Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Três pecados mortais

por josé simões, em 01.02.23

 

altar.jpg

 

 

Podemos não ter o altar-palco no formato Zeppelinfeld de Nuremberga e o palco-altar em Minecraft, no alto do Parque, e haver na mesma o famoso "retorno", por que tanto anseiam alguns "famosos".

Assim como não é necessário evento nenhum, religioso ou outro qualquer, para investir o mesmo dinheiro e reconverter a zona. Mas há o factor "cagança" que é o que parece pesar mais.

A soberba, a luxúria, a gula, três pecados mortais de que enferma a direita, beata e temente a Deus, por detrás da organização do comício da ICAR.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

A Vida de Moedas

por josé simões, em 26.01.23

 

a-vida-de-brian-foto-2.jpg

 

 

Eu vou fazer aquilo que for a vontade da igreja

 

CarlosMoedas, presidente da Câmara de Lisboa, 113 anos depois da implantação da República e do Estado laico.

 

 

 

 

A tropa-fandanga das "obras para o futuro"

por josé simões, em 26.01.23

 

1.jpg

 

 

Um interessante trabalho de jornalismo era recuperar o que Carlos Moedas, Filipe Anacoreta Correia, e restante tropa-fandanga, escreveram e disseram sobre o dinheiro do contribuinte enterrado nos estádios do Euro 2004, à época também eles apresentados como uma "obra para o futuro" e "investimento com retorno", damos-lhe um porco e recebemos de volta um chouriço.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Mateus 26:26-28

por josé simões, em 25.01.23

 

freiras.jpg

 

 

Carlos Moedas, presidente da câmara de Lisboa que se disponibilizou a disponibilizar 3 milhões de euros para apoiar lesados de umas cheias que causaram prejuízo de 49 milhões, é o Carlos Moedas, presidente da câmara de Lisboa, que despeja 4 milhões e meio de euros, por ajuste directo, parcelado por causa do ajuste directo, nas mãos da Mota-Engil, do seu ex-colega de Governo Paulo Portas, aquele que foi abrilhantar a convenção do Partido Popular espanhol com o número circense "socialistas são bons a gastar o dinheiro dos outros", na construção de uma bancada de trabalho para o Papa Bergoglio perorar sobre desigualdade e fome no mundo. É mais que um altar, é um investimento que vai servir para outras coisas, dizem em coro alto, na tribuna elevada com vista privilegiada para o altar, o sonso Moedas e o beato-presidente-beato Marcelo, aquele que anda sempre bué preocupado com os sem-abrigo e com o banco alimentar. "Outras coisas", que estão no topo da lista de prioridades dos portugueses, em geral, e dos lisboetas, em particular, a inflação, a guerra na Ucrânia, a habitação a preços acessíveis, e um palco para eventos futuros, tipo entregar a exploração ao senhor genro de Cavaco e em conjunto com o Pavilhão Atlântico criar o hub da pop/ rock, que lindo, e até dá para expor unicórnios. Assim como assim já estamos habituados a ser tratados como lorpas e a deitar dinheiro no bolso de chico-espertos.

 

Como diria um tal de Mateus em 26:26-28, "Tomai e comei; isto é o meu corpo. Tomai e bebei; isto é o meu sangue. Tomai e governai-vos; este é o meu dinheiro. É fartar vilanagem".

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Uma história com barbas

por josé simões, em 24.01.23

 

Sem Título.png

 

 

Em 2014, Pedro Mota Soares ministro CDS na Solidariedade, Emprego e Segurança Social, meteu o IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional  a assinar protocolo com a McDonald’s, em 2023, uma semana antes da inspecção do trabalho espanhola ter pedido "multas de 57 milhões de euros para a empresa de entregas Glovo por empregar "falsos recibos verdes" e por trabalho ilegal de 813 estrangeiros sem situação regularizada no país",  Carlos Moedas, secretário de Estado no mesmo Governo de Mota Soares, foi desafiar a Glovo para que Lisboa seja "uma cidade de inovação". Direita radical e "inovação" em precariedade laboral, trabalho ilegal, e ausência de direitos e garantias, uma história com barbas.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

Que nem um patinho

por josé simões, em 17.12.22

 

rubber-duck.jpg

 

 

Alguém sabe se António Costa telefonou ao presidente da câmara de Setúbal? Alguém sabe se António Costa telefonou ao presidente da câmara de Campo Maior? Alguém sabe se António Costa telefonou ao presidente da câmara de Oeiras? Alguém sabe se António Costa telefonou ao presidente da câmara do raio que o parta? Mas toda a gente sabe que António Costa não telefonou ao presidente da câmara de Lisboa e toda a gente andou dias a falar de uma pergunta feita por um jornalista a propósito de uma pergunta que não foi feita. Traduzindo, António Costa, político com traquejo e experiência, levou cartão laranja, aquele amarelo a roçar o vermelho, papado por Carlos Moedas que, em modo Taremi, assim que viu a sombra do primeiro-ministro se fez à falta. E Costa caiu redondo que nem um patinho. Costa papado por Moedas, que por estas horas ainda se deve estar a rir, a meias com Marcelo. E esta é que devia ter sido a notícia.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Quando se elege um acidente de percurso presidente de câmara

por josé simões, em 25.05.22

 

terreiro do paço.jpg

 

 

                    "Fechar a Praça do Comércio significa despedimentos".

