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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Piada feita

por josé simões, em 11.12.18

 

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Um dia depois de um Prós e Contras sobre os limites do humor, António Lobo Antunes, autor de o Auto dos Ressabiados, aparece no catalão La Vanguardia a lamentar Portugal e Espanha não serem um só país.

 

 

 

 

Auto dos Ressabiados

por josé simões, em 14.09.18

 

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"Sonhei com este prémio desde os 13 ou 14 anos, desde a adolescência até agora. É o maior reconhecimento que se pode ter enquanto escritor, muito maior do que o Nobel"

 

António Lobo Antunes entrou na Biblioteca La Pléiade: "É muito maior do que o Nobel"

 

 

 

 

|| Rohypnol

por josé simões, em 19.10.11

 

 

E depois há aquela coisa Kunderiana, sempre o mesmo tempo [queria ter escrito tema saiu tempo e fica tempo que fica muito melhor], sempre o regresso ao ponto de origem e o(s) fantasma(s) do passado naquela alma frustrada e atormentada. E é assim desde a Memória de Elefante. Só que o Kundera libertou os checos e foi atormentar os franceses e nós ficamos com o António Lobo Antunes. É a vida. É o fado. E o que é que nós temos a ver com isso?

 

As entrevistas a António Lobo Antunes deviam ser feitas via telemóvel. O quê? Não estou a ouvir nada… onomatopeia… Estou? Estou? Onomatopeia… Estou a ficar sem bateria. Pi-pi-pi… Olha, caiu a chamada.

 

António Lobo Antunes rima com Rohypnol. Lembrei-me logo disso ainda a entrevista no telejornal do Mário Crespo nem sequer aí a meio.

 

 

 

 

 

 

|| O Auto dos Danados (*)

por josé simões, em 24.08.10

 

 

 

O que me surpreende na trapalhada António Lobo Antunes não é o ser ou não ser verdade o que escreveu, é haver alguém que consegue ler o que ele escreve.

 

(*)

 

(Na imagem Tank Books range of portable literature, designed as cigarette packets, autor desconhecido)

 

 

 

 

As coisas que a gente ouve

por josé simões, em 09.01.09

 

Depois do Pré (salário do soldado), do bilhete pré-comprado, da pré-mamã, do pré-aviso e de outros milhentos de prés, ouvi à bocado no Rádio Clube o editor de António Lobo Antunes dizer que o escritor é um pré-Nobel.

 

Ma minha modesta opinião, acho que nem com uma mãozinha da CIA lá vai. Será sempre o pré-presunçoso.

 

 

 

Das vezes em que estive quase a cometer suicídio

por josé simões, em 28.12.08

 

De António Lobo Antunes tenho (e li alguns até ao fim): Conhecimento do Inferno, Memória de Elefante, As Naus, A Ordem Natural das Coisas, Os Cus de Judas, O Manuel dos Inquisidores e o Auto dos Danados. Chega. E Sobra. Podiam colocá-los a um euro cada que eu não comprava. Deixam-me mal disposto e deprimido. Às vezes com vontade de ir a correr colocar uma corda à volta do pescoço. Hanging Man.

 

Para seca basta-me as entrevistas que dá nas televisões e mesmo assim só se não tiver o comando à mão.

 

 

A ressacar

por josé simões, em 13.10.08

 

Primeiro tenho de confessar que não gosto da obra. Ainda suporto o Auto dos Danados. Se conseguir ignorar aquela parte em que a Ana o Francisco e o mais não sei quantos que agora não me consigo lembrar do nome param em Setúbal – a minha cidade, foda-se! – para jantar. E o gajo escreve mais ou menos isto “ a água preta do Sado”, bardamerda que isto é mesmo conversa de quem nunca esteve em Setúbal. O gajo está a escrever de cor. Sado; Rio Azul, do you know what i mean? Sado não é Tejo, nem a Ribeira dos Milagres, nem o Rio Ave… Adiante. Os livros parecem-me todos iguais. Para me deixar dormir escolho a Agustina, o Lobo Antunes ou a RTP N naquele programa em que o Carlos Abreu Amorim aparece a dizer lugares-comuns-regionalistas-ressabiados, com a cremalheira toda a ocupar o ecrã da televisão. Definitivamente escolho a RTP N. É mais prático, não preciso de põe cuspo no dedo para mudar a página. É só comando na mão.

 

Vem esta conversa da treta a propósito dos post do Pedro. A princípio não liguei; foi ao retardador. Como na anedota do carrasco da compreensão lenta. Estava para ali o Crespo a empastelar a entrevista mais empastelada de que alguma vez me lembro de ter visto – se não contar com aquela de há bocado ao Miguel Veiga – e diz o meu filho, que tem seis anos: “oh pai, a televisão está a preto-e-branco!” E estava. E depois, por momentos deixou de estar, mas estava na mesma. Era ilusão de óptica e só os putos é que conseguiam ver. Assim a jeitos daqueles apitos que só os cães é que ouvem. O que eu não tinha dado para ter seis anos no dia em que Mário Crespo entrevistou Lobo Antunes!

 

(Foto de Joel Seligmann)