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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O último que feche a porta e atire a chave ao rio

por josé simões, em 16.04.24

 

 

 

Um deputado absolvido do crime de prestar falsas declarações em tribunal por não se encontrar sob juramento "Juro, por minha honra, dizer toda a verdade e só a verdade" e assim ter toda a liberdade para mentir ao juiz com quantos dentes tem na boca, sem perigo de meter em causa a sua honra nem de comprometer a investigação.

 

A justiça a gozar com gostar dela própria. O último que feche a porta e atire a chave ao rio.

 

Ministério Público arquiva processo contra deputado do Chega

Filipe Melo teria prestado falsas declarações em tribunal, mas, afinal, não estava sob juramento quando o fez.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O que aí vem

por josé simões, em 02.04.24

 

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Na véspera da tomada de posse do Governo o taberneiro avisa o ex camarada de partido e a nova ministra que não basta o dinheirinho para compor as contas dos polícias, e deu um sinal aos "Zero" e outros inorgânicos do Whatsapp e Telegram de que a luta continua depois do cerco ao Capitólio. O que é isso de racismo, respeito pela legalidade democrática e direitos humanos, se "a arma é para usar quando é preciso" e se à polícia cabe julgar, condenar, e devem ser ungidos de inimputabilidade?

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Circo da Páscoa

por josé simões, em 27.03.24

 

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No intervalo da palhaçada armada no Parlamento pelo taberneiro, no intervalo entre Aguiar-Branco sair pela porta pequena na primeira votação e Francisco Assis lhe ficar à frente na segunda, tivemos Bruno Nunes, deputado, em directo via Skype na televisão do militante n.º 1, e ficámos todos a saber que o partido "é um partido democrático", e depois que "o que se segue só o líder sabe" em resposta à jornalista de serviço, e outra vez que o "partido é um partido democrático", dito duas vezes.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Os grandes portugueses

por josé simões, em 26.03.24

 

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Era de prever que mais cedo ou mais tarde os 41% de portugueses que votaram em Salazar como "O Grande Português", a única eleição que ganhou, haviam de largar o sofá e o televoto para darem corda aos chispes, se dirigirem às urnas, e elegerem 50 grandes portugueses. Os 50 grandes portugueses que depois levariam a votos para vice-presidente da casa da democracia Diogo Pacheco de Amorim, um grande português que nos idos da juventude andou a "incendiar" Coimbra ao lado de outro grande português, agora no comentariado, avençado nas televisões em horário nobre - José Miguel Júdice, por acharem que Salazar era um gajo demasiado à esquerda e que, chegado o 25 de Abril, rapidamente se converteu à democracia do MDLP, uma organização terrorista-bombista que submeteu Portugal à lei da bomba, antes de se alistar no CDS, o Chega com estudos antes de haver Chega, agora a votos para segunda figura do Estado, depois de um acordo de bastidores "vocês votam no nosso e a gente vota no vosso", que o "não é não" de Montenegro não lhes permitia assumir olhos nos olhos com os portugueses, mais por faltarem à palavra dada do que por vergonha em acordarem com quem acordaram. Danado por ser remetido à invisibilidade, e da invisibilidade à insignificância é um passo, o taberneiro, expert em teoria do caos, mandou os apaniguados absterem-se de votar no nome proposto pelo PSD, anteriormente acordado entre ambos,  e deu-se o flop Aguiar Branco. "Estão a ver quem manda na taberna?", perguntou o taberneiro. E quando o "sentido de Estado" lhes mandava dizer aos portugueses "nós tentámos um acordo com estes senhores, mas roeram a corda, não cumpriram a palavra dada, não são gente de confiança, e nós agora vamos acertar os nomes com o PS e a coisa resolve-se em menos de um fósforo, que é a democracia e a imagem da Assembleia da República que está em causa", o PSD sai a apontar o dedo ao PS, que não foi tido nem achado nesta palhaçada, pois quem se deita com palhaços acorda no circo, prontamente sublinhados pelo partido RGA [Reunião Geral de Alunos], também conhecido por Ilusão Liberal, remetido para a insignificância nas legislativas, sem número de deputados para fazer a diferença e que vai passar uma legislatura intyeira em bicos dos pés. E ainda hoje é o primeiro dia.

 

 

 

 

A miséria religiosa

por josé simões, em 26.03.24

 

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"O uso de desinformação, provocando medo nos fiéis – naquilo que um investigador designa de conspiritualidade”, a associação de teorias de conspiração e espiritualidade – e a aliança com políticos bolsonaristas marcou campanha política do Chega e do ADN."

 

A influência dos pastores evangélicos nos votos: "Não vamos parar até que a Bíblia entre no Parlamento"

 

"A miséria religiosa constitui ao mesmo tempo a expressão da miséria real e o protesto contra a miséria real."

