Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

"Dia 4 às 15 horas"

por josé simões, em 01.07.24

 

AV.jpg

 

 

Na convocatória para a cercadura ao Parlamento, a páginas tantas, o taberneiro diz "dia 4 às 15 horas" enquanto faz com a mão direita o gesto três dedos e um zero que, em linguagem gestual, todos já vimos no canto do ecrã a tradução, significa "dia 4 às 15 horas" e não o símbolo White Power dos supremacistas brancos e, por coincidência e só por coincidência, também o símbolo do Movimento Zero nas polícias, aqueles senhores e senhoras que nos grupos WhatsApp, Telegram e contas fechadas no Facebook se dedicam a insultar imigrantes e gente de outras cores, para, mais rápidos que a própria sombra, os ditos zeros responderem ao apelo do chefe e gritado presente. Nas televisões, rádios, jornais, que andaram com o senhor ao colo e o engordaram, ninguém deu por nada, mesmo depois de elevados à categoria "Inimigos do Povo". Espectáculo!

 

 

 

 

Pé ante pé...

por josé simões, em 30.06.24

 

MPGA.jpg

 

 

O cerco ao Capitólio foi arquivado pelo Ministério Público, o tal, o das escutas anos a fio, saídas para a opinião pública descontextualizadas, sem jeito nem trambelho, a dias certos, na maior das coincidências. Agora os polícias voltam a ser chamados a montar cercas, por dentro e por fora, desta feita à casa da democracia, símbolo maior do Estado de direito democrático, eles que estão obrigados a assegurar a legalidade democrtática, depois do partido que os convoca já ter à civil "cercado" o Tribunal Constitucional. Pé ante pé...

 

[Imagem]

 

 

 

 

Registe-se

por josé simões, em 24.06.24

 

toillet.jpg

 

 

Ventura não tem "vergonha nenhuma" sobre como inquiriu a mãe das gémeas luso-brasileiras

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O sem escrúpulos

por josé simões, em 05.06.24

 

AV.jpg

 

 

"A meio de uma arruada em Coimbra, André Ventura entrou no Mosteiro de Santa Cruz", não para rezar, mas "para ser filmado a rezar", se calhar por uma lei para que os imigrantes só tenham direito a prestações sociais após cinco anos a descontar para a Segurança Social portuguesa.

 

 

 

 

Falta de noção e palhaçada com fartura

por josé simões, em 27.05.24

 

bico de pato.jpg

 

 

O taberneiro foi em campanha até ao sítio do país com mais imigrantes por m2 falar mal dos imigrantes e encontrar a dona de uma lavandaria que vive de lavar roupa para os imigrantes, cheia de medo dos imigrantes que são o seu ganha pão e lhe dão qualidade de vida, "passam aqui e olham fixamente para a montra, onde é que já se viu? Agora vou ter de pintar os vidros de preto para ninguém ver saber que aqui há uma lavandaria. Isto estava muito melhor quando caminhava para ser um deserto de gente e de areia e eu me preparava para imigrar para Lisboa, agora isto é tudo deles, ocuparam as lojas, nem sequer pagam renda ao dono", ia dizer a senhora da querida lavandaria mas não teve oportunidade porque, de imediato, as televisões se viraram para o taberneiro que exige imigrantes a falarem português e a partilharem os nossos valores, tal e qual os imigrantes do deputado eleito pelo partido da taberna a que preside, e que na plantação de espargos de que é proprietário só emprega falantes de português, adoradores de Jesus Cristo, da Nossa Senhora de Fátima, da Irmã Lúcia, e tementes a Afonso de Albuquerque, que os mantinha na ordem e lhes fazia ver o que era bom para a tosse.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Construções à direita

por josé simões, em 21.05.24

 

patos.jpg

 

 

Ontem tivemos uma fundação, alegadamente isenta e sábia, a enfiar-nos pelos olhos dentro a bondade e a virtude de mais da transferência de rendimentos do trabalho para o capital aka trickle-down, como se tivéssemos todos nascido ontem. Hoje temos o sindicato dos patrões a clamar por unanimidade para mais transferência de rendimentos do trabalho para o capital, por causa da competitividade, do crescimento económico, dos salários, do investimento estrangeiro, com o estudo da fundação, alegadamente isenta e sábia, na mão, que o "demonstra de forma inequívoca". Lá para domingo ninguém se espanta se os dois ex-líderes partidários da direita - Mendes & Portas, no espaço de agit-prop, denominado "análise isenta", que detêm em horário nobre, canal aberto, e sem contraditório, aparecerem a vender a virtude do estudo da fundação, alegadamente isenta e sábia, como eles, e como os patrões das empresas necessárias para o crescimento económico, a creação de riqueza e blah blah blah [criação em português antigo porque é desde esse tempo que nos prometem isto].

