Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Um país de assassinos?

por josé simões, em 13.07.07

Paulo Portas inchado da importância política que a si próprio atribui, e que só ele e o seu escudeiro Telmo Correia conseguem ver, veio a terreiro dizer que está em curso uma campanha para o desacreditar politicamente; declarações objecto de post ontem aqui no blogue. Ontem foi Marques Mendes a afinar pelo mesmo diapasão a propósito da estória mal contado do “e-mail”, e da menos-mal, mas ainda assim mal contada estória, das remunerações na Universidade Atlântica. Ambos meteram os pés pelas mãos ao invocar a oportunidade das notícias com as eleições em Lisboa, porque ambos se esqueceram de explicar aos cidadãos se, as notícias surgidas têm como pano de fundo Lisboa, porque razão os noticiados são eles dois e não Telmo Correia e Fernando Negrão. Os assassinos por detrás de tão vis actos são obviamente, o PS e o Governo; no caso de Mendes com uma mãozinha de Isaltino, sedento de vingança lá para Oeiras.

 

Hoje no Público, o futuro Comissário Ribeirinho para Lisboa, José Miguel Júdice, assina mais de meia página a queixar-se de uma tentativa de assassinato político de que foi alvo. De certeza por esquecimento, esquece-se de referir que a notícia só foi notícia, pelo enquadramento que ele próprio lhe deu. Enquanto o diabo esfrega um olho: saída do PSD, mandatário de António Costa; e, António Costa que já sabia da coisa, caladinho, com ar de sonso, dentro de uma canoa em campanha pelo Tejo acima, sorridente para as câmaras das televisões a dizer que quando for presidente da Câmara de Lisboa, vou fazer isto aqui, e mais isto ali; e só não vou fazer em Almada porque infelizmente (para ele, mas suponho que felizmente para os almadenses), Almada já tem presidente de Câmara. Pelo caminho, Júdice invoca em auxílio da sua teoria do assassinato o nome do arquitecto Manuel Salgado, número dois na corporação de Costa, também ele alvo de tal tentativa. Mais uma vez, a célebre máxima da “mulher de César”, quer para Júdice, quer para Salgado pelo antecedente Carrilho, não se aplica nestes casos… No entanto, aqui os assassinos são outros. Surpresa: Marques Mendes e o PSD!!!

 

Era esta a “lavagem de roupa suja que faz falta à campanha” a que se referia Pacheco Pereira na Quadratura do Círculo esta semana?

Alguém que me belisque, s. f. f. para ver se estou acordado ou se isto não passa de um sonho. É que se estiver acordado, acho que vou até à praia. Não há pachorra!