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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Dão-se explicações

por josé simões, em 12.04.18

 

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Depois, se houver uma crise como a do subprime, ou outra, uma guerra, com o imbecil que está instalado na Casa Branca nunca se sabe, se o preço do petróleo vier por aí acima, se o próximo ocupante do Banco Central Europeu for um alemão fundamentalista, e isto der para o torto, dá de certeza, e apanharmos com o terceiro resgate numa década, o ministro das Finanças vai explicar aos portugueses, aqueles que não trabalhadores da Administração Pública, do sector privado, que não são aumentados há quase uma década, nalguns casos até há mais tempo, porque é que não havendo dinheiro para nada, nem para a saúde, nem para a educação, nem para as polícias e os militares, nem para a justiça, andou a distribuir dinheiro a rodos ao invés de manter o défice perto do zero por forma a reduzir os juros da dívida e permitir o investimento público.

 

Sucesso, diz o Ministro das Finanças [Mário Centeno], mas vai ter de explicar aos trabalhadores da administração pública por que afirma que não há dinheiro para aumentos salariais para trabalhadoras que estão há oito/nove anos sem qualquer aumento, afirmou o líder do PCP.

 

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||| Qual foi a parte que eu não percebi?!

por josé simões, em 09.04.14

 

 

 

Reduziram-se os dias de férias, eliminaram-se dias feriados, proibiram-se as pontes e as tolerâncias de ponto, excepto no dia de Natal amém, aumentou-se o horário de trabalho, reduziu-se o preço da hora extra e a produtividade não aumenta para se aumentarem salários e o salário mínimo nacional?

 

 

 

 

 

Vira o disco

por josé simões, em 27.02.08

 

 
Há uns anos atrás comprei um disco de Bob Dylan, Desire de seu nome (a meu ver dos piores de sempre do compositor), mas que, devido a uma particularidade, é talvez um dos mais valiosos da música popular no mercado de coleccionadores. Por um erro de prensagem, o lado B tem exactamente as mesmas músicas do lado A.
 
Lembrei-me disto a propósito da circular recebida via CTT por todos os “colaboradores” da empresa onde trabalho. “Colaboradores” - com grande. É socialmente mais desresponsabilizador para o patrão; é mais descartável que “trabalhadores” ou “empregados”. Adiante.
 
Sempre os mesmos cinco parágrafos. Sempre o mesmo texto. Sempre as mesmas virgulas; sempre a mesma pontuação. As únicas diferenças entre as circulares, desde o ano de 2000 até ao ano de 2008 são, obviamente a data (apesar de tudo ainda não perdi a esperança que um dia se esqueçam de a alterar), e a percentagem, que tem variado entre os 1, 3% e os 2, 5%. Vira o disco e toca o mesmo!
 
Estou a guardá-las todas. Quem sabe, um dia, não venham a valer tanto como o Desire do Bob, quando se fizer a história do empresário português…
 
(Por motivos compreensíveis, o logótipo e o nome da empresa, assim como as assinaturas da administração foram suprimidas)