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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Plasticina

por josé simões, em 05.06.18

 

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Andámos anos a ouvir a direita no poder, e às vezes também o PS, a acusar a Fenprof, os sindicatos, os professores, o comissário Mário Nogueira, a mando da CGTP, a mando do PCP, de irresponsabilidade pela marcação de greves por alturas das provas de avaliação e exames. Hoje ouvimos todos a direita na oposição, pela boca de Assunção Cristas do CDS, no debate quinzenal no Parlamento acusar o ministro da Educação de irresponsabilidade por, com a sua intransigência em não ceder às reivindicações dos sindicatos, pôr em causa a avaliação dos alunos no final do ano lectivo. E isto é a chamada espinha dorsal de plasticina.

 

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Um post deliberada e provocatoriamente politicamente incorrecto

por josé simões, em 13.03.18

 

 

 

Na entrevista que o palerma Bernardo Ferrão, arvorado a homenzinho, foi autorizado fazer à "rã que quer ser boi" [copyright Jerónimo de Sousa] a cada 5 minutos ouvia-se da boca de Assunção Cristas as palavrinhas mágicas "Adolfo Mesquita Nunes". A ambição polítca de Adolfo Mesquita Nunes justifica que se sujeite ao "somos um partido retrógrado, quase a roçar o fascista, mas até somos tolerantes e muito open mind e até temos um gay de estimação assumido"?

 

 

 

 

O interior da sem-vergonhice

por josé simões, em 11.03.18

 

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A páginas tantas, no calor do discurso da sem-vergonhice da recuperação e revitalização do interior, chegámos a temer ouvir Assunção 'a santinha' Cristas dizer "e, como prova da boa fé desta ideia e para dar o exemplo, vou mudar-me, com a família, para o interior, para um daqueles sítios sem tribunal, sem escola, sem posto de saúde e sem hospital, que mandei encerrar quando era mimistra do Governo da direita radical".

 

[Na imagem o ícone dos betos da Juventude Centrista nos 80s em tudo o que era t-shirt]

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 17.01.18

 

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Assunção Cristas, investida no papel d"a rã que quer ser boi" e ex ministra do Governo que mandou médicos e enfermeiros emigrarem para se "fazer mais com menos" nos hospitais públicos, nos centros de saúde, no Serviço Nacional de Saúde, enquanto falhava todas as metas propostas por, teimosamente, a realidade não se ajustar ao plano e à narrativa, foi ouvir da boca da comissária política do PSD na Ordem dos Médicos, alçada ao papel de sindicalista, e da boca daquele senhor sindicalista, militante do PSD, que só convoca greves dos médicos quando o seu partido está na oposição, que o caos nas urgências se deve à falta dos profissionais de saúde que o seu Governo mandou saírem da "zona de conforto", e que fazia gáudio nos telejornais das embaixadas enviadas a Lisboa e ao Porto por ingleses e alemães para os contratar, e de não manter um "diálogo construtivo" com as corporações, como era apanágio do seu Governo, que mandava roda a gente trabalhar, que se deixassem de reivindicações, que tínhamos um país para recuperar, que cada greve efectuada tinha a mãozinha dos comunistas e o prejuízo de todos os cidadãos. Não ter a puta da vergonha na cara é isto.

 

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A aprendizagem da democracia

por josé simões, em 15.01.18

 

 

 

Já não é "a tradição" nem tampouco quem ganha as eleições, é quem consegue "maioria parlamentar".

 

mais importante do que saber quem fica em primeiro lugar nas eleições, o que é importante é saber que partidos é que é que conseguem ter uma maioria parlamentar

 

 

 

 

O espelho retrovisor de Assunção Cristas

por josé simões, em 08.01.18

 

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A banhos no Algarve, enquanto assinava de cruz a [re]solução para o BES congeminada por Carlos Costa, excelentíssimo Governador do Banco de Portugal, Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro, e Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, sem custos para o contribuinte, juraram a pés juntos.

 

Fundo de Resolução dá como perdidos os €4,9 mil milhões injectados no Novo Banco em 2014

 

 

 

 

Assunção Cristas diz estar pronta para ser primeira-ministra

por josé simões, em 28.11.17

 

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Cristas tem outra ideia: que seja a escola pública impedida de abrir novas turmas. CDS. Cristas usa 'botas e calças de gangas para ir a bairros sociais'. CDS defende recuo do ensino obrigatório para o 9º ano. Seca: Ministra ainda tem "fé" que chova em breve. CDS: Direita acusa Governo de favorecer a escola pública. Juventude Popular quer que escolas ensinem abstinência sexual. Cristas aprovou projecto de resolução do BES sem o ler.

