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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

"Se fossemos racistas de verdade"

por josé simões, em 03.08.20

 

 

 

De quem é que nós "fomos atrás" para a Alemanha, França, Inglaterra, Luxemburgo, África do Sul, Venezuela, Brasil, etc, etc, para não ficarmos cá "a morrer à fome"? é a pergunta a que a senhora devia responder.

 

Hoje, um grupo de pessoas dedicou-se a tentar provar que não há racismo em Portugal. O resultado é este.

 

 

 

 

Rui Rio, o idiota útil?

por josé simões, em 31.07.20

 

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Quando a seguir à revolução de Abril os fascistas andavam envergonhados e escondidos houve alguém que lhes deu a mão para o desconfinamento que lhes permitiu vestir o fato do da "responsabilidade e sentido de Estado" que durou até ao último governo com Paulo Portas em vice-primeiro-ministro, mas isso são contas de outro rosário, apesar do outro rosário ser consequência de ainda outro rosário e ter repercussões neste rosário, que agora se começa a contar, que em História nada acontece por acaso nem por geração espontânea.
 
O raciocínio de Rui Rio, ao admitir conversar com o Chaga [não é gralha] se este evoluir para a tal "responsabilidade e sentido de Estado", é o mesmo raciocínio de Mário Soares em 1978 - encostar a esquerda, só que agora com e para com um [ex?] camarada de partido, um dos méritos do pantomineiro do pin, também conhecido como Pedro Passos Coelho, fazer com que os fascistas perdessem a vergonha. É melhor assim, sabemos todos ao que vamos, sabemos todos ao que vêm.
 
É que o Chaga [não é gralha] ter 7% nas intenções de voto em sondagem, ou ter 7% dos votos expressos em urna no dia das eleições, não é problema nenhum para a democracia, são apenas os descontentes do CDS, do PSD e algum voto de protesto que antes estava no PCP. O problema é se lhe dão a mão. E  Rui Rio, que parece não perceber nada de História, está prontinho a desempenhar o papel de idiota útil. Ou talvez não, apenas a direita que está mortinha pelo autoritarismo e pela agenda securitária mas que não tem coragem de o dizer em público e recorre ao álibi da cedência ao parceiro em governo de coligação.
 
Voltando outra vez à História, todos sabemos como isto começa e todos sabemos como isto acaba. Todos excepto Rui Rio.
 
 
 
 
 

"Preto do caralho"

por josé simões, em 29.07.20

 

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"Preto do caralho". "Vai para a tua terra". "Volta para a senzala". "Vou violar a tua mãe". "Fui à tua mãe e àquelas pretas todas de merda". "Tenho armas do Ultramar em casa e vou-te matar"

 

Esta vai ser uma manifestação para cumprir o que prometemos: sempre que a esquerda sair à rua para dizer que Portugal é um país racista, nós sairemos à rua com o dobro da força para mostrar que Portugal não é racista. As ruas são da direita desde o aparecimento do Chega

André Ventura anuncia uma contramanifestação de direita contra uma manifestação contra o racismo.

 

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O circo nunca acaba

por josé simões, em 23.07.20

 

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No trabalho da Visão "Os empresários e as redes que embalam André Ventura", que o Expresso resume, João Maria Bravo, dono do grupo Sodarca, que lidera o fornecimento de armas, munições, tecnologia e equipamento militar ao Estado, Forças Armadas e de Segurança e também é dono da Helibravo, empresa com frota de helicópteros utilizados no combate aos incêndios, e que durante os governos de António Costa facturaram ao Estado perto de 33,3 milhões de euros, diz que apoia André Ventura porque "desde 1974 que o país se afunda, e este já é o governo mais caro de sempre". É disto que o povo gosta, de ouvir falar mal do 25 de Abril - "desde 1974", de ouvir apontar o dedo ao despesismo do Governo - "o mais caro de sempre", de alguém "que coloca o dedo na ferida e fala do que queremos ouvir" - "Se queres dançar e não tens par chama o André! Chama o André!", que os 33,3 milhões já cá cantam e até dão para financiar partidos do Estado Novo - Velho Estado, e seriam muitos mais milhões caso o André chegasse ao poder para "pôr o país na ordem, combater a impunidade e fazer a economia florescer", pelo menos a economia do Bravo, João. O fascismo à portuguesa é um circo que nunca acaba. Haja palhaços.

 

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"a alma lusitana"

por josé simões, em 27.06.20

 

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O palhaço é o da esquerda, na foto, e conseguiu dizer "a alma lusitana" num discurso, sem o Benny Hill Theme como banda sonora.

