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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Armorial lusitano

por josé simões, em 18.02.19

 

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Podemos ver a remodelação governamental de dois prismas completamente opostos e que ainda assim se complementam:

 

- O da nova geração promovida a cargos de governação, ganhando currículo e experiência governativa para um futuro mais ou menos próximo;

 

- O do estrangulamento de que padece o PS; dos cargos directivos em circuito fechado - pais/ filhos/ maridos/ mulheres, não colocando em causa as competências das pessoas em questão, questionando antes se um qualquer outsider com as mesmas competências e capacidade consegue alguma vez atingir semelhante patamar; da imagem passada para o exterior de um partido fechado sobre si, afastando ainda mais o cidadão da política.

 

Quando daqui por 100 anos outro qualquer Jorge Costa fizer Os Donos de Portugal, Capítulo II, este Partido Socialista, da monarquia republicana, vai com certeza ter um lugar de destaque.

 

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Os Verdadeiros Artistas

por josé simões, em 17.02.19

 

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Chegado em 2015 à política no Governo da "Geringonça" pela mão de António Costa, pergunta Augusto Santos Silva na convenção europeia do PS "como podem [a direita] falar de futuro com as caras do passado?" . O "futuro" na pele de Pedro Marques, candidato escolhido por António Costa "para levar mensagem de Centeno", presidente do Eurogrupo, que cativou o investimento público que Pedro Marques ministro devia incentivar. Remata o neófito Santos Silva "os adversários às europeias "facilitaram muito a vida" ao PS", do ponto de vista de ninguém sair de casa para fazer uma cruz à frente do pregoeiro do presidente Eurogrupo, da austeridade a rodos e da divisão da Europa entre países do norte e países do sul, entre as formiguinhas e as cigarras, do ressurgimento dos fascismos, da xenofobia e do anti-semitismo.

 

Não é por falta de aviso, nem por falta de compreensão desta temática, que António Costa não sabe da importância crucial que estas europeias vão ter para o futuro da Europa, do Estado social e dos direitos humanos...

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 31.01.19

 

 

 

Mais um dia na vida de Assunção Cristas, uma ex-ministra de um governo que injectou mais de 1500 milhões na CGD sem fazer qualquer auditoria, que afirmou nunca ter discutido qualquer banco em conselho de ministros, e que confessou ter assinado a resolução do BES na praia e sem a ter lido.

 

 

 

 

25 de Novembro

por josé simões, em 25.11.18

 

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[Imagem de Nuno Botelho]

 

 

 

 

Next level

por josé simões, em 05.11.18

 

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Antes eram perfis falsos com contas criadas para o efeito numa rede qualquer, agora são fake news com a chancela da carteira de jornalista em televisões ditas de referência.

Muito bem a televisão do militante n.º 1 com a sua conta no Twitter a fabricar fake news [em print screen para memória futura] num título que nada tem nada a ver, antes pelo contrário, com o que o primeiro-ministro diz. CLAP! CLAP! CLAP!

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 23.10.18

 

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"creio que [António Costa] percebera com Passo Coelho que, em política, uma excessiva preocupação em falar verdade não era caminho para o sucesso", Cavaco Silva in "Quinta-feira e Outros Dias", II Volume.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Espalhou-se ao comprido

por josé simões, em 26.09.18

 

Frame grab from Beep Beep, showing Wile E. Coyote and the Road Runner (1952, dir. Chuck Jones).jpg

 

 

Na ânsia de ficar bem na fotografia e de agradar ao regionalismo-futeboleiro António Costa espalhou-se ao comprido e, não contente com o o estrondo do espalhanço, continua a meter os pés pelas mãos com desculpas mal-amanhadas. Se quisesse realmente descentralizar, se a ideia fosse essa, tinha prometido, e cumprido, o Infarmed em Braga ou Évora, que também têm universidade e auto-estrada. Digo eu, que sou de Setúbal.

 

 

 

 

Blue jeans

por josé simões, em 17.09.18

 

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Diz que vai por aí grande escandaleira por António Costa se ter deixado fotografar em Luanda de calças de ganga.

 

 

 

 

"Não é possível fazer tudo ao mesmo tempo"

por josé simões, em 04.07.18

 

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O Estado "gasta mais 768 milhões de euros com bancos falidos em 2017" mas, no Orçamento do Estado de 2018, o valor previsto para todos estes veículos financeiros "supera ligeiramente os mil milhões de euros, mais 32% ou 249 milhões de euros do que o executado em 2017". O "não há dinheiro para nada" de Pedro Passos coelho nos idos da troika deu lugar ao "não é possível fazer tudo ao mesmo tempo" de António Costa, respaldado na 'Geringonça', que "ao fazer obra no IP3, [está] a decidir não fazer evoluções nas carreiras ou vencimentos".

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 17.05.18

 

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Ministério da Administração Interna...

Secretaria de Estado do Desporto...

Instituto Português do Desporto...

Federação Portuguesa de Futebol...

