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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A Loja do Chinês (*)

por josé simões, em 13.09.07

Sobre a recente polémica “chinesa” em torno das suas declarações para a reestruturação e revitalização da Baixa / Chiado, Maria José Nogueira Pinto pergunta hoje no Diário de Notícias: «E, a propósito alguém já perguntou aos comerciantes chineses o que pensam de uma chinatown?» (Ler mais aqui). Eu não perguntei, mas fui saber e encontrei isto:
 
“O presidente da Associação de Comerciantes e Industriais Chineses em Portugal não vê a proposta da antiga vereadora com maus olhos.
Ouvido pela TSF, Choi Man Hin, desvaloriza a polémica e lembra que em todas as grandes capitais existe uma Chinatown e por isso até pode ser bom.
«Não é uma discriminação, até pode ser bom, tudo depende da forma como se realizará o projecto», defende.
O Presidente da Associação de Comerciantes e Industriais Chineses em Portugal diz que depende do local, considerando que uma eventual Chinatown não poderia ficar longe do centro de Lisboa.”
TSF em 11 de Setembro. (Ler mais aqui)
 
De chineses não percebo nada; nem sequer sei comer com os pauzinhos!
As únicas vezes que entrei numa loja de chineses – à excepção dos restaurantes – foi para comprar uma chave de fenda (que ainda existe), muito mais barata que nas outras lojas, e uma embalagem com 6 rolos de fita-cola, pelo preço que me custaria um só rolo na Papelaria Fernandes
 
Talvez por não perceber nada de chineses, há uma coisa que me faz particular confusão.
Com raríssimas excepções, todos os imigrantes quando chegam aos países de destino vão para trabalhar nas profissões mais desqualificadas, mais mal-pagas e que na generalidade são socialmente consideradas baixas. O exemplo dos portugueses nos anos 60/ 70 em França, Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, etc. e, mais recentemente toda a vaga de imigração recebida por Portugal, primeiro com origem nos PALOP, depois os provenientes dos países do leste da Europa, – apesar de nesta vaga se encontrarem pessoas anormalmente bem qualificadas para o estereotipo do imigrante –, e mais recentemente, os brasileiros.
Como é que um povo miserável; entenda-se: que vive mal, com baixíssimo poder de compra e quase nula qualidade de vida no país de origem, situado literalmente no outro lado do planeta, imigra para aqui, para o fim-do-mundo, e ao invés de todos os outros, não vem trabalhar por contra de outrem numa profissão qualquer, nem sequer ocupar as piores vaga disponíveis no mercado de trabalho, mas montar um negócio?
 
Alguém me sabe explicar isto? A caixa de comentários do blogue está à vossa disposição.
 
(*) Ora aqui está um óptimo nome para um blogue!