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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Neville Rio vs Rui Chamberlaine

por josé simões, em 19.11.20

 

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O líder do maior partido da oposição gastar vinte minutos de uma entrevista de quarenta e sete para se justificar justificar que um partido que vale 1% dos votos em urna, e do qual depende, qual Mephisto, para se alçar ao poder numa região autónoma, não é um partido neo-fascista e que até se modera quando chamado à razão.

 

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O circo nunca acaba

por josé simões, em 16.11.20

 

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Jorge Moreira da Silva, ex-ministro do Ambiente de Pedro Passos Coelho, considera uma traição o acordo nos Açores com o Chega de André Ventura, ex-camarada de partido lançado por Pedro Passos Coelho nas eleições autárquicas em Loures, era Jorge Moreira da Silva ministro. O circo nunca acaba.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Para quem ainda não percebeu

por josé simões, em 14.11.20

 

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Nos Açores, o Chega voltou à barriga da mãe

 

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Sexta-feira 13

por josé simões, em 13.11.20

 

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"Oficialmente, a direção nacional do PSD não teve nada a ver com o acordo alcançado com o Chega nos Açores. Oficialmente, o entendimento cingiu-se ao plano regional. Oficialmente, Rui Rio e André Ventura não se articularam acerca das negociações.

PSD e Chega acertaram entendimento político ao mais alto nível, em Lisboa. Comunicado em que Ventura anunciou o entendimento final foi limado pelos sociais-democratas."

 

Direção de Rio negociou acordo dos Açores com Ventura

 

 

"O único problema passou a chamar-se Chega e não foi valorizado nem por Pedro Catarino nem por Marcelo Rebelo de Sousa ao ponto de entenderem que a solução de Governo apresentada pela coligação PSD/CDS/PPM (e que conta com o apoio do partido de André Ventura e do IL) devia ser rejeitada."

 

Marcelo concordou com solução para os Açores

 

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Como dizem os amaricanos, brothers in rrms

por josé simões, em 11.11.20

 

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               As contas Twitter de Rui Rio e do Ventas do Chaga.

 

[Não é gralha no título do post, é mesmo 'amaricanos']

 

 

 

 

A banalização da extrema-direita

por josé simões, em 09.11.20

 

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"Voltando a este lado do atlântico, temos a insistência de que qualquer entendimento com o Chega, que há meses aderiu oficialmente à família política europeia de Le Pen, Salvini e Wilders, é tão condenável como entendimentos com BE e PCP, que serão tão ou mais extremistas que este.

 

Esta banalização da extrema-direita, além de indecente e absurda, ignora a história política e legislativa do PSD, que foi acordando e aprovando com o PCP múltiplos diplomas que hoje moldam a nossa sociedade. A começar pela Constituição da República, aprovada por ambos em 1976.

 

A lista é extensa e abarca várias matérias, legislaturas e lideranças. PSD e PCP aprovaram juntos a Lei de Bases do Sistema Educativo (votada em 1986), a Lei-Quadro da Educação Pré-escolar (1996) e a Lei sobre a Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico (1988).

 

Aprovaram a Lei de Bases do Ambiente (1987) e a Lei de Bases da Política Florestal (1996). Votaram favoravelmente ambos a Lei-Quadro dos Museus (2004), a Lei de Bases do Voluntariado (1998) e Lei de Bases da Economia social (2013). Aprovaram o Estatuto do Cuidador Informal (2019).

 

Votaram a favor das leis da educação sexual e planeamento familiar e da protecção da maternidade e da paternidade (1984) e a Lei de Bases dos Cuidados Paliativos (2012). Aprovaram e propuseram conjuntamente a Lei dos direitos e deveres do utente dos serviços de saúde (2014).

 

Foram aprovando e redigindo juntos leis, votos e resoluções fundamentais sobre a transferência de Macau para a China (desde 1987) e sobre a luta pela independência de Timor (desde 1990). Aprovaram ambos a criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (1997).

 

PSD e PCP (e BE, a partir da sua eleição) fizeram parte das maiorias que aprovaram a adesão nacional à Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Descriminação contra as Mulheres (1980) e à Convenção de Istambul, que previne e combate a violência doméstica (2013).

