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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O barómetro "taberneiro"

por josé simões, em 11.12.25

 

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A espinha dorsal do taberneiro é qualquer coisa... E ao mesmo tempo um indicador de que a greve geral foi um sucesso: era a favor, agora é contra o pacote laboral.

 

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A espinha dorsal do taberneiro é qualquer coisa... Quando polícias e GNR's derrubaram as barreiras, galgaram as escadas, quase até à porta da Assembleia da República, não se lhe ouviu uma palavra, hoje, quando meia-dúzia de bandalhos tomaram conta do que restava da manif, depois das centrais sindicais se terem retirado. quer à força ouvir a condenação de toda a esquerda pelos incidentes, insinuando uma ligação da esquerda aos arruaceiros.

 

 

 

 

Feios, porcos e maus

por josé simões, em 28.11.25

 

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Há uma cena em "A Zona de Interesse" onde a mãe Rudolf Höss comenta com a nora a ex-patroa judia que estava agora do outro lado do muro a passar privações, trabalhos forçados, enquanto aguardava a sua vez na pira de cremação a céu aberto [os crematórios só chegariam lá mais para a frente]. "Quem é que ela pensava que era, sempre a dar ordens, faça isto, faça aquilo, agora é que ela vai ver o que é bom", mais ou menos isto.

 

Em Zona de Desconforto os funcionários do Parlamento apresentam queixam formal contra deputados do Chega. Estes trabalhadores queixam-se de comportamentos, por parte da segunda força política mais representada na Assembleia da República, que "afectam profundamente a dignidade, auto-estima, saúde mental e integridade física dos trabalhadores".

 

Uma coisa foi o Holocausto, com o conhecimento mal disfarçado do povo alemão, em geral, e o conhecimento, de facto, dos familiares dos implicados na máquina "solução final"; outra coisa é degradação do ambiente político, da civilidade, da boa educação, e o triunfo do trogloditismo e da boçalidade com o consentimento da segunda figura do Estado, "no meu entender, pode", mas o princípio é o mesmo, a ascensão ao poder e a posições de decisão dos deserdados, dos miseráveis, dos antigos lacaios, o popular "não peças a quem pediu, nem sirvas a quem serviu", porque agora sou eu quem manda, agora é que vocês vão ver o que é bom.

 

 

 

 

O rebanho

por josé simões, em 24.11.25

 

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Bolsonaro alegou alucinação, delírio, paranóia, ter ouvido vozes, como justificação para tentar abrir a pulseira electrónica que lhe foi imposta pelos tribunais pela tentativa de golpe de Estado após ter sido derrotado nas urnas; Pedro Frazão alegou sentimento de insegurança para deixar o carro estacionado em cima da linha do eléctrico, enquanto foi gravar mais um video para o TikTok a insultar os monhés, apesar de mesmo ali por baixo haver um parque de estacionamento, com segurança, por acaso um dos com a tarifa mais baixa de Lisboa, e apesar do sentimento de insegurança não o ter impedido de deixar os haveres dentro do carro à vista de toda a gente, monhés incluídos.

A arte destes artistas não consiste em dizer todas as merdas que lhe vêm à boca ou lhe passam pela cabeça por mais estapafúrdias que sejam para justificar o injustificável, que merdas da boca para fora e coisas sem nexo toda a gente consegue dizer sem um mínimo de esforço. A arte destes artistas consiste em conseguirem arregimentar um rebanho de acéfalos e alucinados que são capazes de jurar que as pedras da calçada são de samaúma se isso lhes for dito pelos chico-espertos que os lideram.

 

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Conta-me como foi

por josé simões, em 14.11.25

 

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[Recebido por WhatsApp]

 

 

 

 

Entretanto ao balcão da taberna...

por josé simões, em 13.11.25

 

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O partido da taberna apresenta uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado, intitulada Programa Nacional de Remigração, coisa que tem cabimento num OE, como é por todos sabido, e coisa que é defendida pelos afonsinhos do condado [como é também por todos defendido sabido dentro da agremiação com lugar no Parlamento], e a quem o Frazão foi dar uma abraço, em nome próprio, que o taberneiro não quer cá confusões, que para dizer as merdas que ele pensa estão lá outros, que o trogloditismo tem um limite, até para ele. Confusões só com Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras que passou a Unidade Nacional de Execução Forçada, se calhar por o chefe ter orgasmos múltiplos com o ICE 'amaricano', ou se calhar porque foram ao ChatGTP e tiveram meia sorte por GNR não ter saído Grupo Novo Rock. O partido dos polícias, da força e da ordem. "Pra mim é um tinto traçado", deve ter pedido o escriba da proposta ao balcão da taberna, depois de mais um dia de trabalho em prol dos portugueses de bem.

