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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Entretanto o senhor já faz a barba

por josé simões, em 13.10.18

 

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"Carlos Moedas [futuro mordomo da Troika em Portugal] não tem dúvidas de que notas voltarão a subir quando mercados perceberem que PSD vai cumprir as metas de défice"

 

Rating voltará a subir com medidas do PSD

 

 

"Depois da Standard & Poor’s e da Fitch, foi a vez de a Moody’s atribuir uma classificação de investimento à dívida nacional. Subiu em um nível a notação do país, o suficiente para que o rating da dívida portuguesa abandonasse a categoria de “lixo” financeiro naquela que é a mais maldisposta das agências."

 

Sete anos, três meses e dois dias depois, Portugal deixa de ser “lixo” nas três grandes agências de rating

 

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Há muita fraca memória na política e nos políticos

por josé simões, em 28.07.16

 

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Carlos Moedas, herói nacional, de parabéns pelo árduo trabalho na Comissão Europeia em defesa do seu legado de quatro anos como "grilo falante" da troika. A medalhar por Marcelo Rebelo de Sousa. Como diz o outro, "há muita fraca memória na política e nos políticos...".

 

 

 

 

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||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 09.12.15

 

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Saído do cargo de secretário de Estado da Troika no Governo do trambolhão de dez lugares no desempenho contra as alterações climáticas, entre outras por "um abrandamento significativo" no uso de energias renováveis, para a sinecura em Bruxelas como recompensa pelos serviços prestados:


"É tempo para investir mais. Temos de fazer muito mais. Esse é o meu apelo de hoje",


"Carlos Moedas quer mais investimento europeu na investigação sobre energias renováveis"


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||| Uma história de coxos e mentirosos

por josé simões, em 05.03.15

 

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Cavaco Silva não sabia nada de nada, apesar da relação de proximidade com Ricardo Salgado e do esboço da candidatura presidencial ter começado num jantar na casa do banqueiro no Estoril, a meias com Durão Barroso e esposa, Marcelo Rebelo de Sousa, Aníbal e esposa, e o próprio Ricardo Salgado que, anos mais tarde havia, ele e toda a família, de contribuir financeiramente para a recandidatura. Cavaco Silva só sabia que os portugueses podiam confiar no BES e que o BES não era o GES e, quando os portugueses descobriram que não podiam conviar no BES que afinal era o GES e ainda muito mais, Cavaco Silva sabia que a culpa era do do Banco de Portugal e do seu Governador que lhe passaram informação manhosa, ele que nunca se engana.


Pedro Passoos Coelho não sabia nada de nada, apesar da relação de proximidade com José Maria Ricciardi que já andava há que tempos a badalar que o Diabo afinal era mais feio que o pintam e de telefonar amiúde ao primeiro-ministro e ser caçado em escutas a telefonar amiúde ao primeiro-ministro que nunca se mostrou incomodado com os telefonemas nem nunca mostrou intenção de trocar o número do telemóvel, se um homem não dá o número do telemóvel a um amigo dá a quem? Pedro Passos Coelho só sabia que os portugueses podiam confiar no BES e que o BES não era o GES e, quando os portugueses descobriram que não podiam conviar no BES que afinal era o GES e ainda muito mais, Pedro Passos Coelho sabia que a culpa era do do Banco de Portugal e do seu Governador, que o Governo não se mete em negócios privados, e ainda de Vítor Constâncio, o manhoso, que está lá no BCE e pensa que escapa.


O Moedas, que funcionava, que era só treinador-adjunto, o gajo dos guarda-redes e bobby da troika, sabia de tudo e não disse nada a ninguém «alegando não ter funções relacionadas com o sistema financeiro» e, se calhar, meter o Moedas a funcionar era mesmo isso, não fazerondas e andar em cima dos banhistas, por causa dos agueiros.


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||| Team Juncker EU

por josé simões, em 04.11.14

 

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Cada macaco no seu galho. Manda quem pode, obedece quem deve. A importância de ter um amigo de Portugal presidente da Comissão Europeia. A new START for EUROPE. A Comissão Europeia, hierarquicamente disposta, no edício Berlaymont em Bruxelas. Where's Wally?