 

Aguiar-Branco, o erro de casting que calhou ser segunda figura do Estado na pele de presidente da Assembleia da República, depois de cair na real e ter visto a merda que fez [ao abrigo da liberdade de expressão, honi soit qui mal y pense] em vez de recuar e, num acto de humildade democrática, reconhecer que errou, sem precisar pedir desculpa, seguir em frente e emendar a mão quando a ocasião se propiciar outra vez, e não vão faltar vezes, ensaia uma fuga para a frente e tenta emporcalhar mais gente no turbilhão [também ao abrigo da liberdade de expressão, honi soit qui mal y pense], chamando uma embaixada de sábios em seu socorro. Lá para domingo ninguém se espanta se os dois ex-líderes partidários da direita - Mendes & Portas, no espaço de agit-prop, denominado "análise isenta", que detêm em horário nobre, canal aberto, e sem contraditório, aparecerem a defender a posição de Aguiar-Branco e a apontar o dedo à esquerda castradora.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

O patriota

por josé simões, em 19.05.24

 

PortugueseFlag1095.svg.png

 

 

O senhor Milei falou na língua dele, assim como a senhora Le Pen na língua dela falou, o doutor Ventura, o Patriota, foi a Madrid auto-empossar-se primeiro-ministro de Portugal... em castelhano, na convenção do Vox, aquele partido que celebra a "hispanidad" com um mapa do império filipino, o da península Hispânica, não, nunca, o da Ibérica, construída por quem o doutor patriota invoca quando lhe dá jeito "traições à Pátria", aquela que não precisava pedir autorização a Castela para auto-empossar chefes de Estado em Lisboa.

 

[Imagem]

 

 

 

 

50 não são suficientes

por josé simões, em 03.05.24

 

naperon.jpg

 

 

O Parlamento aprova a proposta do Partido Socialista para acabar com o pagamento de portagens nas ex-SCUT. E o que é que faz a televisão do militante n.º 1- SIC Notícias? Vai a correr entrevistar o taberneiro. 50 deputados não são suficientes.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Curioso...

por josé simões, em 11.04.24

 

deniro.jpg

 

 

O taberneiro, mais rápido que a própria sombra a pedir a cabeça de ministros, secretários de Estado, deputados, autarcas, na mais leve suspeita de corrupção ou qualquer coisa que mesmo de raspão rime com ão, não ouviu falar em Miguel 'Sim, a aliança com o Chega é possível' Pinto Luz, nem na "cambra" de Cascais, que é como agora, que não é preciso saber falar português para ser jornalista, locutor ou apresentador, se diz câmara nas televisões. Se calhar não viu os telejornais, ou a nova ainda não chegou ao TikTok... You talkin' to me?

 

 

 

 

O que aí vem

por josé simões, em 02.04.24

 

Sébastien Camboulive.jpg

 

 

Na véspera da tomada de posse do Governo o taberneiro avisa o ex camarada de partido e a nova ministra que não basta o dinheirinho para compor as contas dos polícias, e deu um sinal aos "Zero" e outros inorgânicos do Whatsapp e Telegram de que a luta continua depois do cerco ao Capitólio. O que é isso de racismo, respeito pela legalidade democrática e direitos humanos, se "a arma é para usar quando é preciso" e se à polícia cabe julgar, condenar, e devem ser ungidos de inimputabilidade?

