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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Parafraseando Vasco Santana, cumprendite!

por josé simões, em 06.01.26

 

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Um estudo divulgado pelo Banco de Portugal diz que estabilidade contratual é melhor para o avanço de rendimentos, e que trabalhadores que ficam nas empresas são o principal motor do crescimento salarial. E quem o disse não foi o "Banco de Portugal de Mário Centeno", o argumento usado pela direita radical para desvalorizar tudo o que de lá vinha nos idos da 'geringonça' e da maioria absoluta PS, não. Foi o Banco de Portugal do Álvaro, o ministro da Economia do governo da troika, o do "hub do pastel de nata", entre outras tiradas magníficas, nomeado Governador por Montenegro, o então líder da bancada parlamentar de suporte ao então Governo. Um homem competentíssimo, disseram, na altura e agora. E "economia circular" é isto. E vai daí o que é que quer fazer o gajo, doutor gajo, anterior apoiante do Álvaro ministro, actual nomeador do Álvaro Governador? Quer precarizar as relações laborais e os contratos de trabalho para melhorar os rendimentos dos trabalhadores e para o crescimento da economia, para o infinito e mais além. Parafraseando Vasco Santana em O Pátio das Cantigas, cumprendite!

 

 

 

 

Do ressabiamento

por josé simões, em 25.07.25

 

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A verdade é que Mário Centeno foi o ministro das Finanças que a direita sempre quis ter, por inépcia, e pela cegueira ideológica que que padece e está sempre a apontar aos outros, não conseguiu nem soube. A história da mudança de cadeira, das Finanças para o Banco de Portugal sem passar pela casa da partida, é conversa para enrolar anjinhos. A mesma direita que antes teve em José Sócrates o chefe democrático que sempre ambicionou, depois veio o que veio e encontrou a desculpa para se descolar. É o ressabiamento.

 

[Imagem "British prime minister Margaret Thatcher covering her face with her hand at the 1985 Conservative Party Conference"]

 

 

 

 

As aventuras de uma banda de rock no país dos parolos

por josé simões, em 04.09.24

 

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O 1 de Agosto é um plágio descarado de uma malha dos The Clash; o chapéu à cowboy e o colete uma cópia descarada do The Edge, fase americana dos U2; o lenço na perna uma imitação manhosa do Mick Jones dos The Clash, fase Sandinista; o lenço no pescoço uma adaptação manhosa de Bruce Springsteen/ Keith Richards, anos 80; os braços cruzados roubados ao comício de Bob Geldof no filme The Wall/ Pink Floyd. 45 anos de plágios e imitações e toma lá uma moeda comemorativa de 5 paus do Banco de Portugal. Como se diz no Twitter, #ChupaToniCarreira.

 

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É isso e os heterónimos do Pessoa, ou as personagens do Bowie

por josé simões, em 14.11.23

 

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Diz que está em causa a isenção e imparcialidade do governador do Banco de Portugal por ousar admitir regressar como primeiro-ministro a um Governo do Partido Socialista de onde tinha saído como ministro das Finanças para o banco que agora governa, digamos assim. É isso e os heterónimos do Pessoa, ou as personagens do Bowie.

 

 

 

 

Liberalismo para totós

por josé simões, em 18.05.23

 

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As margens de lucro foram responsáveis por dois terços da inflação. As margens de lucro. Só em Portugal contribuíram para quase 66% da subida de preços. Sessenta e seis por cento. Quem o diz é o Banco Central Europeu, a Comissão Europeia, e o Banco de Portugal, depois de Mário Centeno ter alertado para a relação de espiral entre aumento de salários e aumento de preços. Aumento de salários igual a aumento de preços, não se pode aumentar salários para os preços não aumentarem, a inflação são 1% contra todos e no final ganha a margem de lucro do patrão e do accionista, como diria o Gary Lineker.

 

 

 

 

Minha querida lavandaria

por josé simões, em 16.11.22

 

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O homem, doutor homem, que recebia por mês o dobro do que recebia o presidente da FED 'amaricana' para não ver o BES nem Ricardo Salgado, que afinal de contas era o DDT, nem o Banif [Tribunal de Contas arrasa papel de Carlos Costa no BES e Banif], que não teve a hombridade de colocar o lugar à disposição após as eleições de onde saiu a "Geringonça" tendo consciência plena que era persona non grata ao novo poder político,  deu por António Costa andar de conluio com Isabel de Angola e, na altura, só não abriu a boca para denunciar as pressões que sofreu do primeiro-ministo geringonço porque até ele chegar ao cargo nunca nenhum governador do Banco de Portugal tinha sido alvo de tamanha infâmia por parte do poder político. Ainda vai dizer que foi por isto que não apresentou a demissão, para dar por estas matrafisgas.

 

Adenda: Marques Mendes, que na apresentação do livro gritou pela intervenção da polícia, também desconhecia o relatório do Tribunal de Contas.

