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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Café Twitter

por josé simões, em 14.02.09

 

O Twitter é o novo Café. Sentamo-nos sempre na mesma mesa e falamos sempre com os mesmos conhecidos. Também ouvimos as conversas das mesas do lado e às vezes mandamos umas bocas. E até pode ser que volta e meia nos comecemos também a sentar na outra mesa.

 

(Foto de Humphrey Spender via Guardian)

 

 

Fake

por josé simões, em 30.09.08

 

«87 mil maneiras diferentes de beber o seu café», isto partindo do princípio que é de café que se fala quando o sujeito é aquela aguada castanha. Se pomos açúcar, estragamos o açúcar e não salvamos a água; por mais quente que esteja.

 

Um amigo, no princípio desta coisa do dj dizia-me, “não é por subires o master nas passagens que as misturas ficam bem feitas”. O mesmo principio se devia aplicar à Starbucks: não é pela água estar em ebulição quando se leva o copo de plástico à boca, que passa a saber a café.

 

Numa coisa estamos de acordo: «Não é melhor nem pior». É inclassificável, e “dando a cada pessoa uma «experiência única», (…) em termos de sabor”; for sure, disso ninguém duvide!

 

«(…) investimos muito na formação, todos os trabalhadores estiveram seis meses em Espanha». Que melhor cartão de visita? Formação profissional em Espanha, esse outro farol de bem-fazer café na Europa.

 

No concerto do Coliseu, Patti Smith disse que Lisboa era das raras cidades onde ainda se podia respirar, porque, entre outras coisas, ainda não tinha Starbucks. É tempo de ir reler Naomi Klein. O (a falta de) sabor do café ainda é o que menos importa.

 

(Foto de Darieus)