 

 

 

 

Os afonsinhos do condado

por josé simões, em 12.11.25

 

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Foi há muito tempo, foi no passado domingo, e hoje é quarta-feira e já ninguém se lembra, o Frazão, deputado eleito pelo partido da taberna, entrou em directo no ecrã do grupo excursionista Reconquista, reunido na Maia sob a batuta do Afonsinho do condado, um cromo com bigodinho gay anos 80, que não gosta de mulheres. Por uma daquelas coincidências, no dia em que a coisa começou a ser falada o taberneiro chamou os jornalistas para falar, outra vez, sobre cartazes e ciganos e sobre ciganos e cartazes, sobre a prestação do Frazão titubeou umas palavras, enrolou-se, seguiu em frente, os jornalistas também não o chatearam muito que não é para isso que eles ali estão. Não foi ele, foi o outro. É que todos os votos contam, o Frazão foi o cordeiro sacrificial, o chefe pode seguir em frente, "agora não me toca", como veio da terra dele cantar o Anselmo Ralph.

 

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"Para Angola, rapidamente e em força"

por josé simões, em 11.11.25

 

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Ver Pedro Pinto em Luanda, atrás de Marcelo, para confirmar com os próprios olhos, que a terra há-de comer, como é que os pretos estão na terra deles, perdão, para assistir às comemorações dos 50 anos da independência de Angola,  a expensas do contribuinte na 1551.ª viagem oficial do Presidente da República, é algo de verdadeiramente surpreendente mesmo vindo de um deputado do partido da taberna.

 

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A Voz do Povo

por josé simões, em 10.11.25

 

 

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"Vai fazer greve geral? Não. Não?! Não, se o problema deste país são os ciganos e os imigrantes porque é que vão perder tempo e desperdiçar  energias com pacotes laborais?"

 

Para quem não percebe o papel que cabe ao partido da taberna na conjuntura política.

 

 

 

 

Foi à lã, saiu tosquiado

por josé simões, em 03.11.25

 

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O taberneiro grita, esbraceja, mente, interrompe o oponente, interrompe o entrevistador, insulta e goza com toda a gente - Jerónimo de Sousa era "o avô bêbado", começou aqui, foi há muuuuuito tempo, foi em 2021, já ninguém se lembra. O taberneiro inaugurou e normalizou a era do insulto, da má-educação, da falta de respeito, do vómito, da chafurda. O taberneiro faz isto tudo e no minuto seguinte tem uma horda de minions, conhecidos, anónimos, contas falsas, bots, a amplificarem e repercutirem o que foi vomitado, jogam com o algoritmo e o algoritmo joga com eles. É o que é, estamos na era do vómito e da javardice.

 

O taberneiro foi à undécima "entrevista exclusiva" mensal num canal do cabo. O taberneiro não gostou da última pergunta e protestou, passou a língua pelas beiças, ainda mais do que é habitual, e protestou outra vez. Afinal não se conseguia entrevistar a si próprio, e fica à nora com perguntas simples, tipo "se sempre disse que queria ser primeiro-ministro, porque se está a candidatar a presidente?" podia o perguntador ter acrescentado "depois de se ter candidatado a todas as câmaras municipais do país nas últimas autárquicas", não teve tempo, o Costa filho atalhou que se fosse com ele tinha sido "porque berra tanto?", o taberneiro amuou, fez beiço, foi embora, e no minuto seguinte tinha uma horda de minions, conhecidos, anónimos, contas falsas, bots, os mesmos que espalham ódio, boataria, javardice, vomitado, indignados nas redes com o "jornalismo militante [sic] da CNN. Mal habituados. O chefe tinha sido vítima da fórmula que manipula. Ainda por cima às mãos de um "monhé" [sic], está lá, escarrapachado em todos os comentários cobardes, anónimos escondidos atrás de burcas com a cruz de Cristo, o Henriques franciu que bateu na mãe, vikings, bandeiras da reconquista, e o caralho, rataria saída dos bueiros. Não há nisto racismo nenhum, honi soit qui mal y pense.

