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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Feios, porcos e maus

por josé simões, em 28.11.25

 

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Há uma cena em "A Zona de Interesse" onde a mãe Rudolf Höss comenta com a nora a ex-patroa judia que estava agora do outro lado do muro a passar privações, trabalhos forçados, enquanto aguardava a sua vez na pira de cremação a céu aberto [os crematórios só chegariam lá mais para a frente]. "Quem é que ela pensava que era, sempre a dar ordens, faça isto, faça aquilo, agora é que ela vai ver o que é bom", mais ou menos isto.

 

Em Zona de Desconforto os funcionários do Parlamento apresentam queixam formal contra deputados do Chega. Estes trabalhadores queixam-se de comportamentos, por parte da segunda força política mais representada na Assembleia da República, que "afectam profundamente a dignidade, auto-estima, saúde mental e integridade física dos trabalhadores".

 

Uma coisa foi o Holocausto, com o conhecimento mal disfarçado do povo alemão, em geral, e o conhecimento, de facto, dos familiares dos implicados na máquina "solução final"; outra coisa é degradação do ambiente político, da civilidade, da boa educação, e o triunfo do trogloditismo e da boçalidade com o consentimento da segunda figura do Estado, "no meu entender, pode", mas o princípio é o mesmo, a ascensão ao poder e a posições de decisão dos deserdados, dos miseráveis, dos antigos lacaios, o popular "não peças a quem pediu, nem sirvas a quem serviu", porque agora sou eu quem manda, agora é que vocês vão ver o que é bom.

 

 

 

 

Culpa do 25 de Abril

por josé simões, em 22.09.25

 

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Todo e qualquer pateta pode ser elevado à categoria "intelectual". E isto é culpa do 25 de Abril.

 

Deputado do Chega Gabriel Mithá Ribeiro renuncia ao lugar

 

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Noções Elementares de Broncologia

por josé simões, em 27.08.25

 

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O país a arder e José Luís Carneiro na Festa da Sardinha em Portimão. Foi este o argumento de Hugo Soares no debate parlamentar para justificar os copos de Luís Montenegro no Pontal e as imperiais com Marcelo, depois dos media devidamente avisados, porque José Luís Carneiro é ministro ou secretário de Estado e devia estar na frente de fogo ou no comando das operações. Como é possível um bronco da estirpe de Hugo Soares ser deputado da Nação, quanto mais líder de grupo parlamentar, correndo nós o risco de um dia o apanharmos num cargo de governação?

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

O sem noção

por josé simões, em 25.07.25

 

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               José Pedro Aguiar-Branco, o sem noção.

 

 

 

 

O estado da danação

por josé simões, em 17.07.25

 

 

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A coisa é recorrente, é como as bombas em Gaza, a gente habitua-se e depois já nem ouve, e o problema é precisamente esse, a habituação. Oije, como diz o avençado da Spinumviva, no debate sobre o estado da danação [não é gralha] aconteceu outra vez. Um gajo com 42 anos, casado com uma mulher, sem filhos, passa a vida falar dos filhos dos outros, do Abdul, do Ibraim, do Muhammad, do Ravi, da Anisha, da Surya e o caralho, da "grande substituição", mas fazer filhos está quieto, dar o seu contributo para fazer frente à "ocupação territorial" , espera aí que eu já venho. Deve haver uma explicação, não da "teoria da conspiração", mas científica para isto. Ou outra.

 

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A grande substituição

por josé simões, em 09.07.25

 

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A "grande substituição" está efectivamente a acontecer, mais rápido do que se supunha. Os 230 deputados, responsáveis, educados, cultos, de pensamento estruturado, com cultura democrática e sentido de Estado, que nos habituámos a ver nestes 50 anos de democracia, estão a ser gradualmente substituídos por hordas de grunhos, ignorantes, uma grande maioria com cadastro criminal, mal-educados, irresponsáveis, zero de cultura e noção de democracia, a vomitarem ódio de cada vez que abrem a boca, com o cérebro tamanho de uma ervilha, incapazes de anteciparem três jogadas de xadrez, se o soubessem jogar, saudosos de um tempo anterior à democracia que não viveram e onde, curiosamente, os deputados, à excepção do cultura democrática, eram o oposto do que eles são.

