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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

História da Europa no século XX

por josé simões, em 22.11.19

 

A woman riding an alligator in the Los Angeles Memorial Coliseum.  The alligator is evidently the team mascot, c 1930s (via Los Angeles Public Library).jpg

 

 

O jornal Expresso que noticia a renúncia ao cago de uma autarca social-democrata alemão depois de repetidas ameaças da extrema-direita por ter condenado em mais de uma ocasião a violação de direitos humanos quando quatro homens amarraram um refugiado a uma árvore, é o mesmo jornal Expresso que dá conta da disponibilidade da ex-ministra das Finanças do governo da troika para entendimentos com o oportunista André Ventura que lançou a carreira numa candidatura à presidência de uma Câmara dos subúrbios de Lisboa com um programa anti-ciganos e com o suporte de Passos Coelho até à contagem dos votos. O resto é História da Europa no século XX.

 

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Na próxima legislatura depois a gente fala, Capítulo IV

por josé simões, em 21.11.19

 

 

 

Enquanto Telmo Correia descia a escadaria de S. Bento para falar com os manifestantes debaixo de uma assobiadela e de uma vaia monumental, nos Passos Perdidos André Ventura falava para a imprensa com uma t-shirt do Movimento Zero vestida antes de fazer o mesmo trajecto, minutos antes feito pelo deputado do CDS, aplaudido pelos manifestantes e aos gritos de "Ventura! Ventura!", para um mini-comício sobre insegurança e autoridade do Estado a pretexto das perguntas dos jornalistas.

 

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"Na próxima legislatura depois a gente fala", Capítulo I

"Na próxima legislatura depois a gente fala", Capítulo II

"Na próxima legislatura depois a gente fala", Capítulo III

 

 

 

 

Começa o circo

por josé simões, em 25.10.19

 

milonga.jpg

 

 

Há uma diferença substancial entre chegar atrasado e programar um atraso e André Ventura não chegou atrasado ao Parlamento, André Ventura atrasou-se para a coreografia a transmitir pelos telejornais e para a qual contou com a prestimosa colaboração de Ana Rita Bessa, deputada eleita pelo CDS, que ensaiou uma espécie de milonga [na imagem] no breve 'raspanço' entre cadeiras . É desrespeitoso para o voto popular e para a casa da democracia, que bastas vezes não se dá ao respeito, mas é um desrespeito "criativo" da parte do deputado eleito pelo Chega. Habituem-se.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O pai da criança

por josé simões, em 09.10.19

 

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Ainda na noite do rescaldo eleitoral o fascista Ventura aparece nas televisões a celebrar o "país que pela primeira vez em 45 anos não teve medo de votar num partido verdadeiramente de direita". Quarenta e cinco anos. É fazer as contas, descontando os anos em que os deputados da União Nacional eram eleitos em votações marteladas, se calhar o fascista Ventura pecou por defeito nas contas, é a primeira vez que é eleito um.

 

No dia a seguir, quando se soube que "a ciganada toda", como diz o senhor do CDS, votou no Chega, para que o Ventura soubesse que os ciganos não têm medo dele, o cabeça de lista por Beja, com aspecto de cigano e nascido nos últimos 35 anos, aparece com a mesma cartilha dos "45 anos", o tempo que andam a tratar mal o interior do país e o Alentejo. Ele que nasceu sem candeeiro a petróleo, bilha da água e penico na mesa de cabeceira, a ir calçado para a escola, até à faculdade se preciso for, e sem os fundilhos remendados, sem pão com azeitonas na praça da jorna, e sem a carga da GNR a cavalo para reprimir reivindicações de quem queria 5 tostões por dia de ceifa ou de apanha da azeitona ao contrário dos 4 que o latifundiário se dispunha a pagar e, com um bocado de sorte, via pela primeira vez o mar quando fosse metido dentro de um barco para ir combater numa guerra colonial a milhares de quilómetros no outro lado do oceano, em África.

 

Mas isto é a conversa dos coitados que não têm capacidade de raciocínio para lá do resumo da jornada futeboleira nas páginas do Record ou da telenovela a seguir ao telejornal, antes da Casa dos Segredos.

 

Cinco anos antes do fascista Ventura se ter sentado no Parlamento pelo voto popular o mui liberal e culto e instruído secretário de Estado de Pedro Passos Coelho, tão instruído que só usava o Twitter em 'amaricano', tinha tuitado que vivíamos há 35 anos em hegemonia socialista, sem a coragem, ou a falta de vergonha, que o fascista Ventura teve em assumir a contagem integral do tempo, como Pacheco Pereira muito bem desmontou

 

Mas não é por aqui, que a relação entre fascismo e liberalismo é uma história de amor antiga, ainda mais antiga que os rapazes de Chicago a aplicarem no Chile de Pinochet a teoria económica que os rapazes de Passos Coelho pretendiam aplicar em Portugal, agora asilados no Iniciativa Liberal depois da vassourada de Rui Rio e do stand by a que Miguel Morgado se remeteu.

