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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 17.01.15

 

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A capa da The Big Issue

 

 

 

 

||| Allahu Akbar

por josé simões, em 15.01.15

 

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Isso. Eles agradecem. Continuem todos muito entretidos com debates da treta sobre "liberdade de expressão" e discussões intermináveis, e não menos da treta, sobre os limites à "liberdade de expressão", quando o que está em causa é muito mais do que isso, é muito mais nobre, é a laicidade do Estado. Isso. Continuem. Eles agradecem.


"Não se pode provocar nem insultar a fé das outras pessoas. Não se pode ridicularizar a fé. A liberdade de expressão tem limites"


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||| Ceci n'est pas Maomé

por josé simões, em 14.01.15

 

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Metam isto nas vossas cabecinhas.

 

 

 

 

||| Poderoso

por josé simões, em 14.01.15

 

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«Among them was Albanian prime minister Edi Rama, who arranged three pencils in his jacket pocket in the colours of the Tricolore.»

 

 

 

 

||| Jornalismo "de referência"

por josé simões, em 13.01.15

 

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Somos todos Charlie Hebdo. Ou pelo menos um bocadinho, vá lá.


«O The Guardian divulga a capa do Charlie Hebdo no interior de um artigo e com este aviso.
Os terroristas afinal ganharam um bocadinho.»

 

 

 

 

||| Tempos que correm

por josé simões, em 13.01.15

 

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Ouvir os beatos e fundamentalistas católicos a toda a hora nas televisões a falar em "valores ocidentais" da democracia e da liberdade de expressão quando esses valores lhes foram impostos de fora por ateus e agnósticos em centenas de anos de luta e milhares de mortos pela separação entre a política e a religião e pela laicidade do Estado. Uns artistas.


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||| Os 150 anos do Diário de Notícias mereciam um melhor director

por josé simões, em 12.01.15

 

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Depois de 3 anos a ouvir dizer todos os dias que "Portugal não é a Grécia", no sentido de que somos muito melhores e muito cumpridores e de que não somos trafulhas e não maquilhamos as contas:


«O mais que podíamos desejar é que estivesse na primeira fila, mas seria, infelizmente, uma desproporção face ao nosso peso diplomático atual - e a verdade é que a nossa falência inevitavelmente nos diminuiu, embora a justificação não seja apenas essa. Se há crítica que deve ser feita a este governo é o seu isolamento. A decisão de arrumar a casa, fazer a faxina, descurando o lado diplomático que poderia até dar-nos mais voz do que matematicamente valemos, nunca esteve realmente na equação. Virados para dentro, sufocando na dívida e nos jogos de poder provincianos e destrutivos, ontem o país deu o passo certo, sem ambiguidades, sem sentimentalismos deslocados, sem masoquismo [...].»


Era capaz de jurar que Antónis Samarás, da Grécia que não somos nós e que não cumpre nem faz cumprir, está ali na primeira linha da manif, de cabeça erguida e de braço dado com Mariano Rajoy, da Espanha que não é a Grécia, de braço dado com David Cameron, da Inglaterra que não é nada com nada, sem o peso diminuído e sem a desproporção equacionada, malgré o segundo resgate e a ameaça do terceiro. Em boa verdade não somos a Grécia, a começar logo pelos valores e pela coluna vertebral na hora de dizer "presente!".


Os 150 anos do Diário de Notícias mereciam um melhor director ou, vá lá, um director mais honesto e menos lambe-botas do poder instituído.

 

 

 

 

||| Quiz

por josé simões, em 11.01.15

 

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Pedro Passos Coelho andou disfarçado na “marcha republicana” de Paris porque:


- Já estávamos representados na primeira linha pela Alemanha e pelo presidente da Comissão Europeia
- Havia demasiado Estado presente na marcha contra o terrorismo
- Só os principais líderes europeus tinham acesso à primeira linha da manif
- Havia o risco de uma contra-manif organizada por aqueles que mandou emigrar
- Como não tem uma única ideia sobre a Europa não correu o risco de ter de partilhá-la com os outros líderes
- Foi ali porque sim já que quem ofende as crenças religiosas de cada um está mesmo a pedi-las


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||| O lumpemterrorismo

por josé simões, em 10.01.15

 

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Os loucos que governam o Irão mandam recados pela boca do Donaltim, o terrorista Nasrallah, a dizer que os assassinos de Paris dão mau nome ao Islão e ao Profeta e não têm "sentido de Estado".


Também cheios de "sentido de Estado" os terroristas do Hamas condenaram as execuções de Paris, que não convém confundir com justas causas e tal.


Cheios de "sentido de Estado" os terroristas mainstream sabem melhor do que ninguém, e melhor que o novel lumpemterrorismo, que o terrorismo que é terrorismo é em Israel em defesa da Judeia e da cidade santa de Élia Capitolina ou, vá lá, no fim do mundo da Nigéria ou do Sudão, nunca na Europa velha e nas capitais velhas da Europa velha, que isso espanta o apoio dos idiotas úteis à causa.


O lumpemterrorismo, em roda livre, veio baralhar as contas e dar cabo disto tudo.


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||| Relatório e Contas. Resumo da Semana

por josé simões, em 10.01.15

 

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||| Faz todo o sentido

por josé simões, em 09.01.15

 

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Reintroduzir a pena de morte a propósito de alguém que está disposto a, com um colete de bombas à cintura, se explodir num autocarro, num café, num banco, numa instituição pública qualquer e levar consigo dezenas de inocentes;

reintroduzir a pena de morte a propósito de alguém que, barricado num pavilhão dum parque industrial e depois de ter executado 12 inocentes em nome de Alá, sai a disparar contra a polícia, enquanto grita "Alluah Akbar" porque tem no paraíso 70 virgens à espera. Faz todo o sentido e é mais uma prova de que a turba é acéfala e irracional, ao contrário do cardume de sardinhas que, no oceano, se fecha em movimentos aleatórios para iludir o predador.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| Justiça poética

por josé simões, em 09.01.15

 

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Executar 12 pessoas na redacção de um jornal e acabar morto numa gráfica.


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||| Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 09.01.15

 

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A primeira página do The New Zealand Herald

 

 

 

 

||| Ils sont tous Jorge de Burgos

por josé simões, em 09.01.15

 

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||| Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 09.01.15

 

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A capa da The New Yorker