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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A sabedoria do Calafate

por josé simões, em 13.02.20

 

Calafate.jpg

 

 

Recorrendo a uma linguagem que até o padre Richard Bucci em Rhode Island consegue perceber "Todos seremos iguais, no reino da eternidade. Na balança da igualdade, Deus sabe quem pesa mais"

 

"A pedofilia não mata ninguém" ao contrário do aborto, diz padre norte-americano

 

 

 

 

||| Só faltaram Primo de Rivera e Francisco Franco

por josé simões, em 30.12.13

 

 

|| The World's Abortion Laws Map 2011

por josé simões, em 28.10.11

 

 

|| E lá voltamos à abortadeira de vão de escada

por josé simões, em 26.05.11

 

 

 

 

Nós até percebemos que em tempo de guerra não se limpam espingardas e que o CDS aparece a subir nas sondagens e que todos os votos contam e o voto útil e tal (ganhar a direita para perder o centro? Enfim…), mas está dito está dito, assim como também está dito, por Pedro Passos Coelho, que conta com o partido de Paulo Portas para um eventual Governo, mesmo que o PSD tenha maioria absoluta, e lá voltamos nós à abortadeira de vão de escada – e à economia paralela (pode ser considerado iniciativa privada?) – e à falta de condições de higiene e saúde – who gives a shit? Quem se lixa é a mulher – e às excursões a Esapnha e ao barco do aborto, agora mais facilitado o bloqueio porque já estão aí os submarinos, e às condenações no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

 

A seguir é o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Soltaram a matilha. Retrocesso civilizacional.

 

 

 

 

 

 

 

|| Diria mesmo: é realmente triste…

por josé simões, em 20.02.11

 

 

 

 

|| Talibans são os “outros”

por josé simões, em 22.12.10

 

 

 

 

 

|| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 29.12.09

 

 

 

Ou João César das Neves, versão israelita:

 

«O elevado número de abortos em Israel está atrasar a chegada do Messias»

 

 

 

|| Walker, o Ranger do Texas

por josé simões, em 17.12.09

 

 

 

Os problemas que nunca se teriam colocado, as guerras e os conflitos que se teriam evitado, os mártires as vidas que se teriam poupado, o(s) rumo(s) que a ciência, as artes e a cultura teriam tomado sem o obstáculo epistemológico. Os males até podiam ser os mesmos mas o mundo seria sem dúvida “a better place”, mais que não fosse pela ausência da moral do “recalcar e carregar a culpa”.

 

Pode ter uma luva de boxe no lugar do cérebro mas, ainda que não seja essa a intenção, às vezes diz coisas acertadas.

 

 

 

 

|| O Reino dos Céus

por josé simões, em 03.12.09

 

 

 

Se dúvidas ainda houvessem de que a Igreja Católica não é deste Reino mundo nem deste tempo:

 

«Cardeal diz que "homossexuais nunca entrarão no reino dos céus"»

(Se não comes a sopa toda vem aí o bicho-papão. Que meeeeedo!!!)

 

«A Igreja reconhece que o seu ponto de vista sobre o aborto é o mesmo desde a época dos romanos»

(Leia-se: “desde sempre”, uma vez que aR (antes dos romanos) não havia Igreja Católica…)

 

(Imagem de autor desconhecido)

 

 

 

Bolacha Maria, aborto e eutanásia

por josé simões, em 09.09.08

 

A propósito da chamada “fúria legislativa” tendo em vista a "correcção das injustiças", e partindo do célebre episódio da Bolacha Maria em 30 de Setembro de 74, quando um membro do então Governo resolveu tabelar por decreto o preço da bolacha, escreve hoje no Público Helena Ramos:

 

“Infelizmente, esta esquizofrenia está longe de se restringir às dinâmicas revolucionárias (…) sendo mesmo estrutural na elaboração das estratégias políticas dos partidos que fazem as democracias. O exemplo mais próximo desta linha de actuação é o actual Governo espanhol que, perante a ameaça duma grave crise económica, se entretém a anunciar como medidas fundamentais para os próximos meses a alteração à legislação sobre o aborto e o suicídio assistido, vulgo eutanásia. Um guião de humor negro não faria melhor, mas até agora esta agenda de fatalismo progressista tem conseguido preencher o vazio ideológico e proporcionar bons resultados eleitorais.”

