Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

As alcoviteiras

por josé simões, em 17.02.17

 

jogo-do-monopolio.jpg

 

 

Discrição, recato, fiabilidade, boca cerrada, três das qualidade exigidas a um banqueiro. Como António Domingues manchou a sua reputação por andar, ressabiado, com segredinhos de pé de orelha a António Lobo Xavier, administrador da sua entidade patronal - o BPI, Conselheiro de Estado nomeado por Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República.

 

 

 

 

 

Ulrico strikes back

por josé simões, em 19.01.17

 

trapezista.jpg

 

 

Independentemente das contas do banqueiro Ulrico estarem ou não certas e de os contribuintes terem ou não salvo a banca, em Portugal, o que o banqueiro Ulrico não diz é que lamenta o contribuinte ter gasto um cêntimo de euro que seja para salvar a banca; que lamenta a banca não ter sido salva na íntegra pelos seus accionistas; que um cêntimo de euro que seja retirado ao contribuinte para salvar a banca é um cêntimo de euro retirado à economia do país por causa dos desmandos dos accionistas banqueiros; que quando os accionistas dos bancos se andaram a lambuzar com dividendos pornográficos, proveito de uma economia de casino e especulativa, não tenha havido dos accionistas dos bancos um reconhecimento para com o contribuinte, sempre ali à mão de semear para a salvação terrena; que ele, Ulrico, enquanto banqueiro nunca tenha dado um passo que lhe seja publicamente conhecido para poupar o contribuinte e evitar todas estas situações.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Guardar

||| Nunca auguentou e não vai auguentar

por josé simões, em 28.04.16

 

cigarrilha.jpg

 

 

Vamos ao que interessa. E o que interessa é este senhor, que passou os últimos 5 anos a insultar os portugueses, vai, aos 62 anos de idade, fazer o que nenhum dos seus conterrâneos vai alguma vez conseguir: reformar-se. O aumento da esperança de vida, a sustentabilidade da Segurança Social e o coise. Este senhor, que passou os últimos 5 anos a insultar os portugueses, vai, aos 62 anos de idade, fazer uma coisa que, nem nos melhores sonhos sonhados, os seus conterrâneos vão alguma vez sonhar fazer: reformar-se com uma reforma milionária. O crescimento económico indexado, a produtividade e o coise também. De certeza que merece. "Auguenta, auguenta!" Auguentamos nós por ele. [Não, não é gralha, é assim que os coitados que auguentam falam].


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| E no entanto ele não se move

por josé simões, em 21.03.16

 

m.obstr.jpg

 

 

Dois – 2 – Dois meses foi exactamente o tempo que levou até Pedro Passos Coelho fazer standby à "social-democracia, sempre!" e regressar ao sítio de onde nunca tinha saído: o liberalismo acéfalo do "aliviar o peso do Estado da economia" desde que o Estado seja o português, fazendo o precurso exactamente contrário aos liberais de pacotilha que, ao sentirem a s barbas a arder, atribuiram uma Pátria à cor do dinheiro.


[Imagem]

 

 

 

 

||| O banqueiro Ulrico a fazer-se de parvo

por josé simões, em 07.11.14

 

qta3.png

 

 

Descontando aquela parte de que se o BES tivesse sido nacionalizado o banqueiro Ulrico não tinha contribuido com umas migalhas para o monte de migalhas dos 700 milhões que cabem aos bancos no bolo suportado pelo dinheiro dos contribuintes, que é como quem diz o Estado, este "Eu preferia a solução do Partido Comunista que era a nacionalização do banco [BES], essa tinha sido melhor para nós" é o banqueiro Ulrico a fazer-se de parvo, a fazer dos outros parvos e a fingir não perceber que a solução do Partido Comunista era não só a nacionalização do BES mas também a do BPI e de toda a banca privada. E daí, se calhar, tinha sido melhor para nós [eles, o banqueiro Ulrico] que podia assim ir trabalhar por conta de outrém, aguentar, aguentar e deixar de se preocupar e de ganhar cabelos brancos com o dinheiro dos outros e com o dinheiro do Estado.


