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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| A mentira, outra

por josé simões, em 31.07.15

 

 

 

Com o dinheiro do contribuinte dar às escolas do ensino privado a possibilidade de escolherem os alunos que quiserem, é o que aqui está:


«O programa advoga uma “efectiva liberdade na escolha do projecto educativo” por partes das famílias, uma expressão sublinhada várias vezes ao longo do documento. Nesse sentido, PSD e CDS são favoráveis ao “alargamento da elegibilidade dos contratos simples de apoio à família” a mais escolas e agregados familiares. Este tipo de contratos prevê um financiamento directo do Estado às famílias que queiram colocar os seus filhos numa escola do sector privado ou cooperativo, ainda que a verba seja transferida para os colégios - e retirada, caso os estudantes regressem ao sistema público.»


«PSD e CDS querem mais apoio financeiro para famílias com filhos em colégios»

 

 

 

 

||| Notícias do cheque-ensino e da liberdade de escolha das famílias

por josé simões, em 18.11.13

 

 

 

E ainda dos rankings, da salutar competição entre escolas, da mobilidade social, e de mais meia dúzia de tretas que repetem todos os dias nas televisões até que passem a ser verdade:

 

«Middle class parents are prepared to pay up to 170 per cent property price premiums to live close to Britain’s top primary schools»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo

por josé simões, em 13.09.13

 

 

 

A trafulhice "cheque-ensino" foi desmascarada logo nos primeiros minutos da entrevista ao ministro da Educação quando Clara de Sousa, inteligentemente, o confrontou com o caso [reportagem que antecedeu a entrevista] de um casal, aparentemente classe média alta, com 3 filhas, duas na escola pública, a terceira, a mais nova, num colégio privado por não haver vaga na primeira opção de escolha dos pais, a escola pública a 50 metros de casa, e obteve como resposta de Nuno Crato, sem se aperceber da evidente contradição, que com o cheque-ensino isso não vai acontecer porque permite aos pais escolher a escola que querem para os filhos.

 

Permite às escolas escolher os filhos dos pais que querem, à parte da engorda da conta bancária dos proprietários e/ ou accionistas.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| «Liberdade para escolher» my ass!

por josé simões, em 03.10.11

 

 

 

Isto não me cheira bem. E nem sequer me estou a referir ao factor cobaia do «existem ainda "muito poucas" experiências internacionais neste âmbito» porque, na prática, o que vai acontecer é que as escolas vão ter liberdade para escolher os alunos que quiserem. Tomemos como exemplo a Escola Secundária da Bela Vista em Setúbal, cá para os fundos do ranking nacional, e a Escola Secundária de Bocage [ex-Liceu], também em Setúbal, e lá para o topo do referido ranking, e vamos lá distribuir “cheques-ensino” pelos pais/ encarregados de educação. O afluxo de alunos ao Liceu vai ser de tal ordem que vai ser necessário pôr alguma ordem na coisa. E como é que essa “ordem” vai ser conseguida? Por uma selecção feita pela própria escola, através de uma entrevista aos pais/ encarregados de educação [como já acontece no Reino Unido], or ever. E quem é que vai ficar de fora nessa selecção? Ah pois é.

 

[Imagem Patrizia Berardo,1961, Quinta Elementare]