(Na integra aqui)

 

Talvez extenuada e deslumbrada com o brilhante trabalho de artista exercício de raciocínio que é saltar da Bolacha Maria no Portugal 1974 para o aborto e a eutanásia na Espanha de 2008, Helena Ramos não se apercebe da argolada que comete: a “agenda de fatalismo progressista (…) tem conseguido (…) proporcionar bons resultados eleitorais”.

 

Porque será que o povo ignaro vota em quem lhes propõe alterações à legislação sobre o aborto e a eutanásia? Talvez por gostar de comprar a bolacha barata; o que é uma chatice…

 

Aguardemos outro brilhante raciocínio, desta vez em sentido contrário. Da bolacha Cuétara na Espanha de 1975, para o Portugal, talvez no próximo ano de 2009.

 

(Imagem de Sean Limbert via Guardian)

 

 

 

O verdadeiro artista (XXIII)

por josé simões, em 22.10.07

 

“Que semelhança entre os horrores nazis e a situação actual do aborto em Portugal? As diferenças são abissais, mas um ponto é comum. (…). Na Berlim de 1923, como hoje em Lisboa, proclamavam-se os direitos humanos, elaborava-se a filosofia política, defendia-se a liberdade e a democracia. Ao mesmo tempo tolerava-se a gestação de um monstro. Foi assim que a sofisticada Alemanha, a terra de Goethe e Beethoven, caiu na decadência máxima da civilização.
 
(…)
 
Como pode alguém comparar a nossa situação com o horror do nazismo? Passa pela cabeça essa semelhança? Se pensa assim, por favor não se esqueça que esse era precisamente o sentimento que tinha a despreocupada Berlim de 1923.”
 
João César das Neves no Diário de Notícias (link aqui)
 
 
(Foto via Le Soir)
 

Fogo de artifício

por josé simões, em 28.07.07

 

A manchete do dia era:

 «Custo do aborto na madeira ronda os 230 mil euros por ano - Um quarto do subsídio concedido ao Rali da Madeira seria suficiente»

Mas eu prefiro esta que vinha nas letras mais miudinhas:

«Representa ainda 96 segundos a menos nos oito minutos do espectáculo pirotécnico de fim-de-ano no Funchal, em que  Madeira "queima" 1, 2 milhões de euros

Provérbio do dia: "Dinheiro de ladrão não engorda cristão".

Alguém que me explique isto, s. f. f.

por josé simões, em 22.06.07

Vejo na televisão o ministro da Saúde, Correia de Campos, vir dizer candidamente que vão estar isentas do pagamento de taxas moderadoras todas as mulheres que resolverem interromper voluntariamente a gravidez. O mesmo ministro que há umas semanas atrás disse que estava em estudo a possibilidade de vir a aplicar taxas moderadoras às crianças com menos de 12 anos, e… às grávidas!

Vamos lá a ver se nos entendemos: eu tenho, por exemplo, uma terrível dor de cabeça, uma terrível dor de estômago, ou sou atacado por uma gripe fortíssima; não estou doente porque me apetece ou porque sim. Dirijo-me ao SADU ou ao Hospital, e, zás! levo com a taxa em cima. Uma mulher engravida e decide trazer o filho ao mundo. Ao longo de 9 meses necessita de regular assistência e acompanhamento médico; toma lá com a taxa! Uma mulher que resolve abortar porque sim; não interessa aqui invocar a justeza ou não justeza da decisão, ou os factores por detrás, que a levaram a tomar tal opção; resolve abortar, e está automaticamente isenta. Alguém que me explique isto, s. f. f. Se é que isto é passível de alguma explicação assente no bom senso.

