cigano e um muçulmano não podem ser portugueses e que um cigano e um muçulmano não são cidadãos normais

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

Uma puta de gema. Capítulo I

 

 

 

 

Sturmabteilung

por josé simões, em 22.07.17

 

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Vota PSD

 

[Sturmabteilung]

 

 

 

 

 

Uma puta de gema

por josé simões, em 21.07.17

 

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"Outros feirantes, portugueses de gema". Separava assim, na Quadratura do Círculo na SIC Notícias, o Conselheiro de Estado António Lobo Xavier os ciganos feirantes dos outros feirantes, mais claros e que não cheiram a fumo, deduz-se. 500 anos de gerações nascidas em território nacional sem direito a nacionalidade. Nem portugueses de clara nem portugueses de gema. De gema, como o Conselheiro António Lobo Xavier, daquela categoria que nos 80s se ria muito com a anedota da mulher do Samora Machel apresentada ao Presidente português em visita de Estado.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Generalizando

por josé simões, em 18.07.17

 

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Passava os dias sem fazer nada, "abria portas", segundo o seu ex-patrão Ilídio Pinho.

Vivia de subsídios - fundos comunitários, através de uma empresa criada propositadamente para o efeito - a Tecnoforma,  e de enganar os incautos com profissões para locais de trabalho que não existiam nem viriam a existir.

Não descontava para a Segurança Social.

Chegou a primeiro-ministro de Portugal.

O PSD e Pedro Passos Coelho, uma história de ciganos.

 

[Imagem]

 

 

 

 

|| "A Questão Cigana"

por josé simões, em 20.10.13

 

 

 

E quando a extrema-direita aparecer a falar n' "A Questão Cigana" a esquerda vai acompanhar o tom para fazer face às intenções de voto dos eleitores, e aos votos expressos nas urnas, na pessoa de uma qualquer "estrela em ascensão"?

 

«93% dos franceses, revelam as sondagens, consideram que os ciganos não se integram e não se esforçam por o fazer»

 

A única estrela em ascensão aqui é a estrela cosida na banda do casaco, da França colaboracionista de Vichy sobre a França resistente do Bureau central de renseignements et d'action. Quase 70 anos depois.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Tempos que correm

por josé simões, em 01.11.10

 

 

 

 

 

Portugal, União Europeia, século XXI: Após alguns anos de ausência, o regresso dos pedintes no dia de Todos os Santos à porta do cemitério de N.ª Sr.ª da Piedade em Setúbal. Com uma diferença em relação ao passado: eram romenos. Ciganos romenos.

 

(Na imagem Vanity and Salvation, Hans Memling)

 

 

 

 

 

 

 

|| Não estava à espera

por josé simões, em 25.09.10

 

 

 

Para o cronista, um cigano recusar e condenar comportamentos desviantes na sua etnia, como o sejam a mendicidade profissional e o roubo, é racismo "ódio de si" ou "autoproscrição". E não estamos a falar de um cigano “qualquer”, mas de um cigano que conseguiu quebrar barreiras e preconceitos e ser eleito, em eleições livres e democráticas, presidente de uma Câmara Municipal, por eleitores maioritariamente não ciganos, ou brancos ou gadjós, como eles dizem - eles os ciganos.

 

Ao cronista não ocorre que, racismo e preconceito, é a ideia formatada de que todos os ciganos, devem (deviam) defender os “seus”, independentemente do seu desempenho na sociedade, fossem eles prémios Nobel ou serial killers. É a velha lenda salazarenta e que, felizmente, já deixou de ser verdade, de que quando há um qualquer problema com um cigano, numa questão de segundos surgem logo centenas, vindos não se sabe de onde, em defesa dos seus.

 

Um argumento, como sói dizer-se, do caralho! Não estava à espera.

 

 

 

 

 

|| É um problema da União Europeia na medida em que os países de origem são membros de pleno direito da dita “União” (*)

por josé simões, em 19.09.10

 

 

 

 

 

Trabalham comigo na empresa, brasileiros, ucranianos, russos e moldavos e, à porta da empresa, tenho romenas a pedir esmola com filhos de colo ao colo, enquanto os maridos aguardam julgamento no Estabelecimento Prisional de Setúbal por pertença a uma quadrilha de assaltantes de ourivesarias desactivada pela Polícia Judiciária, enquanto os filhos mais velhos, ou os mais velhos que não foram “dentro”, fintam os seguranças dos supermercados da cidade nos intervalos de esmolar nos semáforos da auto-estrada. Os ucranianos, russos e moldavos que trabalham na empresa detestam os outros, os que estão à porta, e não perdem uma oportunidade de os maltratar naquela língua que herdaram do ex-império soviético, e só isto dava, não um post mas um blogue.

