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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Só temos o que merecemos e ainda assim foi pouco

por josé simões, em 06.03.18

 

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Cortaram o subsídio de desemprego, no valor e na duração, e ainda o Rendimento Social de Inserção porque era preciso obrigar os manhosos e os calaceiros a saírem de casa para procurar os empregos que não havia.

Cortaram os dias de férias, reduziram feriados e aumentaram o horário de trabalho porque era preciso trabalhar mais e ganhar menos para recuperar um país.

Cortaram o valor a pagar pela hora extra e dia feriado e ainda os valores das indemnizações a pagar por despedimento porque era urgente fazer mais com menos e dar sustentabilidade às empresas que é quem cria riqueza e emprego.

Aplicaram taxas e contribuições sobre o IRS, o subsídio de férias e o subsídio de Natal, vulgo 13.º mês, porque o dinheiro não chegava para nada e havia que cumprir perante os credores que nos salvaram da desgraça.

Depois disto tudo o primeiro-ministro vem a público lastimar-se que a reforma que havia deixado por por fazer tinha sido a de baixar os custos do trabalho e ganha as eleições poucos meses depois.

Só temos o que merecemos e ainda assim foi pouco.

 

Portugueses trabalham mais horas e têm menos férias do que a média europeia

 

 

Por ano, os portugueses passam mais três semanas no trabalho do que os alemães ou holandeses

 

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|| “Não mais deveres sem direitos, Não mais direitos sem deveres”

por josé simões, em 18.05.11

 

 

 

 

Eu sei que nos tempos que correm não fica bem citar estrofes de A Internacional mas, o que frau Merkel quis dizer, foi que se vai proceder à uniformização fiscal na União Europeia, e que a carga horária laboral dos teutões deve ser igual à dos portugueses, e que os portugueses devem, a partir de ontem, ter o mesmo salário mínimo e médio que os teutões, e que os reformados, pensionistas, e desempregados portugueses devem receber o mesmo que recebem os reformados, pensionistas, e desempregados teutões, de forma a também eles poderem comprar uma casinha no litoral alentejano, ou nas serranias algarvias, ou um monte alentejano, daqueles abandonados desde os idos da reforma Agrária, de forma a gozarem o resto dos dias ao Sol. Ou à sombra, conforme preferirem.