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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| A Prima Vera

por josé simões, em 28.08.12

 

 

 

Educadoras de infância precisam-se.

 

[Imagem de Mike Dowson]

 

 

 

 

 

 

|| 30 anos a ressacar (capítulo II)

por josé simões, em 07.04.09

 

Com excepção talvez para os próprios e para a multidãozinha de fiéis seguidores, a importância dos Xutos & Pontapés na música moderna portuguesa, e particularmente no rock cantado em português, é igual a zero.

 

Uma carreira bem construída e alicerçada numa teia de amiguismos e cumplicidades, envolvendo editoras, media, e outros primos e parentes, mais ou menos chegados, no ramo musical. Nada de novo e nada que não se faça noutras latitudes onde os comércios musicais envolvem números com muitos mais zeros à direita. Não descobriram a pólvora; nem sequer a roda.

 

Num futuro próximo, quando se fizer a história da rock ’alhada lusa, fica um rodapé para uma banda que durou mais de 30 anos e cujos músicos morreram gordos e ricos.

 

O que (ainda!) me surpreende é a ausência de imunidades à teia; era para ter escrito “a amplitude do polvo”, mas achei que era forte demais, que leva a que, com uma véspera recheada de acontecimentos, que vão desde a polémica envolvendo os medicamentos genéricos e a Ass. Nacional de Farmácias, passando pelas declarações de Mário Soares e Vital Moreira sobre Durão Barroso, a prescrição pelo Fisco de 3, 7 milhões de euros, ou até Obama na Europa, o Público tenha optado por escolher preencher a coluna Blogues em Papel com o tema “Os Xutos & Pontapés Têm Um Novo Disco”. Dois blogues num happy Rejoice in the Lord, como não podia deixar de ser.

 

Mais um a juntar aos companheiros de longa data, Blitz e RFM.

Prognósticos para a próxima etapa: o dj Vibe (outro escorregadio destas andanças promocionais) remistura um tema dos Xutos. Aceitam-se apostas.

 

(Foto de Maciej Dakowicz via Daily Telegraph)

 

Adenda: 30 anos a ressacar (capitulo I)

 

Promoção, cunha, amiguismo. O que quiserem.

por josé simões, em 23.12.08

 

É um disco que não vale um caralho, como é o Companhia das Índias do Rui Reininho, não sair de tudo o que é jornal e revista, e mais as entrevistas nas televisões e o tocar de manhã à noite nas rádios. Assim como já havia sido com a sofrível Rita Redshoes.

 

Fosse, por exemplo, nos Estados Unidos, e nunca passavam daquelas rádios com montes de iniciais, tipo KCLW Radio, naquelas cidades perdidas dum qualquer North Dakota ou Wyoming, como nos filmes, em que o dj de serviço conhece toda a população.

 

É em Lisboa e é o famoso lobbie dos amigos da capital. No fundo é uma qualquer cidade perdida num qualquer estado da União Europeia.

 

(Apesar do Reininho ser do Porto e estar sempre a ratar, lá vai mamando. Quem é amigo, quem é?)

 

Adenda: a propósito dos amigos dos amigos dos amigos de Lisboa, ler Amnésia Virtual.