E não são só 60, o mal está a propagar-se pelas bancadas ao redor e pelo Governo da Nação. Este sim é o drama da "grande substituição" que assola Portugal.

 

 

 

 

O Chefe da Conservatória e a mulher desconhecida *

por josé simões, em 08.07.25

 

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O facto de acharem que um nepalês, um moldavo, um chinês, um ucraniano, um norte-americano, or ever, como dizem os 'amaricanos', meter Fábio André, Cátia Vanessa, Iuri Santiago, Soraia Cristina ao rebento só por ter nascido em Portugal diz muito sobre as mentes alucinadas da teoria do jus solis que vai substituir o jus sanguinis.

 

[* Título e imagem]

 

Para os mais distraídos, José Pedro Aguiar-Branco foi eleito com os votos dos deputados de um partido alegadamente socialista. Duas vezes.

 

 

 

 

Democracia é quando a direita quiser

por josé simões, em 03.06.25

 

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Um terrorista-bombista não foi eleito vice-presidente do Parlamento e o taberneiro teve um choque de frente com a realidade e com a democracia, uma deslealdade para com o segundo partido, disse ele, depois de na legislatura anterior toda a sua bancada se ter literalmente cagado para a lealdade e boicotado a eleição do presidente do Parlamento, deputado oriundo da bancada maioritária. E depois foi comovente ver um bronco saído da série interminável produzida pelas jotas partidárias, alçado líder de grupo parlamentar, bem sucedido na vida à pala do cartão do partido,  ao telefone com o taberneiro a alinhavarem acertos de contas com o voto privado dos deputados das respectivas bancadas. E ainda mais comovente foi ver a segunda figura da hierarquia do Estado, eleita inter pares, a explicar-se na bancada do partido da taberna no fim do plenário, depois de na anterior legislatura ter sido enxovalho, na eleição e na legislatura, pelos apóstolos do taberneiro.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

"Cumprir Abril"

por josé simões, em 25.04.25

 

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No final do habitual chorrilho de mentiras em alta gritaria o taberneiro disse que ele e o partido da taberna é que iam "cumprir Abril" sendo efusiva e longamente aplaudido de pé pela bancada do grupo de excursionistas que chefia para gáudio dos capitães de  Abril presentes nas galerias.

 

 

 

 

Morder a mão de quem lhe deu de comer

por josé simões, em 13.03.25

 

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Pedro Nuno Santos fez pior à democracia em seis dias do que Ventura em seis anos

 

O PS meteu Carlos Costa no Banco de Portugal; o PS meteu Marcelo na Presidência; o PS meteu José Pedro como segunda figura do Estado. Do que é que o PS se queixa concretamente?

 

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Um Governo de manhosos, suportado por uma bancada parlamentar de manhosos

por josé simões, em 11.03.25

 

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Tentar transformar a discussão de uma moção de confiança proposta pelo Governo na discussão de uma comissão parlamentar de inquérito decidida por um partido da oposição; às claras,  na cara do Parlamento e com todo o povo a assistir pelas televisões, propor uma negociata de bastidores para evitar a moção de confiança levada a plenário pelo Governo; na 24.ª hora disponibilizar-se para responder a todas as dúvidas dos deputados, depois de duas semanas a fugir às questões levantadas, pelos deputados e pela comunicação social, enquanto se desviava para canto com respostas a perguntas que nunca ninguém colocou ou a enrolar conversa em questões de resposta directa; propor uma comissão parlamentar de inquérito nos modo e no tempo decididos pelo objecto da inquirição - o primeiro-ministro; depois de todos os expedientes dilatórios frustrados, começar uma operação concertada de atribuir culpas ao maior partido da oposição por causa das trafulhices cometidas pelo líder do partido no Governo e primeiro-ministro.

 

Quem tem medo de uma comissão parlamentar de inquérito ao ponto de provocar uma crise política e ir a eleições? O que é que Luís Montenegro e Hugo Soares têm a esconder dos portugueses? O que é que o PSD teme do deslindar deste modo de vida que é governar a vidinha não pelo mérito profissional mas pela posição que se ocupa, que se ocupou, ou que se venha a ocupar na vida política? É que as inquirições nas comissões parlamentares de inquérito são como as cerejas, uma trás da outra, e mais gente vai aparecer por arrasto, daí os 15 dias propostos.

