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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Refugiado é quando as televisões quiserem

por josé simões, em 13.12.19

 

Casablanca_Sun.jpg

 

 

Depois de na quarta-feira, dia 11, a directora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras ter dito que o estatuto a aplicar aos marroquinos que deram à costa no reino do Algarve era o da protecção internacional, na sexta-feira, dia 13, as televisões continuam com o "estatuto de refugiado" para aqui e o "estatuto do refugiado" para acolá e o "estatuto do refugiado" a convocar uns programas de "opinião pública", onde os matarruanos trogloditas, potenciais eleitores do CDS e do Chega, espumam ódio a cada telefonema, enquanto propagam fake news dos subsídios a pagar pelo bom povo português aos manhosos dos berberes, da raça lusitana em perigo se a moda pega, da invasão muçulmana que vai agora começar, da cristandade em perigo, da imigração ilegal que vem roubar os empregos e o diabo a sete, sem que ninguém questione por que cargas de água o "estatuto do refugiado" havia de ser concedido, se acaso Marrocos está em guerra, se Marrocos é um Estado pária, se Marrocos não tem assento nas organizações internacionais, se Portugal não tem relações políticas, e comerciais em todas as áreas, com o reino de Marrocos.

 

[Imagem de autor desconhecido] 

 

 

 

 

"Sigamos o Cherne"

por josé simões, em 23.05.19

 

Present & Correct.jpg

 

 

Se ao menos fizessem como o Governo do Partido Socialista de António Costa que aprovou a prospecção de petróleo na Costa Vicentina e no Algarce como medida de combate às alterações climáticas.

 

António Costa acusou hoje PSD e CDS-PP de nada fazerem para combaterem as alterações climáticas, afirmando que votaram contra a redução do preço dos passes sociais e que o anterior Governo desinvestiu no transporte público.

 

                    "Sigamos o cherne, minha amiga!
                    Desçamos ao fundo do desejo
                    Atrás de muito mais que a fantasia
                    E aceitemos, até, do cherne um beijo,
                    Senão já com amor, com alegria…
                    Em cada um de nós circula o cherne,
                    Quase sempre mentido e olvidado.
                    Em água silenciosa de passado
                    Circula o cherne: traído
                    Peixe recalcado…

 

                    Sigamos, pois, o cherne, antes que venha,
                    Já morto, boiar ao lume de água,
                    Nos olhos rasos de água,
                    Quando mentido o cherne a vida inteira,
                    Não somos mais que solidão e mágoa…"

 

[Imagem]

 

 

 

 

O bolso do contribuinte é um poço sem fundo

por josé simões, em 14.03.18

 

Hillerbrand + Magsamen, Ophelia, from the series ‘Higher Ground,’ 2012.jpg

 

 

250 mil € do contribuinte, meio milhão, contas da autarquia, para reparar estragos provocados pelo mau tempo no Algarve, das câmaras, como não há igual no país, que embolsaram milhões de euros em sisas e licenças de construção em dunas e falésias e ribeiras e linhas de água e alterações ao PDM, que permitiram urbanizações em zonas de Reserva Ecológica e Reserva Agrícola Nacional, primeiras vítimas das intempéries.

 

Quando toca a mais-valias é toda uma clique que gravita à roda do centrão ligado ao poder democrático autárquico, quando toca ao prejuízo a rifa sai sempre ao suspeito do costume, o constituinte., É isto, não é?

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

Ainda que mal pergunte

por josé simões, em 20.11.17

 

 

 

Como é que estamos de campos de golfe no Allgarve? [com dois éles e 9 milhões de euros a voarem do bolso do contribuinte].

 

 

 

 

||| Vou ali é já venho

por josé simões, em 14.07.14

 

 

 

Boas férias também para vosotros.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Também constava no memorando de entendimento "assinado pelo Partido Socialista"

por josé simões, em 03.03.14

 

 

 

Agricultura fecha zona agrária de Silves, principal centro de produção de citrinos do país

 

"Faz algum sentido mandar para Portimão, uma terra de peixe, o pessoal da agricultura?"

 

[O relógio de Paulo Portas na imagem]

 

 

 

 

 

 

||| O Triunfo dos Leitões

por josé simões, em 14.01.14

 

 

|| Natal é quando um Governo quiser

por josé simões, em 25.12.12

 

 

 

A lengalenga d' "a herança que vamos deixar às gerações futuras" nunca é chamada a debate quando se trata de questões ambientais e de protecção da natureza. Continua o saque, a coberto do argumento da criação de riqueza – para meia dúzia, às custas do património comum de milhões; da criação de não-sei-quantos postos de trabalho, directos e indirectos – que nunca ninguém se lembra de pedir a inventariação, a jusante, e a confirmação, a montante.

 

Uma certeza: onde antes havia natureza, biodiversidade e ecossistema, passa a haver natureza morta, betão, e um ecossistema que começa no aparador da relva e no caddy e tem no topo da cadeia alimentar o dono da conta no offshore.

