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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O juiz decide

por josé simões, em 02.07.21

 

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Joe Berardo deve 439 millhões à Caixa Geral de Depósitos, Joe Berardo deve 330 milhões ao Novo Banco, Joe Berardo deve 230 milhões ao BCP.

Joe Berardo paga 5 milhões de caução e fica em Liberdade.

Como diria o outro, "é fazer as contas".

 

 

 

 

Normalidade democrática

por josé simões, em 04.05.21

 

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Mário Centeno, Governador do Banco de Portugal, num evento do Banco de Portugal, a justificar as decisões tomadas por Mário Centeno, ministro das Finanças.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

E porque é que isto não abriu, abre telejornais?

por josé simões, em 27.04.21

 

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E porque é que isto não abriu, abre telejornais, não motiva comentário dos liberais donos da democracia, e nem sequer desperta a ira dos "portugueses de bem"?

 

"A uma semana de receber mais de 400 milhões de euros do Fundo de Resolução (que é financiado pelos bancos do sistema português e cujas despesas têm impacto no défice orçamental), o Novo Banco pode, a partir de Janeiro próximo, vir a comprar outros bancos."

 

CEO assume que Novo Banco está disponível para comprar outros bancos a partir de Janeiro

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 07.04.21

 

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O regresso dos mercados

por josé simões, em 26.11.20

 

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Dizem, os especialistas Zés Gomes Ferreiras desta vida que pululam nas redacções das televisões, que o chumbo de nova injecção de dinheiros públicos, do contribuinte, no Novo Banco, até estar concluída a auditoria, põe em causa a credibilidade do Estado, por quebra de contrato. O Estado, que pode quebrar o contrato que tem com o cidadão, o contribuinte, ao cortar salários, pensões, e apoios sociais, para acudir à falência dos bancos e à quebra de contrato que tinham com a sociedade, com a economia e, em última instância, pode ter reflexo nos juros da dívida pública, com os mercados a penalizarem um país, um Governo, um Estado, que se recusa a injectar dinheiro dos cidadãos, dos contribuintes, num banco com operações no mínimo mal explicadas [1] [2]. O dinheiro que não tem e que se vê obrigado a pedir emprestado aos mercados. É isto, não é?

 

[Imagem de Sébastien Camboulive]

 

 

 

 

A realidade ultrapassa sempre a ficção

por josé simões, em 23.01.20

 

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Luanda Leaks: gestor do EuroBic encontrado morto

 

[Imagem]

 

 

 

 

Não há dinheiro para nada

por josé simões, em 17.01.20

 

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Não há dinheiro para nada, nem para a saúde, nem para a educação, nem para pensões e reformas, nem para aumentar apoios sociais, nem para diminuir a idade da reforma, nem para o investimento público.

 

"Governo prepara injecção final de 1,4 mil milhões no Novo Banco"

"Instituição pode receber uma verba superior ao previsto no OE 2020" mas devemos todos ficar muito contentes e até aplaudir de pé já "que permite concluir limpeza do banco abaixo do valor máximo de 3,89 mil milhões acordado e muito antes do prazo final". Inimagináveis milhões de euros do contribuinte depois ainda poupámos dinheiro. Viva!

 

[Imagem "Snooty: Honorable Mention, Portrait". Bonaire Wreck, Jupiter, Florida]

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 22.10.19

 

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Ano de 2015: "Portugueses já deram 13 mil milhões para salvar bancos"

 

Ano de 2016: "Portugal gastou 14 mil milhões com a banca desde 2008"

 

Ano de 2017: "Salvar bancos já custou 14,6 mil milhões aos contribuintes"

 

Ano de 2018: "Ajudas à banca já custaram 17 mil milhões aos contribuintes"

 

Ano de 2019: "Ajudas aos bancos já custaram 1.800 euros a cada português"

 

"Nunca quem tem uma casa, nunca quem tem um crédito a um banco, pagou tão pouco como hoje. Estamos a falar em termos históricos, não em termos de um ou três anos. O atual ambiente de nível de taxas de juro nunca foi tão baixo"

"Nunca os custos financeiros foram tão baixos" para empresas e famílias, defendeu Paulo Macedo.

