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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

cc Marcelo Rebelo de Sousa

por josé simões, em 24.05.17

 

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Esteve mal o Presidente da República quando salomonicamente dividiu os louros da saída do Preocedimento por Défice Excessivo entre o Governo da direita radical e o Governo da 'Geringonça' ignorando o papel dos blogues, liberais de pacotilha, na doutrinação do pagode e na disciplina do Estado. Quando já pensávamos que tínhamos visto de tudo...

 

[Via]

 

 

 

 

 

Comunistas por Trump

por josé simões, em 07.11.16

 

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Os EUA estão divididos. De um lado estão os que querem preservar o Império mesmo à custa do seu país – são os neocons. Do outro lado estão os querem salvar os EUA ainda que seja à custa da perda da sua hegemonia imperial. A representante dos primeiros é a sanguinária e corrupta Hillary Clinton, responsáveis por incontáveis mortes de civis no Iraque, na Líbia, na Somália, no Iémen e na antiga Jugoslávia (em 1999 apoiou o seu marido na guerra de agressão da NATO). Ela é a mulher que, tal como uma ave carniceira, deu uma gargalhada ao saber do assassinato de Kadafi ("Viemos, vimos e matámos", berrou ela). A sua eventual vitória significará uma alta probabilidade de guerra nuclear.
O outro candidato, Trump, é o que aceita o retorno a um mundo multipolar a fim de salvar da derrocada o seu próprio país – uma derrocada económica, financeira, monetária, política e moral. Apesar da sua vulgaridade, grosseria e algumas ideias tolas ele é certamente o candidato que dá mais garantias à paz mundial e à maioria do povo estado-unidense. Se estas eleições não forem mais roubadas do que de costume Trump poderá vencer.
Ter ou não um planeta coberto de cinzas radioactivas depende dos resultados de 8 de Novembro.


O sectarismo filho da puta


[Via]

 

 

 

 

Essa é que é essa

por josé simões, em 22.10.16

 

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Vai grande rebuliço no tuita e no feice coise e no velhinho ai faive, agora tá gade, a dark web dos fugidos ao controlo parental, entre os discípulos e apaniguados e apóstolos e camaradas do Moreira de Sá de Passos Coelho, dos perfis falsos nas redes sociais e da proliferação de blogues, anónimos ou nem por isso, das chamadas telefónicas para o tudo o que era fórum nas rádios e televisões, das suspeições levantadas e falsos testemunhos e da boataria generalizada e da merda nas ventoinhas, quanta mais melhor, por o Prémio Pulitzer, pela descoberta do Estripador de Lisboa depois da Grande Entrevista ao Capitão Roby, ter desvendado o maior mistério da blogocoisa portuguesa desde os idos em que a blogocoisa era a blogocoisa e toda a gente ir todos os dias ler o Abrupto do Pacheco Pereira e por ter finalmente descoberto a careca ao Miguel Abrantes, que afinal não é o Miguel Abrantes, nem sequer o Sócras himself a escrever sob pseudónimo, mas um tal António Peixoto, pago pelo Sócras, por interposta pessoa um tal de Rui Mão de Ferro, quiçá com dinheiros do contribuinte e sem passar recibo nem descontar para a Segurança Social, e que não é maneta mas que administra, a meias com Carlos Santos Silva, com a tal da mão, tudo o que seja malabarice do Sócras.


O problema, se é que alguma vez existiu um problema, não é o anonimato do Abrantes, que afinal não é Miguel mas Peixoto, António, descobriu a Cabrita, Felícia, nem sequer se o dinheiro veio do contribuinte ou do Carlos Santos Silva, por via das trafulhices feitas pelo Sócras, como já ficou provado nas páginas do Correio da Manha [sem til] e transitou em julgado nas redes sociais depois de condenado pelo tribunal da opinião pública, nem sequer se o Abrantes Peixoto passou recibos, nem tampouco se o Miguel António descontou para a Segurança Social, que se calhar nem sabia da obrigatoriedade de o fazer e que como ele há muitos e que tal nem sequer é impeditivo de aspirar a ser um dia primeiro-ministro de Portugal, não.


