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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 13.06.19

 

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               O secretário-geral da ONU na capa da Time

 

 

 

 

Vancouver, Main Street and King Edward Avenue

por josé simões, em 10.06.19

 

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More than 8 million tons of plastic are dumped in our oceans every year

 

 

 

 

Por mais campanhas que se façam

por josé simões, em 05.06.19

 

 

 

Não é só o lixo e o plástico que continuam a ir para o chão e para o rio e daí para o mar, quase 80 mil toneladas compostos por 1,8 mil milhões de fragmentos estão no oceano Pacífico entre a Califórnia e o Havai, uma área equivalente a três vezes a França, até entrar na cadeia alimentar de peixes e humanos, depois do prejuízo e dos danos irreparáveis nos habitats marinhos, como quem devia contribuir para a resolução do problema faz como se ele não fosse seu/ nosso.

 

Os da ponte mais abaixo que se amanhem que aqui o problema já está resolvido. Se fosse no Alentejo diziam "é ingenhêro".

 

Foi no dia 3 de Junho, na Sérvia, um país na agenda para o alargamento futuro da União Europeia.

 

 

 

 

Ciclicamente estas coisas repetem-se perante a nossa passividade

por josé simões, em 30.05.19

 

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Da última vez que falaram em "petróleo de Portugal" - eucalipto, lixaram de tal maneira o ordenamento do território e o equilíbrio da biodiversidade que ainda hoje pagamos por isso, nós, os que não lucrámos nem lucramos nada. Uns quantos pequenos proprietários do minifúndio que conseguem compor o orçamento com o crescimento a eito de eucalipto que escape aos incêndios de Verão, em terreno outrora usado em culturas tradicionais, e as celuloses dos lucros a distribuir por meia dúzia de accionistas. Combate às chamas, ajuda às vítimas dos incêndios, desertificação - fauna, flora e humana, do território fica a expensas do suspeito do costume, o contribuinte. E estamos a falar só - só - de arrancar árvores e plantar árvores. Afinal parece que o petróleo de Portugal já não é o petróleo de Portugal porque há outro petróleo de Portugal. O resto, as cenas dos próximos capítulos são só uma repetição das cenas dos últimos capítulos.  

 

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Greve Climática Estudantil

por josé simões, em 15.03.19

 

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[Imagens encontradas no Twitter via hastag #FazPeloClima]

 

 

 

 

Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 22.12.18

 

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A capa da M Le magazine du Monde

 

 

 

 

Onde é que existe um rio azul igual ao meu?

por josé simões, em 07.12.18

 

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Que em certos dias tem a mesma cor do céu

 

 

 

 

A legalidade no Estado de direito como força de bloqueio

por josé simões, em 23.11.18

 

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A guerra ao Tribunal Constitucional foi só a face mais visível de todo um programa que começou com o projecto de revisão constitucional de Pedro Teixeira Pinto escondido à pressa no fundo da gaveta mais funda mas que por descuido ia caindo para a opinião pública [é mais fácil apanhar um mentiroso que um coxo] nas mui famosas tiradas de Passos Coelho, sem papel e embalado no popular "tem gosto o burro em ouvir o seu zurro", para um país atordoado por doses maciças de austeridade: "É minha profunda convicção que não é a Constituição que nos impede de reformar o Estado" ou "Já alguém perguntou aos mais de 900 mil desempregados do que lhes valeu a Constituição?".

 

O saque ao património comum em nome do crescimento económico e da criação de riqueza nos bolsos de alguns:

 

"Lançado quando Jorge Moreira da Silva era ministro do Ambiente, Ordenamento do território e Energia o RERAE visava criar um mecanismo para avaliar “a possibilidade de regularização de um conjunto significativo de unidades produtivas que não dispõem de título de exploração ou de exercício válido face às condições actuais da actividade”. Como se lê no preâmbulo do decreto de lei 165/2014, o Governo pretendia regularizar “estabelecimentos e explorações de actividades industriais, pecuárias, de operações de gestão de resíduos e de explorações de pedreiras incompatíveis com instrumentos de gestão territorial e ou condicionantes ao uso do solo”. Algumas dessas incompatibilidades, lê-se, são as “desconformidade com os planos de ordenamento do território vigentes ou com servidões administrativas e restrições de utilidade pública”."

 

Regime extraordinário lançado pelo Governo Passos Coelho visava regularizar as indústrias cuja manutenção da actividade era incompatível com os instrumentos de gestão territorial.

