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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O circo nunca acaba

por josé simões, em 04.05.20

 

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Marcelo, 71 anos de idade, ignorando o dever cívico do confinamento, depois de avisar as televisões desce alegremente o Chiado para ir às compras e para perorar sobre o distanciamento social na manif do 1.º de Maio.

 

[Imagem]

 

 

 

 

A favor: PS, PSD, BE, PAN e CDS

por josé simões, em 03.05.20

 

Decreto do Presidente da República n.º 20-A 2020.jpg

 

 

Portanto a CGTP, central sindical afecta ao partido que votou contra o prolongamento do estado de emergência - o PCP, organiza uma manif no Dia do Trabalhador com base no decreto presidencial aprovado no Parlamento com os votos a favor dos partidos que estavam contra a realização da manif. Confusos?

 

 

 

 

A manif da CGTP no Primeiro de Maio

por josé simões, em 02.05.20

 

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Pelo que nos é dado a perceber pelas televisões os empregados da fábrica da Azambuja contaminados com a Covid-19 andam há 15 dias alegremente ensanduichados em comboios casa-trabalho-casa sem protecção, alegria no trabalho e reabrir a economia. Ai, ai, ai, os autocarros do Seixal na manif do 1.º de Maio...

 

[Na imagem a primeira página do argentino Clarín]

 

 

 

 

"Coligação negativa"

por josé simões, em 15.02.20

 

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Como reconhecimento público da sua dedicação em defesa dos direitos do trabalho e dos trabalhadores irei sugerir ao Senhor Presidente da República que promova a condecoração de Arménio Carlos, pelos serviços meritórios praticados nestas funções.

 

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Cheque aos 'geringonços'

por josé simões, em 14.05.18

 

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Há que tirar o chapéu a António Costa quando saca da cartola o argumento de que "é mais importante contratar mais funcionários públicos do que aumentar os salários". O Bloco de Esquerda, com reduzida implantação na Função Pública e percebendo a armadilha, embatucou e fingiu que não tinha ouvido nada. O PCP, Jerónimo de Sousa, que ainda a semana passada disse no Parlamento que "há já muitos anos que por aqui ando", engoliu o isco e quando se deu conta da esparrela desviou a conversa para "a dívida pública impagável e o dinheiro que não há para nada mas há para os bancos", argumento justo e bonito, de resto, mas que não tem nada a ver para o caso porque, como disse e bem, a opção é política e o dinheiro vai ser sempre gasto, seja em aumentos seja em contratações, deixando o secretário-geral dos comunistas de fora os que já estão de fora, os desempregados, e encostando-se onde António Costa o queria encostado, ao partido da Função Pública, com toda a carga que isso tem no resto do país, nos outros, nos que não trabalham para o Estado.

Vem então os 'pontas-de-lança' dos partidos nos sindicatos, um para fazer prova de vida e outro para interpretar o papel que lhe foi destinado representar, invocar "os baixos salários" e "o congelamento de carreiras e de aumentos salariais". Mais dois encostados nas cordas ao lado de Jerónimo de Sousa, com as progressões nas carreiras e aumentos salariais no sector privado que não há só porque sim e porque a velhice é um posto como na tropa macaca, e com a falência do Estado, a manter o emprego a todos os seus funcionários, paga com a falência, o desemprego, a emigração, a miséria de milhares no sector privado e com o congelamento salarial e precariedade para os que ficaram.

Chapéu a António Costa, portanto.

 

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O Plano Quinquenal

por josé simões, em 19.12.17

 

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É altura de o Governo assegurar as condições para que a Autoeuropa seja parte integrante da nova fase da estratégia produtiva da Volkswagen.

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 02.12.17

 

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"O líder da CGTP acrescenta [...] que a Volkswagen deve ter em conta o custo de produção do novo modelo, que é muito mais baixo em Portugal do que na Alemanha". E ainda muito mais baixo na Roménia, na Bulgária ou na Moldávia do quem em Portugal, e muito mais perto de Berlim. Mas isso ele aprende depois.

 

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||| O ajustamento

por josé simões, em 30.11.15

 

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O problema de Carlos Silva é exactamente o mesmo problema de Paulo Portas: ninguém precisa dele nem da agremiação que capitaneia para nada, então esbraceja e faz barulho e, quanto mais esbracejar e barulho fizer melhor, pensa ele.

 

Canetas e esferográficas há muitas [como se viu na tomada de posse do XXI Governo constitucional.


[Imagem de autor desconhecido]

 

Adenda: Não é por acaso que os ministros do CDS passaram estes últimos 4 anos a elogiar o "sentido de responsabilidade" da UGT e dos seus dirigentes.