                    "Fechar a Rua Augusta significa despedimentos".

                    "Fechar o Bairro Alto significa despedimentos"

 

"Fechar a Avenida da Liberdade significa despedimentos", avisa Moedas, ou quando se elege um  acidente de percurso, incompetente e impreparado, presidente de câmara.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

A República dos Parolos

por josé simões, em 17.02.22

 

marcelo-moedas.jfif

 

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

É melhor dormir na rua que num lugar sem condições

por josé simões, em 22.12.21

 

Dining out in SoHo NYT.jpg

 

 

Marcelo, que tem como paixão os sem-abrigo e que arranjou maneira de se encontrar "por acaso" com Carlos Moedas na Feira do Livro em plena campanha autárquica, já comentou que é preferível dormir na rua em pleni inverno que num local sem condições?

 

Lisboa fecha dois centros para sem-abrigo por falta de "condições dignas"

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Como as coisas são feitas

por josé simões, em 02.12.21

 

naperon.jpg

 

 

Do "caos no atendimento" e das "intermináveis horas de espera" para receber a vacina, nos idos de Fernando Medina, para "longas filas" e "algum constrangimento", agora, no tempo de Carlos Moedas. Agora que está a chegar a época se calhar recuperávamos a cantiga do spot "Para o Natal, o meu presente, eu quero que seja, A Minha Agenda, A Minha Agenda...".

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Sempre a descer

por josé simões, em 29.11.21

 

evidence_.jpg

 

 

No início da pandemia, e durante os confinamentos, volta e meia aparecia alguém "imaginem que isto acontecia durante o governo de Passos/ Portas...", depois Carlos Moedas é eleito presidente da câmara municipal e Lisboa e uma das primeiras medidas que toma é encerrar centros de vacinação para centralizar todo o processo, obrigando uma faixa da população, carenciada e sem meios de mobilidade, a deslocar-se para uma ponta da cidade, mal servida por transportes públicos, e a mega concentrações em filas de espera, após dois dias de suspensão da vacinação num período de corrida contra o tempo; tirar da cartola uma forma de transferir dinheiro do município para negócios privados, através do pagamento das deslocações em táxi. Agora já não é preciso imaginar o que seria o governo Passos/ Portas em situação de pandemia, têm o moço de fretes da troika a todo o gás à frente da maior câmara do país.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Puta que pariu

por josé simões, em 03.11.21

 

unicorn-unicorns-emoji-emoji-horse-freetoedit-unic

 

 

Houve uma altura em que a Web Summit era a maior coisa de todos os tempos em todos os lados, só comparável à ida do homem à Lua, tudo por causa da diplomacia económica do Portas e do não sei o quê do Mesquita no Turismo.

Depois veio o socialismo e o Web Summit passou a ser uma valente merda não aconselhada a ninguém de bom nome, uma coisa a evitar a todo o custo.

Agora chegou o Moedinhas que funciona e a Web Summit passou a ser a next big thing dos cavalos My Little Pony com um corneto Olá espetado no meio da testa, "um corneto pra mim, um summit pra ti, olá, olá, e a vida sorri".

Puta que pariu esta direita summita e ilhas adjacentes.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

Da inteligência colectiva de um povo

por josé simões, em 28.09.21

 

DN.jpg

 

 

Segundo o Diário de Notícias de hoje, na imagem, os lisboetas fartaram-se de Medina e uma das razões para o voto em Moedas foi a "proliferação do alojamento local". Leram bem, a "proliferação do alojamento local". E vai daí votaram no secretário de estado da troika, o liberal Moedas que, como é por todos sabido, vai acabar com essa pouca vergonha. E isto é um bom barómetro para aferir a inteligência colectiva de um povo.

 

 

 

 

A construção do personagem e da narrativa

por josé simões, em 27.09.21

 

mickey.jpg

 

 

As televisões, que construiram o Ventas, que lhes deu o clickbait e as  audiências e que, perante o descalabro eleitoral do Chaga nas autárquicas, rapidamente se esqueceram dele lhe retribuíram a conveniente fuga dos holofotes até a poeira do esquecimento assentar, são as mesmas televisões que agora constroem o personagem Moedas e a narrativa da grande vitória eleitoral, e da remontada, que daqui por quatro anos, ou se calhar mais cedo, há-de trazer a velha-nova-velha direita de regresso à ribalta e à governação do país, apesar do moço de recados da troika, coligado com a direita toda - Ilusão Liberal incluída, que teve uma diferença de quase menos 2% de votos úteis da Assembleia Municipal para a Câmara - é de apenas 0,95% para o PS sozinho, e em minoria absoluta, se contabilizarmos os votos dos socialistas aos da CDU e do Bloco. Assim se constrói um personagem e uma narrativa.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

A nossa baixa exigência cívica

por josé simões, em 29.06.21

 

moedas.jpg

 

 

A imagem que se quer passar, muito cool e descontraído, sentado com os sapatos em cima de um banco de um jardim público da cidade que se propõe governar. Num qualquer país do norte da Europa, naquelas democracias com que enchem sempre a boca por comparação com o nosso "desgraçado atraso" e "falta de cultura democrática", esta fotografia era mortal para qualquer político, por cá é só mais do mesmo, a imagem da nossa baixa exigência cívica.

 

[Link na imagem]