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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Estranha concepção de democracia...

por josé simões, em 04.03.20

 

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O primeiro-ministro, António Costa, disse esta quarta-feira que "não é legítimo" que qualquer município limite projectos de interesse nacional

 

Não há maior legitimidade em democracia do que a das populações decidirem, directamente ou por interposta pessoa - o poder autárquico eleito, o que é do seu interesse e bater o pé ao poder do Estado central, se for caso disso, e no caso da prepotência de um Estado que decide primeiro e pergunta depois ao invés de encontrar alternativas e negociar soluções. O que é que António Costa vai fazer a seguir, obrigar as populações a trabalhar na construção do aeroporto e depois deportá-las para [re]povoar as Beiras ou o interior de Trás-os-Montes?

 

 

 

 

António Costa a fazer-se desentendido

por josé simões, em 27.02.20

 

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Existe o "Plano A", o aeroporto em Alcochete, consensual no país e nas autarquias da Península de Setúbal, as do PS incluídas, até o PS lhes dar ordens para tomarem posição pelo aeroporto no Montijo, o tal inventado pelo governo da troika Passos Coelho/ Paulo Portas, para que não se dissesse que iam recuperar uma obra do Sócras, o esbanjador, o endividador, aproveitado pelo PS de António Costa, porque José Sócrates ainda tem peçonha na história recente do partido e porque a Vinci assim o quer.

 

António Costa a fazer-se desentendido: "António Costa está "perplexo" com a posição do PSD sobre o aeroporto do Montijo porque foi o Governo de Passos Coelho, que tomou a decisão de construir aí o novo aeroporto. O Primeiro-Ministro apela ao sentido de responsabilidade e garante que não há plano B".

 

[Imagem]

 

 

 

 

Deixem o PS trabalhar!

por josé simões, em 26.02.20

 

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Eram manifestamente exageradas as notícias que davam conta da morte do velho PS, trafulha, da clientela política ligada ao pato-bravismo da construção civil à sombra do Estado, à especulação imobiliária, aos interesses privados que dão sempre na porta giratória público-privado-público, que se entreteve a negociar com a Vinci a localização do aeroporto do Montijo, ignorando o poder autárquico democrático e o aeroporto em Alcochete, com o apoio das câmaras comunistas e das câmaras PS, até o PS lhes dizer que tinham de apoiar a construção de outro aeroporto, decidido pelo PS, que decidiu a lei que agora se propõe alterar porque não diz aquilo que o PS quer que diga, a chamada democracia por medida e a pedido. O PS da governação autárquica bloqueada pelo Tribunal de Contas e pelas autarquias comunistas, que por pura maldade e falta de sentido de Estado não conseguem ver a "visão socialista para a região de Setúbal" [minuto 37:40], o finalmente malfadado investimento no "Deserto do Já Mé", sem a terceira travessia do Tejo, não vá algum atentado terrorista partir o país em dois, sem a plataforma logística Poceirão-Marateca, sem a linha de alta velocidade, sem a autoestrada do Baixo Alentejo entre Sines e Beja, sem a ligação ferroviária a ligar o terminal de Sines a Espanha. Deixem o PS trabalhar!

 

 

 

 

A bolsonarização do PS

por josé simões, em 18.02.20

 

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Pássaros do Montijo não são estúpidos e podem adaptar-se ao novo aeroporto. "Os caranguejos podem ser lentos, mas não estão em extinção".

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

O peixe é inteligente. Quando vê uma mancha de petróleo, foge

 

 

 

 

O contorcionista

por josé simões, em 27.12.19

 

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"O ministro do Ambiente e da Transição Energética garantiu hoje que a base aérea do Montijo é segura para ser transformada no novo aeroporto complementar de Lisboa."

 

O ministro do Ambiente apontou que o futuro aeroporto da região de Lisboa não está sujeito a inundações por estar mais afastado do litoral.

 

 

"O ministro do Ambiente e da Transição Energética sugeriu no início desta semana que algumas aldeias do Baixo Mondego podem vir a ter de ser deslocalizadas no futuro devido às cheias que atingem periodicamente aquela região."

 

Ministro do Ambiente sobre deslocalização de populações: “Não faz sentido ser tabu e não ser discutida em democracia por todos”

 

 

 

 

Mortal

por josé simões, em 18.11.19

 

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"O chairman da ANA elogia o ministro das Infraestruturas no dossiê Montijo por não ser de meias medidas. "Quando é não, é não, Quando é sim, é sim"."

 

José Luís Arnaut: "com Pedro Nuno Santos recuperámos três anos perdidos"

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

"Grândola Vila Morena, Terra da Fraternidade"

por josé simões, em 23.04.19

 

 

 

Para bom entendedor...

 

 

 

 

"Estudo de Impacto Ambiental"

por josé simões, em 08.01.19

 

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Num passado recente o "estudo de impacto ambiental" era feito pela empresa pertença do grupo que ia construir o hotel ou o campo de golfe que por sua vez pertencia ao grupo do banco que ia financiar o projecto.

 

Os milhares de empregos previstos e a realidade das dezenas, e precários, criados [é]ra outra história.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Make Distrito de Setúbal Great Again, Chapter II

por josé simões, em 26.05.17

 

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Por um misto de inépcia, preguiça e ignorância dos jornalistas da praça, continuam sem contraditório as doses maciças de propaganda pelo ministro Pedro Marques e os 20 mil empregos directos e indirectos com o novo aeroporto no Montijo, quando uma busca rápida no Google com "direct and indirect employment Heathrow airport" [repetir subsituindo Heathrow por Charles De Gaulle ou por Rhein-Main Flughafen] mostra, por comparação com as dimensões de cada um e o movimento de passageiros e aviões o empolamento das previsões.