 

Aprovaram as Convenção da @ilo (International Labour Organization) sobre a liberdade sindical e a protecção do direito sindical (1977) e a relativa às migrações em condições abusivas e à promoção da igualdade de oportunidade e de tratamento dos trabalhadores emigrantes (1978).

 

Aprovaram juntos as Convenções da ONU dos Direitos das Crianças (1998) e a Convenção Internacional sobre a eliminação de discriminação racial (1982). Aprovaram ambos a Carta Social Europeia (1992) e a Convenção-Quadro Europeia Para a Protecção das Minorias Nacionais (2001).

 

Votaram conjuntamente a favor da adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos Humanos (1978). Aprovaram a adesão aos pactos das Nações Unidas referentes aos Direitos Civis e Políticos e aos Direitos Económicos, Sociais e Culturais (1978).

 

PSD e a "extrema-esquerda" fizeram e aprovaram a Lei da Iniciativa legislativa de cidadãos (2003) e a Lei eleitoral para a Assembleia da República (1979). PSD e PCP aprovaram juntos o Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores (1980).

 

Muito deste quadro legislativo e constitucional teria a oposição do chega. Naturais, óbvias e saudáveis divergências ideológicas à parte, o PSD sabe que a grande maioria da população vê o PCP e o BE como partidos democratas - o que torna perigosa a equiparação com quem não o é.

 

Dirigentes do PSD vêm agora condenar quem fez legislou com o PCP e BE, procurando desculpar a sua aliança com a extrema-direita. Vêm agora a correr para classificar partidos com quem fizeram a nossa democracia como algo ao mesmo nível de quem preferiria que ela nunca existisse.

 

Hoje, com todos, festeja a derrota de Trump e dos valores que representa. Em 2013, @RuiRioPSD afirmava: “O que me assusta não é o perigo de uma ditadura clássica, o que me assusta é que não vai haver uma revolução como em 1926 e vamos assistindo à degradação lenta da democracia".

 

Não sei como se trava a alegada "degradação lenta da democracia", mas de certeza que não é ao lado de quem defende os valores do regime instaurado em 1926. É ao lado de quem o derrotou e depois o enquadrou em 1976. E o foi construindo. Para melhor."

 

               David Crisóstomo no Twitter

 

 

 

 

Economia de totós para enganar papalvos

por josé simões, em 06.10.20

 

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Pelo boneco do partido dos bonecos nos Açores ficamos todos a saber que, a vermelho, podia lá ser de outra cor, desde a Índia ao Paquistão, passando pela oligarquia russa e o Irão dos ayatollas, até ao Brasil de Bolsonaro, é tudo socialismo, ao passo que os países nórdicos, a azul, que têm cargas fiscais das mais altas do mundo, sectores públicos pesadíssimos e um Estado social forte, é tudo liberalismo. Para o cinzento a legenda é omissa, se calhar por ser o "lebensraum", palavra proibida, do capitalismo predatório.

 

 

 

 

Noções elementares de ética republicana, Capítulo II

por josé simões, em 14.04.18

 

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[Capítulo I]

 

 

 

 

Fantastic! Amazing!

por josé simões, em 12.01.17

 

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Marcelo esteve ao telefone não-sei-quantos minutos com Trump para falar sobre coisas e sobre as Lajes. Só lhe fica bem, dar uma palavrinha ao homem mais poderoso do mundo, a preocupação com a economia da insularidade, a cooperação institucional entre a Presidência e o Governo, quantos mais melhor. Mas Marcelo publicitou aos quatro ventos que tinha estado não-sei-quantos-minutos ao telefone com Trump. E só podemos imaginar Trump a proferir "fantastic!" e "amazing!", duas expressões que já lhe são imagem de marca, por ter estado ao telefone não-sei-quantos-minutos, a falar sobre coisas e sobre as Lajes, com alguém que meteu a foice em seara alheia, meteu o bedelho onde não era chamado, a discutir com o homem mais poderoso do mundo matérias que não são da sua competência política e institucional.

