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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Apartheid escolar

por josé simões, em 26.03.08

 

Gostei de ler Rui Ramos hoje no Público (sem link). Gostei das suas propostas para “corrigir” os Carolinas Michaelis deste país. Principalmente desta:
 
E se cada escola pudesse escolher os seus alunos, e cada aluno escolher a sua escola?
 
Agora é só questão de esperar pelo próximo artigo do historiador para nos explicar a todos, e depois do vídeo no Youtube, qual seria a escola que escolheria a “menina do telemóvel” para sua aluna. Ou quais os pais que iriam a correr matricular os seus filhos no Carolina Michaelis. Depois, sem escola que a aceitasse, teria um futuro radioso como caixa de um supermercado; de uma estação de serviço; ou como mulher-a-dias. Sem alunos o Carolina Michaelis encerrava e estava resolvido o problema; voltávamos aos gloriosos tempos do “Não tinha cabeça para os estudos; foi trabalhar!”. Chama-se a isto varrer o lixo para debaixo do tapete.
 
“Quando é que a “velha” cai?”; é o título do artigo. Exactamente. Não há meio desta “bélha” teoria educativa cair…
 
(Foto roubada ao Chicago Tribune)