"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
"O representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Lisboa, Albert Jaeger, foi a Madrid explicar por que razão é tão difícil a reabilitação económica de Portugal, mesmo depois da aplicação de um programa de ajustamento que durou três anos."
"Portugal é o país da União Europeia onde há mais empregadores e trabalhadores por conta de outrem sem formação secundária e superior. Média da UE é de 17%."
"O economista do MIT, em Massachusetts, estudou a relação entre a gestão de milhares de empresas de 35 países, incluindo Portugal, com o crescimento económico. A concorrência é fundamental, "mas leva muito tempo até funcionar", diz."
"O ministro dos Negócios Estrangeiros viu-se envolvido numa polémica com a Confederação Empresarial de Portugal, tendo afirmado que um dos principais problemas das empresas portuguesas é a fraquíssima qualidade da sua gestão. "Não quis ofender, se o efeito foi esse só tenho que me penitenciar", referiu em declarações à rádio "TSF"."
É por isto que os trabalhadores portugueses são os melhores do mundo na emigração e que o Saraiva da CIP e o Ferraz da Costa se andam sempre a queixar da baixa produtividade.
Pelo poder legislativo, eleito em listas de partidos políticos em eleições livres e democráticas, "o absurdo de uma interpretação literal da lei”, elaborada para dar alguma transparência e pôr um travão ao absurdo dos negócios, e do fartar vilanagem nas negociatas, dos actores e protagonistas políticos a expensas dos contribuintes e eleitores. Os portugueses gostam de ser gozados?
No quase anagrama de PEC 3 o que menos importa é se, à imagem do submarino, também foi uma encomenda dos tempos de Paulo Portas. Já começa a ser encomenda a mais (ou desculpa a menos) para os tempos que correm. Daniel Cohn-Bendit explica no Parlamento Europeu (especial atenção a partir do minuto 04:50).
Mais um flop de investigação - e de primeira página -, a juntar ao extenso rol de material de colecção que vai do Apito Dourado à Face Oculta e já com espaço reservado para o Casa Pia que se avizinha.
Se a intenção era desacreditar a investigação e a Justiça, e fomentar o espírito de indiferença na população, parabéns.
«Uma campanha negra é acusar alguém que é candidato a primeiro-ministro (leia-se José Sócrates) de determinada tendência sexual (leia-se homossexual)».
Foi mais ou menos assim que Augusto Santos Silva começou por responder na entrevista a Judite de Sousa., e como exemplo do que é a homofobia melhor era impossível.
Passo a explicar. Eu, por exemplo, heterossexual e acérrimo defensor do “cada um mija com a sua e não se fala mais no assunto”, tanto se me dá como se me deu que me chamem homossexual, bicha, paneleiro, rabeta, “olha o gajo pega de empurrão” ou “a menina atraca de popa”; é para o lado que durmo melhor. Quando trato com alguém não estou a ver se é homem ou mulher, homo, hetero ou bi, branco, amarelo, preto ou azul às bolinhas cor-de-rosa. Estou a ver seres humanos com virtudes e defeitos. E depois há o nível intelectual num determinado padrão que é meu. Agora campanhas negras? Poupem-me.
É por causa destes pequenos “sinais” - podes dizer que "ando ao papelão", paneleiiro é que não pode ser nada - que desconfio da bondade da agenda fracturante.