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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

"À meia volta"

por josé simões, em 16.10.17

 

Adriano Miranda, Vouzela.jpg

 

 

Sintomático que os distritos mais afectados pela tragédia dos incêndios no Anno Domini 2017, devido à desertificação do território e à falta de uma exploração sustentada da terra e do meio ambiente, por via das Políticas Agrícolas Comuns assinadas a troco de 30 dinheiros para abate e abandono, convertidos em casario, barcos, parque automóvel e no deixar crescer do eucalipto, tenham sido aqueles onde Cavaco Silva teve as mais expressivas maiorias absolutas.

 

[Imagem "Ventosa, Vouzela, 16 de Outubro de 2017", Adriano Miranda]

 

 

 

 

Descubra as diferenças

por josé simões, em 28.06.17

 

 

 

Queremos ter mais metros cúbicos de eucalipto mas na mesma área

 

Não haverá mais um único hectare de eucalipto em Portugal

 

 

 

 

||| A brincar às sanções

por josé simões, em 18.08.14

 

 

 

No fundo a nova "reforma" da Política Agrícola Comum é mais do mesmo, quando os agricultores portugueses, em particular, e os europeus, em geral, eram pagos para não produzir e para manter a paz social nas auto-estradas e vias de comunicação entre a Espanha, França, Itália e a Alemanha. Agora os contribuintes europeus vão pagar 125 milhões de euros aos agricultores europeus afectados pelo embargo russo ou, como diz a comunicação social, a UE vai dar 125 milhões de euros aos produtores afectados pelo embargo russo. Quando a Argentina e o Brasil começarem a suprir as necessidades russas no campo da pecuária cá estarão os contribuintes europeus, perdão a União Europeia, para manter a paz social e a livre circulação de pessoas e bens nas auto-estradas e vias de comunicação entre o Pays-Bas, a França e a Alemanha.

 

Preocupamo-nos muuuuuito com a europeização da Ucrânia democracia na Ucrânia e a estalinização de Putin mas fomentamos o caos e a anarquia na Líbia e e no Iraque, negociamos com as cleptocracias africanas e as ditaduras árabes e fechamos os olhos aos atropelos aos direitos humanos na China. Se calhar é porque o dinheiro do contribuinte europeu não chega para tudo.

 

 

 

 

 

 

||| Também constava no memorando de entendimento "assinado pelo Partido Socialista"

por josé simões, em 03.03.14

 

 

 

Agricultura fecha zona agrária de Silves, principal centro de produção de citrinos do país

 

"Faz algum sentido mandar para Portimão, uma terra de peixe, o pessoal da agricultura?"

 

[O relógio de Paulo Portas na imagem]

 

 

 

 

 

 

||| Muito obrigado España

por josé simões, em 19.02.14

 

 

 

Cavaco Silva, O Avisador, quando nunca se enganava e raramente tinha dúvidas, pagou para arrancar olival. Filipe González, José María Aznar, José Luis Zapatero, e isto sim é consenso e visão e grandes opções estratégicas, muito diferente da "união nacional" passista que rima com passadista, pagaram para comprar terreno de olival arrancado em Portugal.

 

«Produção de azeitona foi a maior dos últimos 50 anos»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 06.09.13

 

 

 

O primeiro-ministro francês, da França do bolo da Política Agrícola Comum.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| O engenheiro Sousa Veloso, upgrade

por josé simões, em 10.06.13

 

 

 

Despender 40 – Quarenta – 40 minutos de discurso no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, para falar do património histórico e arquitectónico, sem explicar porque é que uma percentagem dos milhões em fundos comunitários, nos idos em que era primeiro-ministro, não foi aplicada na sua restauração e recuperação; e a rever a história recente da agricultura portuguesa, sem eucaliptização massiva, desertificação e campos ao abandono, sem jipes nem casas com piscina nem plantações de fachada, para serem vistas da borda da estrada, como justificação para os subsídios distribuídos a eito pela clientela partidária para a desmantelarem e destruírem.

 

Nem défice, nem recessão, nem desemprego, nem crescimento económico, nem fome e miséria, que os oitenta e tal por cento de "auto-suficiência alimentar" [Stª Comba…Stª Comba…] não conseguem eliminar, nem Europa, nem nada. Depois da Casa Civil e da Casa Militar, a Casa Agrícola da Presidência da República, que ainda não tem Casa das Pescas porque, a desportiva no Guadiana, ali ao lado, não é relevante.

 

Este Presidente não existe, é um embuste. Um embuste ridículo.

