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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Da indigência intelectual

por josé simões, em 10.05.18

 

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O Bloco de Esquerda dá voz à campanha "ZERO PONTOS para Israel na competição musical da Eurovisão" a propósito da "ocupação" da Palestina, blah-blah-blah, uma canção sobre sobre emancipação feminina e justiça social que mais não é do que uma "contínua tentativa israelita de branquear a opressão do povo palestiniano através de uma campanha de marketing de políticas 'de igualdade'", blah-blah-blah, como se o Estado israelita tivesse alguma coisa a ver com as escolhas das canções a apresentar a concurso, tipo vocês mandaram o Sobral a Kiev para passar uma imagem de Portugal... esqueçam.

De Israel o único país em toda a região onde as mulheres estão em pé de igualdade com os homens em todos os direitos e deveres ou, por exemplo, onde os homossexuais estão em pé de igualdade com os hetero - casamento, forças armadas, segurança social, o direito à herança e adopção de crianças, tudo bandeiras do Bloco de Esquerda aqui e se calhar também ali, na Palestina e em Gaza.

 

A seguir o Bloco de Esquerda vai lançar uma campanha pela participação da Palestina e Gaza na Festival Eurovisão em pé de igualdade com os outros Estados. Já estamos a ver a Furtado, a Cautela, a Ruah, a Alberto: "E agora, em representação da Palestina e da Hammas Television, Mahmoud Allahu Akbar com a canção "Vou-me explodir ali na esquina"".

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 06.05.18

 

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Rui Rio ao pedir a presença de Manuel Pinho no Parlamento criou um problema ao Bloco de Esquerda [Porquê? Isso agora não interessa nada]. O Bloco de Esquerda que, acossado pelo problema criado por Rui Rio, ensaiou a fuga em frente ao pedir uma comissão parlamentar de inquérito às rendas da energia [as pessoas, burras, ignorantes, acéfalas, não percebem nada de rendas de energia mas ouvem falar e acham que está mal e por isso aplaudem a iniciativa do Bloco de Esquerda]. Rendas de energia que começaram com Durão Barroso e Santana Lopes e se prolongaram até hoje, daí a iniciativa do Bloco de Esquerda, de forma a envolver toda a gente e a entalar o PSD. Eu, ele, não acredito nas comissões parlamentares de inquérito mas se esta servir para esclarecer alguma coisa então está bem. Resumidamente Marques Mendes na avença semanal na televisão do militante n.º 1.

 

Perceberam como é que isto começou, o Bloco de Esquerda entalado por Rui Rio?

 

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E quando pensávamos que já tínhamos visto de tudo...

por josé simões, em 01.03.18

 

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BE pediu a audição de Bruto da Costa, no âmbito dos trabalhos da comissão de acompanhamento que definirá a estratégia para o Portugal 2030. Só que o sociólogo morreu em 2016

 

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Mete mais tabaco

por josé simões, em 11.01.18

 

 

 

Incluíam os projectos do BE e do PAN, que permitiriam o uso da cannabis para fins medicinais, na Lei do Financiamento dos Partidos Políticos e das Campanhas, com as perspectivas futuras do encaixe financeiro a efectuar pelo PCP, via "Festa do Avante!", e já não tinham a hipocrisia dos comunistas no Parlamento a votar ao lado da direita radical retrógrada, com recurso a uma argumentação simplesmente estúpida, num tempo em que a planta está a ser legalizada por todo o mundo.

 

 

 

 

O Verdadeiro Socialista de Esquerda

por josé simões, em 14.12.17

 

 

Francisco Assis, o verdadeiro socialista de esquerda, que ficou para a história pelo desabafo "qualquer dia querem que o presidente do Grupo Parlamentar do PS ande de Clio, quando se desloca em funções oficiais", curiosamente o mesmo princípio defendido pela senhora presidente da associação Raríssimas que se deslocava em BMW a expensas do contribuinte - o estatuto e a dignidade do cargo, o que é que os outros pensam das nossas gravatas [ou da falta delas] e se nos deslocarmos num qualquer chaço velho?

