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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Do sentimento de pertença

por josé simões, em 15.09.08

 

André Freire repete hoje na sua coluna no Público, a propósito da invasão da Geórgia pela Rússia, o mesmo que o Público havia escrito em 27 de Agosto passado: que a Rússia em vindo a cultivar o separatismo na Ossétia do Sul e na Abkházia «nomeadamente, através de apoio político militar, bem como através da concessão massiva de passaportes russos (por essa via a população da Abkházia é hoje maioritariamente “russa”».

 

Não questiono. Nem sequer tomo partido por um lado ou pelo outro.

 

Uma vez que ninguém foi/ é obrigado a ter passaporte russo, a minha interrogação é: o que leva a população não-rusa da Abkházia a aceitar a russificação; a aceitar o passaporte russo e por consequência a cidadania russa?

 

Ou dito de outra maneira: o que leva a população da Abkházia a recusar pertencer à Geórgia; a recusar a “democracia ocidental” e a NATO e a União Europeia e tudo o mais que por aí vem/ vinha (?). O que é uma chatice…

 

A isto André O PolitólogoFreire não quer ou não sabe responder. E está no seu direito de só falar no que lhe interessa. Assim como os povos estão no seu direito de optar.

 

(Imagem roubada no blogue do José Milhazes, que também aborda o mesmo procedimento noutra latitude)

 

 

 

Álamo – Ossétia

por josé simões, em 11.09.08

 

Como já aqui havia sido escrito, era uma questão de tempo.

Assim como uma questão de (mais ou menos) tempo vai ser com a Abkházia e com o Kosovo.

 

Uma grande nuance em relação a Álamo: «a História assim determinou».

 

Adenda: Continua a ser uma questão de tempo. Talvez seja é de conveniência comum aguardar pela integração do Kosovo na Albânia...