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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

"por causa da intensificação da escalada belicista dos Estados Unidos, da NATO e da União Europeia" *

por josé simões, em 08.03.22

 

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1. Que a Câmara Municipal de Lisboa colabore para a reunificação familiar das pessoas já residentes no concelho de Lisboa, em colaboração com a comunidade ucraniana cá residente bem como com as instituições responsáveis aquando do processo já anunciado de acolhimento de refugiados;

 

- Contra: PCP

- Favor: Restantes partidos

 

 

2. É preciso travar a invasão da Ucrânia. O Bloco de Esquerda considera que Portugal deve aplicar sanções aos dirigentes russos, aos oligarcas seus apoiantes e respectivas empresas internacionais que suportam o regime de Putin. A Europa deve oferecer solidariedade política e diplomática à Ucrânia para a preservação da sua integridade territorial e soberania política;

 

     - Contra: PCP

     - Favor: Restantes partidos

 

 

3. Entendemos que o Governo português deve diligenciar para a Ucrânia possa ter um estatuto de facto congénere ao da Finlândia - de neutralidade respeitada. É numa tal solução, negociada, aceitável por todas as partes, que as diplomacias europeias deveriam empenhar os seus esforços, preservando a paz e a segurança na Europa.

 

     - Contra: PCP, Chega, CDS e PPM

     - Favor: Bloco de Esquerda, Livre, Partido Ecologista Os Verdes, Independentes, PS, PSD e Aliança

     - Abstenção: Iniciativa Liberal, MPT e PAN

 

 

4. Todavia, num momento em que a guerra está em curso, é fundamental proteger as pessoas e garantir a sua segurança. Para tal, é necessário criar corredores seguros para quem pretende sair da Ucrânia e é fundamental solidariedade para receber estas pessoas refugiadas. Nesse sentido, o anúncio do presidente da Câmara Municipal de Lisboa no dia 28 de Fevereiro é importante no sentido de reiterar Lisboa como cidade acolhimento.

 

     - Contra: PCP

     - Favor: Bloco de esquerda,. Livre, Partido ecologista Os Verdes, Independentes, PS, PSD, PPM e Aliança

     - Abstenção: Chega, PAN, Iniciativa Liberal e MPT

 

[* Título do post. Link na imagem]

 

 

 

 

Orçamento para totós

por josé simões, em 04.02.22

 

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Desde o dia da maioria absoluta até ao dia da tomada de posse do novo Governo quantas medidas mais vão cair, como é que vai ficar o Orçamento do Estado mais à esquerda de todos os tempos, mostrado como cenoura à frente do burro por António Costa no debate para as Legislativas?

 

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Deu para tudo

por josé simões, em 18.01.22

 

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Deu para António Costa finalmente proferir as palavras proibidas feitas palavrinhas mágicas: "maioria absoluta";

 

Deu para Rui Rio aparecer de gravatinha cor de fralda de bebé mudada, qualquer que se a a mensagem subliminar;

 

Deu para Catarina Martins explicar ao moderador, Carlos Daniel, o que está em causa e o que vai ser votado dia 30;

 

Deu para António Costa começar ao ataque, que é como quem diz à mentira, com "a alternativa à maioria absoluta ser crise atrás de crise e eleições de 2 em 2 anos" apagando em directo e a cores os anos entre 2015 e 2018, qual Estaline de tesoura em riste a cortar fotografias com o Trotsky;

 

Deu para Chicão, nascido em 29 de Setembro de 1988, recuperar a memória do sofrimento que foram os anos do PREC;

 

Deu para Ventura, líder de um albergue de neo nazis e fascistas saudosos de Salazar, invocar os países que nos ultrapassaram na União Europeia, os de leste que nos idos do matacão de Santa Comba tinham homens no espaço enquanto nós tínhamos uma autoestrada de Lisboa ao Casal do Marco, as estradas pejadas de carroças puxadas a burros e demorávamos 5 horas a chegar ao Algarve;

 

Deu para João Oliveira esfregar na cara de António Costa que os ganhos que exibe como trunfo para uma maioria absoluta só foram possíveis porque o PCP se chegou à frente, caso contrário tínhamos gramado com mais 4 anos de Governo da troika, com o PS a abanar a cabeça na bancada como os cães de feira que nos 70s se usavam na parte de trás dos carros;

