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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Saída à portuguesa

por josé simões, em 12.06.14

 

 

 

A saída do programa da troika, malgrado o aumento da dívida, os défices "martelados", o aumento do desemprego, o êxodo da emigração, as falências das empresas, a degradação dos serviços públicos – desde a educação à saúde passando pela justiça, a baixa do custo do factor trabalho, a precarização laboral em benefício da rigidez patronal, o empobrecimento generalizado do país, seria sempre, desse por onde desse, uma saída limpa e o contrário o assumir pela troika, e pelo Governo do para o infinito e mais além que a troika, do fracasso das suas políticas e do falhanço de todos os objectivos propostos. Apontaram-nos a porta da rua e agora estão por vossa conta. Mas, como Deus escreve direito por linhas tortas, graças ao Tribunal Constitucional a partir de agora deixar-se-á de ouvir falar em saída à irlandesa para se começar a ouvir falar em saída à portuguesa, antes do tempo e tudo, como exemplo para o futuro. Temos pena de quem quer que se siga e da devastação económica e social que terá pela frente.

 

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||| "É preciso ajudar o senhor Presidente da República a terminar o seu mandato com dignidade"

por josé simões, em 14.05.14

 

 

 

||| Transparência, saída limpa e que se lixem as eleições

por josé simões, em 06.05.14

 

 

||| O Partido Socialista, um verbo-de-encher

por josé simões, em 05.05.14

 

 

 

A diferença entre a atitude do Partido Socialista aquando do chumbo do PEC IV, e do consequente pedido de resgate e da vinda da troika, ao tentar envolver todos os partidos com acento [não, não é gralha] parlamentar, centrais sindicais e restantes parceiros sociais, num acordo que vincularia o país e o próximo Governo - que poderia ser ou não da sua cor, quem foi, foi, quem não foi ficou de fora, temos pena, foram os dois da direita do arco da governação, todos lampeiros e prenhes de "sentido de Estado", com Eduardo Catroga à cabeça e de BlackBerry nas unhas, para a posterioridade, e a atitude da direita ,alçada ao pote poder e prenhe de "sentido de Estado" e ainda mais patriotismo anti-Filipino, a negociar à socapa um mini-memorando, uma carta de compromisso, o que lhe quiserem chamar e cuja execução o mais certo é não ficar sob sua responsabilidade - ainda temos eleições, valha-nos isso, sem dar cavaco a ninguém, porque vamos ter eleições, e com Cavaco, sonso as usual, enquanto "põe a mão por baixo ao menino e ao borracho" que é como quem diz ao seu Governo de iniciativa presidencial,  a apelar a consensos ao Partido Socialista - ler: que abdique de ser oposição, depois de já tudo estar decidido com o seu aval. O Partido Socialista, um verbo-de-encher, tomem nota para memória futura.

 

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||| Pequenino, ressabiado e vingativo

por josé simões, em 05.05.14

 

 

 

Isto é tão-só a continuação do discurso da vitória na varanda do Centro Cultural de Belém na noite da reeleição para o segundo mandato como Presidente da República:

 

«O que mais me vem à memória, no dia de hoje, são as afirmações peremptórias de agentes políticos, comentadores e analistas, nacionais e estrangeiros ainda há menos de seis meses, de que Portugal não conseguiria evitar um segundo resgate. O que dizem agora?»

 

Vão ser árduos os trabalhos do próximo ocupante do Palácio de Belém para restaurar e restituir a credibilidade à instituição Presidência da República.

 

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||| 1640 reloaded

por josé simões, em 05.05.14

 

 

 

Miguel de Vasconcelos está a dar corda ao relógio de parede da Duquesa de Mântua:

 

«Tribunal Constitucional é o maior risco para Bruxelas»

 

 

 

 

 

 

 

||| O Governo patriota e amigo

por josé simões, em 04.05.14

 

 

 

A troika" impediu Governo de aumentar ainda mais o IVA", que não era para o Estado porque o "IVA social está definido na Lei" – quem o disse foi o vice-trampolineiro, mas como contrapartida exigiu um aumento da TSU, que "não é para o Estado, mas para proteger a sua pensão de amanhã" – foi também o vice-trampolineiro quem o disse, isto após 3 anos do sucesso do ajustamento da troika e de 3 anos do ajustamento de sucesso de "ir mais além da troika" ter arrasado a economia do país e posto em causa a sustentabilidade da segurança Social e "a sua pensão de amanhã". É caso para se dizer "ó borracho, estás protegido por cima e protegido por baixo!".

 

Do aumento do IVA, impedido pela troika, e da contrapartida do aumento da TSU, exigida pela troika, ficámos a saber pela boca do chocalho do Governo que, era capaz de jurar, ter ouvido há 15 dias, no mesmo canal de televisão, criticar o Governo por não ter coordenação e por se saber tudo cá fora.

 

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||| Mission Accomplished

por josé simões, em 02.05.14

 

 

 

Talvez inebriado pela 'Distinguished Public Service Award' que lhe foi atribuída por Donald Rumsfeld [vá-se lá saber porquê], não resistiu a vir proferir as mesmas palavras proferidas pelo criminoso de guerra George W. Bush depois de ter inventado uma guerra onde ela não existia e de ter deixado um país e um Estado soberano numa atoleiro de terrorismo islâmico e ódio sectário e religioso, até hoje. Faz todo o sentido o Mission Accomplished do campeão de ginástica olímpica e contorcionismo, depois de ter deixado a economia em tal estado que faz lembrar um país saído de uma guerra. Para o cenário ter sido perfeito era as palavras terem sido ditas em cima da proa de um submarino.

 

 

 

 

 

 

||| Da encenação

por josé simões, em 02.05.14

 

 

 

«Paulo Portas anuncia que Portugal passou na 12.ª e última avaliação ao programa de ajustamento.

 

O Governo vai reunir-se em Conselho de Ministros no domingo ao final da tarde para formalizar o modelo de saída do programa de resgate financeiro.»

 

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[O pormenor de, no linguajar de Passos Coelho e Paulo Portas, ontem as pensões eram despesa do Estado, ideia difundida e papagueada por toda corte de aios e escudeiros na comunicação social e de hoje, por causa dos aumentos, que são "para proteger a sua pensão amanhã, não é para a despesa do Estado". É o "chamar a atenção para o que é que as coisas servem"]