 

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"Solução é a que melhor defende os contribuintes"

por josé simões, em 02.08.19

 

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"O Novo Banco registou um prejuízo de 400,1 milhões de euros no primeiro semestre do ano, o que compara com um prejuízo de 212,2 milhões no mesmo período de 2018, foi hoje divulgado."

 

Novo Banco agrava prejuízos em 88,5% para 400,1 milhões de euros

 

 

Pedro Passos Coelho interrompeu por alguns momentos as férias que está a passar com a família em Manta Rota, no Algarve, para falar aos jornalistas sobre a decisão do Banco de Portugal, que anunciou este domingo, 4 de Agosto, um plano de capitalização do BES de 4.900 milhões de euros e a separação dos activos tóxicos ('bad bank') dos restantes que ficam numa nova instituição, o Novo Banco.

 

O que é essencial hoje é passar uma mensagem de tranquilidade quanto à solução que foi adoptada. Ela respeita o quadro legal e portanto o Governo não deixou de a apoiar. E, em segundo lugar, é aquela que oferece, seguramente, maiores garantias de que os contribuintes portugueses não serão chamados a suportar as perdas que, neste caso, respeitam pelo menos a má gestão que foi exercida pelo BES.

 

 

 

 

Os prémios de gestão da TAP

por josé simões, em 27.06.19

 

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Paulo Macedo, que é principescamente pago pelo contribuinte para fazer bem feito o trabalho para o qual é pago, vai receber um prémio de gestão por ter aplicado taxas e taxinhas a pensionistas, reformados, e funcionários públicos em todas as operações bancárias existentes na Caixa Geral de Depósitos e em todas as que no futuro vierem a ser inventadas, e por ter metido os depositantes a pagar ao banco para usar as suas economias, mal habituados que estavam a receber juros por emprestarem dinheiro à Caixa, vulgo depósitos. Muito bem.

 

E não, não há qualquer erro no título do post.

 

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O general e a tropa fandanga

por josé simões, em 09.06.19

 

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Se um desses quaisquer tropa fandanga responsáveis por decidir empréstimos de 3 500€ num balcão qualquer da Caixa Geral de Depósitos alegar que não se lembra do empréstimo que decidiu e que correu mal a gente até acredita, devem haver milhares de pedidos dessa ordem todos os dias, vai-se lá lembrar daquele especificamente?

Se o Governador do Banco de Portugal alega não se lembrar da autorização dada pelo banco central que governa para a entrada de Joe Berardo no capital do BCP, com um empréstimo contraído no banco do estado no valor de 350 milhões de €, mesmo que posteriormente corrija para não ter estado na reunião que o decidiu, está a mentir com quantos dentes tem na boca porque não é todos os dias em que um valor daquela ordem aparece em cima da mesa das reuniões.

E se Vítor Constâncio mentiu é porque tem/ tinha a clara noção de que o que estava a ser feito não era correcto. Tão simples quanto isto.

 

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"Olhó buraco!" em amaricano "Mind the gap!"

por josé simões, em 04.06.19

 

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Parece que o Metro de Lisboa vai passar a ser como o de Londres, Paris, Milão ou Berlim, bancos só ao comprido, junto às janelas, para transportar mais gente, mas o pessoal não quer, quer é mais poltronas e de preferência com encosto ajustável e um banco à frente para esticar os chispes fora da hora de ponta. Até saíram a terreiro comentadeiros cujo único transporte público que conhecem é o táxi, pago à factura pela redacção do jornal, da rádio ou da televisão, agora especialistas encartados em viajar no metropolitano, de pé ou sentado, com conversa m-l da "burguesia" e de encostanços depois de um dia inteiro de trabalho, desconhecendo que um trabalhador fez-se foi para ter força nas pernas, e que é por isso que as casas de banho das fábricas são de rés-do-chão, um buraco vulgo cagadeira, contra os wc das repartições do Estado ou das empresas privadas do terciário, com sanita de primeiro andar, nem perceberem que os 40€ de Lisboa, sem bancos, até são uma vantagem em relação a Londres onde na hora de ponta é mais caro, diz que é a lei da oferta e da procura.