O problema é que tudo o que foi escrito e está escrito no Câmara Corporativa, que ao contrário dos blogues do Moreira de Sá de Passos Coelho não correu a apagar posts, cache incluída, são verdades, bem fundamentadas e detalhadas, com cruzamento de dados, coisa que as televisões os jornais e as rádios do pensamento único dominante deixaram de fazer, tudo sem recorrer ao insulto, à calúnia e à difamação, e essa é que é essa.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

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Uma chatice, é o que é

por josé simões, em 18.10.16

 

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Nem o PCP faz o trabalho que a oposição – PSD e CDS, não sabem fazer;
Nem o Bloco de Esquerda faz o trabalho que a oposição – PSD e o CDS, não sabem fazer;
Nem na Fenprof e no comissário Nogueira já se pode confiar para esse efeito.


Uma chatice, é o que é.


[Imagem]

 

 

 

 

Gostava de ter escrito isto

por josé simões, em 20.09.16

 

 Para a nossa direita os pobres, grupo social em que estão incluídos todos os que vivem de rendimentos do trabalho e pensões, são um peso, os seus rendimentos são um custo e quanto mais ganham menor será a competitividade das empresas. Os ricos são, por definição, investidores, o seu dinheiro é considerado capital que não deve ser sujeito a impostos.


O consumo dos pobres é um desperdício e quanto menos consumirem melhor para o país, se em vez de serem eles a optar pela poupança e forem os patrões a poupar graças a salários baixos melhor para a economia, as poupanças dos patrões são capital, as dos pobres servem apenas para desperdiçar em bens de consumo. É por isso que, por definição, os pobres consomem sempre acima das suas possibilidades e todas as conquistas sociais desde o tempo da escravatura ou da servidão são um grave prejuízo para a competitividade.


Se um pobre compra um carro em segunda mão está a consumir acima das suas possibilidades, se um rico comprar um luxuoso carro topo de gama está a investir. Se um pobre compra um apartamento com crédito está a contribuir para o endividamento do país estimulando o crescimento de um sector inútil para a economia. Se um rico ou um chinês comprar uma vivenda de luxo, está investindo no país e criando emprego, por isso deve beneficiar de isenções ficais, vistos gold e outras mordomias que lhes sejam úteis.


Um chinês que enriqueceu com a corrupção do regime comunista da Ásia, que parte porque noutro Estado-membro da EU lhe oferecem um visto gold com menos exigências é um investidor que foi perdido pelo país. Quando um quadro altamente qualificado, cuja formação custou ao país centenas de milhares de euros, decide abandonar o país a direita elogia-o porque não foi piegas e partiu em busca da sua zona de conforto, dando uma preciosa ajuda ao ajudar a taxa de desemprego a baixar.


Os patrões, são designados preferencialmente por investidores ou empreendedores, os pobres são mão-de-obra, activos ou, em empresas mais modernaças, conseguem ser tratados por colaboradores, isso até que o presidente do banco decide desligar-lhes o computador e convidá-los a assinar uma rescisão amigável.


Se um pobre se esqueceu de pagar uma conta ao fisco é um malandro que não paga os seus impostos e deve ser perseguido por todos os meios. Se for um rico a recusar-se a pagar um imposto é recebido com tapete vermelho nos gabinetes governamentais e tem ao seu serviço uma equipa de advogados, todos eles ex-secretários de Estado dos Assuntos Fiscais, que assegurarão que entre truques e cunhas tudo farão para que a dívida prescreva nos corredores dos tribunais. Já para os pobres esses tribunais não existem, para ter direito à decisão de um juiz a dívida deve ser superior a 5.000 euros, o pobre leva com a decisão do chefe do serviço de finanças, come e cala.


Esta abordagem da nossa direita tem mais fundamentos no modelo social do feudalismo do que no capitalismo moderno saído da revolução industrial. O prolongamento durante décadas do colonialismo e de um regime laboral apoiado na PIDE levou a que a nossa direita tivesse mumificado ideologicamente. Neste modelo social de capitalismo feudal o progresso não se mede no bem-estar de toda a nação, mas apenas no nível de enriquecimento e felicidade dos mais ricos. Para a nossa direita os ricos devem ser tratados como senhores feudais capitalistas e todos os outros como plebeus proletários que graças à bondade dos outros já não são nem servos, nem escravos.