 

Post-Scriptum: Não sei qual é a ideia que passa pelas cabecinhas dos que fizeram campanha pelo NÃO no referendo ao virem invocar que as recomendações à lei feitas pelo Presidente da República não foram cumpridas. Acaso sabem que no nosso sistema político as recomendações do senhor Presidente não passam mesmo disso; de recomendações que têm tanto valor como a opinião do cidadão comum? Acaso não sabem que o Presidente da República não tem poder para fazer recomendações legislativas ou regulamentares; que esse poder compete ao Governo e à Assembleia da República? O poder que o Presidente tinhapromulgar ou não – foi exercido. Promulgou a Lei. Ponto final parágrafo.

 

Adenda: Houve uma altura em que me convenci de que as ideias deste Governo e deste ministro, para a saúde em Portugal, fossem acabar de vez com o Serviço Nacional de Saúde. Chego agora à conclusão que a ideia deste Governo e deste ministro, para a saúde em Portugal, é não terem ideia nenhuma.

Novas Oportunidades

por josé simões, em 20.06.07

Há coisa de dois ou três dias fomos confrontados com a notícia de que 80% dos obstetras portugueses recusam realizar interrupções voluntárias da gravidez, invocando objecção de consciência, e, no maior hospital português, Santa Maria, essa percentagem é mesmo ultrapassada. Hoje ocorreu-me uma boa solução para ultrapassar este problema, porque, quer se queira quer não, é de um problema que se trata. Problema para a mulher que quer abortar, problema para os hospitais que não conseguem responder às solicitações, problema para os médicos que não objectaram, perante a contingência de se verem obrigados a trabalhar quase como numa linha de montagem. Senhor ministro da Saúde Correia de Campos: porque não aproveitar o programa Novas Oportunidades e dar o grau de equivalência às abortadeiras de “vão-de-escada”? Requalificavam-se profissionais competentes; beneficiava a saúde pública; e last but not the least, o ministro Teixeira dos Santos ficaria eternamente grato por mais uns euros que entravam nos cofres das Finanças, por este rombo na economia paralela e subterrânea. A bem da Nação!

Ondas de choque

por josé simões, em 01.03.07

As ondas de choque provocadas pelo resultado do referendo a Interrupção Voluntária da Gravidez continuam a fazer-se sentir; propiciando alguns comentários no mínimo hilariantes e, sintomáticos da confusão que reina na cabeça dos apoiantes do “Não”.

 

Isilda Pegado, ex-mandatária do movimento Plataforma Não Obrigado, ontem comentando o acordo estabelecido entre o PS, PCP, BE e Verdes para a nova lei:

 

“Não respeita as nossas preocupações do Presidente da Republica”

 

E até admite a hipótese da possível inconstitucionalidade da Lei que vier a ser aprovada!

 

Honestamente: A princípio fazia-me alguma confusão a evidente passividade e até, algum deslumbramento dos repórteres de serviço à recolha destas e outras declarações; depois passei pela fase da incredulidade e, atingi neste momento o nível da indignação.

 

Entre tanto microfone apontado, não há um – só um que seja – que se lembre de perguntar:

- Inconstitucional porquê?

- Por ter sido elaborada e negociada numa área usualmente arredada daquela a que se convencionou chamar “partidos de governo”?

- Inconstitucional por eventualmente – sublinho eventualmente – não respeitar as preocupações do Presidente da República?

- Estará Isilda Pegado mandatada por Cavaco Silva para exprimir as preocupações presidenciais?

 

Post-Scriptum: Anteriormente para demarcara as águas entre os chamados “partidos de governo” e todos os outros com assento parlamentar, a direita usava o termo “partidos democráticos”, o que recorrendo à velha dicotomia Esquerda-Direita, na esquerda significava PS.

Ontem contudo, e devido a esta nova realidade que foi a elaboração da Lei à IVG, surgiu uma nuance que passou despercebida à maioria, se não a toda a comunicação social: Esquerda Parlamentar.

Interessante.