 

 

 

 

||| ¿Por qué no te callas?

por josé simões, em 01.11.15

 

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"CGTP não será condicionada por um governo de Esquerda"

 

 

 

 

||| Vira o disco e toca o mesmo

por josé simões, em 15.10.14

 

 

 

«UGT e CGTP criticam políticas do "mais do mesmo" no OE2015» com a UGT a acabar por assinar tudo o que o Governo lhe puser à frente lá mais para a frente mesmo sem já precisar de pedir autorização a Ricardo Salgado. Não é defeito, é feitio, e é, nas empresas, o nível a seguir a "engraxador": sabujo.

 

 

 

||| Com papas e bolos se enganam os tolos

por josé simões, em 09.09.14

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 15.06.14

 

 

 

Da UGT de Torres Couto, cálice de Porto na mão, ombro com ombro com Cavaco Silva, brinde à concertação social, para a UGT de João Proença, das revisões dos códigos do trabalho, em nome dos amanhãs que cantam e do sol brilhará para todos os trabalhadores, traduzidos em cada vez mais rigidez patronal, abandonando o cargo, com uma vaga ameaça de denuncia do acordo caso a maioria Passos-Portas não cumprisse o assinado, para o Secretariado Nacional de António José Seguro, até à UGT de Carlos Silva que, antes de ocupar o lugar, pede autorização ao patrão Ricardo Espírito Santo Salgado e, até ver, muto elogiado por Paulo Portas e tudo o que é ministro do CDS. Nascemos todos ontem e precisamos de explicações sobre o que é a CGTP, nascemos todos ontem e não sabemos o que é a UGT. Um canibal a falar:

 

«UGT acusa CGTP de ser "organização autofágica"

 

Carlos Silva afirma que a Intersindical permanece amarrada ao partido comunista mais ortodoxo da Europa e ao princípio do "quanto pior melhor".»

 

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||| Alguma coisa está a mexer, alguma coisa está a mudar

por josé simões, em 18.04.14

 

 

 

Primeiro foi o encontro em defesa da Segurança Social pública promovido por 19 dos mais importantes sindicatos, dos têxteis aos professores, dos médicos aos estivadores, estruturas afectas à CGTP e à UGT a alguns independentes, à revelia das duas centrais sindicais que, formalmente convidadas a associarem-se ao encontro, nem se dignaram responder nem de esconder o incómodo que a iniciativa lhes causou.

 

Agora é um grupo de trabalhadores de call centers que se propões criar o Sindicato Nacional dos Call Centers, sem qualquer relação com as estruturas sindicais afectas à CGTP ou à UGT, com vista a enquadrar uma profissão precária, mal paga e exercida por 50 mil portugueses.

 

"As pessoas não vêem que o facto de pagarem uma quota lhes vá servir para alguma coisa", diz Pedro Fortunato. E podia ter acrescentado que as pessoas vêem a UGT, desde o dia da sua fundação, a assinar sucessivos pactos laborais, concertações sociais e contratos colectivos de trabalho sempre em favor da rigidez patronal e sem que notem melhorias no recibo do ordenado no final do mês nem das condições de trabalho nem nos direitos e garantias, antes pelo contrário; que as pessoas vêem a CGTP a marcar, por decisão da Soeiro Pereira Gomes, sucessivas jornadas de luta, manifs e greves com timings e objectivos inescrutáveis, às vezes pelos motivos mais estapafúrdios, como as famosas greves em solidariedade com a Reforma Agrária ou as greves contra as privatizações, por exemplo. As pessoas vêem a UGT, sem representatividade nem implantação no mundo laboral, encostada ao Governo seja ele qual for, assinar e decidir coisas que mexem com a sua via e a dos seus para pior; as pessoas vêem a CGTP como uma força representativa e reivindicativa mas com um léxico pejado de chavões e adjectivos decalcados do discurso do tempo da Revolução Indústrial do secretário-geral do PCP, seja ele qual for, permanentemente entrincheirada na barricada dos comunistas e intolerante para com as diferenças e surda a tudo o que fuja ao dogma. As pessoas estão fartas.

 

Alguma coisa está a mexer, alguma coisa está a mudar. Ainda há esperança para o sindicalismo em Portugal?

 

[Joe Hill na imagem]

 

 

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 27.11.13

 

 

 

"cada um tem a sua agenda"

 

 

 

 

 

 

|| Uma besta vestida de corte italiano é um ministro

por josé simões, em 20.10.13

 

 

 

Podemos empobrecê-los todos até ao ponto em que não haja mais ninguém para vir para as ruas protestar por não suportar ver os espaços à sua volta preenchidos por quem já só pensa em sobreviver e por não querer para si e para os seus a mesmo destino, ou podemos ler, por exemplo e por ser "ideologicamente neutro", o Heinrich Eduard Jacob em 6000 Anos de Pão [Antígona, 2000] no capítulo que aborda as Guerras dos Camponeses, para o plano nacional, e o capítulo sobre a queda do Império Romano, pela periferia, para o plano europeu.

 

«o "direito de manifestação" está "consagrado" em democracia, mas lembrou que "os mais pobres" não se manifestam e "não aparecem na televisão"»

 

[Imagem]