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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Se a ocasião faz o ladrão

por josé simões, em 05.02.14

 

 

 

E se não consta que o consumidor apresente queixa na polícia por o dealer lhe ter vendido folha de louro prensada com caldo Knorr em vez de haxixe, nem tampouco que o Estado assuma o prejuízo do vigarizado que na porta da agência bancária se viu com uma pasta repleta de folhas de jornal no lugar de notas de €50, também não há notícias do dealer manhoso e do vigário espertalhão que tenham vindo para as primeiras páginas dos jornais gozar com a cara das vítimas.

 

«BPP. Rendeiro diz que clientes foram lesados por serem gananciosos»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| São como os cães, têm medo mas não têm vergonha

por josé simões, em 24.07.13

 

 

 

«Governo diz que da biografia constam apenas as funções públicas»

 

Até porque nem interessa nada para a opinião pública saber [nem sequer há relação nenhuma] o que é que os governantes andaram a fazer no intervalo preenchido entre desocuparem cargos públicos e ocuparem cargos e públicos, ocupado em funções privadas, cujo relatório e contas, coluna "Deve", é para ser depois nacionalizado pelo Estado, que temporariamente administram antes e depois da passagem pelo privado, e suportado com dinheiros públicos.

 

E até porque quando se "candidatam" a cargos no privado omitem no currículo a sua passagem pelos cargos públicos, e nem sequer foi devido a essa passagem pelo público que deram o salto para o privado. Nada disso. Foi pelos seus lindos olhos, no anonimato privado, à sombra do dinheiro público.

 

 

 

 

 

 

|| O Expresso a fazer de arbusto do PSD

por josé simões, em 24.07.13

 

Na biografia elaborada pelo Expresso, Rui Machete já foi tudo e mais alguma coisa, só não foi presidente do Conselho Superior da Sociedade Lusa de Negócios, com poderes de fiscalização, nem membro do Conselho Consultivo do BPP, liderado por Francisco Balsemão… do Expresso, ao passo que a má gestão da FLAD, e o aproveitamento pessoal do cargo, é referido como uma saída em 2010 «na sequência de algum conflito com a parte americana».O "Expresso, há 100 anos a fazer opinião", só grandes músicas e a melhor música de todas as estações.

 

A tralha cavaquista, a chumbar Portugal – com éfe grande, since 1983, está de regresso e com boa imprensa.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Ir à Alemanha defender 800 anos de História (Capítulo V)

por josé simões, em 31.03.11

 

 

 

 

 

|| Hide Yourself (vale para os dois)

por josé simões, em 06.01.11

 

 

 

 

 

Numa remix "manhosa" (falha-me o nome) de War, versão Frankie Goes to Hollywood, a voz de Holly Johnson está em repeat até à náusea com "Frankie says… Frankie says… Frankie says… ".

 

Na remix "manhosa" de War dos tempos que correm a voz em repeat, a aproximar-se vertiginosamente da náusea, é "Alegre says", "Cavaco says".

 

It´s good for, huh? Absolutely nothing! Yeah.

 

(Imagem)

 

 

 

 

 

 

 

|| Também já não voto nesses!

por josé simões, em 06.01.11

 

 

 

 

 

A mesma publicidade que incluía textos de Confúcio e Franz Kafka, entre outros.

 

(Se bem que a inclusão de Kafka tenha sido… premonitória?)

 

 

 

 

 

 

 

 

|| Qual foi a parte que eu não percebi?!

por josé simões, em 05.01.11

 

 

 

 

 

António Pinto Barbosa que, por indicação do PSD, vai presidir ao grupo de trabalho para criar a comissão encarregue de fiscalizar as contas públicas, «certificou durante cerca de dez anos as contas do Banco Privado Português, que foi intervencionado no final de 2008 pelo Banco de Portugal».

 

 

 

 

 

|| Back in business

por josé simões, em 04.11.10

 

 

 

 

 

E logo para dizer de sua justiça (substantivo estranho) sobre default e «solvabilidade do sistema financeiro». A culpa não é dele, é de quem lhe dá espaço e crédito (e cachet?) para escrever.

 

 

 

 

 

 

|| «Estou de volta»

por josé simões, em 19.01.10

 

 

 

Ensinamentos e sabedoria da avó Ilda (*): Um homem que não tem vergonha não tem nada.