[Via]

 

 

 

 

||| Todos inocentes...

por josé simões, em 17.10.14

 

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O Sol¹ publica hoje excertos da gravação de uma reunião do conselho superior da família Espírito Santo. A peça arranca assim: «O aumento de capital do BES decorria e aparentemente tudo corria bem. Mas a holding do grupo estava em falência técnica há muito — mais de seis mil milhões de passivo — e os investidores queriam ser reembolsados. A família tenta tudo para arranjar capital.»


Durante a reunião, os presentes tomam conhecimento de que a Procuradoria-Geral da República do Luxemburgo tinha acabado de anunciar que três sociedades do Grupo Espírito Santo com sede no grão-ducado estavam sob investigação. A reacção de Ricardo Salgado dá uma ideia do ambiente que se gerou na sala: «Isto agora vai piar mais fino, temos aqui um problema sério. Pode ser dramático para o BES. Vai ser muito difícil segurar o grupo nestas circunstâncias».


Impunha-se uma actuação mais célere. André Mosqueira do Amaral defende a necessidade de uma linha de crédito extraordinária, que só poderia vir de um auxílio público. Sugere para tanto que uma comitiva do clã faça «um pedido de ajuda às autoridades», numa «narrativa de humildade».


Mas a situação de emergência obriga a saltar formalidades. Decide-se que Ricardo Salgado telefone ao governador do Banco de Portugal para que este convença a Caixa Geral de Depósitos a abrir os cordões à bolsa. Carlos Costa não aceita apoiar a iniciativa, com justificação de que era preciso evitar o contágio do sistema financeiro.


É então que José Manuel Espírito Santo sugere baterem a outra porta: «O Moedas, o Moedas! Eu punha já o Moedas a funcionar». Salgado liga-lhe no mesmo minuto: «Carlos, está bom?» Pressuroso, o então secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro pôs-se mesmo a funcionar: diz a Salgado que não só se predispõe a falar com o presidente da CGD como vai tentar pô-lo em contacto com o ministro da Justiça do Luxemburgo, de quem é «amicíssimo». O telefonema acaba com Ricardo Salgado a agradecer ao Moedinhas: «Obrigado, Carlos, um abraço».

 

Acontece que a ordem de trabalhos da reunião do conselho superior da família Espírito Santo continha um outro ponto explosivo: a sucessão de Ricardo Salgado. Na abertura dos trabalhos, o então presidente do BES leu uma carta que havia enviado, a 31 de Março, ao governador do Banco de Portugal. Nessa carta, que, segundo o Sol, estava escrita «num tom claro de chantagem», alertava-se para «os riscos sistémicos» que o banco e a banca portuguesa enfrentariam se a família fosse afastada da governação do BES antes do aumento de capital — que só terminaria a 9 de Junho.


Foi então que Ricardo Salgado fez questão de recordar aos presentes que «tem acesso a uma rede de contactos políticos conceituados». «Essa carta li depois ao presidente da República, ao primeiro-ministro, à ministra das Finanças e ao José Manuel Durão Barroso».


A reunião do conselho superior da família Espírito Santo decorreu no dia 2 de Junho de 2014.


À luz deste relato da reunião, como é que o Presidente da República, o alegado primeiro-ministro, a ministra das Finanças, «o José Manuel Durão Barroso», «o Moedas» e o governador do Banco de Portugal puderam depois continuar a sustentar que o BES estava sólido? E como é que Cavaco Silva pôde afirmar e reafirmar que apenas teve acesso a informação através de Passos Coelho?


[Miguel Abrantes, Câmara Corporativa]


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¹ A Newshold de Álvaro Madaleno Sobrinho controla o i e o Sol, que estão a sobreviver à custa do caso BES.

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 10.09.14

 

 

 

Directamente do Governo da redução do custo do factor trabalho e dos cortes orçamentais [não previstos no memorando de entendimento] de um recuo de 20 anos para a ciência e investigação:

 

«A Investigação, Ciência e Inovação "são a chave para aumentarmos a produtividade das nossas empresas, para competirmos pela excelência e não pelos baixos custos"»

 

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||| [Um] O insecto

por josé simões, em 03.09.14

 

 

 

E agora, que já lá está,  e que vai ter tudo aquilo que desejou, um PA p' ras vozes e uma Fender, Carlos Moedas vai agarrar na pasta do Emprego e dos Assuntos Sociais e mandar os europeus emigrar? Tipo, "Angola, mas não só Angola, o Brasil também, tem uma grande necessidade ao nível de mão de obra qualificada", "se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras", "quem entende que tem condições para encontrar [oportunidades] fora do seu país [e da Europa], num prazo mais ou menos curto, sempre com a perspectiva de poder voltar, mas que pode fortalecer a sua formação, pode conhecer outras realidades culturais, [isso] é extraordinariamente positivo". Fazer pela vidinha, calaceiros, manhosos, malandros ma viver à custa de subsídios, "perguntei-lhe: Qual é a tua ò meu ?".