 

Passos Coelho um dos vencedores da noite eleitoral ao ter conseguido sentar dois deputados no Parlamento, André Ventura pelo Chega e João Cotrim de Figueiredo pelo Iniciativa Liberal, um "peru menor" que escapou aos jornalistas e comentadeiros com lugar cativo nas televisões.

 

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O day after

por josé simões, em 07.10.19

 

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Miguel Relvas, da velha liderança do ar pesado e bafiento, sai a terreiro logo no day after a pedir nova liderança e ar fresco para o partido. Podia ser um piada do Imprensa Falsa mas não é. Isto foi de manhã, que à hora do jantar, Miguel Morgado, do mesma agremiação de Miguel Relvas, do circo de sombras por detrás de Passos Coelho, apareceu na televisão do militante n.º 1 aka SIC Notícias a pedir ar fresco e nova liderança para o partido, que ele vai fazer a parte que lhe compete, não sabe nem deixa de saber se é candidato, vai apresentar uma moção e coise, ele que até já meteu mãos à obra e inventou o "cinco para as sete" que só não congrega a direita toda porque o André Ventura se recusou a participar e isso é lá com ele. Não foi ele, Miguel Morgado, quem espantou o fascista Ventura, foi o fascista Ventura que não quis nada com ele. Temos [têm] pena. O André Ventura, esse mesmo, que à noitinha no Prós e Contras na televisão pública teve exactamente o mesmo discurso que o senhor novel deputado eleito pelo Iniciativa Liberal, corrupção, compadrio, sector privado, blah-blah-blah, direito de escolher a escola, saúde privada para todos e que quando Mariana Mortágua falou em "fraude liberal", do Estado a pagar a privados, provocou a mesma reacção nos três, que o João Almeida do CDS também lá estava. E novidades?

 

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Não há nada para celebrar

por josé simões, em 07.10.19

 

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Quarenta e cinco anos depois um fascista torna a sentar-se em S. Bento. Não há nada para celebrar, lamento.

 

 

 

 

A direita radical a gostar dela própria

por josé simões, em 29.08.19

 

 

 

"Consegue dizer-me se esta frase que eu lhe vou dizer é de André Ventura ou de Nuno Melo? "Não queremos fechar a porta a quem procura a Europa como ponto de acolhimento, não podemos é deixar que cheguem e entrem de qualquer maneira". Consegue dizer-me de quem é a frase? Ó Rita, eu não tenho nenhuma dificuldade em identificar aí uma frase do Nuno Melo"

 

Assunção Cristas a atribuir a Nuno Melo uma frase de André Ventura na entrevista à Rádio Observador, a partir do minuto 40:14.

 

 

 

 

Isto está tudo ligado

por josé simões, em 14.08.19

 

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Perante o olhar embasbacado do "pai da criança", Ângelo Correia, no telejornal do Mário Crespo, "desconheço, para mim é novidade absoluta", noticiava o Expresso que "Passos joga tudo: crucifixo no bolso, Nossa Senhora e "muita fé nas pessoas". Só faltou o bispo".

O mesmo Passos Coelho que havia de patrocinar a candidatura do neofascista Ventura à Câmara de Loures, uma experiência trumpista caseira num subúrbio da capital para tomar o pulso ao eleitorado, e que teve a direita liberal, do "aliviar o peso do Estado na economia", toda em sua defesa nas "redes sociais".

O neofascista André Ventura que escreve hoje no pasquim i que Salvini é uma "lufada de ar fresco para a Europa" que espera que "corra com esta corja de mariquinhas da União Europeia".

Matteo Salvini que de crucifixo na mão agradece à bem-aventurada Virgem Maria a aprovação pelo Senado de lei que coloca mais obstáculos às ONG que resgatam os refugiados no Mediterrâneo, identificando-as como cúmplices dos traficantes de seres humanos, agravando as sentenças de prisão e multas de até um milhão de euros.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Eles andam aí...

por josé simões, em 21.04.19

 

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"A coligação liderada por André Ventura aparece com uma previsão de angariação para as eleições europeias de maio que supera a soma dos valores angariados por todos os outros partidos, totalizando 400 mil euros."

 

Basta com mais investimento na campanha do que o CDS

 

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O Steve Bannon wannabe

por josé simões, em 21.03.19

 

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Até onde vai a direita do Movimento? Até ao Chega de André Ventura ou não tem fronteiras?

 


Não colocamos fronteiras. Não somos um partido político. Temos gente do PSD, CDS, Aliança e Iniciativa Liberal. Quanto ao resto, soube há uns dias que André Ventura fez um vídeo a repudiar o Movimento 5.7, portanto, estamos resolvidos desse lado.