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

A luta contra o poder do TikTok

por josé simões, em 22.03.24

 

TT.jpg

 

 

Luís Montenegro ganhou as eleições, por poucochinho mas ganhou, e a primeira entrevista da televisão do militante n.º 1, SIC/ SIC Notícias, é ao taberneiro, medalha de bronze nas urnas. Faz sentido, no sentido da luta contra o poder do TikTok

 

 

 

 

Dia do Pai

por josé simões, em 19.03.24

 

marcelo.jpg

 

 

Marcelo tinha mandado dizer na véspera das eleições que com ele o taberneiro não entrava no Governo. Eleições feitas e o taberneiro vai a casa de Marcelo com mais de um milhão de votos no bolso e à saída diz que o Presidente não se importa que ele faça parte do Governo. Ainda o taberneiro estava a passar a língua pelas beiças para pontuar o discurso como é seu timbre e já Marcelo fazia sair uma nota a dar conta de que "Como tem repetidamente afirmado, o Presidente da República não comenta declarações de partidos políticos nem notícias de jornais.". E aqui é que reside a arte do artista Marcelo. Marcelo não diz que afinal já quer o taberneiro no Governo, "aquilo antes das eleições foi no gozo, lol, caíram que nem patinhos", ou "disse aquilo para o pagode não ter medo de votar na minha facção, não resultou, temos pena", ou ainda "o que disse antes das eleições não fui eu quem o disse, foi "a fonte"", não, Marcelo diz que não comenta o comentário do taberneiro. É o que está lá escrito, escusam as pitonisas, comentadeiros e paineleiros vir com efabulações, Marcelo não desmentiu, Marcelo não confirmou, Mar-ce-lo não co-men-ta. Pon-to.

 

[Link na imagem]

 

Podia Marcelo ter acrescentado duas alíneas ao "o Presidente da República não comenta declarações de partidos políticos nem notícias de jornais:

a) Excepto no Governo da 'Geringonça'

b) Excepto no Governo da maioria absoluta do Partido Socialista

 

 

 

 

E agora?

por josé simões, em 14.03.24

 

Revista-Sabado.jpg

 

 

Ouvir Bernardo Ferrão, na televisão do militante n.º 1 com a maior cara de pau, dizer que o taberneiro, coadjuvado pela Rita, se move como ninguém nas redes e plataformas,  dos Facebookes aos TikeTokes passando pelo Tuitas e pelo UotesApes, e que é daí o crescimento exponencial do partido, já que os outros ficaram parados no tempo, agarrados às velhas tecnologias que nem os velhos já usam, depois de termos visto a SIC e a SIC Notícias a todas as horas com o traste em grande destaque por tudo e por nada e ainda a interromperem programação para o ouvir em directo sobre nada e mais alguma coisa. "E agora?" Pergunta a revista Sábado depois da enésima capa com o taberneiro.

 

 

 

 

"Resolver problemas concretos das pessoas"

por josé simões, em 12.03.24

 

La Grange de Dorigny.jpg

 

 

Caos no Serviço Nacional de Saúde, caos na escola pública, falta de profissionais - médicos, enfermeiros, professores, especialistas; greves dia sim dia sim, com os transportes à cabeça a tirarem do sério qualquer um; descontentamento nas polícias, bombeiros e forças armadas, não entrando no problema habitação que passou a ser problema desde que uma casa deixou de ser um bem de primeira necessidade para passar a activo financeiro; o caldo que potenciou a ascensão do partido do taberneiro nas urnas, o tal partido que "não tem capacidade de expor e resolver problemas concretos das pessoas [e que agora fica] com a capacidade de influenciar a agenda da direita moderada na próxima legislatura". O PS, com o senhor à cabeça enquanto ministro das Finanças, obviamente não tem nada a ver com isto. Obrigado Fernando Medina pela lucidez da análise.

 

[Imagem]

 

 

 

 

No comboio descendente vinha tudo a gargalhada *

por josé simões, em 11.03.24

 

Saldanha Estúdio Horácio Novais II.jpg

 

 

"Estou contente". "Era preciso fazer qualquer coisa". "Vamos lá a ver desta". "Era preciso mudar". "Eram sempre os mesmos". "Uma vez uns, outra vez os outros". "Anos inteiros nisto". "A gente a trabalhar e eles no subsídio". "Foram para a política para se encherem". E "eles" nem sequer ganharam nada, foram a terceira força política mais votada, mas a dinâmica do discurso é a da vitória e da mudança, e esta percepção na opinião pública já é uma cabazada ao "sistema". Basicamente era este o teor das conversas, hoje no Fertagus, entre pessoas banais, daquelas com roupa das obras, das limpezas, fardas de segurança, pronto a vestir do mercado, nikes e lacostes da candonga. * No comboio descendente vinha tudo a gargalhada, uns por verem rir os outros, e os outros sem ser por nada.

 

[Imagem]