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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Noite, Mafias e outra criminalidade (II)

por josé simões, em 30.08.07

Pegando ainda no tema da insegurança na noite portuense no particular, mas projectando-o para a generalidade da noite nas grandes urbes em Portugal.
 
Hoje, e segundo o Público «Um elemento próximo da família da Aurélio Palha (…) explicou que a família deseja resguardar-se ao máximo – inclusive de declarações aos órgãos de comunicação social – porque eles próprios também não percebem o que é que levou à morte de Aurélio Palha, nem com quê ou com quem estão a lidar.»
 
A ver se percebo o que a família do “malogrado” (como se usa na imprensa regional) Aurélio Palha não percebe: Em meia-dúzia de anos, de segurança a dono de um império que inclui uma rádio, «deixando em herança um património avultado e alguns carros de topo de gama, como um Ferrari e um Porsche Cayenne.» (Público). Qual é a parte que a família não percebe?
 
«Este interlocutor criticou ainda as leis portuguesas por, na sua opinião, serem favoráveis aos criminosos.» (também no Público). Tem toda a razão o “elemento próximo da família da Aurélio Palha”, como anteriormente aqui havia sido escrito, isto não é um caso de Polícia, é um caso de Finanças, vulgo Fisco.
 
Identifique-se e seja (m) levado (s) a julgamento o (s) responsável / responsáveis pelo assassinato de Aurélio Palha, é o mínimo que se exige; é o caso de Polícia. Investiguem-se todos os Aurélios Palha deste país, e as suas ascensões meteóricas. E, mais importante, sejam criados mecanismos de controlo e prevenção a futuros candidatos a “empresários” da noite; é a parte que cabe ao Fisco.
 
Adenda: Ainda sou do tempo – como no spot publicitário – em que ser “empresário” era sinónimo de criador de emprego e bem-estar para uma comunidade.