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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Um sonso chico-esperto

por josé simões, em 26.07.19

 

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Um sonso chico-esperto que passou os últimos dois anos a arengar o Governo e a 'Geringonça' e o Governo da 'Geringonça' e a 'Geringonça' cúmplice que apoia o Governo, pela falência dos serviços públicos, porque faltam médicos, porque faltam enfermeiros, porque faltam tarefeiros, e porque faltam administrativos que até para tirar o cartão de cidadão é uma tourada à antiga portuguesa nunca antes vista, propõe-se, caso ganhe as eleições, lagarto lagarto lagarto, truz truz truz, "impor medidas de gestão, eliminar desperdícios, emagrecer a administração pública", o célebre "fazer mais com menos" de Passos Coelho com os resultados conhecidos, e para captar simpatias da opinião pública, farta até à raiz dos cabelos do Comissário Mário Nogueira, lança a bisca, que mais não é que uma casca de banana, "por exemplo, há professores a mais, infelizmente". Engana-se a ele e a quem quiser ser enganado por ele.

 

[Imagem «Victor Cobo, “I Can Talk to Squirrels” Fort Bragg, CA, 2018, Archival Piezography pigment print; Courtesy of ClampArt, New York City»]

 

 

 

 

É a sorte grande

por josé simões, em 21.11.16

 

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No tsunami que vai ser a integração de milhares de precários a recibo verde nos quadros do Estado, vão vir também, mesmo na crista da onda, os recibos verde-cunha do amiguismo e do cartão do partido que, de outra forma, nunca teriam entrada na administração pública. Vai ser um fartar vilanagem para a clientela político-partidária, de todos os partidos sem excepção, com o maior impacto a ser sentido e absorvido pelas Câmaras Municipais e a legião de assessores, técnicos e licenciados de todas as áreas. É a sorte grande, a lotaria do Natal, a taluda, o El Gordo, o Euromilhões em jackpot, com Joker e tudo.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

 

||| Muda aos 10 e acaba aos 20

por josé simões, em 08.10.15

 

Ramón Masats, Madrid, 1960.jpg

 

 

A direita não radical e da responsabilidade e do "sentido de Estado", na marchinha do balão e arco da governabilidade que enche a boca de democracia leva hoje o 20.º - vigésimo – 20.º chumbo do Tribunal Constitucional. Vinte a zero.


«TC chumba participação do Governo nos acordos colectivos das 35 horas nas autarquias»


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Adenda: O David enumera-os um a um.

 

 

 

 

||| Impolutos e eticamente inatacáveis

por josé simões, em 04.09.15

 

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O Governo que se inibe de nomear dirigentes para a administração pública porque estamos a um mês das eleições é o mesmo Governo que privatiza por ajuste directo a um mês das eleições. Impolutos e eticamente inatacáveis.

 

 

 

 

||| A fórmula mágica

por josé simões, em 29.07.15

 

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A fórmula mágica para o crescimento supersónico de dois dígitos ao ano, para o infinito e mais além: baixos salários, ausência de direitos e garantias, reivindicações laborais e contestação social inexistentes, sectores chave da economia nas mãos do Estado [chinês], ginástica laboral e, tal como nas escolas, bicicletas para o povo.


«Os portugueses não comem estudos de 3 milhões de euros sobre a caracterização das deslocações dos funcionários públicos», podia ter dito Pedro Passos Coelho, mas não disse.


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||| Lisura de procedimentos

por josé simões, em 28.07.15

 

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O pormenor.


«De acordo com a deliberação, o novo responsável fica em funções "até à conclusão do procedimento concursal para recrutamento e provimento do cargo". Até agora, porém, este concurso, ao qual o actual titular se poderá candidatar, ainda não foi aberto.».


Depois, quando finalmente o "procedimento concursal" for concluído e o concurso aberto, pelo conhecimento das funções a desempenhar e do cargo a exercer, pela experiência adquirida e pela assimilação dos objectivos a atingir, há um e só um candidato em condições de ocupar o cargo. Qual é a dúvida em relação ao mérito e à competência?