 

 

 

 

O lugar da mulher é na cozinha

por josé simões, em 23.06.20

 

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Quando encontrar no Parlamento a deputada e ex - Ministra Ana Paula Vitorino vou dizer - lhe que tem de ter mais atenção a passar a ferro as roupas do marido. Ou então é defeito do próprio Eduardo.

 

André Ventura, o imbecil para quem é inconcebível um homem passar a ferro as suas próprias camisas.

 

 

 

 

O mentiroso profissional

por josé simões, em 22.06.20

 

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"André Ventura, que defendia a exclusividade da função parlamentar, trabalha para a influente consultora fiscal Finpartner. Ao mesmo tempo é deputado e integra a Comissão de Orçamento e Finanças. Assim, recolhe no Parlamento informação privilegiada sobre questões fiscais, de máximo interesse para os clientes da Finpartner, que presta assessoria em questões… fiscais".

 

André Ventura, que defendia a redução do número de deputados porque os que lá estão são demais e além disso, segundo ele, faltam e não fazem nada, integra a  Comissão de Orçamento e Finanças que reuniu 39 vezes a que André Ventura faltou 25, integra a Comissão de Saúde que teve 21 reuniões com André Ventura a faltar a 17, e integra a Comissão de Assuntos Constitucionais que reuniu 30 vezes com 12 faltas de André Ventura. No total são 90 reuniões e 54 faltas, 60%. No tempo da Lei e Ordem do 24 de Abril, que tantas saudades inspira, André Ventura tinha chumbado o ano por faltas.

 

André Ventura, que sabe perfeitamente que 50% + 1 inviabilizam uma segunda volta nas presidenciais, para mobilizar o fraco eleitorado faz-se de burro com uma sondagem que lhe dá 7,2%, atrás dos 69,6% de Marcelo de Sousa, não percebendo o ridículo que é ser o único candidato publica e assumidamente declarado e estar nas intenções de voto umas décimas à frente de candidatos que oficialmente não existem.

 

André Ventura, depois de considerar uma "vergonha nacional" as manifestações da esquerda em tempos de Covid19, lança um apelo às hordas para não o deixarem caminhar sozinho na alegada manif anti-racista que convocou para 27 de Junho e recebe o apoio de cadastrado racista e neo-nazi Mário Machado, "Finalmente!".

 

André Ventura é um mentiroso profissional e um perigo para a democracia.

 

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As coisas como elas são

por josé simões, em 21.06.20

 

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O grande mérito de Passos Coelho, há que reconhece-lo, à boleia da troika, durante os anos da troika, foi desconfinar os fascistas, disfarçados de liberais, neo-liberais, Estado a mais, menos Estado, aliviar o peso do Estado na economia, as gorduras do Estado, fazer mais com menos, o mesmo receituário do Tea Party nos States e que havia de desaguar em Trump e no triunfo da imbecilidade. Ensaiado André Ventura como candidato autárquico num subúrbio urbano da capital, seguiu o seu caminho ascendente e o CDS, reduzido à sua insignificância, perdeu para o Chega os fascistas que albergava, envergonhados, malgrado o 25 de Novembro de 1975. É melhor assim, estão todos às claras, sabemos ao que vão, sabemos ao que vamos.

 

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O espertalhão

por josé simões, em 18.06.20

 

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André Ventura não quer descer a Avenida da Liberdade com uma faixa onde se poderá ler "Portugal Não é Racista" coisíssima nenhuma.  André Ventura quer aproveitar o actual clima de revolta e indignação global, à boleia do "Black Lives Matter" e do assassinato de George Floyd, para gerar uma contra-manifestação, criar um caso que lhe dê uma oportunidade de ouro para se vitimar e vomitar as habituais enxurradas de ódio de que se alimenta, com as televisões todas em directo em cima do acontecimento. É tão simples quanto isto. Resta saber quem é que está disposto a fazer-lhe a vontade.

 

 

 

 

Os minions do Chaga quando desmascarada a mentira

por josé simões, em 10.05.20

 

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"Amigo, não percebo a sua raiva com os nossos Twits de extrapolação de resultados legislativos. Tal como muitos seguidores de Ventura está cego ideologicamente, tem mais em comum com eles do que pensa.
Você chama-me de nazi, e não me conhece de lado nenhum. É uma enorme falta de respeito. Tem atitudes fascistas ditatoriais, olhe para o Chega e reveja-se. Você é que é um bom nazi, anti-defensor da liberdade de expressão. Não consegue parar para pensar que se o Chega ultrapassa os 7% nas últimas sondagens oficiais, em algum lugar terá de ter resultados superiores a 7% como acontece em Lisboa ou Portalegre. É preciso ser hipócrita, burro ou 100% cego, para ser tão omisso em coisas que são factos.

