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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A coluna vertebral direita é um bem precioso

por josé simões, em 16.12.19

 

parque bonfim.jpg

 

 

O post sobre a "rotunda do Lidl" gerou dois tipos de comentários, por e-mail para o blogue e por mention ou mensagem directa no Twitter:


- Pessoas do PCP, que abomina as PPP's, a defenderem as virtudes de uma PPP com o argumento de que não é uma PPP;
- Discípulos e escudeiros de João César das Neves a jurarem a pés juntos que há almoços grátis.

 

Na imagem o prémio Secil para construções em betão armado, no Parque do Bonfim há mais de 30 anos, que é agora usado pelos cartilheiros do PCP de serviço às "redes" como exemplo para justificar a privatização do espaço público por uma câmara comunista, a exemplo do que se faz nos estados Unidos ou no Chile, que Portugal não seria na Europa logo a seguir à revolução de Abril. Outro exemplo a que recorrem é o das paragens de autocarros e as paredes da cidade com propaganda.   A coluna vertebral direita é um bem precioso.

 

 

 

 

Já chegámos à China ou, vá lá, à América?!

por josé simões, em 15.12.19

 

rotunda lidl.jpg

 

 

O triunfo do capitalismo consumista através da privatização do espaço público pelas mãos de uma autarquia comunista, Câmara Municipal de Setúbal.

 

São boas todas as explicações sobre esta parceria público-privado, as PPP's que os comunistas abominam desde que seja a pimenta no cu dos outros. Desde a autarquia estar falida e a cadeia de hipermercados pagar a requalificação, alargamento das vias e toda a operação urbanística de um supermercado que assim consegue duplicar a área comercial e triplicar o estacionamento da primeira construção, feita em terrenos de cheia numa alteração cirúrgica ao PDM efectuada por um anterior executivo PS, até à obrigatoriedade de ler No Logo de Naomi Klein, sobre como as marcas e as corporações se insinuam na cousa pública, nas instituições e no espaço público, até ao ponto de definirem políticas e prioridades que deviam caber ao decisor político, eleito em eleições livres e democráticas, para depois fazer uma redacção, como TPC [trabalho para casa], posteriormente lavrada em acta de câmara, truncada ou não pelo espartilho leninista da análise histórica ou por uma qualquer directiva emanada do centralismo democrático, já que isso agora é o que menos interessa, quando o leque, de uma extremidade à outra, cabe todo no mesmo saco. O PS começou, o PCP deu-lhe continuidade e o PSD não desdenha e até é capaz de aparecer a dizer que faria muito melhor.

 

Viva a rotunda do Lidl, viva! Pim!

 

[Na imagem a nova rotunda na confluência da avenida de Moçambique com as ruas Cidade Debrecen e Engenheiro Henrique Cabeçadas]

 

 

 

 

|| Dois Pê Cê Pês

por josé simões, em 06.06.13

 

 

 

O Pê Cê Pê da oposição, perdão, do Porto, que não só aplaude a descida dos impostos como até acha que se devia ir "mais além"; o Pê Cê Pê no poder, perdão, de Setúbal, que aplica os impostos à taxa máxima [e até acha que se devia ir "mais além"?], indiferente ao desemprego, às falências, ao empobrecimento e à miséria nas famílias, numa das regiões do país mais castigada pela crise.

 

O Pê Cê Pê quer ser levado a sério?

 

[Imagem Scott King 'Brian', 2008, Porcelain Bust, Rooster Feathers, Rhinestone Collar, Paint]

 

 

 

 

 

 

|| Quando se entra logo de rompante e logo com Zeca Afonso

por josé simões, em 29.04.13

 

 

 

Logo "a matar". Logo para arranjar um ponto que permita uma identificação rápida com as gentes de Setúbal. Logo a "queimar etapas". Logo direitinho ao coração:

 

"Sou o meu próprio comité central"

 

Convém não esquecer porque é preciso ter arcaboiço.

 

 

 

 

 

 

|| A liberdade de expressão segundo a Soeiro Pereira Gomes

por josé simões, em 18.03.11

 

 

 

 

 

|| A sina de ser uma cidade permanentemente adiada e desprezada

por josé simões, em 16.08.10

 

 

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Ouvido na praia:
"Santana Lopes é que dava um bom presidente da Câmara de Setúbal"
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(Imagem "Lolita poster in garbage, Brooklyn" de Clayton Cubitt)
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|| Um historial de facadas

por josé simões, em 01.07.09

 

 

 

Olhando para trás e para os 16 anos e quatro mandatos do socialista Mata Cáceres à frente dos destinos da cidade, e cingindo-me só (o que já não é pouco) pelo crime contra a cidade que foi a então “gestão” (“gestão” é eufemismo) urbanística, com louros a repartir por Teresa Almeida, ex-vereadora do Urbanismo, Arlete Facada assenta que nem uma luva.

 

Desconheço se os socialistas presentes se riram, e o jornal é omisso.