 

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||| O livro vermelho

por josé simões, em 08.05.14

 

 

 

«o "grande trabalho", o "sucesso", a "caminhada contínua",  a "extrema complexidade", as "mais emblemáticas reformas", o "dia-a-dia dos memorandos", os amanhãs que cantam no colo dos mercados, Passos está vivo nos nossos corações»

 

De leitura obrigatória em todas as escolas do país, do o 1.º ao 3.º ciclo do ensino público e ensino privado. Para uma data tão importante, mais importante que o 25 Abril, que o 1.º de Dezembro, que o 28 de Maio não sei,  que o 14 de Agosto de 1385 e que o dia em que Bartolomeu Dias dobrou as Tormentas em Esperança apadrinhado por El-Rei D. João II. O ministro Nuno Crato, que percebe do ofício, sabe por onde começar.

 

[Na imagem cartaz chinês de propaganda. Tradução: "Read Chairman Mao's book, obey Chairman Mao's word"]

 

 

 

 

 

 

||| A má moeda

por josé simões, em 13.12.13

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 29.11.13

 

 

 

"Nunca escolhemos um caminho de salários baixos"

 

[Christopher Walken na imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Não fosse o Tribunal Constitucional…

por josé simões, em 22.10.13

 

 

 

Não fosse o Tribunal Constitucional e os mercados que há muito não davam credibilidade ao Governo português e já olhavam para a nova equipa de gestão como uma boa notícia; não fosse o Tribunal Constitucional e os mercados que já tinham incorporado a informação de que o Governo PSD/ CDS-PP ia respeitar as metas do défice, e que faria tudo o que fosse necessário para que se cumprissem essas metas, até porque foi o PSD que andou sempre anda atrás do Governo socialista-despesista-irresponsável para cortar; não fosse o Tribunal Constitucional e as agências de notação financeira que já se preparavam para restituir a credibilidade a Portugal e subir o rating da Nação com as medidas do PSD; não fosse a militância política do Tribunal Constitucional deitar tudo a perder e os mercados já não se fiarem no Governo PSD/ CDS-PP em Portugal que precisa agora de um fiador para regressar aos mercados, de rastos e com a economia destruída. Estava tudo a correr tão bem, não fosse o Tribunal Constitucional.

 

Daqui para a frente, até à queda, vai ser sempre assim, "não fosse o Tribunal Constitucional…".

 

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|| Como construir um caleidoscópio

por josé simões, em 26.03.13

 

 

 

Para ver o mundo de pernas para o ar e em cores psicadélicas:

 

«[…] se Portugal e Irlanda tiveram sucesso, também o euro será bem sucedido.»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Existe

por josé simões, em 09.02.13

 

 

 

A novidade foi a coragem presença de Paulo Portas a dar a cara ao lado do moço de fretes da troika em Portugal. Ou tem uma mão cheia de trunfos, ou está a fazer bluff e hipotecou definitivamente uma nova aparição em modo funga-funga nas televisões.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Rewind/ Fast Forward buttons

por josé simões, em 01.02.13

 

 

 

ARTIGO 83.º

(Nacionalizações efectuadas depois de 25 de Abril de 1974)

 

  1. Todas as nacionalizações efectuadas depois de 25 de Abril de 1974 são conquistas irreversíveis das classes trabalhadoras.

 

Lisboa, 2 de Abril de 1976

 

 

Por estar num processo de aprendizagem e por não ter um passado de conhecimento, suficientemente "rico", para ter conhecimento e aprendido um mínimo dos mínimos sobre o passado, um puto - ainda que vestido com roupa de homem e com os óculos de aros suficientemente grossos na cara para lhe conferir respeitabilidade - investido de funções de Governo, é sempre um puto:

 

«Governo quer reformas irreversíveis no futuro»