 

Tirem os bancos ao Metro, metam um palerma no cais de embarque, com um boné à telegrafista dos filmes de cóbois, a dizer "olhó buraco/ mind the gap" ao microfone e isto passa a ser very tipical. Até podem vender t-shirts com sardinhas para os turistas do alojamento local.

 

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"É tudo um putedo"

por josé simões, em 28.05.19

 

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Passam uns quantos cheques sem cobertura e têm o nome escarrapachado no sítio do Banco de Portugal e impresso em papel atrás do balcão de todas as lojas do país.

Atrasam-se num pagamento, qualquer que seja o motivo, que o Fisco só vê números de contribuinte não vê corações, e ficam com o nome em exposição no online das Finanças.

Injectamos 23,8 mil milhões na banca nos últimos 12 anos e a lista dos ladrões é "segredo de Estado", não autorizada a consulta pelo escudeiro dos banqueiros, em flagrante desrespeito pelos representantes eleitos pelas vítimas do roubo em eleições livres e democráticas, e que ainda se dão ao luxo de pagar com o dinheiro dos seus impostos o principesco salário a quem, no Banco de Portugal, devia ter por princípio último zelar pelos supremo interesse dos contribuinte e não por fechar os olhos ao fartar vilanagem dos banqueiros.

 

Como diria o malogrado "camarada" Arnaldo Matos, "é tudo um putedo".

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Da qualidade da democracia

por josé simões, em 10.05.19

 

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Se as comissões parlamentares de inquérito em Portugal tivessem o mesmo peso institucional e o mesmo valor jurídico que as comissões de inquérito do Senado norte-americano os Berardos desta vida pensavam duas vezes antes de se deslocarem ao Parlamento para gozar com a cara de todos os portugueses que lhes garantem com esforço e sacrifício um nível de vida acima das suas possibilidades. [E não nos estamos propriamente a referir à foto que ilustra o texto].
 
 
 
 
 

Ainda sou do tempo de trabalharem dezenas de pessoas nas agências bancárias

por josé simões, em 09.05.19

 

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Ainda sou do tempo de trabalharem dezenas de pessoas nas agências bancárias espalhadas por todos os lugares do país e onde os funcionários conheciam os depositantes como o merceeiro de bairro conhece o cliente, de livro de cheques com o "canhoto" para acertar o saldo com a ficha de cliente arrumada por ordem alfabética nas gavetas fundas dos arquivos. Ia pela mão do meu pai e via muito maravilhado com olhos de puto todas estas operações e rituais e salamaleques. E os bancos tinham lucros. Grandes lucros.

 

Depois veio a modernização e éramos os melhores e os mais modernos do mundo em agências com balcões new age e chãos de mármore e tudo computorizado e falávamos muito nisso. E vinha o banqueiro de sorriso de orelha-a-orelha, ainda mais satisfeito que as reportagens dos jornalistas do economês nos telejornais, ainda mais satisfeitos que o banqueiro e com a modernidade da banca mais moderna do mundo, com empregados que escaparam à reforma antecipada e à rescisão amigável todos muito barbeados e equipados com fatos da Zara e da Massimo Dutti, todos muito satisfeitos e felizes por trabalharem na banca mais moderna do mundo e de fazerem sozinhos o que um exército de camisas Triple Marfel e calças terylene fazia antes deles. E os bancos continuaram a dar lucros. Grandes lucros. E quando não deram lucros, grandes lucros, estavam cá os contribuintes para assumir a culpa de viver acima das suas possibilidades.  

 

Bancos querem cobrar taxas pelo uso do multibanco

 

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