Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O Rei dos Pantomineiros

por josé simões, em 29.05.24

 

cao.jpg

 

 

Sai o Relatório de Segurança Interna a dar conta do aumento da criminalidade, com os principais indicadores a incidirem no tráfico de pessoas, auxílio à imigração ilegal, crimes de ódio e violência entre grupos, curiosamente o que a direita, alegadamente democrática, insiste em desvalorizar: a imigração ilegal fruto dos entraves colocados à entrada em quem procura trabalho legal; crimes de ódio e violência entre grupos, pelo normalizar de comportamentos inaceitáveis, em nome da liberdade de expressão, liberdade de associação, e do princípio "se os proibimos aqui, amanhã abrem na porta ao lado, portanto é deixa-los estar", e logo o inefável Moedas apareceu nas televisões a dizer não estar surpreendido com o relatório porque "já há dois anos atrás [como será há dois anos à frente ou há dois anos ao lado?] "dizia ao antigo ministro que havia maior criminalidade, que ele sentia na rua", o mesmo princípio de análise científica - "O Sentimento", que o levou a assegurar que as Jornadas Mundiais da Juventude tinham sido um sucesso estrondoso para a restauração lisboeta, e não o fiasco que foram, porque alguém que tinha hospedado em casa lhe contou que o Pinóquio nos Restauradores estava com fila à porta.

A facilidade com que Moedas aparece nas televisões, por si convocadas para perorar por tudo e mais alguma coisa, sem qualquer contraditório, nem uma única pergunta difícil da parte dos pés de microfone, como forma de esconder a incompetência com "o barulho das luzes", é na base do mesmo princípio de quem engordou e andou com Ventura ao colo e que agora procura um candidato mais fofinho.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

"um Abril Moderado"

por josé simões, em 24.04.24

 

maia.jpg

 

 

Poderá Vossa Excelência, senhor Presidente do Conselho, por obséquio, desobrigar-se do cargo em que foi empossado, devolver a palavra ao povo para que este diga de sua justiça, ponha fim a uma guerra sem sentido em terras que não são suas, e possa andar na rua de cabeça erguida?

Este seu criado, Fernando José Salgueiro Maia, ao seu dispor.

 

"um Abril Moderado", assim mesmo, em maiúsculas. A sonsice da direita, chorona de um 25 de Novembro que não aconteceu, é uma coisa sempre surpreendente.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Bom dia

por josé simões, em 27.03.24

 

Menos-Estado-Mais-Liberdade.jpg

 

 

Bom dia,

Surpreendendo exactamente zero pessoas, Carlos Moedas queria dar projecto de 5 milhões a um amigo, através de um protocolo com uma associação, sem concurso público.

 

Bom dia,

Que o amigo seja o mandatário nacional do Ilusão Liberal, os tais do "Fora com o Estado, schnell, schnell! Mais trabalho e menos subsídios do Estado! Mais transparência nos negócios e menos amiguismo!" surpreende quem quiser ser surpreendido.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

Faz de conta que nascemos todos ontem

por josé simões, em 29.02.24

 

reset.jpg

 

 

Diz que Carlos Moedas é grande estadista por ter posto os pontos nos is e dizer preto no branco que a imigração faz falta, não podemos é "tolerar atentados contra a dignidade humana", e que a "imigração tem que ter regras, que garantam que quem entra no país tem contrato de trabalho e condições para viver com dignidade". E foi prontamente aplaudido, por unanimidade e aclamação, pelos compagnons de route que, desde pelo menos 2006, ano em que saíram dos buracos para os blogues, onde foi congeminada a direita ilusionista liberal, fã do 'amaricano' Tea Party e com fotos da Margaret Hilda na parede do quarto, sempre defendeu a virtude da iniciativa privada que criou os Uber, Uber Eats, Glovos desta vida, precisamente alimentados pelos imigrantes sem contrato de trabalho, sindicatos vade retro Satanás, coisa de comunistas, e sem sítio para dormir, que durmam empilhados uns nos outros que sempre se aquecem no Inverno. E nesta enxurrada orgásmica de aplausos temos alegados jornalistas, que não têm memória nenhuma do que era a direita liberal quando Passos começou a rabear com Manuela Ferreira Leite, moravam em Marte, taditos, mesmo aqueles que marcaram presença no congresso que havia de entronizar o barítono em Mafra.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

Direita, democracia e liberdade, lol

por josé simões, em 21.11.23

 

25novembro-lisboa.jpg

 

 