 

 

 

 

Jornalismo profissional, independente e desengajado

por josé simões, em 16.10.16

 

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O Manuel Palito reloaded ao sexto dia na Serra da Freita, o assalto ao hipermercado no Barreiro, e as eleições nos Açores, na região Autónoma dos Açores, parte integrante do território nacional, ao 11.º minuto de telejornal na SIC, num directo de 40 segundos antes da ida para intervalo, o intervalo para onde a TVI foi sem dar notícia do acto eleitoral. O facto de a direita radical ter sido esmagada nas urnas foi, por certo, uma coincidência sem interferência directa no alinhamento noticioso que remeteu para 3.º plano as eleições ganhas por Vasco Cardoso, "um personagem simpático", "num meio pequeno", numa análise onde o PS não foi tido nem achado, por Marques Mendes, ex-líder do PSD.


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Omnivotante

por josé simões, em 12.10.16

 

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"Se Deus quiser" o CDS vai ganhar as eleições em S. Miguel. Assunção Cristas, com João Almeida como emplastro, ao lado de Ana Afonso, cabeça de lista pelo círculo eleitoral.


Omnisciente, Omnipotente, Omnipresente e Omnivotante.

 

 

 

 

||| O Verdadeirto Artista

por josé simões, em 22.03.15

 

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Agora, no pleno emprego e à tripa-forra.


«No encerramento do congresso do PSD Açores, Passos lembrou que ter os cofres vazios significou desemprego e austeridade para os portugueses.»


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||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 19.01.15

 

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«O líder comunista, Jerónimo de Sousa, relembrou hoje que o PCP é contra bases militares estrangeiras em território português, mas exigiu compensações aos Estados Unidos pela redução de efetivos das instalações açorianas das Lajes.»


[Imagem "Clown Pete Mardo" by Frederick Glasier]

 

 

 

 

||| O Presidente de uns quantos portugueses

por josé simões, em 20.01.14

 

 

 

Não passa pela cabeça de ninguém no seu perfeito juízo que, sendo o Representante da República para as regiões autónomas um cargo de nomeação presidencial, o envio para o Tribunal Constitucional do Orçamento dos Açores para 2014, a pedido de Pedro Catarino, o representante, não tenha sido sob prévia consulta e que não tenha tido a anuência do Presidente da República Cavaco Silva, o nomeador do representante.

 

Assunto despachado pelo Tribunal Constitucional "em menos de um fósforo", "enquanto o Diabo esfrega um olho", no que diz respeito às normas que suscitaram dúvidas ao representante, normas aprovadas por unanimidade pelo parlamento regional, e cujos partidos da oposição, depois de conhecida a decisão do Tribunal Constitucional, foram os primeiros a assestar baterias contra o representante de Cavaco Silva do Presidente da República na Região Autónoma.

 

O mesmo Cavaco Silva Presidente da República que, escudado em carradas de pareceres fornecidos por rebanhos de assessores e consultores, se recusou enviar o Orçamento do Estado para 2014 para o Tribunal Constitucional, aprovado na Assembleia da República com os votos favoráveis da maioria e com os votos contra de toda a oposição.

 

Cavaco Silva, o avisador avisado, em todo o seu esplendor, Presidente de uns quantos portugueses, na defesa do Governo do seu partido e de sua iniciativa presidencial, e apostado numa guerra de guerrilha a um governo legítimo de uma região autónoma, parte integrante do território nacional, só porque não lhe agrada a cor.

 

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|| Psicopatas no poder

por josé simões, em 09.09.13

 

 

 

O dia em que ficámos a saber que uma micro alga tóxica é mais eficaz na protecção da reserva natural das ilhas Selvagens, contra os ataques predadores da frota castelhana do que a fiscalização portuguesa e o fechar de olhos das autoridades espanholas, é o mesmo dia em que ficámos a saber que a Gambierdiscus toxicus não consegue proteger a nossa zona económica exclusiva da cegueira ideológica dos psicopatas actualmente no poder, e que, à mingua de empresas públicas para privatizar saquear, porque não nascem do chão como os cogumelos e porque o "investimento privado" requer muito investimento privado, se propõem agora saquear privatizar o património natural comum.

 

Parafraseando José Saramago: "Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos."

 

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