 

[Na imagem cartaz de propaganda do Estado Novo]

 

 

 

 

 

 

|| Nada que um programa sobre a lavoura, e na televisão pública, não consiga superar

por josé simões, em 13.03.13

 

 

 

Paulo Portas a passear um chapéu de indignado, com um cortejo de indignados atrás de si, na FATACIL, na Ovibeja, na Golegã, na feira de S. Mateus, na…

 

 

 

 

 

|| Awesome

por josé simões, em 17.02.13

 

 

 

O Governo que clama pelo nomadismo da "mobilidade social" é o mesmo Governo que quer os jovens de volta à agricultura que foi onde e como começou a sedentarização.

 

[Imagem de Rimaldas Viksraitis]

 

 

 

 

 

 

|| Rewind/ Fast Forward buttons

por josé simões, em 31.01.13

 

 

 

Para que o Governo interfira na independência editorial da RTP recomende à televisão pública, os partidos que suportam a maioria recomendam ao Governo.

 

A linha de tempo [1960 – 1990] dada como exemplo é fabulosa. Desde Salazar até Cavaco.

 

[Na imagem cartaz de propaganda do Estado Novo]

 

 

 

 

 

 

|| Não ter vergonha na cara

por josé simões, em 21.11.12

 

 

 

Cavaco Silva que distribuiu dinheiro a rodos para abater a frota de pesca, vem agora pedir dinheiro a rodos para construir barcos.

 

Cavaco Silva que distribui dinheiro a rodos para arrancar olival e montado, vem agora pedir dinheiro a rodos para plantar oliveiras e sobreiros.

 

Cavaco Silva que distribuiu dinheiro a rodos como incentivo ao sector dos serviços, vem agora pedir dinheiro a rodos para reindustrializar o país.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Foi um trauma da infância que lhe ficou

por josé simões, em 09.06.12

 

 

 

Com idade suficiente para ter apanhado a escola primária marcelista, que diferiu da salazarista por ter acrescentado a 4.ª classe à 3.ª, e sem espírito crítico suficiente para interpretar o que lhe foi lhe foi ensinado, limitou-se a absorver e a acreditar piamente. [Limitou-se, upgrade: limita-se, vide a fé cega na escola económica austríaca]. Por exemplo, a crença profunda no mito da ruralidade, de que já tinha deixado pistas durante a campanha eleitoral. Volta agora à carga, demonstrando uma profunda e gritante ignorância sobre o que é a agricultura, sobre o que é ser agricultor. Em Portugal e em Portugal no seio da União Europeia. Uma sachola e um ancinho, as couves e as batatas, a mulher em casa mais os filhos e os passarinhos nas árvores a cantar.

 

 

 

 

 

 

|| Na Europa da Política Agrícola Comum

por josé simões, em 18.04.12

 

 

 

E do pagar para abater e arrancar, do subsidiar para não produzir, este paleio da auto-suficiência alimentar transporta-me inevitavelmente para outras auto-suficiências. Cheira a mofo de quase 100 anos.

 

«Onde eram escalvados os montes, ressequidos os campos e intransitáveis os caminhos, já reverdecem pinhais, brilham louras searas e magníficas estradas cortam Portugal de lés a lés»

 

 

[Na imagem pintura inspirada na fotografia de Brian Griffin que serviu de capa ao álbum dos Depeche Mode "A Broken Frame"]

 

 

 

 

 

 

|| Servos da Gleba

por josé simões, em 13.04.12

 

 

 

A classe social mais baixa, um degrau imediatamente acima de escravo. E a gente aprendia na escola, pelo menos até Nuno Crato ser ministro da Educação, que tinha surgido pela transformação da estrutura fundiária do Império Romano e que começou a entrar em declínio, na Europa continental, com a Revolução Francesa, a tal da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, que provoca arrepios a este Governo, particularmente à ala CDS, porque parece que morreram pessoas [a gente faz que acredita que é por isso], coisa nunca vista numa revolução – morrer gente.

 

«na agricultura "não falta emprego, falta é gente para trabalhar"»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Populismo manhoso vs. “sentido de Estado”, manhoso também

por josé simões, em 16.03.12

 

 

 

E era nestas alturas que o homem aparecia em tudo o que era feira agro-pecuária, de norte a sul do país, com um Rosa & Teixeira enfiado na cabeça, a imitar os chapéus dos agricultores, e a exigir do Governo tudo aquilo que agora diz não bastar.

 

[Imagem]