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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Que nem um patinho

por josé simões, em 17.12.22

 

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Alguém sabe se António Costa telefonou ao presidente da câmara de Setúbal? Alguém sabe se António Costa telefonou ao presidente da câmara de Campo Maior? Alguém sabe se António Costa telefonou ao presidente da câmara de Oeiras? Alguém sabe se António Costa telefonou ao presidente da câmara do raio que o parta? Mas toda a gente sabe que António Costa não telefonou ao presidente da câmara de Lisboa e toda a gente andou dias a falar de uma pergunta feita por um jornalista a propósito de uma pergunta que não foi feita. Traduzindo, António Costa, político com traquejo e experiência, levou cartão laranja, aquele amarelo a roçar o vermelho, papado por Carlos Moedas que, em modo Taremi, assim que viu a sombra do primeiro-ministro se fez à falta. E Costa caiu redondo que nem um patinho. Costa papado por Moedas, que por estas horas ainda se deve estar a rir, a meias com Marcelo. E esta é que devia ter sido a notícia.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Tudo pelo cano

por josé simões, em 13.12.22

 

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O ponto não é como a água chega ao mar, se escorrendo alegremente pelo alcatrão e calçada abaixo ou se alegremente escorrendo por uma rede de túneis construída para o efeito, o ponto é a água chegar onde não devia, ao mar.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O preço do impermeável

por josé simões, em 09.12.22

 

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A verdade é que o conceito "impermeabilização dos solos" é coisa que não passa pela cabeça das câmaras municipais quando toca a receber licenças de construção, Sisas e IMI's, nem a origem da toponímia desperta qualquer curiosidade da  parte dos compradores [Sete Rios, Rio da Figueira, Alcântara, Ribeira Velha, etc.]
 
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Água vai, água vem

por josé simões, em 09.12.22

 

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Presidentes de câmara, presidentes de junta de freguesia, arquitectos, jornalistas, Presidente da República, geólogos, bombeiros, polícias, engenheiros, deputados, secretários de Estado, presidentes de IPSS e misericórdias, paisagistas, urbanistas, oportunistas e outros terminados em ista, comentadeiros e paineleiros avulso, todos em directo de momento a partir do "local do crime" ou de casa por tele chamada, debates de horas no cabo a seguir ao telejornal, os problemas estão diagnosticados, as soluções encontradas, é quase a unanimidade da Pátria para precaver as cheias. Para a próxima vamos estar aqui todos outra vez, nós e eles, ou outros por eles, pode ser já para o ano ou daqui por 10 ou mais anos.

 

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Waterworld

por josé simões, em 02.09.22

 

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Flood victims use an inflatable tube as they travel in flood waters, following rains and floods during the monsoon season, in Dera Allah Yar, Jafferabad, Pakistan August 31, 2022. Reuters/ Amer Hussain

 

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Waterworld

por josé simões, em 31.08.22

 

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A displaced man transports usable belongings salvaged from his flood-hit home across a flooded area in the Shikarpur district of Sindh province, Pakistan, Tuesday, Aug. 30, 2022.

 

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Waterworld

por josé simões, em 07.01.22

 

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"Entre Bolsonaro e Haddad, escolhia não votar" *

por josé simões, em 29.12.21

 

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Vitoria Rocha, 81, poses with the picture of her parents after she found it in the rubble of her home where she lived for almost 40 years. [Amanda Perobelli/ Reuters]

 

 

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Bolsonaro passeia de moto auática com a filha em Santa Catarina enquanto milhares de pessoas sofrem as consequências das fortes chuvadas que assolam a Bahia. "Espero que eu não tenha que retornar antes".