Deu para Cotrim de Figueiredo dizer que acreditava no Pai Natal com as pessoas que sobem na vida a trabalhar;

 

Deu para Rui Rio afirmar que já reduziu despesa pública em empresas privadas;

 

Deu para Ventura recuperar a bisca das "fundações e organismos que absorvem recursos do Estado" lançada pelo Criador, Passos Coelho, nos anos do Governo da troika;

 

Deu para Rui Rio, líder de um partido que há 40 anos não faz outra coisa que desinvestir e retirar competências ao Serviço Nacional de Saúde, dizer que o SNS está em falência, depois de ter passado os debates anteriores a dizer que há funcionários públicos a mais;

 

Deu para Cotrim de Figueiredo passar todo o santo debate a dizer que António Costa não respondia às questões enquanto ele próprio ganhava o cognome de O Ilusionista por causa dos truques para fugir à questão flat tax;

 

Deu para Rui Tavares vestir a fatiota de Cotrim de Figueiredo e explicar aos telespectadores que com a taxa chata do Ilusão Liberal quem fica a ganhar são os mais ricos, para rombo nos cofres do Estado que asseguram serviços públicos gratuitos e universais;

 

Deu para Ventura voltar à carga com "o país em que metade trabalha para outra metade que não quer fazer nada" e "um país outro todos roubam e ninguém vai para a prisão", precisamente no dia em que se soube que a agremiação de bandalhos a que preside vai ser despejada da sua sede em Évora por não pagar a renda da casa há 8 meses;

 

Deu para António Costa fazer autocrítica: "o que faltou foi vontade política para viabilizar o Orçamento do Estado";

 

Deu para Chicão falar em três banca rotas desde 1995 apesar de nem uma ter havido e a que podia ter acontecido foi evitada;

 

Deu para tudo, só não deu para Carlos Daniel aprender que moderar um debate é como no futebol, o melhor em campo é o árbitro quando no fim dos 90 minutos ninguém deu por ele. Tem gosto o burro em ouvir o seu zurro, vox pop.

 

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TINA

por josé simões, em 12.01.22

 

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Vem aí a direita. Ou eu ou o caos. O caos que vocês criaram. O Governo mais progressista desde que há progressismo e governos. E ficam vossemecês a saber que vir a direita comigo ao leme é diferente de vir a direita com a direita ao leme. TINA.

 

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A normalização da extrema-direita

por josé simões, em 05.01.22

 

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Um dia depois, um canal da concorrência faz o frete do rewind, de modo a Rui Rio rever a história e dizer que não disse o que disse no dia anterior frente ao oportunista, líder do albergue de fascistas, neo-nazis, e ex-camarada de partido, e Rui Rio acaba a interpretar a opinião de André Ventura e a normalizar a posição da extrema-direita sobre a prisão perpétua, que é coisa que apoquenta enormemente os portugueses.

 

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Meia bola e força

por josé simões, em 14.12.21

 

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Alianças com os fascistas não se fazem e desfazem, enganámo-nos, desculpem lá qualquer coisinha, alianças com os fascistas evitam-se, nem sequer se equacionam ou colocam em cima da mesa. Se o esforço e o empenho que o Bloco de Esquerda dedicou nas últimas horas às "redes" a desfazer a aliança com o Chaga em Abrantes tivesse sido investido no escrutínio do QI e na cultura democrática do candidato escolhido poupava-lhe muitos dissabores e vergonhas.

 

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"A esquerda à esquerda do PS vai ser penalizada nas urnas pelo chumdo do OE"

por josé simões, em 04.11.21

 

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A narrativa, desde o primeiro minuto a seguir ao chumbo do Orçamento do Estado, em todas as televisões, rádios, jornais e mais espaço de comentário: "A esquerda à esquerda do PS vai ser penalizada nas urnas pelo chumdo do OE".

 

A sondagem Aximage para o Diário de Notícias, Jornal de Notícias e TSF.

 

 

 

 

O que tem de ser tem muita força

por josé simões, em 27.10.21

 

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Porque há-de ser a esquerda e não o PS penalizado nas urnas por não viabilizar o Orçamento de Estado? Porque os comentadeiros vitalícios assim o decidiram e já estão a trabalhar para isso. Como diz o povo, o que tem de ser tem muita força.