Francisco Assis, o verdadeiro socialista de esquerda e escudeiro da honra do Partido Socialista, contra os desmandos e a falta de respeito do Bloco de Esquerda.

Francisco Assis, o verdadeiro socialista de esquerda e escudeiro da honra do Partido Socialista e impermeabilizador do PS, contra os negócios e interesses corporizados em António Costa, como acusou o líder do Partido Socialista, que Francisco Assis apoiou contra António Costa, da 'Geringonça' com o Bloco de Esquerda, acusado pelo Bloco de Esquerda de ser permeável ao poder económico.

Francisco Assis, a ele ninguém o cala, sobretudo se o pretexto da defesa da honra do Partido Socialista for um bom pretexto para atacar o líder do Partido Socialista, fazer prova de vida e um frete à direita.

 

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"Acabou-se o argumento", dizem eles

por josé simões, em 05.12.17

 

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É por estes dias o argumento puxado para os fóruns e para os espaços de comentário nas rádios, jornais e televisões pela "direita unitária", que é aquela direita que oficialmente não é de direita mas do centro, que tanto pode ser do PS como do PSD ou até do CDS, cheia de boas maneiras e de responsabilidade e com luvas brancas e falinhas mansas, que tem boa timeline de esquerda no Twitter e no Facebook, encartada na direcção de televisões ou com avença e lugar cativo no comentário pago, que com a eleição de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo acaba de vez o argumento da direita, que não eles, do TINA por oposição à irresponsabilidade e ao despesismo esquerdista, inimigo das boas contas, da consolidação orçamental, da diminuição do défice e do Estado cumpridor, pagador a tempo e horas, eficaz e longe da economia o mais possível, como se fosse isso que alguma vez tivesse estado em cima da mesa e não a transferência de rendimentos do trabalho para o capital, só, e a coberto da mentira da "gordura" e do "viver acima das possibilidades", do sofrimento terreno para alcançar a glória dos mercados, nestes últimos dois com uma reversão, mínima, só possível por uma conjugação de factores, irrepetíveis: a ambição de António Costa em ser primeiro-ministro e o pavor do PCP e BE por mais 4 anos de Governo da direita radical. O resto é história e Mário Centeno faz parte dela.

 

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O regresso do velho PS

por josé simões, em 27.11.17

 

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Capturado pelo poder económico, clientelista e refém dos lobbies, rentista para as majors com o dinheiro dos contribuintes, das cambalhotas quando chamado à pedra pela voz do dono.

 

PS recua e deixa cair nova taxa sobre renováveis

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Em 5 minutos

por josé simões, em 12.11.17

 

 

 

[Daqui]

 

 

 

 

A direita dos comediantes

por josé simões, em 31.08.17

 

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Aqueles que à direita andaram, freneticamente, de norte a sul do país de megafone numa mão e de espantalho na outra com a deriva radical de um Governo do Partido Socialista suportado pela irresponsabilidade do Bloco de Esquerda que conduziria, inevitavelmente, o país à ruína e ao terceiro e ao quarto e ao quinto resgate de Portugal que já era a Grécia e do Syriza estalinista-trotsquista nos gabinetes da Rua da Alfândega, são aqueles que lamentam a reforma do responsável, e prenhe de 'sentido de Estado', militante e deputado do Bloco de Esquerda, António Chora, anos a fio à frente da Comissão de Trabalhadores da paz na Autoeuropa. Siga a marcha.

 

 

 

 

Todo o poder aos sovietes!

por josé simões, em 03.05.17

 

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À parte o pormenor que são os 50 mil precários, contas redondas, que vão entrar para debaixo do guarda-sol do Estado, depois de um violentíssimo ajustamento de 3 anos no sector privado, onde precários, contratados a prazo e efectivos, foram directamente para o desemprego, sem retorno e sem programas extraordinários de regresso, o PCP e o Bloco vão poder indicar os precários mais precários que os precários, uma espécie de caixa de supermercado prioritária no acesso aos quadros do Estado para militantes, camaradas e amigos. E isto é lindo.

