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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Espionagem com aval (III)

por josé simões, em 30.12.07

 

De Gabriel Silva do blogue Blasfémias, recebi na caixa de comentários do post “Espionagem com aval (II)” o seguinte comentário:
 
“Disparate.
Quem pode ficar contente com a intromissão do estado nos negócios privados são todos os socialistas/sociais-democratas. Não é isso que defendem?
Mas de tão envergonhados que são na defesa do intervencionismo, nem sequer isso fazem, coitados.”
 
Caro Gabriel, disparate é não ver o óbvio. E o óbvio aqui é o Estado dar de mão beijada ao maior banco privado nacional informação classificada e confidencial sobre os meandros do seu concorrente directo, a Caixa. A haver, a presumível intervenção do Estado no mercado foi em favor do sector privado – um “empurrão” –, em flagrante prejuízo do banco do Estado, por mera coincidência aquele com quem o BCP disputa ombro-a-ombro o espaço vital….
 
Mas há por aí mais gente a disparatar. Este senhor obviamente só pode ser um mau administrador – do ponto de vista privado, claro. No fundo, no fundo, está a defender os interesses da Caixa ao dar-se ao luxo de desprezar a informação estratégica na bagagem de Santos Ferreira