 

 

 

 

A luta contra o poder do TikTok

por josé simões, em 22.03.24

 

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Luís Montenegro ganhou as eleições, por poucochinho mas ganhou, e a primeira entrevista da televisão do militante n.º 1, SIC/ SIC Notícias, é ao taberneiro, medalha de bronze nas urnas. Faz sentido, no sentido da luta contra o poder do TikTok

 

 

 

 

Dia do Pai

por josé simões, em 19.03.24

 

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Marcelo tinha mandado dizer na véspera das eleições que com ele o taberneiro não entrava no Governo. Eleições feitas e o taberneiro vai a casa de Marcelo com mais de um milhão de votos no bolso e à saída diz que o Presidente não se importa que ele faça parte do Governo. Ainda o taberneiro estava a passar a língua pelas beiças para pontuar o discurso como é seu timbre e já Marcelo fazia sair uma nota a dar conta de que "Como tem repetidamente afirmado, o Presidente da República não comenta declarações de partidos políticos nem notícias de jornais.". E aqui é que reside a arte do artista Marcelo. Marcelo não diz que afinal já quer o taberneiro no Governo, "aquilo antes das eleições foi no gozo, lol, caíram que nem patinhos", ou "disse aquilo para o pagode não ter medo de votar na minha facção, não resultou, temos pena", ou ainda "o que disse antes das eleições não fui eu quem o disse, foi "a fonte"", não, Marcelo diz que não comenta o comentário do taberneiro. É o que está lá escrito, escusam as pitonisas, comentadeiros e paineleiros vir com efabulações, Marcelo não desmentiu, Marcelo não confirmou, Mar-ce-lo não co-men-ta. Pon-to.

 

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Podia Marcelo ter acrescentado duas alíneas ao "o Presidente da República não comenta declarações de partidos políticos nem notícias de jornais:

a) Excepto no Governo da 'Geringonça'

b) Excepto no Governo da maioria absoluta do Partido Socialista

 

 

 

 

O Processo de Normalização em Curso

por josé simões, em 17.03.24

 

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Que Augusto Santos Silva corre o risco de não ser eleito deputado e que se tal acontecer é a primeira vez que um presidente do Parlamento em exercício não é reeleito e que tal é consequência de Augusto Santos Silva ter andado a provocar o Chega na Assembleia da República porque os eleitores não gostaram do que viram. Lá mais para a frente, na avença semanal que tem na televisão do militante n.º 1, Marques Mendes também falou qualquer coisa como "meridiana inteligência política" a propósito de maiorias parlamentares e presidências de comissões e assim. E esta coisa é "conselheiro de Estado".

 

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E agora?

por josé simões, em 14.03.24

 

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Ouvir Bernardo Ferrão, na televisão do militante n.º 1 com a maior cara de pau, dizer que o taberneiro, coadjuvado pela Rita, se move como ninguém nas redes e plataformas,  dos Facebookes aos TikeTokes passando pelo Tuitas e pelo UotesApes, e que é daí o crescimento exponencial do partido, já que os outros ficaram parados no tempo, agarrados às velhas tecnologias que nem os velhos já usam, depois de termos visto a SIC e a SIC Notícias a todas as horas com o traste em grande destaque por tudo e por nada e ainda a interromperem programação para o ouvir em directo sobre nada e mais alguma coisa. "E agora?" Pergunta a revista Sábado depois da enésima capa com o taberneiro.

 

 

 

 

Os idiotas úteis

por josé simões, em 12.03.24

 

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Agora não tem jeito... A extrema esquerda racista, fascista e a comunicação social mentirosa vão ter que levar com o negão do CHEGA [emoji] Viva Portugal [bandeira nacional]

 

O Twitter de Marcus Santos, Vice-Presidente da Comissão Política Distrital do Porto. Conselheiro Nacional do partido CHEGA. Ex-atleta profissional. Deputado eleito pelo círculo eleitoral do Porto à Assembleia da República. Brasileiro. Estas duas últimas acrescentei eu.

 

E depois os comentários ao tweet:

"Já que vais “representar” o povo português podias pelo menos esforçar te para falar em português.". "vais estar no Parlamento Português, podes por favor começar a falar em Português, o Português de Portugal. Obrigado". "Vi num video que disseste "Portugal aos portugueses". Porque é que estás num partido português, agora deputado, não sendo português?". "Não nos representas. Desaparece". "Aprende a falar português se quiseres representar os portugueses, é o mínimo que podes fazer.". "Não representas nem Portugal nem os portugueses. Foste um erro de casting, uma má escolha que o partido Chega se vai arrepender e muito. O tempo me irá dar razão. Entretanto por favor, tenta não falar muito na AR, é que só sai merda dessa boca fora.". "Sempre vai ganhar mais que o RSI...". "Bosta!". "volta para a tua terra mas é". "O Tio Tom foi eleito?". "vão ter que levar" o quê, meu senhor??? O senhor foi, realmente, alfabetizado em português? Não lhe causa qualquer rubor se expressar, na terra de Camões, tão terrivelmente?". "Vais limpar as retretes da assembleia??". "Vergonha nacional. Que desilusão, foda-se!". "Pretos para a terra deles.". "completamente patético e vergonhoso". "não nos representas, brasileiro."

