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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

"O dinheiro dos pobres"

por josé simões, em 03.04.18

 

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Gozar com a inteligência alheia é argumentar que o dinheiro das Misericórdias empatado no Montepio é "dinheiro dos pobres", é "apanhar dinheiro dos pobres para pagara imparidades da banca". Uma família de pobres, de pobres mesmo pobres, a ganhar o salário médio nacional, sublinho médio, que tente meter o pai ou a mãe com uma pensão ou reforma mínima num asilo para velhos, perdão, num lar da terceira idade propriedade de uma Misericórdia, sem ter de dar como entrada uns milhares de euros, uma casa ou uma propriedade, e sem ficar a pagar uma mensalidade no valor de muitos salários mínimos nacionais. Nas Misericórdias administradas por militantes do PSD e do CDS, nas Misericórdias centro de emprego para militantes do PSD e do CDS. São estas as alturas perfeitas para o zapping, mudar de canal para uma série qualquer onde a ficção é mesmo ficção.

 

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E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas? Capítulo II

por josé simões, em 29.03.18

 

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A propósito do post "E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas?" diz-me o João Galamba no Twitter que "O retorno é sobre o investimento no banco que é do Estado, não nos bancos que não são". Pois bem, que seja. E então já que não há retorno do dinheiro do contribuinte, enterrado a fundo perdido num banco privado propriedade de um fundo abutre a quem o Estado pagou para ficar com o banco, porque é que não ficámos, nós, o Estado, o contribuinte, com ele como pretendiam Bloco de Esquerda e PCP?  Se era para ter prejuízo era preferível ficar com o banco do que pagar para o vender, certo? Ou nem por isso quando o medo e o respeitinho é muito bonito é condição para não invocar o interesse nacional e bater o pé a Bruxelas.

 

Se "O retorno é sobre o investimento no banco que é do Estado, não nos bancos que não são", ler a Caixa Geral de Depósitos, e uma vez que o dinheiro não se evapora de dentro dos cofres dos bancos, por que razão ou razões, o Estado, o dinheiro dos contribuintes, nós todos, os accionistas do banco do Estado, os tais que segundo o ministro Mário Centeno vão investir na mira do retorno, não podemos saber para onde é que foi o dinheiro que estava na Caixa e deixou de estar, para os bolsos de quem, e quem é que autorizou que o dinheiro passasse de um lado para o outro?

 

E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas?

 

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Não há dinheiro para nada. Capítulo III

por josé simões, em 28.03.18

 

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"Estava no início de férias e recebi um telefonema da ministra das Finanças a dizer: 'Assunção, por favor vai ao teu email e dá o OK, porque isto é muito urgente, o Banco de Portugal tomou esta decisão e temos de aprovar um decreto-lei'. (...) Como pode imaginar, de férias e à distância e sem conhecer os dossiês, a única coisa que podemos fazer é confiar e dizer: 'Sim senhora, somos solidários, isso é para fazer, damos o OK'. Mas não houve discussão nem pensámos em alternativas possíveis — isto é o melhor ou não —, houve confiança no Banco de Portugal, que tomou uma determinada decisão". Depois disso o Governador do Banco de Portugal foi reconduzido no cargo pelos partidos da direita radical [PSD/ CDS], os mesmos partidos que antes o haviam arrasado na Comissão Parlamentar de Inquérito ao BES. E depois de depois disso, António Costa, o primeiro-ministro da 'Geringonça' jurava ao país que a "venda do Novo Banco não acarreta encargos para os contribuintes", como já antes havia jurado José Sócrates com o BPN. Como a venda, "instrumento geralmente de pano utilizado para tapar os olhos", foi usada com mestria, percebem agora os mais crédulos onde é que António Costa queria chegar.

 

O secretário de Estado adjunto e das Finanças, que diz não ter ainda conhecimento das contas finais de 2017 do novo Banco, admite que o Estado tenha que injectar mais dinheiro no Fundo de Resolução para que este possa recapitalizar o sucessor do BES

 

Não há dinheiro para nada, qual foi a parte que não perceberam?

 

Capítulo I

Capítulo II

 

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Não há dinheiro para nada

por josé simões, em 27.03.18

 

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Não há dinheiro para nada. Nem para a saúde, nem para a educação, nem para a cultura, nem para as polícias e o controlo de fronteiras, nem para pensões e reformas, nem sequer para pagar aviões-bombeiros no Verão e o pré aos militares que tomam conta dos paióis nos quartéis. Não há dinheiro para nada, qual foi a parte que não perceberam?

 

Ajudas à banca já custaram 17 mil milhões a contribuintes

 

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"Não podemos continuar a viver acima das nossas possibilidades"

por josé simões, em 26.03.18

 

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"Sem o efeito Caixa, o défice foi apenas de 0,9%, um valor que fica abaixo do previsto pelo Governo e supera já a meta traçada pelo Executivo para este ano."

 

Caixa faz défice de 2017 subir para 3%

 

"Não podemos continuar a viver acima das nossas possibilidades", Cavaco Silva em Maio de 2011, prontamente secundado pelo presidente do Lloyds Bank, Horta Osório, por Vítor Bento, conselheiro de Estado e o escolhido para presidir o BES, e por Pedro Passos Coelho no encerramento do XIV congresso regional do PSD-Madeira.