 

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Normalidade democrática

por josé simões, em 04.05.21

 

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Mário Centeno, Governador do Banco de Portugal, num evento do Banco de Portugal, a justificar as decisões tomadas por Mário Centeno, ministro das Finanças.

 

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Mister Magoo

por josé simões, em 30.07.20

 

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Por uma ironia do destino sabemos do arraso do Tribunal de Contas ao papel de Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, na gestão dos casos Banif e BES, "supervisor a decidir resolução de supervisionados revela conflito de interesses que lesa contribuintes" e "falta de independência", poucos dias depois de Mário Centeno, ex ministro das Finanças que geriu todo o processo Novo Banco, ter sido noneado para ocupar a cadeira de governador do banco central e gerir o caso dos milhões de euros do contribuinte à disposição do fundo Lone Star. Tempo de ouvir o Benny Hill Theme.  

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 16.06.20

 

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"Passos Coelho chamou para o cargo [governador do Banco de Portugal] Carlos Costa, um homem com um passado profissional longo e credível e um distanciamento da política notório [...]".

Manuel Carvalho, director do Público.

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 06.05.20

 

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"Pandemia penaliza mais rendimento dos ricos do que dos pobres". Carlos Costa, governador do Banco de Portugal.

 

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O general e a tropa fandanga

por josé simões, em 09.06.19

 

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Se um desses quaisquer tropa fandanga responsáveis por decidir empréstimos de 3 500€ num balcão qualquer da Caixa Geral de Depósitos alegar que não se lembra do empréstimo que decidiu e que correu mal a gente até acredita, devem haver milhares de pedidos dessa ordem todos os dias, vai-se lá lembrar daquele especificamente?

Se o Governador do Banco de Portugal alega não se lembrar da autorização dada pelo banco central que governa para a entrada de Joe Berardo no capital do BCP, com um empréstimo contraído no banco do estado no valor de 350 milhões de €, mesmo que posteriormente corrija para não ter estado na reunião que o decidiu, está a mentir com quantos dentes tem na boca porque não é todos os dias em que um valor daquela ordem aparece em cima da mesa das reuniões.

E se Vítor Constâncio mentiu é porque tem/ tinha a clara noção de que o que estava a ser feito não era correcto. Tão simples quanto isto.

 

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"É tudo um putedo"

por josé simões, em 28.05.19

 

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Passam uns quantos cheques sem cobertura e têm o nome escarrapachado no sítio do Banco de Portugal e impresso em papel atrás do balcão de todas as lojas do país.

Atrasam-se num pagamento, qualquer que seja o motivo, que o Fisco só vê números de contribuinte não vê corações, e ficam com o nome em exposição no online das Finanças.

Injectamos 23,8 mil milhões na banca nos últimos 12 anos e a lista dos ladrões é "segredo de Estado", não autorizada a consulta pelo escudeiro dos banqueiros, em flagrante desrespeito pelos representantes eleitos pelas vítimas do roubo em eleições livres e democráticas, e que ainda se dão ao luxo de pagar com o dinheiro dos seus impostos o principesco salário a quem, no Banco de Portugal, devia ter por princípio último zelar pelos supremo interesse dos contribuinte e não por fechar os olhos ao fartar vilanagem dos banqueiros.

 

Como diria o malogrado "camarada" Arnaldo Matos, "é tudo um putedo".

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Da qualidade da democracia, do debate político e da imprensa, não necessariamente por esta ordem, no Portugal do séc. XXI

por josé simões, em 06.03.19

 

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O Público, um jornal da imprensa dita "de referência", publica na coluna "Opinião" um esclarecimento de um dos denominados "senadores do regime" a pedido do Banco de Portugal. A pedido do Banco de Portugal.

 

 

 

 

No poupar é que está o ganho

por josé simões, em 25.02.19

 

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Uma pessoa, pelos padrões portugueses, se for muito poupadinha ao longo de uma vida honesta e esforçada de trabalho, consegue amealhar umas poupanças que lhe permitam fazer face a alguma eventualidade fora do programado, como pagar uma multa de trânsito entre 15 a 25 €, por  exemplo, sem que o orçamento fique desequilibrado até cair o final do mês na conta bancária, ou uma multa de 1, 5 milhões de € aplicada pelo Banco de Portugal pelo exercício de funções de guarda e bom caminho das poupanças de 600 mil cidadãos que, numa vida honesta e esforçada de trabalho, conseguem amealhar umas poupanças que lhe permitam fazer face a alguma eventualidade fora do programado, como pagar uma multa de trânsito entre 15 a 25 €, por  exemplo.

 

Basicamente é isto e a isto toda a gente acha absolutamente natural.

 

 

 

 

Uma pergunta simples

por josé simões, em 13.02.19

 

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A gente sabe que a vidinha custa a todos mas o ordenado que se recebe justifica andar de cabeça baixa, ver o nome enxovalhado na praça pública enquanto se lhe aponta a porta da rua como serventia da casa e se percebe que só não se leva com a vassoura porque o estatuto não o permite?

 

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