 

Sem mais nada a falar.

 

Da próxima vez diga as coisas na cara e menos em publicações escondidas."

 

Tiago Campos por e-mail, sem foto, em reacção ao post "Os discípulos de Goebbels".

 

 

 

 

Os discípulos de Goebbels

por josé simões, em 08.05.20

 

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Este é o gráfico posto a circular nas redes pelos minions do Ventas, à parte a "Pitágora & Sondagens PT" não existir, um peru menor, como diz o povo, as pessoas olham e vêm um gráfico impressionante, o Chaga como terceira força política, a morder os calcanhares ao PSD, a deixar lá bem no fundo da rua o CDS do Chicão, apesar dos esforços suados do Nuno Melo. O tipo [typography] com o dobro do tamanho do dos outros partidos políticos para encher o olho e tapar o cérebro, impactante, impressionante. Ninguém se dá ao trabalho de mais nada que não partilhar este fenómeno da política. Missão cumprida, a dos minions. Só que depois fazemos as contas e são 22 + 20 + 5 + 4 + 3 + 2 + 1 + 1= 58 deputados eleitos pelo distrito de Lisboa que elege... 48 deputados, menos 10. Até a Wikipédia sabe. Missão cumprida, a dos minions, discípulos de Goebbels.

 

Adenda: Uma sondagem sem indecisos, nulos, brancos, abstenção, ou não sabe/ não responde. Todo o eleitor em idade de votar, vota. Há que dar valor a tamanha capacidade de mobilização do eleitorado.

 

 

 

 

Nos 75 anos do fim da II Guerra Mundial

por josé simões, em 08.05.20

 

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O Der Stürmer do tugão, naquele jeito único que os portugueses têm para aportuguesar todas as palavras estrangeiras, O Estrume, é raro o dia que não faça primeira página com o Ventas do Chaga. Dantes eram os judeus, hoje são os ciganos, amanhã é qualquer um de nós, se para o caso der jeito.

 

[Der Stürmer]

 

 

 

 

Portugal, segunda década do século XXI

por josé simões, em 07.05.20

 

 

 

Fórum TSF: André Ventura propõe plano de confinamento para a comunidade cigana. Apoia a proposta do Chega, ou considera que ela é racista e inconstitucional?

 

 

 

 

A nova normalidade

por josé simões, em 02.03.20

 

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Já estamos todos habituados à pobreza de léxico e ao discurso infantil, capaz de envergonhar uma criança da escola primária, de Donald Trump, o oito a seguir ao oitenta Barack Obama. Custou mas foi, não há nada a que o ser humano não se habitue.

Já estamos todos habituados à boçalidade de Bolsonaro e à burrice de Abraham Weintraub, o ministro da Educação do Brasil que escreve "imprecionante", "suspenção" e que confunde Franz Kafka com kafta, um prato árabe.

Agora vamos habituar-nos à ignorância, aos erros ortográficos, aos erros de concordância, à confusão de conceitos do líder do Chaga [não é gralha]. "Bertol Brecth", "Dostoywesky", "massiço", "chisato", "solarengo", "despoletar", "há dez anos atrás", "buçal", replicados pelos aios e escudeiros, gente que não sabe a diferença entre um acento grave em "à" e um acento agudo em "ás" e que se calhar até pensa que é assento, que escreve República sem acento agudo no u, que confunde Presidência com Previdência, ou talvez não, nas mãos do líder Ventas seria "Previdência e Abono de Família". Gente que nos idos de quem têm saudades apanhavam 25 reguadas em cada mão e iam para o canto da sala com umas orelhas de burro enfiadas cornos abaixo.

 

[Imagem "André Ventura apresenta hoje, em Portalegre, a sua candidatura à presidência da República. Esta é a credencial para os jornalistas"]

 

 

 

 

Lei da Protecção do Sangue Português e da Honra Portuguesa

por josé simões, em 09.02.20

 

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Pela revista Sábado [acesso condicionado] ficamos a saber que na segunda década do século XXI português há um bando de imbecis - a única definição plausível pelo desconhecimento total da História de Portugal, desde os povos ibéricos pré-romanos até à actualidade, e ignorantes da história, recente de 75 anos, da Europa, que se rege por leis da Alemanha nazi dos anos 30 do século XX, as de má-memória  Leis de Nuremberga que deram o primeiro passo para a "solução final" e para o holocausto. Notícias que não abrem telejornais, se calhar porque como Paulo Rangel, o ex-camarada de partido de André Ventura, até agora não viram nenhum fascismo em André Ventura.

 

[Via]