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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| A grande farra

por josé simões, em 02.09.15

 

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«[...] a União Europeia levantou algumas questões quanto à criação do Banco de Fomento e, «se fosse por vontade dos parceiros europeus, esta instituição não existia».


«O facto de a UE, um ano depois da aprovação dos estatutos do banco de fomento, continuar a colocar dúvidas «só vem dar nota das dificuldades que tivemos de superar para defender o interesse nacional que supunha a criação desta instituição».


Senhoras e senhores, meninos e meninas, aos vossos lugares que a grande farra vai começar.


«O Ministro da Economia, António Pires de Lima, anunciou que o Governo pretende lançar uma linha de crédito de mil milhões de euros no âmbito dos programas operacionais regionais financiados pela União Europeia, [...] através da Instituição Financeira para o Desenvolvimento, recentemente criada.»


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||| Diz que é da seca extrema

por josé simões, em 11.08.15

 

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Assunção Cristas liberalizou o eucalipto, por cima de toda a folha, caduca e persistente. Pires de Lima trouxe a mais-valia para as celuloses, que da criação de emprego ninguém deu por ele. O país está a arder, mais do que é costume. Diz que é da seca extrema. Obrigado CDS.


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||| Andam amigos de Miguel Pires da Silva a tirar selfies nos corredores do ministério da Economia [*]

por josé simões, em 01.07.15

 

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Não sei o que é mais surpreendente, se o haver pessoas com [falta de] carácter suficiente ao ponto de verem o seu nome associado ao de Pires de Lima  para se fazerem passar por representantes do ministro da Economia, se as pessoas terem já assimilado que representando de Pires de Lima podem retirar vantagens económicas e benefícios vários das privatizações.


[Miguel Pires da Silva e imagem]

 

 

 

 

||| E agora?

por josé simões, em 12.04.15

 

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Paulo Portas que, na noite do rescaldo das autárquicas 2013, apareceu em bicos dos pés nas televisões a reclamar vitória na Câmara do Porto, vai agora aplaudir o "seu presidente" portuense nas "taxas e taxinhas" que Pires 'Soldado Disciplinado' de Lima, de uma forma 'bastante peculiar' [para não ser deselegante], criticou em António Costa na Câmara de Lisboa?


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||| Do fundamentalismo ideológico

por josé simões, em 23.01.15

 

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"O Governo não interfere nessas matérias".


Alínea a) excepto se for para defender interesses privados em prejuízo do interesse público.


«A proposta de António Costa para a transferência da gestão das empresas de transporte de Lisboa para o município, que tinha sido bem recebida pelo Ministério da Economia, foi travada pelo primeiro-ministro, que prefere entregar sector a privados.»


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||| Diz-me com quem andas...

por josé simões, em 16.01.15

 

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Independentemente da inconstitucionalidade obvia [mais uma do I Governo Inconstitucional da democracia] do direito ao despedimento só para quem é sindicalizado e sindicalizado em sindicatos que negoceiam com o Governo, o interessante nesta trapalhada é o Governo, que despreza os sindicatos e o sindicalismo, "falar grosso" e "partir a espinha", que sonha a cores com Margaret Hilda Thatcher e os mineiros, negociar com sindicatos na questão da privatização de uma empresa. Diz mais sobre os sindicatos envolvidos do que sobre o próprio Governo.


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Post-scriptum: "Margaret Hilda Thatcher teria feito assim"? É isto que lhes vai na cabeça neste preciso momento.

 

 

 

 

||| E deixar de argumentar como se fossemos todos um bando de crianças?

por josé simões, em 18.12.14

 

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"por determinismos ideológicos e políticos" não pode haver uma greve contra uma privatização ditada pelos por determinismos ideológicos e políticos dos partidos da coligação que compõem o Governo que decreta a requisição civil para defender a economia nacional e o interesse público que deixa de ser prioritário a partir do momento em que a empresa for privatizada, ou nacionalizada por outro Estado, como tem sido norma nestes quatro anos de Governo da direita.


Que fica tudo escarrapachado, tim-tim por tim-tim, no caderno de encargos, isso do interesse público e do serviço público e que não há volta a dar-lhe pela empresa ou pelos investidores ou pelos especuladores que comprarem a TAP. Assim como estava tudo escarrapachado, tim-tim por tim-tim, preto no branco, não havia volta a dar-lhe, no caderno de encargos que era a Constituição da República Portuguesa no capítulo que dizia que as nacionalizações eram irreversíveis.


E deixar de argumentar como se fossemos todos um bando de crianças?


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||| A Junta Nacional dos Vinhos, reloaded

por josé simões, em 07.11.14

 

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"Beber vinho é dar o pão a 1 milhão de portugueses". "Comam uvas, bebam vinho". Se calhar, naquela cabecinha, a solução passa mesmo por aqui. O que, vindo de um soldado disciplinado, militante de um partido em que o líder de cada vez que refere o ditador ultramontano e tacanho é o "doutor Salazar" com um temor reverencial na voz...