 

O Costa filho fez ao taberneiro o que o taberneiro faz aos outros ou, como diz o povo, "foi-lhe pela peida acima", em directo e a cores. Se calhar a fórmula de lidar com o taberneiro é meter o taberneiro na ordem, saltando para trás do mesmo balcão de taberna... O Gavin Newsom da Califórnia tem usado o mesmo expediente com o agent orange, quando sai da linha leva com ele em cima. 

 

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Um Salazar em cada esquina

por josé simões, em 28.10.25

 

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Um partido legalizado, segundo o Tribunal Constitucional, com indícios "não tranquilizadores" quanto à forma como foram feitas ou obtidas as assinaturas, e que viu o processo arquivado pelo Ministério Público porque  "não foram reunidos indícios suficientes sobre a autoria, moral ou material, das falsificações", congratula-se por ter metido uma alínea na lei que implica a perda da nacionalidade a quem a obtiver por meios manifestamente fraudulentos. Um Salazar em cada esquina para pôr cobro a esta bandalheira é que era.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

"Fazem falta 3 salazares"

por josé simões, em 28.10.25

 

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"Fazem falta 3 salazares"

por josé simões, em 27.10.25

 

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O círculo perfeito

por josé simões, em 24.10.25

 

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Não podem rezar na via pública. E não é autorizada a construção de novos lugares para o culto. Vão rezar em garagens, armazéns, caves, na clandestinidade. Entregues a imames, clérigos radicais, sem escrutínio, fora dos radares. E assim se "alimenta a radicalização, a guetização e a hostilidade aos valores democráticos". Exactamente o que se argumenta para a proibição. É o círculo perfeito de que se alimenta a extrema-direita, irmã gémea do islamofascismo. O ódio alimenta o ódio, a raiva alimenta a raiva, o medo alimenta o medo.

 

[Para a foto consultar o Artigo 41.º da Constituição da República Portuguesa, "Liberdade de consciência, de religião e de culto".

 

Fear leads to panic, panic leads to pain/ O medo leva ao pânico, o pânico leva à dor

Pain leads to anger, anger leads to hate/ A dor leva à raiva, a raiva leva ao ódio

 

 

 

 

O encantador de burros

por josé simões, em 14.10.25

 

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"Somos já um grande partido do poder local português!", com ponto de exclamação e tudo. A foto do ungido em todos os cartazes do Minho ao Algarve e ilhas adjacentes rendeu 3 câmaras municipais, a maior com menos inscritos e menos votantes que a maior freguesia do concelho de Setúbal, onde ficou na terceira posição, a milímetros da castigada CDU. "Chega triplica câmaras". O triplo de zero é zero. No tempo do velho de Santa Comba, por quem tanto suspiram, iam para o canto da sala com umas orelhas de burro enfiadas na cabeça, depois de lhes ter sido aplicada uma dezena de reguadas em cada mão, pela inépcia à disciplina "Aritmética", e iam "ter de lidar com isso".

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Rumo à Vitória

por josé simões, em 13.10.25

 

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O partido da taberna ganhou as autárquicas, o CDS ganhou as autárquicas, e o Ilusão Liberal ganhou as autárquicas, disse-o a Mariana "angolana", já a noite ia alta.

Na RTP tivemos o momento caricato da noite com João Almeida, um palerma que nasceu para a política ao andar a abanar o rabo atrás da Zezinha Nogueira Pinto com a cara cheia de furúnculos, o Taxa, apóstolo do taberneiro, desprovido de cérebro, que andava à nora no estúdio a declarar a vitória na Moita ia a contagem com meia hora, e que após a aparição do chefe começou a repetir o que tinha acabado de ouvir, e o ilusionista liberal MAL, aquele que depois de ver manifs pro Hamas em todos os panfletos inventados na net só já lhe falta responder aos mails do príncipe da Nigéria, a medirem pichas para verem quem era o maior partido autárquico e quem tinha ganho mais que o outro.

Esta gente gozava com as vitórias do PCP.

 

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