 

 

«O Governo, para tentar acelerar o projecto, inserido na Rede Natura 2000, conferiu-lhe o estatuto de "relevante interesse público"

 

[…]

 

Uma parcela significativa dos terrenos situa-se em Rede Natura 2000 e integra o Plano de Bacia Hidrográfica das Ribeiras do Algarve.»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 18.11.12

 

 

 

«estava a utilizar um tom irónico em resposta a uma pergunta»

 

[Imagem Slava’s Snowshow, Royal Festival Hall, London by Mick Tsikas]

 

 

 

 

 

 

|| Conselho de Coordenação da Coligação

por josé simões, em 17.11.12

 

 

 

"Lamento que não tenha sido possível da parte do senhor ministro da Administração Interna uma declaração mais esclarecedora quanto à intervenção do Governo", disse.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Fazer merda com a consciência de que se está a fazer merda

por josé simões, em 30.06.12

 

 

 

Daqui por uns anos, e depois de concluído o projecto, o Algarve que vai aparecer para ser vendido, aos bifes e aos boches e aos amAricanos ricos e aos reformados holandeses, nos folhetos das agências, vai ser o Algarve com imagens e fotografias tiradas antes da construção do projecto.

 

[Imagem de Samuela Lepori]

 

 

 

 

 

|| O "Algarve" do smooth jazz n’ soul

por josé simões, em 12.06.12

 

 

 

A primeira tournée mundial de Sade Adu em 10 anos é vendida apresentada nos spots televisivos com imagens e sons de há 20 anos [atrás, como sói agora dizer-se]. Faz lembrar o Algarve nos folhetos das agências de turismo, com imagens de antes de ter sido tomado de assalto pelos construtores civis a soldo das autarquias e dos PIN de José Sócrates.

 

«No need to ask, He's a smooth operator,, Smooth operator, lai-lai-lai…»

 

 

 

 

 

 

|| Para acabar de vez com o país

por josé simões, em 09.04.12

 

 

 

E não lhes ocorreu colocar cabines de portagem, com pagamento automático, Via Verde, e portageiros, escudados na desculpa de mau-pagador, para o efeito renomeada de "problemas técnicos", porque há muitos nós e muitas entradas e muitas saídas e muita falta de vontade.

E cabines de portagem implica investimento que é coisa que está fora do horizonte visual deste Governo que só vê lucro no imediato, portageiros implica criação de emprego e direitos e encargos com a Segurança Social e, por enquanto, o pessoal do RSI só vai trabalhar de graça para as autarquias e IPSS.

Quando o trabalho escravo for extensível a toda a economia talvez, mas se calhar já é tarde. Para o turismo, para a economia, para o país.

 

 

 

 

 

 

 

|| Gitchi Manitou (*)

por josé simões, em 01.11.10

 

 

 

Os índios também faziam a dança da chuva:

 

«Católicos algarvios vão rezar dia e noite durante duas semanas sem parar contra a falta de sacerdotes na região»

 

(*)

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

 

 

|| Bem Parece – Albufeira by night (Allgarve 2010, relatório e contas)

por josé simões, em 04.09.10

 

 

 

 

 

Começa tudo logo na descida da Avenida do MFA pelas bifas acabadinhas de chegar em contentores via Easyjet ou Ryanair - as branquinhas peixe-rei virgens, as vermelhas gamba já com quilómetros - em produções fashion-estronça do tempo jurássico em que se ia a Londres via Porfirios para andar na moda, e a caminho da rua dos encontrões que é como quem diz onde estão os bares house pimba ou comercial “só grandes músicas”, com mini-saias pelo umbigo e sem roupa interior ou com as banhas a sair pelo cós das calças e as mamas apertadas pelo soutien dois números abaixo do número,  à procura do verdadeiro macho latino, clone do Cristiano Ronaldo com três botões da camisa desabotoados a mostrar a ausência capilar e com uma amêijoa em cada orelha. O Zezé Camarinha está velho e está lá na Rocha, o middle age Allgarve do tempo em que o Algarve se escrevia só com um éle, e onde não se passa nada. As outras bifas, as que sobram, não são bifas, são indígenas clones perfeitos das bifas que pensam que se forem como as originais pescam alguma coisa, nem que seja ao chichorro. Acabam a pescar as sobras do primeiro arrasto da noite, os clones menos clones do CR7, ou aqueles que nem thank you sabem dizer malgré o Novas Oportunidades. Tudo está bem quando acaba bem.

 

Fuck me, I’m famous. David Guetta até tocava naquela coisa sem nome que dá pelo nome de Kadoc. Falando num algarvio irrepreensível: Maldita aora; nunca havera de sair de Legues!

 

(Bem Parece é o nome de uma panificadora em Albufeira com sitio logo ao cimo da Av. do MFA e que me pareceu ficar bem como título do post)

 

(Em stereo)