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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Da qualidade dos actores políticos e do funcionamento da democracia interna dos partidos

por josé simões, em 11.03.19

 

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Hugo Soares, apoiante de Montenegro e critico de Rio, aproxima-se de Rio porque acha que em caso de vitória nas eleições para a comissão política do partido o nome a indicar para integrar a lista de candidatos a deputados por Braga nas próximas legislativas deve ser o dele.

 

Como dizem os amaricanos, that's the way it is.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| Mentir, mentir, mentir

por josé simões, em 27.09.15


Uma

 

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Duas

 

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Três

 

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Uma, duas, três vezes, com fotografia e tudo, a conta Twitter da coligação PSD/ CDS. Três mil pessoas num auditório com capacidade para 1 204. Mentir, mentir, mentir até nas coisas mais banais.

 

 

 

 

 

 

||| Da série as “Grandes Reformas Estruturais” [para mil anos]

por josé simões, em 12.09.15

 

Tiller_Girls_1954_Times.jpg

 

 

Teoricamente "existe sempre forma de o Estado garantir um recurso ao tribunal por parte de qualquer pessoa que não tenham rendimentos para ver fazer-se justiça no tribunal" mas como na prática há cada vez mais uma justiça para os ricos e outra para os pobres, e com a reforma da camarada von Hafe dos tribunais num raio de 100 km ainda pior [ou melhor, consoante o ponto de vista], "se não têm dinheiro para ir lá, eu organizarei uma subscrição pública para os ajudar a recorrer ao tribunal" mesmo que isso possa levar 10, 15 pou mais anos até ser resolvido e mesmo que só esteja a dizer isto porque tenho de dizer qualquer coisa por causa das dezenas de câmaras de televisão e de microfones das rádios que estão atrás de mim e mesmo que daqui a nada já não me lembre do que disse, são tantas que às tantas... Juízo tem o meu camarada Paulo que vem lá atrás escondido e a passar pelos intervalos da chuva, uma coisa que bem tento mas não consigo fazer.


[The Tiller Girls na imagem]

 

 

 

 

||| Mocidade, mocidade...

por josé simões, em 25.06.15

 

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Era desnecessário insultar a juventude com um cargo de embaixador da mocidade. "Mocidade, mocidade, porque fugiste de mim?". O senhor que quando novo já era velho, mesmo para os padrões da juventude, curvada, fardada, ordenada, e obrigado, muito obrigado [cada uma por si ou todas em um] nos idos da sua mocidade.


«Cavaco distinguido como embaixador ibero-americano da Juventude»


"Do Paraguai a Porto Rico, Salvador às Honduras, Da Bolívia à Guatemala, Argentina ao Chile".


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| E também vendem lugares cativos?

por josé simões, em 22.08.14

 

 

 

Absolutamente normal. Eu próprio pago, religiosamente, todos os meses a quota de associado do Vitória Futebol Clube de Setúbal ao meu filho, quando o cobrador do clube me bate à porta. Já agora podiam explicar ao povo ateu das militâncias manigâncias partidárias, se preciso for com um desenho, por que cargas de água é que alguém vai pagar anos de quotização em atraso para poder votar em eleições para o campeonato distrital quando os não militantes e simpatizantes votam de borla para o nacional. É para a venda dos lugares cativos à sombra, debaixo da pala, na bancada central reservada aos associados para o campeonato nacional, ou os militantes têm mais votos quantos mais anos "de casa" como nalguns clubes de futebol?

 

«A direcção do PS garante que a situação de dois mortos que se inscreveram para votar nas eleições da federação de Braga, dia 6 de Setembro, já foi corrigida e que o pagamento de quotas a militantes não é ilegal à luz das regras internas

 

[Na imagem vista parcial do Estádio Municipal de Braga]

 

 

 

 

 

 

||| E depois as pessoas começam a fazer perguntas retóricas sobre o porquê desta lufa-lufa

por josé simões, em 19.08.14

 

 

|| "O patriotismo é o último refúgio de um canalha", Samuel Johnson

por josé simões, em 23.05.13

 

 

 

Vamos pois abstrair-nos das ideologias, do sofrimento infligido e sofrido, das mortes provocadas e sofridas, das vidas desfeitas e das famílias destruídas, das lágrimas derramadas, e substituir o nome do patriota dos "sete costados" por um outro nome qualquer, de outro patriota qualquer, à escolha do freguês, na infindável lista de patriotas  : "Esta é uma homenagem ao cidadão _______________, que era um _______________ dos sete costados. Tudo o resto deve ser abstraído". É fácil, não é? Não custa nada.

 

Devemos ser a única democracia europeia onde um fascista-bombista é elevado à categoria de combatente da Liberdade, tratado com honras de Estado, e estátua na praça pública por proposta de um executivo socialista, com um argumentário de defesa, no mínimo, fantástico.