 

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Viver acima das nossas possibilidades

por josé simões, em 22.12.17

 

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Quando vos disserem que não há dinheiro para nada e que é preciso trabalhar até aos 70 anos por causa da sustentabilidade da Segurança Social e blah-blah-blah e que a esperança de vida aumentou e blah-blah-blah; quando vos disserem que não há dinheiro para nada e que há que racionalizar meios e custos para garantir a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde e que temos de fazer mais com menos e ainda aumentar as taxas moderadoras para dissuadir falsas urgências ao mesmo tempo que se congelam salários a médicos, enfermeiros e técnicos de diagnóstico e terapêutica enquanto se subcontratam clínicos a empresas de trabalho temporário; quando vos disserem que não há dinheiro para nada e que as escolas têm de continuar como estão sem obras de modernização e beneficiação e que os axilares que faltam são os auxiliares que vão continuar a faltar e que as turmas têm de ter mais uns quantos alunos além daquilo que é pedagogicamente aconselhado porque a natalidade está a baixar e professores admitidos nos quadros nem pensar e aumentos salariais ainda menos; quando vos disserem que não há dinheiro para nada e que temos de pagar mais uma taxa por isto e mais uma taxa por aquilo e mais uma taxa por aquele outro, que é para garantir a qualidade do ar e a qualidade da água e a preservação do meio ambiente e o tratamento dos lixos; quando vos disserem que não há dinheiro lembrem-se sempre que "salvar bancos já custou mais 14 mil milhões de euros aos contribuintes" e que "os contribuintes portugueses tiveram encargos de 14,6 mil milhões de euros como salvamento e a ajuda à banca entre 2008 e 2016" e que "o custo líquido imputado aos contribuintes corresponde a 8% do Produto Interno Bruto" e que não podemos continuar a viver acima das nossas possibilidades porque não há dinheiro para nada e temos de nos contentar com um Estado social pequenino à medida do dinheiro que não há para nada.

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 16.05.17

 

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Maria Luís questiona atraso do processo de venda do Novo Banco

 

[Na imagem "Psycho Anet Leigh's shower scene scream"]

 

 

 

 

 

Princípios básicos da ascenção do populismo

por josé simões, em 08.05.17

 

 

 

Porque assim as pessoas vão ficar a saber os nomes da[s] razão[ões] por detrás de não haver dinheiro para nada, nem para a saúde, nem para a educação, nem para pensões e reformas, enquanto continuam a ser impostadas e taxadas para pagar créditos ruinosos concedidos sem garantias que não fossem as do amiguismo, do compadrio e do clientelismo partidário, enquanto lhes apregoavam as virtudes das boas contas, da sobriedade e da vida regrada e austera.

 

CGD: Divulgar grandes devedores tem "efeitos extremamente perniciosos"

 

 

 

 

Por falar em populismo

por josé simões, em 27.04.17

 

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Se fosse o governo da direita radical a anunciar serviços da Caixa Geral de Depósitos em instalações de juntas de freguesia o PS fazia um escarcéu no Parlamento e "saía para a rua" como fez, por exemplo, com os serviços dos CTT depois da sua privatização, certo?

 

É que depois andamos todos muito assustados a debater a ascensão dos populismos na Europa por os eleitores, por saturação de contorcionismo e de double standards, já não se reverem nos partidos políticos todos iguais.

 

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Fake news

por josé simões, em 05.04.17

 

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Novo Banco: Esquerda é responsável por esta “má venda”

 

[Ler: Levar Portugal a sério (a sério)]

 

 

 

 

 

Recapitulando

por josé simões, em 05.04.17

 

 

 

Caso BPN: Ministério Público arquiva inquérito contra Dias Loureiro e Oliveira e Costa

 

 

 

 

Normalidade democrática

por josé simões, em 31.03.17

 

A bull shark that was found in a puddle south of T

 

 

O Banco de Portugal [já] gastou 25 - vinte e cinco - 25 milhões de euros do dinheiro dos contribuintes em assessoria para descobrir a solução para o imbróglio BES/ Novo Banco que consiste em o Estado injectar 4 000 000 000 000 - quatro mil milhões - 4 000 000 000 000 de euros do dinheiro do contribuinte no banco para o dar de mão beijada e sem direito de voto a um fundo "abutre".

 

Não há dinheiro para nada e ainda há a "sustentabilidade da Segurança Social" e o aumento da idade da reforma.

 

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Não me lembro de ter visto isto nos telejornais...

por josé simões, em 27.03.17

 

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O Governador do Banco de Portugal, que não vê motivos para abandonar o salário o posto,  reconduzido no cargo pelo primeiro-ministro, que não via necessidade de discutir em conselho de ministros o sector bancário, dos bancos resolvidos de cruz via e-mail com os pés de molho a partir do Algarve.

 

Portugal tem vindo a pagar a factura da decisão do Banco de Portugal sob a forma de juros mais altos na dívida soberana, dificuldade na venda de activos e maiores custos no financiamento da banca.

 

Não compramos Portugal. Não compramos dívida portuguesa. Vamos manter essa proibição com disciplina.

 

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#Sad

por josé simões, em 24.03.17

 

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Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal, finge não saber que já ninguém lhe tem respeito, nem mesmo aqueles que o reconduziram no cargo.

 

Parafraseando, Your organization's terrible. Sad.

 

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A insustentável leveza de Passos Coelho

por josé simões, em 20.03.17

 

Chuck Jones. Character layout drawing, Bugs Bunny,

 

 

Daí nem ser de gastar o precioso tempo do Conselho de Ministros com tamanha maçada:

 

Teríamos necessidade entre 40 a 50 mil milhões de euros para poder imunizar o sistema bancário dos riscos mais elevados

 

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