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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| Nivelar por baixo

por josé simões, em 03.12.11

 

 

 

Alguma vez fez greve?
(Pausa) Já. Fiz greve em Inglaterra, quando tinha dezassete anos (sorri).

 

Por que motivo?
Estava num campo de trabalho de juventude, ainda era estudante. Trabalhava na agricultura, a colher tomate e feijão-verde e a plantar couves e coisas do género. […] Os proprietários das quintas, que eram empresas, pagavam mais pelas tarefas mais difíceis e menos pelas mais fáceis… Mas houve uma altura qualquer, já não se sabe por que carga de água, decidiram pagar tudo por igual, nivelando por baixo. Era um grupo de 40 ou 50 estudantes de vários países e fizemos greve durante três dias.

 

Resultou?
Eles cederam e repuseram os preços.

 

Para memória futura, António Barreto no i.

 

[Imagem 40 Exciting Occupy Movement Poster Designs]

 

 

 

 

 

 

 

|| Lei Barreto

por josé simões, em 28.09.10

 

 

 

António Barreto em formato Manuela Ferreira Leite. «doutorado em Sociologia pela Universidade de Genebra» é substantivo ou adjectivo?

 

 

 

 

|| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 17.12.09

 

 

 

"Tínhamos melhor justiça no regime anterior", que é como quem diz nos gloriosos tempos em que Portugal tinha "relevância" e "futuro".

 

 

 

|| Irrelevâncias

por josé simões, em 28.11.09

 

 

 

Que me lembre, desde o Grito de Ipiranga que "Portugal está à beira da irrelevância, talvez do desaparecimento", e que a cada 5 minutos nascem irrelevantes profetas Antónios Barretos.

 

Para a semana a primeira página é com Medina Carreira e na semana a seguir, como já não há mais ninguém, oferecem um disco dos Joy Division e uma corda e vamos todos a correr enforcar-nos.

 

 

 

|| No shit, senhor Presidente?!

por josé simões, em 10.06.09

 

"Nenhum de nós se pode eximir das suas obrigações, sob pena de a gestão da coisa pública ficar sem esse escrutínio indispensável que é o voto popular"

 

Mais um daqueles discursos intemporais e absolutamente senso comum. Podem guardar e mudar a pontuação que serve para o ano que vem, para o 25 de Abril, para o 5 de Outubro ou até para as vésperas de Natal. Estamos todos de acordo mas só quem ouviu foram os convidados, que também estiveram de acordo, e mais meia dúzia de homeless das pontes e feriados que ficaram em casa a ver televisão em vez de rumar a banhos. O mestre-de-cerimónias também não esteve mal e até levou muitas palmas no Twitter.

 

E como dizem estes, o «Santo António já começou, o São Pedro está quase a começar», o Sol brilha no céu, e segunda-feira lá nos encontramos no trabalho, pena é que não haja futebol para discutir o penaltie e o golo fora de jogo.

 

(Imagem via Archivo Ugo Mulas)

 

Sócrates e a liberdade

por josé simões, em 07.01.08
“Não sei se Sócrates é fascista. Não me parece, mas, sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições. Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação. No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu Governo. O primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra a autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas.
Temos de reconhecer: tão inquietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder é a falta de reacção dos cidadãos. A passividade de tanta gente. Será anestesia? Resignação? Acordo? Só se for medo…
 
António Barreto no Público