Os ricos e os pobres segundo a nossa direita

 

 

 

||| A minha vida dava uma sitcom

por josé simões, em 16.02.16

 

 

 

[Roubado aqui ao lado]

 

 

 

 

||| O superior interesse nacional

por josé simões, em 29.10.15

 

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«O presidente da República arrasta consigo a ideia de que ele, talvez só ele, sabe interpretar o que significa o «interesse nacional», ou melhor, o «superior interesse nacional». Todas as ideologias e as políticas, excepto as suas, são obstáculos a essa ideia difusa de «interesse nacional» que tem conduzido o país, como está à vista, ao pugresso.


Mas o que verdadeiramente chamou a minha atenção é esta enfática declaração de Cavaco Silva: «Como sabem nunca tive nem tenho qualquer interesse pessoal». Deduz-se que, por exemplo, Cavaco Silva não teve «qualquer interesse pessoal» na «inventona de Belém». Ou que, por exemplo, não teve «qualquer interesse pessoal» na manutenção, contra tudo e contra todos, de Dias Loureiro no Conselho de Estado. Ou que, por exemplo, não teve «qualquer interesse pessoal» quando optou pelas duas pensões de reforma que aufere (do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações) em detrimento do vencimento de presidente da República. Ou que, por exemplo, não teve «qualquer interesse pessoal» quando as únicas críticas feitas ao governo de Passos & Portas (colóquio em Florença, discurso sobre a espiral recessiva, etc.) coincidiram com os cortes nas pensões, momento em que se lastimou que poderia não conseguir pagar as suas despesas com rendimentos superiores a dez mil euros mensais. É, de facto, um homem muito desprendido.»


«O superior interesse nacional»


[Imagem]

 

 

 

 

||| Resumidamente é isto

por josé simões, em 26.06.15

 

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"Muita gente já esqueceu, e muita outra não valorizou o golpe, mas foi Merkel, com a aquiescência dos parceiros, que em Novembro de 2011 impôs uma mudança de Governo em Itália, tirando Berlusconi, três vezes eleito, e pondo no seu lugar Mario Monti, um homem que nunca tinha ido a votos, e teve de ser feito (num domingo) senador vitalício para ocupar o lugar de primeiro-ministro. Isto aconteceu na Itália, que não é exactamente a República das Maldivas. Foi logo a seguir (cinco dias de intervalo) ao golpe grego, quando Papandreu se viu substituído por Lucas Papademos, que vinha do BCE e também nunca tinha ido a votos. Papandreu tinha cometido a heresia de dizer em voz alta que ia propor um referendo sobre a permanência da Grécia no euro. Em 48 horas estava na rua. No Outono de 2011 andava toda a gente distraída, e não devia, porque foram dois golpes de Estado decididos em Berlim, com a cumplicidade de Sarkozy e o beneplácito da tropa fandanga a que chamamos líderes europeus. A opinião pública internacional assobiou para o lado.


O actual folhetim grego é um remake foleiro. É deprimente ouvir os comentadores a esgrimir números sobre a Grécia, sabendo-se que os números gregos, sensatos ou delirantes, não importa, são a última preocupação de Merkel, Juncker, Dijsselbloem, Lagarde, Draghi, Tusk e parceiros menores. Nenhum deles quer saber de números para nada. Tsipras podia fazer espargata em plena Cimeira e o mais que conseguia era pôr Schäuble a bocejar. A UE não aceita um Governo do Syriza e o overacting de Varoufakis desobrigou toda a gente de boas maneiras."


Resumidamente é isto: "Folhetim".


[Imagem de Banksy]

 

 

 

 

||| Um mentiroso compulsivo

por josé simões, em 08.06.15

 

 

 

[Aqui]


Adenda: De regresso a 2011

 

 

 

 

||| quando for grande, quero ser...

por josé simões, em 02.06.15

 

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«1 de junho, Dia Mundial da Criança, Portalegre. É de pequenino que se aprende a malhar. Sai uma comenda no dia 10 para a mente brilhante que planeou isto, sff.»