 

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O regresso do bicho-papão

por josé simões, em 25.10.21

 

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O PCP e o Bloco a verem-se na obrigação de votar, abdicando dos seus princípios, para evitarem a chegada ao poder da extrema-direita, fruto do descontentamento de décadas de governação do PS, coligado com a direita e/ ou com a agenda da direita, mas que não sai um milímetro do seu lugar nem que chegue a extrema-direita. É o regresso do bicho-papão, freneticamente agitado por tudo o que comentador e analista, prontamente replicado nas redes pelas câmaras de eco.

 

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E António Costa, como é que quer ficar para a história?

por josé simões, em 21.10.21

 

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E António Costa, como é quer ficar para a história, como o político que pela primeira vez conseguiu unir a esquerda ou como o homem que entregou o poder à direita para desmantelar de vez aquilo que resta do Estado social?

 

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Parar para pensar

por josé simões, em 29.09.21

 

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A razão, as razões, para que o Bloco de Esquerda, nascido em 1999, já com 22 anos disto mas herdeiro dos grupelhos e partidos esquerdistas que no pós revolução, e até aos 80s, tinham forte implantação nas comissões de moradores, comissões de bairro, colectividades, sindicatos, ligação directa ao povo anónimo, às bases, como sói dizer-se, não ter expressão autárquica, e a pouca que tinha ter-se esfumado - menos dois terços dos seus 12 vereadores, o vereador mantido em Lisboa e o vereador ganho no Porto não disfarça o ter ficado 70 mil votos atrás e cinco vezes menos vereadores que o Chega, o partido do ódio, do ódio religioso, do ódio ao estrangeiro, do ódio à diferença sexual, do ódio à diferença política, do ódio a tudo, albergue de fascistas e neo-nazis, fundado há dois anos, e que levou a votos listas integradas por personagens pobres de espírito, que não conseguem articular uma ideia nem pronunciar uma oração com sujeito e predicado, e gente que habitualmente víamos nos filmes passados em hospícios e asilos para doentes mentais. 

 

 

 

 

Primeiro como tragédia, depois como farsa

por josé simões, em 29.04.21

 

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O líder do PSD, Rui Rio, que não conhecia a cloaca aberta Suzana Garcia, na televisão do Goucha, quando pedia a castração química de pedófilos, para depois o PSD, de Rui Rio, na novilíngua, vir esclarecer que mais não era que" terapia medicamentosa de controle da libido", é o mesmo Rui Rio, líder do PSD, que na TVI viu "um bandalho" a agredir um cidadão e, horas depois, na mesma TVI, não ouvir o cano de esgoto Suzana Garcia pedir o extermínio do Bloco de Esquerda, para logo o partido vir esclarecer que o que a "senhora" queria dizer era uma "pesada derrota eleitoral".

 

A novilíngua é fodida.

 

 

 

 

Os normalizadores do fascismo

por josé simões, em 29.04.21

 

A group of young German boys view Der Stürmer, Di

 

 

Goucha, um dos maiores normalizadores do fascismo no prime time da televisão generalista, não conhece o poema de Martin Niemöller. Ou conhece, mas a vertigem da guerra de audiências não lhe permite ver que, caso esta gente um dia chegue a ser poder, também o vão buscar a ele, ainda antes de irem buscar os outros.

 

Candidata do PSD na Amadora defende extermínio do Bloco

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 23.03.21

 

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Que o Governo não impediu o negócio das barragens do Douro "porque não quis" já todos tínhamos percebido assim como também todos tínhamos dado pela coincidência de o negócio se ter realizado depois de uma alteração cirúrgica na legislação dos benefícios fiscais, agora que o Governo mesmo que o quisesse fazer não o faria porque "caía o Carmo e a Trindade", um Governo a governar, cof, cof, em função do que lhe possa cair em cima - a não governar, apesar de mandatado pelos eleitores, em eleições livres e democráticas, abstendo-se da defesa do bem comum e com isso beneficiar uma entidade privada e os seus accionistas, essa é que é a novidade. "Socialismo" e "ética republicana", uma conjugação fantástica no Partido Socialista. Um artista este alegado ministro do Ambiente.

 

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"Os accionistas da EDP precisavam de conversar consigo!"

por josé simões, em 17.03.21

 

 

 

António Costa podia ter sacudido para longe e metido tudo na ordem, preferiu carregar a suspeição em cima das costas. São opções.