Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Já vai haver sermão e missa cantada

por josé simões, em 26.12.15

 

bilhetes cp.jpg

 

 

Anda a direita, das contas bem feitas e do não viver acima das nossas possibilidades e de despachar empresas do Estado e do cortar em tudo o que seja função social do Estado porque no privado é que está a virtude e o que se corta no Estado transfere-se do Orçamento para o privado mesmo que implique duplicar funções, toda em polvorosa por a CP ir repor um direito que tinha sido esbulhado aos trabalhadores, com base na tal da governação ideológica, como muito bem avisou Cavaco, O Avisador, até que o "momento social e político permitisse a sua reposição", que é como quem diz até que o Governo da direita fosse à viola, direito que nunca foi suspenso nas empresas privadas de transportes: o direito dos cônjuges e filhos, enquanto estudarem e não "em idade escolar" como diz a notícia, viajarem gratuitamente, porque a empresa é deficitária e paga pelo contribuinte que pode pagar transferências do Orçamento do Estado para IPSS e subsidiar emprego no privado, mascarado de formação e estágios e pagar a recapitalização da banca privada mas não pode pagar bilhetes de comboio a cônjuges e filhos porque, a direita, das contas bem feitas e do não viver acima blha-blah-blah, não gosta de borlas em empresas do Estado, deficitárias, com excepção dos carros topo de gama, alguns com motorista, dos administradores formados na Universidade do Cartão do Partido e nomeados para a empresa pela direita no Governo, o PSD e o CDS.


[Imagem]

 

 

 

 

|| As palavrinhas mágicas

por josé simões, em 12.08.13

 

 

 

As palavrinhas mágicas podiam ser "parceria público-privada", o que, na boca deste Governo, não deixa de ser mais uma entrada directa para o top of the pops das "Coisas Verdadeiramente Fantásticas". Podia ser mas não é. As palavrinhas mágicas são "executivo generoso", "preço dos bilhetes", "despedimentos", "novas contratações", num modelo de concessão e gestão proposto pelo interessado.

 

Está delineada e definida a estratégia para a privatização da CP: amputá-la cirurgicamente dos troços comercialmente mais rentáveis ficando para o Estado o que sobra, com o encerramento como destino traçado, porque "não há dinheiro para nada", e o prejuízo para as populações.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| O presidente da comissão liquidatária

por josé simões, em 10.01.13

 

 

 

Pós-graduação e mestrado em transportes na universidade do cartão do partido.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Mais triunfo da forma sobre o conteúdo

por josé simões, em 25.10.12

 

 

 

"a legislação portuguesa submeteu a CP a um controle externo de natureza política []". Ficamos todos muuuuuito mais descansados, pode o Governo continuar a nomear conselhos de administração, com licenciatura e mestrado feitos na universidade do cartão do partido, que não há controlo, nem interno nem externo, da empresa e que daí não vem grande mal, à CP, aos utentes, e ao dinheiro do contribuinte, não necessariamente por esta ordem. Uns Einsteines, estes senhores do Tribunal de Justiça da União Europeia.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Visão estratégica

por josé simões, em 17.12.11

 

 

 

É ter um aeroporto novinho a estrear, numa cidade a meio caminho entre Lisboa e o Algarve e a poucos quilómetros da fronteira com Espanha, mas sem ligação por auto-estrada e por caminho-de-ferro.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Qual foi a parte que eu não percebi?!

por josé simões, em 09.07.11

 

 

 

Regionalites futeboleiras à parte, confesso não conseguir perceber o “affair” Porto-Vigo. O contribuinte português paga uma ligação ferroviária, que dá um prejuízo mensal de €19. 600, sem que se perceba se serve para os espanhóis entrarem no país ou para os portugueses fugirem para Espanha. Aparentemente as duas hipóteses são válidas, se bem que a que nos possa favorecer economicamente [a entrada de espanhóis] só seja válida durante os meses de Verão, uma vez que a Renfe só suporta os custos até ao final de Setembro

 

O “affair” Porto-Vigo, e até prova em contrário, é um pouco como as portagens nas SCUT que são boas [por omissão, uma vez que não se ouve uma única voz de protesto do lado de cá da fronteira] na Galiza, e más, muito más, no Norte de Portugal [pela unanimidade de protestos que conseguiram gerar desde Aveiro a La Coruña].

 

Adenda: quando escrevia o post, o Word corrigiu-me "Porto-Vigo" para "Morto-vivo". Faz sentido.

 

 

 

 

 

|| Visão estratégica

por josé simões, em 15.01.11

 

 

 

 

 

Um aeroporto que ainda não o é já leva uma previsão de derrapagem de €40 milhões, numa capital de distrito a pouco mais de 60 quilómetros da fronteira com Espanha que não é servida por auto-estrada e que vai perder a ligação directa por caminho-de-ferro com Lisboa.

 

I love this country!

 

(Imagem Circa 1890, Mexican Central Railway train at station. Dry plate glass negative by William Henry Jackson. Detroit Publishing Co.)