E é assim desde 2011, com todos os lugares do Estado e da administração pública parasitados por gente com carradas de currículo, adquirido em 4 anos no terreno.

 

Os portugueses podem não comer TGV's mas, em contrapartida, deixam de comer para pagar, bem pago, o "para-quedismo" de quem não sabe fazer mais nada do que viver à sombra do Estado e do dinheiro do contribuinte.


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||| O pote

por josé simões, em 27.04.15

 

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Amanhã nas notícas: [Times New Roman, font size 14, bold]


"João Bilhim acredita no Pai Natal"


[Times New Roman, font size 12]


"O responsável pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública admite que foi surpreendido quando soube que, afinal, o Pai Natal não existe"


«João Bilhim não esperava que o Governo escolhesse para os centros distritais pessoas ligadas aos partidos no Executivo central.»


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||| Adivinha-se mais mérito e competência

por josé simões, em 19.03.15

 

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Ontem o Público dava conta do embuste que é a escolha dos dirigentes do Estado por parte da Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública, segundo o método introduzido por Pedro Passos Coelho em 2012.


Hoje o Jornal de Negócios avança que o Governo «vai lançar com urgência um novo concurso para a direcção da Autoridade Tributária e Aduaneira. Com as demissões do director-geral e do seu número dois, por causa da "lista VIP" de contribuintes, o fisco está sem liderança.».


Pena é não haver pão e que o circo que há com fartura não encha a barriga ao pagode.


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||| Palavras-chave

por josé simões, em 02.09.14

 

 

|| Reforma do Estado e dá-me música que estou a gostar de ouvir

por josé simões, em 17.08.13

 

 

 

«Administração pública já perdeu em 18 meses o previsto com a troika para 3 anos. Cerca de metade do emprego público perdido nestes 18 meses traduziu-se em postos de trabalho no ensino básico e secundário.

 

[…] o único incremento líquido ocorrido durante o semestre em termos de empregos criados na estrutura do governo: a presidência do conselho de ministros aumentou o seu efetivo em 377 empregos dos quais 154 foram cargos de nomeação política, políticos, mandatos ou comissões de serviços e 129 contratos a termo.»

 

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|| "Praticamente não havia dinheiro para pagar salários e pensões"

por josé simões, em 12.06.13

 

 

 

Mas agora já regressámos com sucesso aos mercados e somos vistos como um povo honrado e trabalhador.

 

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|| Mais Parque Expo?

por josé simões, em 14.09.11

 

 

 

«Pedro Passos Coelho anunciou, durante debate quinzenal no Parlamento, a […] extinção de 162 entidades públicas.»

 

A gente faz que acredita. É que ainda há muito John Michael para encaixar até 2013.

 

 

 

 

 

 

|| Não lhe passa pela cabeça chegar mais cedo

por josé simões, em 03.07.11

 

 

 

O princípio da administração pública albergue aplicado ao sector privado: Como seria o contrato de trabalho de alguém que (só) trabalha nos "minutos que antecedem o início dos filmes" para atender os Santanas deste país?

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

 

 

|| Vamos então legislar especificamente para a administração pública e sector empresarial do Estado?

por josé simões, em 29.06.11

 

 

 

Qual é o privado que concede uma ponte (ou uma tolerância de ponto) se estiver em causa o desempenho da empresa? Não era [muito] mais fácil o Governo simplesmente não conceder a ponte (e já agora a tolerância de ponto)?

 

De propaganda começamos bem: mudanças de classe em pleno voo, incentivos a mulheres parideiras e feriados sem ponte encostados ao fim-de-semana.

 

(Imagem fanada ao The Independent)

 

 

 

 

 

|| É fartar vilanagem (upgrade)

por josé simões, em 11.06.11

 

 

 

Este é o momento…de se correr atrás de lugares…” Opsss…  “Este é o momento para guardar bom recato

 

(Na imagem Joan Crawford, 1930, via Getty Images)