 

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Contaminado pela ideologia

por josé simões, em 19.11.18

 

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Quando Diogo da Silveira, presidente da Celpa e CEO da Navigator, sai do silêncio [sic] para vir proclamar que "a ideologia tem contaminado o debate sobre a floresta" não se está a referir à ideologia que, sem qualquer debate, disse às pessoas que o eucalipto era o "petróleo verde" e que era possível enriquecer rapidamente e com um mínimo de trabalho desde que as espécies nativas fossem substituídas por esse maná nascido do chão por cima de toda a folha, caduca ou permanente, e sem qualquer preocupação ambiental, climática, ou sustentabilidade ecológica, e com a cumplicidade do poder político-autárquico nas alterações e atropelos ás Reservas Agrícola e Ecológica Nacional, ou está?

 

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Post-scriptum: Todos nos recordamos dos académicos e dos estudos científicos que não só nos garantiam que o tabaco não matava como alguns até afiançavam que era bom para a saúde.

 

 

 

 

Diz não ás dragas!

por josé simões, em 15.11.18

 

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Onde é agora o popularmente denominado "Cais da Autoeuropa" era uma praia paralela ao rio com 100 metros de areão e um restaurante. A "civilização" e o "crescimento económico" aos 100 metros paralelos ao rio roubou ainda mais 300 em comprimento. Agora queixam-se todos que o Portinho da Arrábida está a desaparecer e que no lugar do "Monte de Areia" ou "Monte Branco" há hoje um pedregulho e que onde antes havia areia branca e fina estão calhaus escuros e grandes a rebolar ao sabor das ondas.

Não contentes com o desaparecimento da praia da Cachofarra/ Vila Maria e o do Portinho da Arrábida, em prol do desenvolvimento e das exportações e da criação de riqueza, vão agora proceder à dragagem de 6,5 milhões de metros cúbicos de areia do estuário do Sado para possibilitar navegação a navios de grande calado, com o Porto de Sines aqui ao lado à espera das obras na via rápida de "Santa Engrácia", que desde o "marcelismo" nunca mais a ligam a lado nenhum, nem sequer à auto-estrada, e do caminho-de-ferro que havia de ligar à Europa o porto "que se vê do Panamá".

Há coisas que cansa estar sempre a repetir.

 

[Na imagem grafitti numa rua de Setúbal]

 

 

 

 

Agora que é moda falar da praga em que se tornou o plástico

por josé simões, em 08.06.18

 

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São dezenas de copos todos os dias só nesta máquina. Agora que já ninguém sabe beber água de outra maneira é transpor isto para a escala de uma cidade, de um país, de um continente, de um planeta. Se calhar era por aqui que os governos podiam começar o combate e dar o exemplo: erradicar estes copos de todas as repartições públicas e organismos do Estado.

 

 

 

 

Enquanto andamos todos entretidos com o futebol

por josé simões, em 18.05.18

 

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Governo aprova furo de petróleo em Aljezur e dispensa estudo de impacto ambiental.

 

[Imagem de William Cox]

 

 

 

 

Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 17.05.18

 

 

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A capa da National Geographic.

 

 

 

 

E o juiz não ter citado a Bíblia no acordão já é um avanço civilizacional

por josé simões, em 29.03.18

 

 

 

[...] a empresa de celulose situada em Vila Velha de Ródão (distrito de Castelo Branco) recorreu judicialmente dos dois processos já decididos administrativamente, sendo que num deles lhe foi aplicada uma coima de 12.500 euros e no outro, ainda a aguardar decisão do Tribunal, de 48.000 euros.

 

No caso da coima de 12.500 euros, o Tribunal reduziu esse valor para 6.000 euros "e decidiu substituir o pagamento da coima por uma admoestação, ou seja, por uma repreensão escrita.

 

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O bolso do contribuinte é um poço sem fundo

por josé simões, em 14.03.18

 

Hillerbrand + Magsamen, Ophelia, from the series ‘Higher Ground,’ 2012.jpg

 

 

250 mil € do contribuinte, meio milhão, contas da autarquia, para reparar estragos provocados pelo mau tempo no Algarve, das câmaras, como não há igual no país, que embolsaram milhões de euros em sisas e licenças de construção em dunas e falésias e ribeiras e linhas de água e alterações ao PDM, que permitiram urbanizações em zonas de Reserva Ecológica e Reserva Agrícola Nacional, primeiras vítimas das intempéries.

 

Quando toca a mais-valias é toda uma clique que gravita à roda do centrão ligado ao poder democrático autárquico, quando toca ao prejuízo a rifa sai sempre ao suspeito do costume, o constituinte., É isto, não é?

 

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