 

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"Frescura de pensamento"

por josé simões, em 09.10.18

 

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Há pouco mais de um ano, os apóstolos do Tea Party em terras lusas, inspirados no sucesso de personagens como Sarah Palin, Dick Armey, Michele Bachmann, Marco Rubio ou Ted Cruz, que potenciaram o aparecimento de Dondal Trump,   tentaram "tomar o pulso, testar num subúrbio para ver até onde se pode ir a nível nacional", não correu como pretendido e um dia havemos de saber se por cedo demais, se por terem mais olhos que barriga, se por os portugueses não irem em "frescuras de pensamento". Entretanto, e como o descalabro eleitoral foi de dimensão nacional, o testa de ferro primeiro-ministro no exílio deixou de se andar a passear pelos corredores do Parlamento de pin na lapela, foi à sua vida, mas deixou o partido e a bancada parlamentar armadilhada, com o ideólogo Miguel Morgado à frente de uma troupe de escudeiros, escondidos numa mentira, sem coragem de se apresentar a votos, a dizer aos portugueses ao que vêm e ao que se propõem. A coragem que o Trumpinho de algibeira ganhou depois da falta de apoio na convocatória de um congresso antecipado que depusesse Rui Rio. É cedo demais para Montenegro, é cedo demais para Morgado, é cedo demais para Duarte. Vamos ver quem vai lucrar com os tempos políticos, o do Ventura incluído.

 

"O advogado e vereador do PSD em Loures André Ventura vai renunciar ao mandato na câmara no dia 20 deste mês e, logo a seguir, avança para a criação de um novo partido político."

 

Nova força política defende regresso da prisão perpétua, castração química, proibição do casamento gay e redução de deputados para 100.

 

[Na imagem recorte de entrevista a Bolsonaro em 1999. Via]

 

 

 

 

Next level

por josé simões, em 15.09.17

 

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Houve um tempo em que os partidos da extrema-direita faziam o papel que tinham de fazer, lançar os temas para a praça pública, acirrar os medos na massa anónima, que depois a direita do "sentido de Estado", e alguma esquerda do arco e balão da governação, passavam a papel de Lei. Estado securitário, restrições e supressões de direitos, liberdades e garantias, em nome da segurança interna e da segurança dos cidadãos, da defesa do Estado, contra um inimigo externo - imigração, contra um inimigo interno - minorias, religiosas, étnicas ou políticas.

 

Agora temos a direita radical que, sem coragem para se apresentar a eleições com um  programa próprio a dizer ao que é que vinha, tomou um partido por dentro - "social-democracia sempre!" e foi a votos escondida numa mentira, a governar quatro anos na mentira, a acirrar os medos na massa anónima - o "não há dinheiro para nada, o "gorduras do Estado", o "viver acima das nossas possibilidades", o "Estado a mais na vida das pessoas", contra um inimigo interno - os funcionários públicos, as regalias dos reformados e pensionistas, os calaceiros do subsídio de desemprego e os chulos do RSI, e o inimigo externo - a Troika da intervenção externa que os obrigava a levar à prática um programa que  apesar de não ser o deles,  os obrigava a ir mais além para corrigir 40 anos de más governações e construir o homem novo.

 

Há agora que ensaiar um novo caminho, inspirado no sucesso de Trump n' América, nestes tempos de descompressão, da 'Geringonça' e das esquerdas, que afinal não são tão feias quanto o pintam. O mesmo conteúdo numa forma diferente e com a mesma prática - a mentira, com uma nuance, ser-se aquilo que não se é, a arte de passar para a opinião pública exactamente o oposto daquilo que se faz e que se pretende, a ensaiar num subúrbio urbano da capital o sucesso de uma estratégia a aplicar no plano nacional.

 

Passos ao lado de André Ventura: "Não podemos ter medo dos demagogos e dos populistas que permitem que situações injustas perdurem"

 

 

 

 

 

Dress code

por josé simões, em 24.08.17

 

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Loures. Candidata do PS admite coligação com André Ventura

 

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Uma puta de gema. Capítulo II

por josé simões, em 23.07.17

 

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"Quem prevarica evidentemente tem que ser punido, seja cigano, seja muçulmano, seja um português qualquer normal. O Conselheiro de Estado Luís Marques Mendes no telejornal da SIC pedagogicamente a ensinar ao povo ignaro que em Portugal há portugueses normais e há ciganos e muçulmanos e que um cigano e um muçulmano não podem ser portugueses e que um cigano e um muçulmano não são cidadãos normais

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

Uma puta de gema. Capítulo I

 

 

 

 

Sturmabteilung

por josé simões, em 22.07.17

 

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Vota PSD

 

[Sturmabteilung]