"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Um puto parvalhão, filho de um banqueiro e de uma empresária de jóias, foi apanhar uma bebedeira com os amigos. Vai daí, melhor diversão não há que apedrejar um carro da polícia. A reacção da polícia – desproporcionada, reconheça-se – foi disparar e o puto bateu a bota, lerpou, morreu.
Saiem os anarquistas, okupas, esquerdistas social-democratizantes (obrigadinho ó Jerónimo), e toda a tralha anti-globalização em acção de destruição massiva em protesto contra a repressão as desigualdades e o capitalismo. O capitalismo é fodido! (digo eu).
Olha se fossem os carecas da cruz suástica. Têm rastas e lenços do Arafat, é o que vale.
(Foto de Steve Eason via Hulton Archive/ Getty Images)
“As manifestações antiglobalização, altamente mediáticas, enganaram-se nos alvos. (…).
No meio deste folclore, escapa o essencial: impedir que o poder económico prevaleça sobre o poder político, tirando significado à democracia. Os gestores dão contas aos accionistas (quando dão), não respondem perante os eleitores.
Garantir o primado da política implica reforçar o direito e as organizações internacionais. E exige uma concertação dos dirigentes políticos mundiais. É tarefa prioritária neste século.”
Francisco Sarsfield Cabral para ler no Público, hoje.
“Polícia alemã analisou cheiros dos activistas anti-G8.Medida provocou polémica no Bundestag e foi mesmo comparada aos “métodos totalitários” utilizados pela Stasi, na ex-RDA.
Quem é que se importa com o cheiro dos activistas antiglobalização? As forças de segurança alemãs, por exemplo. No âmbito dos preparativos para a cimeira do G8, que decorrerá de 6 a 8 de Junho em Heilingendamm, a polícia germânica recebeu ordens para recolher amostras do odor corporal de indivíduos filiados em movimentos antiglobalização.” Isto pode ser lido no público de hoje.
Os senhores parlamentares alemães e os senhores dos movimentos antiglobalização que me desculpem, mas comparar isto com os métodos da Stasi é querer atirara areia para os olhos das pessoas, porque, o que aqui está em causa, não são os delitos de opinião nem a repressão politica pura e dura à liberdade de expressão e manifestação. O que está aqui em causa é o banditismo, são unicamente e exclusivamente casos de polícia; delinquência, meus senhores. Os activistas destes movimentos são terroristas urbanos. Defender ideias e ideais, pelo fomento do caos e da desordem social, usando as ruas das cidades como campo de batalha, só pode merecer um tipo de resposta da parte do Estado de Direito – a polícia. Querer transformar uma turba de hooligans que invade uma cidade e se entretêm a deitar fogo a carros e a destruir lojas, em vítimas políticas, de políticas repressivas, é tentar manipular a opinião pública.
O leitor até pode ser contra a globalização e simpatizar com as ideias dos movimentos “anti”; suponhamos que o encontro do G8 era aqui em Setúbal, Lisboa, Coimbra, ou outra qualquer cidade portuguesa, tivesse o seu automóvel (possivelmente ainda nem totalmente pago) estacionado à porta de casa, e a turba antiglobalização passasse na rua e lhe deitasse fogo? Ah pois é…