 

Um Governo de manhosos, suportado por uma bancada parlamentar de manhosos, um partido de manhosos.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O Guião

por josé simões, em 06.03.25

 

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Luís Montenegro, primeiro-ministro sem saber ler nem escrever, que até há coisa de um ano o único contributo para a cousa pública tinha sido desempenhar o papel de "ponto" de Passos Coelho e, como o profissional que fica dentro de uma caixa na boca do palco e dá as dicas aos actores quando se esquecem das falas, profissionalmente dava as dicas pré-acordadas com o primeiro-ministro para este poder discorrer longamente quão boa e maravilhosa era a sua governação, ao invés da oposição que o confrontava com questões incómodas, continua na boca de palco, escondido no guião pré-estabelecido, captado pela lente do fotojornalista da Agência Lusa Manuel de Almeida. Está politicamente morto e ninguém no partido tem coragem de lhe dizer.

 

"Às vezes, tenho mais que fazer do que estar a responder-lhes todos os dias, senhores deputados". Sobre a percepção, tema que lhe é caro, do que é uma democracia parlamentar estamos conservados conversados.

 

 

 

 

Por quem se governa

por josé simões, em 28.02.25

 

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O Parlamento foi desafiado por Bacelar Gouveia a clarificar a lei para impedir prescrição do denominado Cartel da Banca. Propõe o constitucionalista "lei interpretativa" para sublinhar o que a lei já prevê: que processos ficam suspensos em Portugal enquanto são apreciados no Tribunal de Justiça da UE. No Reino Unido os bancos assumiram o "erro", em Portugal não, contestaram a investigação, litigaram em tribunal. Partindo daqui podemos apostar que este apelo vai entrar pelo parlamento a 100 e sair a 200, podemos até adivinhar quais os partidos que vão votar a favor e quais os que vão votar contra. E num país com um mínimo de cultura cívica e democrática, de exigência cidadã, estes partidos seriam fortemente penalizados nas próximas eleições.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

A mesma coisa

por josé simões, em 19.02.25

 

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Presidente de clube, sob vigilância da UEFA e com as receitas futuras hipotecadas, proibido pelo antecessor de estar presente no seu funeral, faz comunicado a acusar os rivais de não marcarem presença no funeral onde não pode ir, nem de sequer enviarem uma nota de condolências pela morte de quem os considerava inimigos e não adversários, e que passou todo o consulado a instigar o ódio e a fomentar a divisão.

 

Chefe de partido pejado de malfeitores - de ladrões de igreja a ladrões de malas, passando por acusações de pedofilia, ódio racial, tentativa de homicídio, falsificação de identidade, violência doméstica, e um longo et caetera, aproveita suspeita sobre idoneidade do primeiro-ministro para avançar com moção de censura ao Governo no Parlamento.

 

Podem parecer coisas diferentes mas são a mesma coisa.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Feios, porcos e maus

por josé simões, em 14.02.25

 

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"É muito feio gozar com as pessoas", eu, criança, pela mão da avó Ilda. "Nunca faças aquilo", quando nos cruzámos na rua com alguém que estava a ser achincalhado por outrem. "a bancada do Chega teceu inúmeros insultos a vários deputados e contra a deputada Ana Sofia Antunes, a quem declararam injúrias como "aberração", "drogada" ou "pareces uma morta"". "Mais feio que gozar com alguém é gozar com alguém portador de uma deficiência", exaltou-se a minha mãe uma vez com dois ou três gandins que na escola atormentavam um miúdo que tinha uma deficiência motora. "Os portugueses quando nos elegeram não nos elegeram para sermos polícias uns dos outros". Não receberam educação em casa, um e os outros. São feios, porcos e maus, apesar de usarem fato de corte italiano e se deslocarem em alta velocidade. Mal-formados. Merecem desprezo. Não prestam.

 

[Imagem de autor desconhecido]