 

 

 

 

 

Das raras vezes que fala verdade as coisas até nem lhe saem mal

por josé simões, em 30.04.17

 

 

 

Curioso não é que enquanto haja quem se preocupe em encontrar uma solução para o problema da dívida pública e para o peso do serviço da dívida no bolso dos portugueses que a primeira reacção e o primeiro pensamento de Pedro Passos Coelho seja para o dinheiro que os países que nos emprestaram vão deixar de ganhar com um perdão, uma renegociação, or ever, curioso é que diga isto com a maior das naturalidades, de ar grave e voz de barítono, e nem jornalistas, nem outras forças políticas, nem comentadores, nem politólogos, nem ninguém reaja.

 

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Largo Primeiro de Dezembro

por josé simões, em 01.12.16

 

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Que "o coração do rei de Espanha está com Portugal" não devia ser abertura de telejornais nem primeira página de jornais, assim o é desde 1143, coração e cabeça. Que a frase tenha sido proferida pelo próprio rei de Espanha, em Lisboa, na Assembleia da República, na véspera do 1.º de Dezembro de 1640, feriado reposto, com Pedro Passos Coelho sentado na primeira fila da bancada parlamentar do PSD, é uma ironia do destino.


[Imagem fanada à Câmara Municipal de Sesimbra]

 

 

 

 

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WC Bloco

por josé simões, em 30.11.16

 

Queensbridge housing project in Queens, New York.

 

 

Um deputado, como qualquer outro cidadão, está no seu legítimo direito de em democracia poder manifestar a sua opção pelo sistema de governo que prefere: República ou Monarquia.


Um deputado, eleito pelos cidadãos, num sistema democrático liberal não tem o direito de envergonhar o país na 'casa da democracia', não tem o direito de enxovalhar e provocar um chefe de Estado estrangeiro em visita oficial a convite do Presidente da República.


Ir para o Parlamento na recepção ao rei de Espanha com as cores da República espanhola ao peito não é falta de educação, é uma provocação desnecessária, baixa e reles.


[Imagem "Queensbridge housing project in Queens, New York", by Arthur Rothstein, June, 1942]

 

 

 

 

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Coisas simples

por josé simões, em 15.10.16

 

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Perguntem às pessoas o que preferem, se pagar as bebidas açucaradas, o tabaco, o álcool mais caro e ter a sobretaxa de IRS eliminada e as pensões aumentadas, se continuarem a pagar a Coca-cola, o Português Suave, o SG e o Amber Leaf, a Sagres e os shots de Absolut ao preço em que estão e continuar com a sobretaxa, ad aeternum, num simulador online que baixa e sobe em função do calendário eleitoral e as pensões no sítio em que estão, em nome da crescimento económico e do dinheiro que não há para nada porque é preciso injectar na banca da excelência da gestão privada. Perguntem.


[Na imagem, de autor desconhecido, o Diabo que não chegou, nem aos balcões do SEF, em Setembro]

 

 

 

 

O custo da democracia

por josé simões, em 22.09.16

 

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Que "a democracia tem um custo" vai ser o argumento a atirar à cara de quem está contra o fim das restrições ao financiamento público dos partidos, no país onde desde 2009 o sector privado tem os salários congelados ou sofre aumentos simbólicos entre os zero virgula alguns e o um por cento. Logo seguido do inevitável "populista!". E é precisamente por a democracia ter um custo que da parte dos partidos fundadores da democracia devia haver algum pudor e alguma prudência para não fomentar o aparecimento de populismos fora do sistema, agora que Paulo Portas se retirou, e que têm como objectivo último suspender a democracia.


[Na imagem Donald Trump by Scott Scheidly]

 

 

 

 

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