 

Podemos falar das coisas com um mínimo de calma e de bom senso?

 

«Os ciganos portugueses vêm com APREENSÃO a chegada dos 'novos ciganos'. Sentem que os seus COMPORTAMENTOS DESVIANTES OU BIZARROS podem pôr em causa a integração».

 

Carlos Soares Miguel, cigano, presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, no Expresso.

 

(*) Senão era um problema búlgaro e/ ou romeno, apesar de o ser na mesma.

 

(Imagem A homeless man sleeping on a sofa in the street, London, 1990, by Steve Eason via Hulton Archive/ Getty Images)

 

 

 

|| Ciganofobia

por josé simões, em 08.09.10

 

 

 

 

 

Em Junho de 2009 numa consulta externa no Hospital do Outão em Setúbal, apesar do sistema de atendimento por senhas e apesar dos (poucos) protestos dos restantes utentes, uma família cigana saltou 16 – dezasseis – 16 números na fila de chamada, chamada pela menina do guichet a pretexto de que estavam a fazer muito barulho e a sujar a sala. É ciganofobia ou incentivo à ciganofobia?

 

 

 

|| Do racismo e da xenofobia

por josé simões, em 19.08.10

 

 

 

 

Uns milhares de miseráveis, ao abrigo da livre circulação de pessoas e bens, fugiram dos seus miseráveis países para a Europa rica e próspera, na esperança de continuar com o way of life que os miseráveis  governos lhes negavam nos miseráveis países de origem. Mas o racista e o xenófobo é o filho dos imigrantes que chegou a Presidente de uma das maiores potências da Europa e do mundo.

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

 

 

|| Como é que se integra alguém que não quer ser integrado?

por josé simões, em 07.04.10

 

 

 

 

 

Não sei porquê, mas ouvir a Amnistia falar em “povo cigano” lembra-me logo o Alberto João Jardim e o “povo da Madeira”: é só “venha a nós”. E retorno?

 

«(…) “têm medo de perder a sua cultura”, de se “abrir à diferença” e também discriminam: as mulheres e elementos de outras comunidades da mesma etnia (…)»

 

(Imagem de Gianni Berengo Gardin)

 

(Em stereo)

 

 

 

|| A culpa é da Microsoft (*)

por josé simões, em 28.08.09

 

 

 

Madonna foi vaiada por milhares de fãs durante um concerto na Roménia depois de condenar a discriminação contra os ciganos:

 

"It has been brought to my attention...that there is a lot of discrimination against Romanies and Gypsies in general in eastern Europe," she said. "It made me feel very sad."

 

(Imagem, La Gitane, Sacro Monte, Espagne, 1951 - Jean Dieuzaide)

 

(*) A culpa é da Microsoft

 

 

O Gueto de Varsóvia

por josé simões, em 17.03.09

 

Com a maior das modéstias, este é um livro cuja leitura gostava de aconselhar à Dona Margarida Moreira da DREN. De fácil leitura, com muitos “bonecos” que ajudam à compreensão, uma vez que a senhora tem provas dadas que não é muito dada às leituras e escrituras.

 

Com coordenação da edição a cargo de Miriam Assor e chancela da Âncora Editores, saiu do prelo em Outubro de 2003, e retrata o dia-a-dia da vida e morte de 500 mil judeus na capital ocupada da Polónia, entre a criação do gueto em 1939 e a sua destruição em 1943.

 

À época também o Conselho Judaico – Judenrat – deu o seu consentimento e anuência às “propostas” nazis. Pode parecer uma comparação demasiado forte ou desproporcionada… a quem não sabe e a quem não leu.

 

“No bom sentido; claro!”

por josé simões, em 10.05.08

 

Estou sentado na esplanada do café a tentar ler o jornal e sou abordado por um cigano que me tenta vender óculos de sol. Versage, Gucci, Armani, Gant; “tudo original! Nada de falsificações que andem aí os azais!”; diz.

Apesar de usar uns verdadeiros – ainda de “antes dos azais” – bem visíveis na cara, isso não o demove: “Doutor, os seus já estão ultrapassados… no bom sentido; claro!”

 

Como é que será usar uns óculos “ultrapassados… no mau sentido”?

 

(Foto de Alex Harford encontrada no Times)