 

 

 

 

||| 2 milhões

por josé simões, em 18.05.15

 

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Diz o Statcounter que são 2 milhões de visitas a contar desde Novembro de 2009 [entre esta data e 8 de Setembro de 2006, data do primeiro post publicado, o blog não teve qualquer tipo de contador de visitas].


Obrigado a todos.

 

 

 

 

||| É isto

por josé simões, em 18.04.15

 

«A esquerda, toda a esquerda, não pode alhear-se da luta política que o Observador e outras instituições estão a travar contra o Estado Social e muitas das instituições que a esquerda democrática construiu em Portugal. Responder com indiferença, com desdém ou mesmo com humor não resolverá nada. É preciso replicar, inteligência. É preciso oferecer construções alternativas às histórias contadas pelos nossos antagonistas. É preciso, enfim, que exista resposta política à altura das propostas políticas que chegam pela mão do Observador e afiliados. Para que do encontro de ambas se consigam soluções moderadas, aceitáveis e que permitam boas governações.»

 

 

 

||| Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 27.03.15

 

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Ao dar de caras com a lista dos deputados do partido unipessoal do vice-primeiro-ministro que dá pelo nome de CDS-PauloPortas e que hoje na casa da democracia votaram contra «o voto de protesto apresentado pelos deputados do Bloco de Esquerda pela perseguição de que é alvo o jornalista Rafael Marques em Angola, alvo de 24 processos de difamação caluniosa pelo seu livro "Diamantes de Sangue - Corrupção e Tortura em Angola", onde denuncia flagrantes violações de direitos humanos na região do Cuango, onde as populações são mantidas em condições de quase escravatura, sendo alegadamente torturadas, assassinadas, roubadas e impedidas de manter quaisquer actividades de auto-subsistência» não posso deixar de recordar o então amigo do coração do carniceiro-genocída, ex-colaborador da polícia política do colonialismo salazarista e aliado da África do Sul do apartheid, Jonas Savimbi, em 24 de Fevereiro do ano da graça de 2002: «Haja pudor e decência», pediu Portas, criticando os que, este domingo, vão receber o presidente de Angola como se fosse um democrata, e como se não fosse o mandante de um crime e não dirigisse um país onde os dirigentes gozam de opulência, luxo e riqueza enquanto o povo está entregue à fome e à miséria».


Não ter a puta da vergonha na cara é isto.


[Imagem]

 

 

 

 

||| Há muita fraca memória

por josé simões, em 20.03.15

 

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Na política e nos políticos. E nos jornalistas e nas redacções dos jornais.


«Recorde-se o que há muito corre nas redacções sobre os frequentes telefonemas do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, para dar informação que lhe é conveniente, para escamotear a que não lhe convém, e - pasme-se! - pressionar os jornalistas para que ponham fotografias suas nas notícias que ele assim alimenta. Lembre-se ainda as inúmeras pressões junto de jornalistas para que o Regime Excepcional de Regularização Tributária3 (RERT3) - aquele que foi por si criado e que limpou 3,445 mil milhões de euros de lucros fraudulentamente saídos do país - não fosse referido nos artigos como sendo uma amnistia. Isto quando Paulo Núncio, ainda advogado, aconselhava os seus potenciais clientes a usar as versões anteriores do RERT por ser, precisamente, uma amnistia. E mais: lembre-se ainda a propósito que, na audição em comissão parlamentar, Paulo Núncio não esclareceu a razão da demora - de anos - que o Governo levou para pedir a lista Lagarde, tornada conhecida ainda no tempo do governo socialista. Ou mesmo da Swissleaks que envolveu, no caso de Portugal, capitais num total de 959,2 milhões de dólares, em que um só dos clientes tinha uma conta de 161 milhões de dólares.»


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||| Nós de pantufas, aqui no sofá

por josé simões, em 27.02.15

 

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Raif Badawi hoje não foi chicoteado e a Arábia Saudita continua a produzir e a exportar petróleo.


Avijit Roy nunca será chicoteado e o Bangladesh continuará a ser um bom local para deslocalizar empresas que vão produzir pijamas baratos e pantufas baratas e almofadas baratas que aconchegamos no sofá.


[Imagem de autor desconhecido]