 

 

António Costa admite criar autoridade nacional contra a violência

 

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Cheque aos 'geringonços'

por josé simões, em 14.05.18

 

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Há que tirar o chapéu a António Costa quando saca da cartola o argumento de que "é mais importante contratar mais funcionários públicos do que aumentar os salários". O Bloco de Esquerda, com reduzida implantação na Função Pública e percebendo a armadilha, embatucou e fingiu que não tinha ouvido nada. O PCP, Jerónimo de Sousa, que ainda a semana passada disse no Parlamento que "há já muitos anos que por aqui ando", engoliu o isco e quando se deu conta da esparrela desviou a conversa para "a dívida pública impagável e o dinheiro que não há para nada mas há para os bancos", argumento justo e bonito, de resto, mas que não tem nada a ver para o caso porque, como disse e bem, a opção é política e o dinheiro vai ser sempre gasto, seja em aumentos seja em contratações, deixando o secretário-geral dos comunistas de fora os que já estão de fora, os desempregados, e encostando-se onde António Costa o queria encostado, ao partido da Função Pública, com toda a carga que isso tem no resto do país, nos outros, nos que não trabalham para o Estado.

Vem então os 'pontas-de-lança' dos partidos nos sindicatos, um para fazer prova de vida e outro para interpretar o papel que lhe foi destinado representar, invocar "os baixos salários" e "o congelamento de carreiras e de aumentos salariais". Mais dois encostados nas cordas ao lado de Jerónimo de Sousa, com as progressões nas carreiras e aumentos salariais no sector privado que não há só porque sim e porque a velhice é um posto como na tropa macaca, e com a falência do Estado, a manter o emprego a todos os seus funcionários, paga com a falência, o desemprego, a emigração, a miséria de milhares no sector privado e com o congelamento salarial e precariedade para os que ficaram.

Chapéu a António Costa, portanto.

 

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O equívoco de António Costa

por josé simões, em 08.05.18

 

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O [grande] equívoco de António Costa é pensar que o Presidente lhe está a enviar recados por terceiros. Não. Marcelo está a enviar recados para o cidadão eleitor: estou aqui eu, que não tenho responsabilidades governativas directas nem a tutela de ministérios, que apenas usei semanas do meu mandato em acções de consolo, conforto e levantamento da moral e incentivo ao renascimento junto das populações e que me demito caso a tragédia se repita porque chego à conclusão de que foi em vão todos os quilómetros percorridos, todos os abraços dados, todo o português gasto.

Está ali o senhor primeiro-ministro, com responsabilidades governativas directas, responsável último sobre ministérios com tutelas que vão desde a protecção civil às forças de segurança passando pelas forças armadas, que só depois de empurrado e a muito custo apresentou desculpas aos portugueses pela tragédia que foi o Verão de 2017, e que não se demite caso o inferno se repita, mostrando que não aprendeu nada e que lhe entrou por um ouvido a 100 e saiu pelo outro a 200.

Estou aqui eu e está ali ele.

É este o recado que Marcelo está a enviar pelo jornal a quem vota em 2019. Como diz o povo, não queiras abrir a pestana, não...

 

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E isto é bom ou mau para a qualidade da democracia?

por josé simões, em 08.05.18

 

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Marcelo diz que não se recandidata se acontecer uma tragédia como a do Verão passado. Curiosamente a entrevista sai no dia em que há mexidas no comando da Autoridade Nacional de Proteção Civil, um cargo que devia ser de carreira e não de boy a quem arranjam um job. A segunda mexida no período de um ano [a quarta demissão em seis meses], outra vez a poucos dias do calor começar a apertar, se calhar porque da última vez deu bons resultados. Se calhar. O anterior comandante diz que se vai embora por razões pessoais, curiosamente a seguir à vinda de três peritos espanhóis para ensinarem os portugueses a tratar do fogo...

 

Voltando ao princípio, alguém acredita mesmo que o Presidente só disse aquilo que disse, assim, da boca para fora, a chegar-se à frente, ou que o Presidente está a mandar um recado com destinatário certo, mal grado o primeiro-ministro se fazer de desentendido?

 

E o Presidente, ao mostrar-se desprendido ao povo e chegar-se à frente é bom ou mau para a qualidade da democracia?

 

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Tudo farinha do mesmo saco

por josé simões, em 13.04.18

 

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O símbolo do PS na 'Geringonça' conduzida por António Costa, segundo o The Economist.

 

 

 

 

O cobrador

por josé simões, em 05.04.18

 

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Com mais ou menos ministro da pasta desaparecido em combate [alguém sabe o nome do senhor assim de repente num inquérito de rua?], com mais ou menos incompetência de um secretário de Estado [Setúbal, por exemplo, não precisa de companhia de teatro para coisa nenhuma, as pessoas apanham o bus e num estantinho estão na Praça de Espanha, mesmo ao lado da Comuna e em frente ao Teatro Aberto], com mais ou menos aumento em 59% nas verbas disponíveis para o apoio às artes, a verdade é que não é impunemente que se enfeita a lapela com música, literatura, pintura, teatro, cinema, arquitectura, empresários do sector [que têm o dom de adivinhar sempre para onde é que o vento da política vai começar a soprar] para inchar um político "Chamions League" sem que o cobrador da cultura venha a curto prazo bater à porta.

 

[Imagem de autor desconhecido]