[Imagem]

 

 

 

 

||| Um rato de esgoto

por josé simões, em 22.10.14

 

natural born killer.png

 

 

O Ulrico, que é  Fernando, diz que aumento do imposto sobre a banca «é medida mal dirigida e mal justificada» porque «a maior parte dos bancos que operam em Portugal, ou têm prejuízo ou ganham muito pouco dinheiro», já a recapitalização do banco a que preside, maquilhada pelo ministro Gaspar das Finanças de enorme aumento de impostos, é bem dirigida e bem justificada porque a maior parte dos cidadãos que trabalha em Portugal, ou têm lucro ou ganha muito dinheiro e, como tal, ai aguenta, aguenta. Um rato de esgoto é isto.


[Imagem]

 

 

 

 

||| Tudo explicado em 01:05 minutos

por josé simões, em 07.07.14

 

 

 

Um castanheiro [?] um carvalho [?] que dá laranjas [?] pêssegos [?], uma família que contra as mais elementares regras de segurança, ensinadas às crianças logo nos primeiros anos de ensino, face a uma colossal tempestade se abriga debaixo de uma árvore. O logro, a mentira, a irresponsabilidade do sistema financeiro que colocou os Estados debaixo da maior crise dos últimos 90 anos e aos cidadãos sacrifícios e privações de que já não havia memória, e que voltará a colocar, porque a árvore, passada a tormenta, torna a dar frutos, tudo explicado em 01:05 minutos num spot publicitário do BPI [Banco Português de Investimento]. Muito obrigado senhor Ulrich pela sessão de esclarecimento.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Escusam perguntar mais

por josé simões, em 10.05.13

 

 

 

Se tinham uma pequena ou uma grande curiosidade, se alguma vez vos passou pela cabeça saber onde é que os 'banqueiros milionários' portugueses, e outros portugueses milionários que não banqueiros, todos os dias nas televisões todos muito preocupados com o estado da Nação, têm o seu rico dinheirinho guardado, escusam moer mais a cabeça, escusam perguntar mais porque, ainda que inconscientemente, ainda que por exclusão de partes, Fernando Ulrich respondeu à questão. Em Portugal não é.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Em futebolês, um golo de bandeira

por josé simões, em 10.02.13

 

 

|| Da recapitalização do Benfica por parte do Estado

por josé simões, em 06.02.13

 

 

 

«Não percebo porque se emociona tanto com a minha remuneração. Porque é que não se preocupa, por exemplo, com quanto ganha o treinador do Benfica?»

 

 

 

 

 

 

|| E quando morrer vai para o Céu?

por josé simões, em 05.02.13

 

 

 

"Não recebo lições de sensibilidade social dos outros. Essas lições tive-as em casa, na escola e na religião católica"

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| E se nós fossemos muito ricos?

por josé simões, em 01.11.12

 

 

 

[Via]

 

 

 

 

 

|| Com Ulrich a fazer de capo do konzentrationslager?

por josé simões, em 30.10.12

 

 

 

Só quem nunca leu "Se Isto é um Homem" de Primo Levi ou Robert Antelme em "A Espécie Humana", só a título de exemplo, é que pode dizer que "há limites aos sacrifícios que se podem pedir aos portugueses" ou que o país não aguenta mais austeridade. "Ai aguenta, aguenta!".

 

 

 

 

 

 

|| O Governo com paredes de vidro

por josé simões, em 26.10.12

 

 

 

Ou será antes o partido com paredes de vidro? Adiante. A "pujança", o "dinamismo", a capacidade de "inovação" e o "empreendedorismo", permitem ao BES viver sempre acima das nossas possibilidades aparecer sempre ligado a tudo o que é negócio. Há aqui um padrão.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| O Idiota, do grego idiótes, o homem privado – em oposição ao homem de Estado, ou público

por josé simões, em 18.10.11

 

 

 

Foi criada a ideia”, assim mesmo, na voz passiva e sem mais explicações, e «“grande responsabilidade” dos bancos é “proteger os depositantes” [esta parte é curiosa porque também “foi criada a ideia” que a grande responsabilidade dos bancos é proteger os accionistas, para proteger os depositantes existe o Estado e o dinheiro do contribuinte], pelo que as instituições só devem conceder crédito se “o risco for aceitável para quem tem de proteger os depositantes”».

 

Hummm… foi lucrativa boa a sesta, senhor Fernando?

 

[Buster Keaton na imagem]