In Memoriam
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Today, the United States' president repeats this turn against anything modern to focus on the past. The announcement that all new government buildings were to be constructed in traditional, classical architecture was also made by Adolf Hitler in 1937. These three dictatorial leaders have a key aspect in common: the suppression of any architecture focused on optimism for the future.
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Em comparação com o Tour de France, as imagens da Volta a Portugal, com o desordenamento do território, o fora de contexto, o caos e a cacofonia arquitectónica, o abandono de povoações e campos, a ruína de edifícios e casas, a "little Austrália" com eucalipto a perder de vista entremeado pelo negro e castanho dos incêndios, é uma coisa que nos devia deixar a todos profundamente envergonhados da merda que andamos a fazer com o rectângulo que herdámos dos nossos antepassados
[Alves Barbosa na imagem de autor desconhecido]
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Diz que os setubalenses têm a secreta esperança de que um dia alguém lhes explique os prédios que o senhor Fernando Coutinho "construiu" em Setúbal, cagalhões arquitectónicos perfeitamente enquadrados e integrados no espaço envolvente, respeitando a memória histórica da cidade e resistindo a toda e qualquer requalificação, mais polis menos polis.
As imagens são do Google Maps.
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Ao ver a Escola Secundária de Caneças, escola pública, escarrapachada nos sites internacionais de arquitectura e design como exemplo de modernidade e da boa arquitectura e funcionalidade das instalações e equipamentos ao serviço das populações e das comunidades [em português aqui], e depois do ataque cerrado feito pelo PSD e pelo CDS-PP à Parque Escolar durante a pré-campanha e campanha eleitoral para as legislativas de 2011 e com continuação já Governo Coelho/ Portas formado, pela mão do ministro Nuno Crato, não só ao investimento na requalificação e recuperação das escolas e equipamentos, mas ao ensino público no seu todo, na exacta proporção em que se aumentam os apoios e os incentivos ao ensino privado, indo contra o memorando de entendimento com a troika que tanto gostam de invocar para justificar o saque aos rendimentos dos contribuintes, não posso deixar de me recordar da irritação de Salazar com o modernismo do Colégio de Moimenta da Beira, inspirado na obra de Óscar Niemeyer, com um fio condutor a ligar estes 50 anos: apesar da aparente conversão à democracia, o espírito da actual classe dirigente, herdado dos avós, é o mesmo, tacanho, retrógrado e mente fechada, antes por causa do comunismo que vinha corromper a família, a tradição do Portugal "milenar" e a autoridade do Estado, agora escudado nas poupanças orçamentais e no bom uso dos dinheiros públicos.
O Prémio Valmor é aquele prémio que serve para distinguir obras arquitectónicas que, passados 50 anos, são derrubadas para um qualquer muito moderno, muito pós-moderno, muito muito essas coisas todas Tomás Taveira construir cagalhões, não é?
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O ataque ao World Trade Center, dizem que é o que faz lembrar The Cloud, o projecto residencial dos holandeses MVRDV em Seul. Vai grande, e avançada, a polémica por esse mundo fora. Por cá nem por isso. Entre réplicas Quinta do Conde e taveiradas, passando pelo estilo neo Raul Lino, ultrapassada que foi a fase telhado de emigrante, cá vamos andando com a cabeça entre as orelhas, como na canção.
Post-scriptum: Algumas horas depois de ter publicado o post, a notícia chegou ao Público online.
A arquitectura é uma interpretação pessoal da organização dos espaços e dos seus elementos e ao mesmo tempo uma arte com uma linguagem universalista, sem fronteiras, global. Não existe «arquitectura portuguesa contemporânea» coisa nenhuma.
«Souto Moura vence o prémio Pritzker 2011, o Nobel da arquitectura»
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«patriarcado acha que igreja de Troufa Real dá muito nas vistas»
(Na imagem capa da Darling Magazine)