 

(*)

 

 


|| Nada mais caro

por josé simões, em 10.07.09

 

 

 

«Esta é a história do banqueiro, filho de um casal proprietários de uma sapataria em Campo de Ourique, que do nada chegou ao topo no mundo das Finanças, com negócios em Portugal, Espanha, Brasil e África». João Rendeiro é um dos investidores mais ousados e respeitados no mercado financeiro português. Neste livro, Rendeiro desvenda a sua estratégia de fazer negócios e investir na Bolsa, bem como a melhor forma de sobreviver à crise financeira despoletada pelo "subprime"

Prefácio de João Cravinho.

 

Com €1 consigo desatrelar o carrinho das compras antes de entrar no supermercado, dou a minha volta pelas prateleiras e vou pensando que ninguém no seu perfeito juízo perde €1 que seja num banco falido e com uma "fama que vem de longe", e que tenho a garantia, depois de terminadas as compras, de reaver o € empatado na desatrelagem.

 

Há muitos anos em falta, no beija-mão pátrio do 10 de Junho, a atribuição de uma comenda, uma ordem, sei lá, uma medalha, ao contribuinte português.

 

(Imagem via Associated Press)

 

 

 

Milhões de Fé

por josé simões, em 06.03.09

 

 

O meu acto público de contrição.

Tinha razão a administração do BPP quando dizia não ser a instituição o banco das “grandes fortunas”.

 

Uma esmolinha daqui, outra esmolinha dali; por um familiar com uma doença grave, um casamento desfeito, sorte para a vida profissional, uma alma em descanso nos céus, tudo o que vai dentro da cabeça e da Fé de cada um.

 

Cêntimo a cêntimo, euro a euro, os milhões da Fé de milhões.

 

(Foto de William West para a AFP via Guardian)

 

 

 

Da credibilidade

por josé simões, em 25.02.09

 

 

«"O Banco de Portugal tem a capacidade de retirar" do Privado Português "a gestão de veículos de retorno absoluto e colocar a gestão em outros bancos mais credíveis"»

 

Isto é dito por um senhor de nome Miguel Henriques, advogado dos clientes do BPP.

E isto tem a sua graça. Porque antes, quando “pingava”, o problema da credibilidade nunca se colocou. Apesar do BPP remunerar muito mais alto que a concorrência, os agora “credíveis”, e do Milagre da Multiplicação dos Pães só ter acontecido no Novo Testamento.

 

(Imagem de Paul Eluard fanada na Étapes)

 

 

A Voz do Dono

por josé simões, em 22.12.08

 


Faz três dias, repito 3 – três – 3 dias consecutivos que na SIC e na SIC Notícias passa uma peça em que a tag é “Dezenas de clientes acusam o Banco Popular (sic) Português de burla”.

 

São algumas dezenas de sardinhas-aforradoras que foram ao engano no meio de um mar de tubarões-brancos. As suas poupanças, nalguns casos fruto de anos de trabalho duro na imigração, são uma gota de água no tsunami das fortunas dos outros; dos grandes depositantes, e que são a imensa maioria.

 

Quer-me parecer que a SIC e a SIC N são os bandeirantes que vão à frente com a missão de preparar a opinião pública para a aceitação da intervenção do Estado no banco com o dinheiro dos contribuintes, que vai salvar o carcanhol do dono: Francisco Pinto Balsemão. His Master Voice.

 

São enganados usados vezes dois. Da primeira vez quando o banco captou as suas poupanças para ganhar uma imagem de banco “democrático” e aberto. Da segunda como argumento para a salvação.

 

 

Amor

por josé simões, em 08.12.08

 

Recordo-me de andar Cavaco Silva a jogar ao gato e ao rato com o famoso tabu, e sai num suplemento humorístico qualquer que havia n’O Independente uma montagem com as fotos de Fernando Nogueira e Dias Loureiro, e mais o Presidente do Conselho a olhar pensativo para os dois, com uma nuvenzinha por cima da cabeça, daquelas que servem para legendar a banda desenhada onde se lia mais ou menos assim: “De quem é que eu gosto mais? Do Fernandinho ou do Manelinho?)

 

Foi preciso esperar 13 anos e uma crise para sabermos.

 

 

A imagem de Portugal

por josé simões, em 03.12.08

 

«Governo garante que aval do Estado ao BPP não aumenta despesa pública»