 

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Make Distrito de Setúbal Great Again, I

 

 

 

 

O triunfo da imbecilidade

por josé simões, em 28.03.17

 

 

 

Melhor que o aeroporto do Funchal ter o nome de Cristiano Ró-náldo é a família do Cristiano Ró-náldo, a todas as horas certas nos canais noticiosos do cabo, que sim senhor, que acham muito bem que o aeroporto do Funchal se chame aeroporto Cristiano Ró-náldo.

 

 

 

 

Make Distrito de Setúbal Great Again

por josé simões, em 16.02.17

 

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Nos idos dos PIN - Projectos de Potencial Interesse Nacional, o saque à Reserva Ecológica Nacional e à Reserva Agrícola, o saque ao património nacional comum trazia sempre às costas a justificação dos postos de trabalho criados. Qualquer hotelzeco com mais de 3 estrelas, campo de golfe ou resort de luxo, construído onde anteriormente era proibido montar uma tenda de campismo selvagem, vinha sempre com milhares de postos de trabalho, directos ou indirectos, no horizonte. Nunca ninguém se lembrou de os confirmar, dez e mais anos que são passados, o impacto nas economias locais, a criação de riqueza para as populações.

 

Ontem ouvimos todos Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, anunciar perante uma sala cheia de gente, e ainda mais as televisões e as rádios, a criação de 20 - vinte - 20 mil postos de trabalho com as low cost no Montijo, sem que ninguém na sala esboçasse sequer um sorriso e sem que a comunicação social fizesse perguntas. Vinte mil por uma "pista de skate" na margem sul comparativamente com os mais de 70 mil de Heathrow, um dos maiores aeroportos da Europa e do mundo. Só faltou juntar o indicador e o polegar e proclamar Let's Make Distrito de Setúbal Great Again.

 

#FakeNews #Sad

 

 

 

 

 

Os otomanos que se lixem

por josé simões, em 30.06.16

 

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Mais de 24 horas passadas e ninguém tem bandeiras da Turquia nas fotos de perfil nas "redes sociais". Os otomanos que se lixem [com éfe grande].


[A imagem é da primeira página do The Independent]

 

 

 

 

|| O Posto de Comando da Cova da Moura [Cap. II]

por josé simões, em 21.04.12

 

 

 

Adivinha-se nova série de entrevistas por Judite de Sousa.

 

[O Posto de Comando da Cova da Moura, cap. I]

 

 

 

 

 

 

 

|| Visão estratégica

por josé simões, em 17.12.11

 

 

 

É ter um aeroporto novinho a estrear, numa cidade a meio caminho entre Lisboa e o Algarve e a poucos quilómetros da fronteira com Espanha, mas sem ligação por auto-estrada e por caminho-de-ferro.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

A importância do ministro

por josé simões, em 03.12.07

 

Sabia que havia um ministério do Ambiente, mas desconhecia a existência dum ministro do Ambiente; pensava até que o cargo não havia sido atribuído e estavam lá para as instalações, os funcionários e as secretárias, entregues à sua sorte; abriam e fechavam as portas no horário de expediente, davam conta da correspondência recebida e reencaminhavam e-mails e telefonemas prioritários, ou seja, relacionados com a aprovação de projectos PIN.
 
Foi pois com surpresa que ouvi um tal de Carlos da Graça Nunes Correia vir dizer que é ministro do Ambiente e que cabe ao seu ministério a última palavra sobre a localização do novo aeroporto. Como ninguém no Governo o desdisse, acredito que o homem fale verdade e seja mesmo ministro.
 
Aqui há coisa de uma semana tinha sido o da Defesa a dizer que não era por ele e pelo seu ministério que o aeroporto não se construía em Alcochete. Como na altura também ninguém o desdisse, nem sequer o mandaram calar, acredito piamente que Nuno Severiano Teixeira se quisesse e dissesse “Aqui não há aeroporto!”; não havia.
 
Ontem o ministro das Obras Públicas Transportes e Comunicações, Mário Lino Soares Correia, não veio dizer que era ele que tinha a última palavra ou que a sua opinião prevalecia sobre a dos seus colegas de ofício (que isto de ser ministro em Portugal, actualmente é mais um Ofício do que uma Arte, que o diga o do Ambiente…); deve-se ter lembrado, quiçá, da rábula “à primeira todos caem; à segunda…” e por aí fora; e não caiu. Assim à laia de vingança disse que a decisão era colectiva; do Governo no seu conjunto.
 
E Sócrates? Enquanto falam os ministros, passa pelos intervalos da chuva, que é o que mais interessa. Assim, acredita quem quer; que os ministros deste Governo são todos muito importantes, e que têm todos uma palavra a dizer, seja qual for o dossier. Não se desse o caso de termos um Primeiro que é firme e não autoritário como dizem as más-línguas, e que nunca tem dúvidas e raramente se engana (onde é que eu já li isto?).
 
Se aqui no blogue houvesse daquelas setinhas idiotas do “Sobe e Desce”, como na última página do Público, hoje a seta da subida era para o Doutor Manuel António Gomes de Almeida de PINHO, ministro da Economia e Inovação. Assim mesmo. O único Doutor deste Governo. Pelo menos o único ministro que na página oficial do ministério por si dirigido tem o nome de família em maiúsculas e o respectivo doutor antes do nome.
Mas não é por isso que leva o troféu. É que um Doutor ir à Índia em comitiva governamental, contactar empresários “índios” – era para escrever indígenas –, resistir em falar em mão-de-obra barata portuguesa, e permanecer calado é obra!