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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O Reinado de Xanana

por josé simões, em 07.03.07

 Perante a passividade e complacência de Xanana Gusmão foi peão das suas mais que suspeitas manobras contra o Primeiro-ministro eleito Mari Alkatiri, mesmo que isso implicasse instabilidade e perda da já pouca qualidade de vida da população timorense. Agora Reinado, o major, ganhou asas e tornou-se uma ameaça. Xanana perdeu o controle sobre a personagem que criou. Aguente-se!

 

Ainda houve quem – eu incluído – se questionasse sobre o silêncio e passividade da Igreja Católica em todo este processo de golpe de Estado camuflado; seria por Mari Alkatiri ser muçulmano?

As minhas dúvidas mais se adensaram, depois de em Dezembro do ano passado, em palestra evocativa da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promovida pela Ordem dos Advogados no Salão Nobre da Câmara de Setúbal que contou com a presença do Nobel da Paz D. Ximenes Belo, a questão da importância da confissão religiosa de Alkatiri ter sido por mim colocada ao Bispo e perante a resposta “enrolada” que recebi.

 

Há dias atrás foi outro Nobel da Paz, Ramos Horta, a sublinhar as consultas efectuadas à Igreja, numa sondagem de opinião que legitimasse a sua candidatura presidencial.

 

Mas os silêncios e, aparente alheamento da Igreja mantêm-se. Que Reinado já não serve os obscuros interesses de Xanana é dado adquirido. Mas na mais jovem Nação do globo, onde a única autoridade reconhecida por todos é precisamente a Igreja Católica, ao ponto de ser necessário o seu aval para o sucesso de uma candidatura presidencial; fundamental que foi a sua acção na luta contra a ocupação indonésia, este silêncio é ensurdecedor.