 

 

Se Deus quiser, em 2019, faremos de Assunção Cristas primeira-ministra de Portugal

 

[Via e imagem]

 

 

 

 

Da instrumentalização polítca da morte

por josé simões, em 21.11.17

 

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Diz ela, enquanto, sem qualquer pudor, instrumentaliza politicamente a morte.

 

Esta indiferença à morte não é normal e tem muito a ver com a forma como o próprio Governo vai reagindo

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Atrelado não é o mesmo que a reboque

por josé simões, em 24.10.17

 

Tony-Ray-Jones--Butlin's Holiday Camp, Clacton-on-Sea, 1966.jpg

 

 

O que esta moção de censura veio mostrar não foi o Bloco de Esquerda e o PCP atrelados ao Governo do PS foi o PSD a reboque do CDS.

 

[Imagem "Tony Ray Jones Butlin's Holiday Camp, Clacton-on-Sea, 1966"]

 

 

 

 

"não confundamos as pessoas, não confundamos os portugueses"

por josé simões, em 20.10.17

 

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"Agora, o que lhe posso dizer é que, nos anos em que eu estive ministra da Agricultura, não aconteceu nenhuma tragédia em Portugal com estas proporções. E, portanto, não confundamos as pessoas, não confundamos os portugueses". Pois não, não foi enquanto esteve, foi dois anos depois de ter estado e por ter estado quatro anos. Para se perceber melhor como funciona a cabeça da rã que quer ser boi:

 

1. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, uma Autoridade Florestal Nacional, há muito reivindicada pelos agentes do sector, com uma estratégia assente nas fileiras florestais, na gestão florestal e na defesa da floresta. Acabou com ela, reduziu as suas estruturas e eliminou a defesa da floresta das preocupações governamentais;

 

2. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, um Código Florestal aprovado pela Assembleia da República carecendo, unicamente, de regulamentação. Se não concordava com esse instrumento legislativo podia ter promovido a sua revisão, mas não, acabou com ele e as florestas voltaram à legislação de 1903, sim, 1903;

 

3. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, 608 Planos de Utilização dos Baldios, 241 mil hectares. O que fez? Nem mais um plano, nem mais uma aprovação ou qualquer hectare, e em troca iniciou a privatização dos baldios;

 

4. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, um processo de combate às pragas e doenças, em especial na fileira do pinho. O que fez? Nada. Em 2015 esta fileira era a que mais preocupação apresentava no que se refere aos incêndios florestais e à rendabilidade da floresta;

 

5. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, um sentido para o Fundo Florestal Permanente que deixava de ser um saco azul do ministério para assumir opções em cinco áreas prioritárias — sensibilização, prevenção, planeamento e gestão, sustentabilidade e investigação. O que aconteceu? Ninguém passou a saber para onde ia a verba e a quem era entregue;

 

6. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, uma estrutura jurídica de acompanhamento da gestão florestal que impedia a selvajaria das novas plantações e obrigava à responsabilidade pessoal dos projectistas. O que aconteceu? Revogou esse regime.

 

7. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, uma obrigação de anúncio público e controle da licitação de material lenhoso. O que aconteceu? O ICNF deixou de cumprir as boas regras de gestão;

 

8. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, o primeiro interprofissional do universo das florestas — o da cortiça. O que aconteceu? Abandonou-o à sua sorte;

 

9. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, um regime de apoio às organizações de produtores florestais e às organizações da caça. O que aconteceu? O apoio público deixou de ser conhecido e passou a ser à peça;

 

10. O governo do PSD/CDS encontrou o Plano Estratégico de Reestruturação e Modernização das Industrias de Primeira Transformação de Madeira. Tal plano tinha como objectivo preparar um programa, para os fundos europeus a partir de 2014, que recuperasse a fileira do pinho. O que aconteceu? Ninguém ouviu mais falar do programa nem este se revelou nos fundos europeus pós-2014;

 

11. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, o território coberto com Planos Municipais e Planos Distritais de Defesa da Floresta com gabinetes técnicos organizados e planos operacionais. O que aconteceu? Nunca mais houve a coordenação nacional do planeamento e da execução;

 

12. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, um programa que criava a “Rede de Salvaguarda do Território Florestal”. Só em 2008 e 2009 foram abrangidos 38 concelhos de seis distritos numa área total de 800 mil hectares. Em 2013 onde estava o programa? Tinha desaparecido;

 

13. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, mais de 278 mil hectares de área integrada em 36 Zonas de Intervenção Florestal. O que aconteceu? No final de 2015 a área verdadeiramente integrada em ZIF’s era menor;

 

14. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, um Dispositivo Integrado de Prevenção Estrutural (DIPE) que integrava uma Unidade de Coordenação e Planeamento, um Grupo de Analistas e Utilizadores de Fogo, um Grupo de Gestores de Fogo Técnico, o Corpo Nacional de Agentes Florestais e a Estrutura Nacional de Sapadores Florestais. O que fez? Acabou com este dispositivo;