 

[Imagem]

 

Adenda: "um estranho amálgama de discursos em defesa da 'ordem', da propriedade privada, da pátria e da família, com o submundo da droga, do contrabando e do crime, com o bas-fond das cidades e das pequenas vilas, com mercenários desempregados de guerra, com revanchistas colonialistas, com ex-pides, com filhos-família e com chulos"

 

 

 

 

 

 

|| Ainda sou do tempo em que se chamava caridade

por josé simões, em 27.02.13

 

 

 

E era organizada pelas senhoras das "boas famílias" em lanches de chá, à vez na casa de cada uma, como forma de ocuparem o tempo com qualquer coisa de útil para a sociedade, que desconhecia, pela inexistência, o Estado social. É, mas não é principalmente, a destruição do Estado social, até porque isso lhes está nos genes, é antes a criação e o fomento de milhares de desempregados, como primeira etapa para a miséria, que os devia fazer pintar a cara de preto, ao invés de aparecerem, com orgulho, a dizer que a caridade, rebaptizada de economia social, gera riqueza e dá emprego. Este Governo faz negócio com tudo, até com a miséria alheia. Já experimentaram alugar ou vender as próprias mães?

 

[Imagem de Eleonora Giovinazzo]

 

 

 

 

 

 

|| Administração Interna Dias Loureiro, upgrade

por josé simões, em 18.01.13

 

 

 

Por certo estão todos lembrados da actuação da PSP e da GNR, contra tudo o que mexesse, durante o consulado de Dias Loureiro no Ministério da Administração Interna? Esse mesmo, o Dias Loureiro que enquanto o BPN não anda nem desanda, vai de férias para o Brasil com o dô-tôr Miguel Relvas, nos intervalos de aconselhar o primeiro-ministro. Se calhar sobre a forma "correcta e adequada" de usar a polícia na protecção aos cidadãos, com o "ensaio geral" no dia da greve geral frente à Assembleia da República. Agora é só aguardar as explicações do ministro Macedo sobre os profissionais da provocação na manif frente à Escola Secundária Alberto Sampaio em Braga.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| "Sempre que me vêm falar de Cultura... retiro a patilha de segurança da minha Browning"

por josé simões, em 21.12.12

 

 

 

A célebre fala que Hanns Johst colocou na peça de teatro Schlageter, agora conjugada com "o poder do assobio":

 

«Braga 2012: Presidente da República e primeiro-ministro não visitaram Capital Europeia da Juventude»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Este povo não existe

por josé simões, em 20.12.12

 

 

 

Um povo que elege um penteado com voz para primeiro-ministro; um povo que dá a 3.ª maior votação nas urnas a um partido liderado por um vazio de ideias com uma dentadura reluzente num corte italiano com botões de punho, que depois vai fazer maioria num Governo com um ministro que é doutor sem ter andado à escola; um povo que dá 5 – cinco – 5 maiorias a um homem que se rodeou ao longo do percurso político de individualidades que promoveu, primeiro a ministros, depois a conselheiros de Estado, e que construíram uma rede de influências e usaram o curriculum adquirido ao serviço da cousa pública para fundar uma cosa nostra com o nome de um banco; um povo assim do que é que se queixa, do que é que está à espera? Toda a gente sabe que fato de macaco, jorra e biqueira de aço dá mau aspecto, aspecto de romeno, e não cria riqueza. O que cria riqueza é ser doutor, usar fato, ser bem-falante, ter um belo dum penteado e ir a eleições defender o "supremo interesse nacional", e oferecer de bandeja o saque do Estado a personagens sem rosto, doutores com dentaduras reluzentes em cortes italianos com botões de punho. Never ending story.

 

[Imagem de Arthur Steel]

 

 

 

 

 

 

|| O vómito

por josé simões, em 19.04.10

 

 

 

 

«O colectivo de juízes decidiu pela suspensão da execução da pena por o arguido se ter manifestado arrependido e não ter cadastro (…)»

 

(Em stereo)

 

(Imagem de Jan van de Velde via Welcome Library)

 

 

|| Um tiro privado

por josé simões, em 13.01.10

 

 

 

 

 

E se o “tiroteio” de ontem, em vez de ter sido num colégio privado, tivesse sido, por exemplo, na escola da Bela Vista em Setúbal? a “tourada” que havia hoje na Brigada Helena e insurgência limitada

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

 

Os policias da anedota

por josé simões, em 23.02.09

 

Para quem pensava que os barbudos fundamentalistas estavam só no metro de Londres, em Braga foram três os agentes policiais que apreenderam alguns exemplares de um livro sobre pintura que continha uma reprodução de A Origem do Mundo de Gustave Courbet.

 

Três policias como na anedota: um sabe ler, outro sabe escrever, e outro vigia dois perigosos intelectuais.

 

Assim vai o mundo, depois da sua origem.