 

Post-Scriptum: Escrevia Miguel Sousa Tavares em Maio de 2007: «Há 20 anos atrás, Setúbal tinha todas as condições para se transformar numa cidade modelo, em termos de urbanismo e qualidade de vida (…) Mas vieram os Mata Cáceres e outros artistas do poder local e transformaram Setúbal numa coisa caótica e aberrante»

 

 

 

 

|| O bacalhau quer alho (*)

por josé simões, em 05.06.09

 

Quando era pequenino, «com apenas dez anos» ou até menos, ensinavam-nos, em casa e na escola, uma coisa que dava pelo nome de “noção do ridículo”.

 

(Na imagem Mickey Mouse por Sergei Bratkov)

 

(*)

A tradição (II)

por josé simões, em 19.03.08

 

Vou aos Paços do Concelho de Setúbal, vulgo Câmara Municipal, proceder ao pagamento de uma taxa com o pomposo nome de “Publicidade / Ocupação da Via Pública”; isto apesar do anúncio luminoso da empresa ao qual se aplica a taxa se encontrar afixado numa parede, a mais de 5 metros de altura do passeio, donde sobressai na melhor das hipóteses para aí 10 cms… Adiante.
 
Na recepção espero cerca de 15 minutos que o contínuo / recepcionista acerte a sua vidinha com uma senhora de idade, que, pela conversa, devia ser a sua excelentíssima mãe. Após o “acerto de contas” com o familiar, pergunta-me o meu primeiro e último nome, e indica-me uma sala onde, depois de entrar, retiro uma senha de espera; e espero. Depois de pingar o meu número no visor, sou atendido por um funcionário que digita qualquer coisa num PC, escreve um número numa tirinha de papel, e indica-me outra sala onde entro de tirinha de papel na mão, e onde, finalmente, pago a taxa. Com três notas e duas moedas. Dinheiro certo e sem trocos a fazer, o que não invalida que a funcionária some o montante com uma calculadora.
 
É a tradição… E quinta-feira há tolerância de ponto.
 
(Talvez seja eu que estou mal habituado, por, na minha empresa, um só empregado fazer este tipo de serviços, e em menos de um foguete…A sorte é que só lá volto para o ano).
 
 

Engenho ajuda a poupar água

por josé simões, em 10.02.08

 

“Os dados estatísticos oficiais sobre o consumo de água pela população apontam para um valor diário de 125 a 150 litros por pessoa. Imagine-se agora que era possível, sem alterar os hábitos, reduzir em 30 por cento o gasto médio. Pode parecer difícil mas Francisco Romão Costa, desenhador mecânico, propõe uma solução: o SRAP – Sistema de Reutilização de Água Potável.”
 
Engenho interessante.No Guia de Eventos, secção “A Fazer”, no sítio da Câmara Municipal de Setúbal. Aqui.
 
(Foto de Ricardo Silva)
 
 

Nós por cá, na capital do deserto

por josé simões, em 03.06.07

As intercalares para a Câmara de Lisboa, vistas deste lado de cá, da capital do deserto – Setúbal, tornaram-se num case study sobre como funcionam os partidos, das suas reais intenções e interesses no plano político, e do escalonamento de prioridades em relação às cidades e aos cidadãos; apostados que parecem em dar razão ao popular “eles querem é poleiro!” ou “eles querem é tacho!”. Não pelo que de concreto acontece em Lisboa, mas pelas implicações que tem em Setúbal.

Após as trapalhadas em que o PC se envolveu com a substituição de Carlos Sousa por Dores Meira na Câmara de Setúbal, a pretexto da desculpa esfarrapada das reformas compulsivas (que aliás começaram no “reinado” de Mata Cáceres, sem que ninguém pareça minimamente preocupado em falar no assunto…), o PSD que com Fernando Negrão a cabeça de lista, nas últimas autárquicas tinha atingido uma votação histórica na cidade, relegando o PS para terceira força política, crente de que poderia pela primeira vez conquistar a presidência da edilidade, pediu eleições intercalares. O PS, fragilizado, com Catarino Costa que nem aos próprios militantes parece agradar, e sem alternativa credível, obviamente recusou.

Agora que Fernando Negrão trocou a hipótese de ser presidente de Câmara duma capital de distrito, por um lugar de vereador na Câmara da capital do país, o PS enche os pulmões e vem pedir intercalares em Setúbal. Como seria de prever, o PSD está contra. E vai mais longe; acusa o ex-presidente PS, Mata Cáceres de também ter culpas no cartório pela situação financeira em que a Câmara de Setúbal se encontra – dívida superior a 100 milhões de euros. Só que o PSD finge esquecer que Mata Cáceres, no seu primeiro mandato à frente dos destinos de Setúbal foi eleito em coligação PS / PSD, deliberadamente com o objectivo de “correr com os comunistas” da Câmara de Setúbal, e, só não repetindo a graça no segundo mandato, não porque o PSD não o quisesse, mas porque o PS ganhou asas e resolveu ir a votos sozinho. Pelo meio foi votando a favor das propostas do PS, e viabilizando o gradual aumento do buraco financeiro. Foi o abraço do urso do PS ao PSD, que durou 16 longos anos. O resto é história; história municipal. E nos entretantos a cidade vai ficando adiada…O PC não quer; O PSD já quis; O PS agora quer, mas ao PSD não lhe apetece. Enfim, "nem o pai morre, em a gente almoça".