Para assinalar o 25 de Novembro, esse dia lindo e maravilhoso que segundo a direita foi tão ou mais importante que o 25 de Abril na restituição da liberdade e da democracia ao povo português, a câmara de Lisboa convida José Miguel Júdice, o tal que nos idos do fascismo liderava um bando que considerava Marcello Caetano um perigoso esquerdista enquanto se entretinha a "incendiar Coimbra" e que, derrubada a ditadura, integrou uma organização terrorista ao lado do camarada chegano Pacheco Amorim, para debate moderado pela moderada Helena Matos, que já o 25 de Abril ia alto foi para o alto da Sierra de Estrela, a Maestra tuga, de armas na mão "combater os activistas burgueses, contra-revolucionários, que queriam instaurar um regime democrático em Portugal", agora escriba no online da direita radical, o Observador, palco de alucinados que fazem o Milei argentino parecer um tipo sensato, frente ao Álvaro, que em beleza podia ser militante do PSD mas agora que está no PS deixa-me [ele] estar. "Excelente iniciativa de @Moedas", deixa no Twitter Paulo Pinto Mascarenhas, ex dirigente do malogrado CDS e adjunto de gabinete de Paulo Portas nos idos em que andou a ministeriar pela Defesa e pelo Mar. "Espetáaaaaclooo!", parafraseando "o gordo" do Preço Certo.

 

 

 

 

Reservoir Dogs

por josé simões, em 06.10.23

 

1 (31).jpg

 

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

A manha da direita manhosa coadjuvada pela esquerda que lhe abre as pernas

por josé simões, em 05.10.23

 

apalpao (1).jpg

 

 

Que não devemos alimentar radicalismos de minorias disse "o Moedinhas a funcionar" no paleio do 5 de Outubro, data que celebra a iniciativa de uns quantos radicais que mataram o rei e implantaram a República, depois de anunciar que a câmara de Lisboa vai comemorar o 25 de Novembro, o secretário de Estado do Governo que acabou com o... 5 de Outubro e o 1.º de Dezembro. Todas as datas contam, sublinhou. A manha da direita manhosa coadjuvada pela esquerda que lhe abre as pernas.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Quando Deus distribuiu a noção pela humanidade esqueceu-se de Carlos Moedas

por josé simões, em 15.02.23

 

New Year in a psychiatric hospital. USSR, Moscow,

 

 

No dia em que o Presidente Marcelo cantou "Impressões Digitais dos GNR" ao vivo para todo o país ouvir, "Sinto-te uma fotocópia prefiro o original, Edição revista e aumentada cordão umbilical, Exclusivo a morder a página em papel jornal", Carlos Moedas diz que como fez o Erasmus em Paris, um MBA em Boston, e trabalhou na Goldman Sachs em Londres, não aceita lições de ninguém em como apanhar mirtilos e framboesas em Odemira, trabalhar na cozinha de um restaurante na cidade da moda, Lisboa, fazer entregas Glovo e Uber, ou trabalhar nas obras ao dia, apalavrado para sub empreiteiros. E não o apoquentem muito sobre travessias do Mediterrâneo que ele próprio já fez varios cruzeiros pela costa de Itália, Grécia e Malta.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

72 anos depois

por josé simões, em 10.02.23

 

hannah-arendt.jpg

 

 

72 anos depois da publicação de As Origens do Totalitarismo temos a direita, que enche a boca de Hannah Arendt, a classificar o outro não como ser humano mas como alguém que professa outra religião ou que é proveniente de outra realidade cultural, com outros usos e costumes, e que por isso deve ser mantido à margem, de início. Sabemos como isto começa e sabemos como isto acaba. E também sabemos que a direita, que enche a boca de Hannah Arendt, nunca leu Hannah Arendt, ou leu e não percebeu, ou leu e percebeu até bem demais e enche a boca para fazer um bonito ou para parecer que é muito erudita. Ficam pior na fotografia que a fotografia que distorcem do outro, do diferente. 72 anos depois.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

Nas barbas do Ventas e do homem sem Pass(os)ado

por josé simões, em 09.02.23

 

barba.jpg

 

 

Imigrantes em Portugal só "se tiverem contrato de trabalho" deixou cair Carlos Moedas numa entrevista à Rádio Renascença. O mesmo Moedas  dos unicórnios, das startup's, dos nómadas digitais, dos vistos gold, e que sabe perfeitamente no que assenta o modelo de crescimento da "cidade que está na moda": turismo alimentado pelos baixos salários e precariedade, dos uber - eats e driver, aos tuk tuk, passando pelos alojamentos locais e quem lhes faz a manutenção, à restauração e hotelaria, e às hordas de apalavrados em trabalhos de construção civil e reparações. Uns sem os outros não funcionam e, ao invés de exigir regulação, fiscalização, legalidade e respeito pelos direitos, humanos e laborais, veste uma pele de xenófobo e de uma penada passa a perna ao ex camarada de partido, Ventas, alçado em Le Pen de trazer por casa,  ao líder em funções, o homem sem passado, o passado chama-se Passos, e coloca-se à frente dos dois, a arrebanhar votos a um, a posicionar-se para a sucessão do outro. Moedas não é tolinho, pode parecer mas não é.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Três pecados mortais

por josé simões, em 01.02.23

 

altar.jpg

 