 

15. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, uma estrutura de 2085 pessoas com responsabilidade na defesa da floresta contra agentes bióticos e abióticos. O que aconteceu? Reduziu a metade e desmobilizou os técnicos com melhor formação;

 

16. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, 263 equipas de sapadores florestais. A meta determinada anteriormente eram 260 e em 2005 só existiam 166 equipas. O que aconteceu? A renovação do equipamento foi insignificante;

 

17. A prof. Assunção Cristas encontrou, em 2011, 11 mil km de caminhos florestais beneficiados. O que deixou? Menos de 10%;

 

18. O governo do PSD/CDS encontrou, em 2011, 630 pontos de água beneficiados. O que deixou em 2015? Menos de metade em bom estado e os restantes a carecerem de intervenção urgente;

 

19. A prof. Assunção Cristas entrou no governo, em 2011, com uma área ardida de 73.298 hectares. Em 2013 atingiu os 152.690. Nada fez, ficou à espera dos anos seguintes e até rezava pela ajuda divina;

 

20. O governo do PSD/CDS acabou com os Governos Civis, elementos fundamentais da estruturação de protecção civil e segurança. Deixou o país sem coordenação supramunicipal. E é o que se tem visto...

 

A moção de censura apresentada por Assunção Cristas é um acto polítivo miserável. Eu acuso

 

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Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 17.10.17

 

 

 

O CDS de Assunção Cristas, ministra da Liberalização do Eucalipto, do saque à Reserva Agrícola e Ecológica e do Desordenamento do Território; o CDS de Pires de Lima, ministro do Todo o Poder às Celuloses; o CDS vai apresentar uma moção de censura ao Governo "pela falha grave de cumprir a função mais básica do Estado" nos incêndios de Verão e Outono. Não ter a puta da vergonha na cara é isto.

 

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Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 05.09.17

 

 

 

Aquele senhor e aquela senhora que durante quase 5 anos de uma legislatura andaram todos os dias a dizer-nos que era imperioso retirar competências ao Estado, ler "meter os contribuintes a pagar", em favor de instituições privadas de solidariedade social, IPSS e Misericórdias, nomeadamente na áreas da saúde e da segurança social, com o pio argumento da proximidade no terreno e de melhor conhecerem as pessoas e as populações, vêm agora exigir ao Estado, ler "ao Governo", ler "ao PS no Governo", explicações sobre o dinheiro angariado ao bom coração e ao espírito solidário dos portugueses para acudir às vítimas dos incêndios, e à guarda das tais instituições particulares de solidariedade social instaladas no terreno e próximas às pessoas, deixando no ar a vaga insinuação de que é o Estado, ler "o Governo", ler "o PS no Governo" que se anda a governar pela calada com o dinheiro que não lhe pertence. Não ter a puta da vergonha na cara é isto.

 

 

 

 

Estas coisas não se inventam, capítulo III

por josé simões, em 29.08.17

 

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Pedro Passos Coelho nunca criticou os bombeiros, Pedro Passos Coelho limitou-se a desancar na Autoridade Nacional da Protecção Civil que, como é por todos sabido, é passível de ser desancada de alto a baixo, os bombeiros não.

 

António Costa devia saber que quando lida com alguém do CDS o apêndice "doutor/ doutora" deve preceder sempre o trato. "Aquela senhora doutora".

 

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Capítulo II

 

 

 

 

Descubra as diferenças

por josé simões, em 27.07.17

 

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A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, afirmou hoje que "não exclui nenhum tipo de instrumento parlamentar", incluindo uma moção de censura ao Governo, na exigência de "toda a verdade" a propósito da tragédia do incêndio de Pedrógão Grande.

 

A líder do CDS-PP disse esta quarta-feira que o partido tem tido "sentido de Estado" na questão dos incêndios e lamentou a ausência de uma campanha de prevenção de comportamentos negligentes.

 

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Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 10.05.17

 

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Imaginemos um operador privado a construir 20 - vinte - 20 estações de metropolitano. Imaginemos. E é por isso que devem ser os contribuintes a pagá-las, via investimento do Estado. O CDS nunca se engana no alvo nem em a quem servir e Assunção Cristas consegue ver muito mais além, ter "rasgo, horizonte e ambição" e, apesar de por vezes parecer básica de raciocínio, anda sempre várias jogadas à frente, qual jogador de xadrez. Como diria Paulo Portas, os centristas-populares são muito bons a gastar o dinheiro dos outros em "obras faraónicas".

 

Do partido que queria privatizar o Metro de Lisboa:

 

Cristas quer 20 novas estações de Metro em Lisboa

 

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