 

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* Título do post

 

 

 

 

Waterworld

por josé simões, em 17.11.21

 

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Cows that were stranded in a flooded barn are rescued by people in boats and a sea doo after rainstorms lashed the western Canadian province of British Columbia, triggering landslides and floods, and shutting highways, in Abbotsford, British Columbia, Canada November 16, 2021. Reuters/ Jennifer Gauthier

 

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Wir fahren, fahren, fahren auf der Autobahn *

por josé simões, em 26.07.21

 

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* Wir fahren, fahren, fahren auf der Autobahn

Wir fahren, fahren, fahren auf der Autobahn

 

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"Levaram-no, pois, ao lugar do Gólgota, que quer dizer, lugar da Caveira", Marcos 15:22

por josé simões, em 19.07.21

 

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"Levaram-no, pois, ao lugar do Gólgota, que quer dizer, lugar da Caveira", Marcos 15:22

 

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Rewind/ Fast Forward

por josé simões, em 18.07.21

 

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Era assim a primeira página do alemão Der Spiegel no dia 11 de Agosto de 1986...

 

 

 

 

Qual foi a parte que a gente não percebeu?

por josé simões, em 28.12.19

 

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Desviam o curso natural de um rio, Mondego, com um sistema de diques para se poder urbanizar como se não houvesse amanhã e passar da centenária cultura do arroz para a mais lucrativa e empregadora de mão-de-obra do milho, depois do pinheiro pelo eucalipto na mesma região. Com as primeiras chuvas a sério o dique colapsa e o rio faz o que sempre fez e que até era ensinado nas escolas: alagar tudo à volta com a nobre função de fertilizar os campos, mas culpa do prejuízo é de uma barragem que não foi construída, ou melhor, é de um Governo que não autorizou a construção da mesma. Qual foi a parte que a gente não percebeu?

 

[A imagem é de Nelson Garrido para o Publico]

 

Na sua prestação circense o ministro contorcionista não se lembrou de dizer que o Montijo é que é bom sítio para deslocalizar os habitantes do Mondego.

 

 

 

 

O contorcionista

por josé simões, em 27.12.19

 

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"O ministro do Ambiente e da Transição Energética garantiu hoje que a base aérea do Montijo é segura para ser transformada no novo aeroporto complementar de Lisboa."

 

O ministro do Ambiente apontou que o futuro aeroporto da região de Lisboa não está sujeito a inundações por estar mais afastado do litoral.

 

 

"O ministro do Ambiente e da Transição Energética sugeriu no início desta semana que algumas aldeias do Baixo Mondego podem vir a ter de ser deslocalizadas no futuro devido às cheias que atingem periodicamente aquela região."

 

Ministro do Ambiente sobre deslocalização de populações: “Não faz sentido ser tabu e não ser discutida em democracia por todos”

 

 

 

 

Uma casa na praia

por josé simões, em 23.12.19

 

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Nos idos dos fundos comunitários de Cavaco Silva primeiro-ministro toda a clientela política melhorou a qualidade de vida, sua e dos descendentes, enquanto os espanhóis construíam transvases, por exemplo. Agora, depois de um período de seca, vão toneladas de decalitros de água para o oceano. E agora é igual ao litro. Ou a chorar no molhado. Ou a quanto mais choras menos mijas. E a haver transvases construídos toda esta águinha podia ser aproveitada para regar campos de golfe no Algarve, incluindo aquele que foi aprovado com o silêncio da nulidade política que ocupa o cargo de ministro do Ambiente, e que dá pelo nome de Matos Fernandes.

Por outro lado houve um tempo em que se aprendia na escola a lezíria ribatejana que no inverno ensopava de Tejo a servir de fertilizante para as culturas. E o Mondego dos arrozais, que está agora alagado com as cheias. Do que é que as pessoas que ficaram com a casa de molho se queixam concretamente?

E que o nome dos sítios e das localidades não era assim porque sim, mas porque havia uma razão para tal, uma razão que se perdia nos tempos e na experiência de gerações e gerações que ali tinha vivido antes de nós. Por exemplo, o Rio da Figueira e a Ribeira do Livramento, em Setúbal, com o rio e a ribeira hoje tapados por alcatrão e casas à volta. Também se queixam muito da água quando chove. Ambos, os clientes políticos do PSD de Cavaco Silva e os residentes nas zonas a que não ligam a ponta de um corno ao nome nem às regras da natureza e insistem em eleger executivos camarários que urbanizam por cima de toda a folha, caduca e persistente, têm  agora casas na praia, os primeiros, os de Cavaco, com campo de golfe também. Do que é que se queixam concretamente?

 

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