 

Podemos não ter o altar-palco no formato Zeppelinfeld de Nuremberga e o palco-altar em Minecraft, no alto do Parque, e haver na mesma o famoso "retorno", por que tanto anseiam alguns "famosos".

Assim como não é necessário evento nenhum, religioso ou outro qualquer, para investir o mesmo dinheiro e reconverter a zona. Mas há o factor "cagança" que é o que parece pesar mais.

A soberba, a luxúria, a gula, três pecados mortais de que enferma a direita, beata e temente a Deus, por detrás da organização do comício da ICAR.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

A Vida de Moedas

por josé simões, em 26.01.23

 

a-vida-de-brian-foto-2.jpg

 

 

Eu vou fazer aquilo que for a vontade da igreja

 

CarlosMoedas, presidente da Câmara de Lisboa, 113 anos depois da implantação da República e do Estado laico.

 

 

 

 

A tropa-fandanga das "obras para o futuro"

por josé simões, em 26.01.23

 

1.jpg

 

 

Um interessante trabalho de jornalismo era recuperar o que Carlos Moedas, Filipe Anacoreta Correia, e restante tropa-fandanga, escreveram e disseram sobre o dinheiro do contribuinte enterrado nos estádios do Euro 2004, à época também eles apresentados como uma "obra para o futuro" e "investimento com retorno", damos-lhe um porco e recebemos de volta um chouriço.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Mateus 26:26-28

por josé simões, em 25.01.23

 

freiras.jpg

 

 

Carlos Moedas, presidente da câmara de Lisboa que se disponibilizou a disponibilizar 3 milhões de euros para apoiar lesados de umas cheias que causaram prejuízo de 49 milhões, é o Carlos Moedas, presidente da câmara de Lisboa, que despeja 4 milhões e meio de euros, por ajuste directo, parcelado por causa do ajuste directo, nas mãos da Mota-Engil, do seu ex-colega de Governo Paulo Portas, aquele que foi abrilhantar a convenção do Partido Popular espanhol com o número circense "socialistas são bons a gastar o dinheiro dos outros", na construção de uma bancada de trabalho para o Papa Bergoglio perorar sobre desigualdade e fome no mundo. É mais que um altar, é um investimento que vai servir para outras coisas, dizem em coro alto, na tribuna elevada com vista privilegiada para o altar, o sonso Moedas e o beato-presidente-beato Marcelo, aquele que anda sempre bué preocupado com os sem-abrigo e com o banco alimentar. "Outras coisas", que estão no topo da lista de prioridades dos portugueses, em geral, e dos lisboetas, em particular, a inflação, a guerra na Ucrânia, a habitação a preços acessíveis, e um palco para eventos futuros, tipo entregar a exploração ao senhor genro de Cavaco e em conjunto com o Pavilhão Atlântico criar o hub da pop/ rock, que lindo, e até dá para expor unicórnios. Assim como assim já estamos habituados a ser tratados como lorpas e a deitar dinheiro no bolso de chico-espertos.

 

Como diria um tal de Mateus em 26:26-28, "Tomai e comei; isto é o meu corpo. Tomai e bebei; isto é o meu sangue. Tomai e governai-vos; este é o meu dinheiro. É fartar vilanagem".

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Uma história com barbas

por josé simões, em 24.01.23

 

Sem Título.png

 

 

Em 2014, Pedro Mota Soares ministro CDS na Solidariedade, Emprego e Segurança Social, meteu o IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional  a assinar protocolo com a McDonald’s, em 2023, uma semana antes da inspecção do trabalho espanhola ter pedido "multas de 57 milhões de euros para a empresa de entregas Glovo por empregar "falsos recibos verdes" e por trabalho ilegal de 813 estrangeiros sem situação regularizada no país",  Carlos Moedas, secretário de Estado no mesmo Governo de Mota Soares, foi desafiar a Glovo para que Lisboa seja "uma cidade de inovação". Direita radical e "inovação" em precariedade laboral, trabalho ilegal, e ausência de direitos e garantias, uma história com barbas.

 

[Link na imagem]