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||| Se conduzir não beba, se beber não conduza

por josé simões, em 06.11.14

 

 

 

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 24.06.14

 

 

 

As empresas alemãs, "que apostam numa cultura de compromisso social, [que] geralmente não fazem greves, e [onde] existe uma grande disponibilidade dos trabalhadores para cumprirem os objectivos que foram estabelecidos" são um exemplo a seguir, segundo o ministro da Economia do Governo que aumenta o horário de trabalho, retira dias de férias e de descanso, baixa salários e o preço a pagar pelas horas extraordinárias aos trabalhadores, sem que se verifique o retorno da riqueza, acumulada pelos patrões e accionistas com estas benesses, para a economia real, põe o dinheiro dos contribuintes a pagar estágios profissionais nas empresas para mascarar o aumento do desemprego e a falta de emprego jovem, aumenta o IRS aos trabalhadores e aumenta o mais-valia a patrões e accionistas por via da diminuição do IRC.

 

"Quando as administrações dão o exemplo, se preocupam com as pessoas, e as envolvem na gestão, é mais fácil chegar a acordos, é mais fácil ter trabalhadores motivados, produtivos.

 

Que nome se dá a alguém que papagueia exactamente o contrário daquilo que faz?

 

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||| Tesourinhos deprimentes

por josé simões, em 21.05.14

 

 

 

O soldado disciplinado na revista Exame, Outubro de 2013.

 

[Via]

 

 

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 16.05.14

 

 

||| O camarada Pires de Lima, ministro da Economia da Republica Popular da China

por josé simões, em 13.05.14

 

 

 

Ver o camarada António Pires de Lima, com manifesta satisfação, informar em primeira mão que os governos dos dois países «ponderam, no futuro, criar as condições para haja uma ligação directa entre Lisboa, Pequim e Xangai» assegurada não pela TAP mas pela Air China. Para equilibrar a balança comercial.

 

[Imagem "The Power of Publicity", Zhao Bo, 2008]

 

 

 

 

 

 

||| As continhas estão mal feitas

por josé simões, em 08.05.14

 

 

 

"Incêndios de 2013 custaram 34,2 milhões de euros"

 

As continhas estão mal feitas. Primeiro porque afectou sobretudo agricultura em minifúndio com as suas manias das explorações sustentadas e ecologicamente equilibradas e que só atrapalham a vida aos grandes produtores de exploração intensiva, ainda por cima propriedade de velhos, que só 'strovam a vida aos novos que querem fazer alguma coisa por este país, cujos filhos emigraram para França e para a Alemanha, os manhosos e calaceiros.

 

Segundo porque afectou principalmente floresta propriedade do Estado e o Estado, como é por todos sabido, não tem jeito para gerir nada e nem tem jeito nem trambelho que seja proprietário de florestas e de serras e de rios, que ficam muito mais bem explorados e preservados e rentabilizados nas mãos dos privados.

 

Terceiro porque o CDS, perdão, a ministra Assunção Cristas e o secretário de Estado Daniel Campelo melhor do que ninguém identificaram os problemas assinalados nos dois pontos anteriores e trataram de meter mãos à obra e de resolver o assunto, como o Daniel muito bem explica.

 

Quarto porque o CDS, perdão, o ministro Pires de Lima já veio assinar por baixo a estratégia do CDS, perdão, da ministra Cristas e do secretário de Estado Campelo e mostrar, até aos mais incréus, que a aposta foi mesmo em cheio.

 

Portanto, quando se diz e se escreve que os "Incêndios de 2013 custaram 34,2 milhões de euros" as continhas estão mal feitas porque há muito boa gente a ganhar rios de dinheiro, mesmo que implique secar os rios, e a pôr a economia privada a crescer, mesmo que isso implique matar biodiversidade e o ecossistema público e vidas humanas. Pormenores.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

||| Até uma criança percebe

por josé simões, em 19.04.14

 

 

 

Taxa-se, por exemplo, a cerveja a pretexto… não interessa o pretexto porque para este Governo todos os pretextos para taxar são bons e quando não há pretexto inventa-se um. A taxa reflecte sobre o consumidor no preço a pagar. O consumidor retrai-se e deixa de comprar ou passa a comprar menos. Como o consumidor não compra, ou compra menos, a fábrica não produz. Como a fábrica não produz, por falta de procura, faz o ajustamento interno e despede trabalhadores e/ ou rescinde contratos de trabalho. Aumenta o número de desempregados a receber subsídio na proporção exacta ao número de empregados que deixa de descontar para a Segurança Social. Como o número de desempregados a receber subsídio aumenta reduz-se o valor do subsídio a pagar e a sua duração temporal. Como o consumo sofreu uma queda, por via da taxa, os hipermercados, supermercados e pequeno comércio deixam de vender. Algum pequeno comércio [bares, restaurantes] despede empregados ou fecha portas, não só porque o preço do produto aumentou mas também porque há mais gente a receber menos e um desempregado tem mais onde gastar dinheiro do que andar por aí a comprar e a beber cervejas. Mais gente a recorrer ao subsídio de desemprego. Como o comércio não vende o volume de impostos a recolher pelo Estado baixa consideravelmente. Para substituir os impostos que o Estado deixou de arrecadar o Governo cria uma nova taxa. Se calhar sobre o ar que se respira. Até uma criança percebe, excepto estas crianças que se entretêm nas artes da desgovernação de um país.

 

 

O que o ministro pensa ou deixa de pensar, diz ou deixa de dizer vale tanto quanto fiador na praça, é apenas mais um verbo-de-encher cúmplice na destruição da economia e do país.

 

[Imagem]