 

E no fim ficamos todos a saber que os comentários não são de trols eleitores do partido da taberna: "Acho piada aos comentários. A malta de esquerda vem toda aqui para aliviar a azia. O melão é tão grande, que até choram!". Atacado e insultado pelo próprios camaradas que afinal são todos da esquerda ressabiada. Que nome é que se dá a isto? Idiotas úteis, parafraseando o chefe.

 

 

 

 

"Resolver problemas concretos das pessoas"

por josé simões, em 12.03.24

 

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Caos no Serviço Nacional de Saúde, caos na escola pública, falta de profissionais - médicos, enfermeiros, professores, especialistas; greves dia sim dia sim, com os transportes à cabeça a tirarem do sério qualquer um; descontentamento nas polícias, bombeiros e forças armadas, não entrando no problema habitação que passou a ser problema desde que uma casa deixou de ser um bem de primeira necessidade para passar a activo financeiro; o caldo que potenciou a ascensão do partido do taberneiro nas urnas, o tal partido que "não tem capacidade de expor e resolver problemas concretos das pessoas [e que agora fica] com a capacidade de influenciar a agenda da direita moderada na próxima legislatura". O PS, com o senhor à cabeça enquanto ministro das Finanças, obviamente não tem nada a ver com isto. Obrigado Fernando Medina pela lucidez da análise.

 

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No comboio descendente vinha tudo a gargalhada *

por josé simões, em 11.03.24

 

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"Estou contente". "Era preciso fazer qualquer coisa". "Vamos lá a ver desta". "Era preciso mudar". "Eram sempre os mesmos". "Uma vez uns, outra vez os outros". "Anos inteiros nisto". "A gente a trabalhar e eles no subsídio". "Foram para a política para se encherem". E "eles" nem sequer ganharam nada, foram a terceira força política mais votada, mas a dinâmica do discurso é a da vitória e da mudança, e esta percepção na opinião pública já é uma cabazada ao "sistema". Basicamente era este o teor das conversas, hoje no Fertagus, entre pessoas banais, daquelas com roupa das obras, das limpezas, fardas de segurança, pronto a vestir do mercado, nikes e lacostes da candonga. * No comboio descendente vinha tudo a gargalhada, uns por verem rir os outros, e os outros sem ser por nada.

 

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50 anos do 25 de Abril

por josé simões, em 10.03.24

 

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Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
 
 
 
 
 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 08.03.24

 

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Depois do regresso ao passado do que de pior a política portuguesa teve nestes 50 anos de democracia, um freak show de carreiristas oportunistas e outros incompetentes e medíocres, montado na campanha eleitoral de Montenegro; depois de ter falhado um encontro acidental com Montenegro na Bolsa de Turismo de Lisboa por causa de uma lata de tinta verde despejada por um imbecil climático, Marcelo faz saber pela habitual fonte da Presidência que tudo fará para evitar o partido do taberneiro no Governo, podem os indecisos ficar descansados e ir à cruzinha sem receio. Não ter a puta da vergonha na cara é isto.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

A Taberna do Papagaio

por josé simões, em 05.03.24

 

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O taberneiro sabe o nome da avó da Mariana, o taberneiro sabe o nome dos "terroristas do Raimundo" e dos "terroristas do Bloco", o taberneiro sabe o nome do gajo que no Twitter lhe vai roubar a eleição nas urnas, o taberneiro sabe o nome da escola dos filhos do Tavares, o taberneiro sabe como recuperar todo o dinheiro da corrupção, o taberneiro sabe tudo sobre a herança da mãe do Sócras, o taberneiro sabe tudo sobre os negócios da Sousa Real dos animais, o taberneiro sabe tudo sobre o percurso do Pedro Nuno desde a escola primária, o taberneiro sabe como tirar o dinheiro da economia paralela, o taberneiro sabe o nome de quem na casa-mãe lhe vai viabilizar um governo, quer o Montenegro queira ou não queira, o taberneiro sabe tudo só não sabe o nome dos financiadores da agremiação a que preside.

 

Havia nos 70's nas Fontainhas em Setúbal a Taberna do Papagaio, com o psittacidae que lhe dava o nome em cima duma lata de bolacha Maria de folha, quando a dita era vendida avulso dentro de um cartucho de papel, a repetir "gatuno! gatuno!" sempre que alguém se afastava do balcão sem pagar.

 

[Imagem de autor desconhecido]