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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

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por josé simões, em 13.06.14

 

 

 

Em Março de 2008, estava o PSD entregue à bicharada nas mãos da dupla Luís Filipe Menezes/ Ribau Esteves, Pacheco Pereira escreve no Abrupto a famosa série de textos que haviam de ficar para a posterioridade como a saída da liderança "à bomba".

 

Em 2014 está o PS entregue à bicharada nas mãos de António José Seguro e António Galamba e nunca como agora estes posts de Pacheco Pereira fizeram tanto sentido. Bastou substituir, datas, siglas e personagens:

 

«Aqueles que contam com a derrota do PS em 2015, para afastar a actual direcção, – e não adianta estarmos a enganar-nos uns aos outros com palavrinhas de circunstância, é aquilo que todos esperam, – prestam um péssimo serviço a uma alternativa mais que necessária ao PSD. Podem acordar em 2015 com um PS que perdeu de vez a sua dimensão nacional, um partido que conta cada vez menos para a vida pública, acabrunhado por mais uma derrota que só pode gerar depressão ou escapismo entre os militantes (sim, porque deles será uma grande responsabilidade), cheio de "bodes expiatórios" e de "apontar de dedos" da culpa, e de "lutas finais" de todos contra todos, com imensa gente a defender-se à "bomba" dos restos do seu poder, e outra sossegada com os quatro anos que adquiriu no parlamento e depois daqui a quatro anos se verá, contente com a sua gestão por objectivos.» [Link]

 

«Quem pensar que o papel do PS é fundamental para a democracia portuguesa não pode ser indiferente ao que possa acontecer em 2015 ao partido, porque em 2014 já pode ser tarde demais e em 2015 já será certamente tarde demais. [... ]. E não vai ser fácil porque vai mesmo ter que ser "à bomba", dado que em 2015 há dezenas de lugares apetecidos para distribuir e para cada lugar há cinco pessoas da "situação" a quem este foi prometido e dez que acham que lá podem chegar no meio da guerra civil.» [Link]

 

«O futuro do PS não se joga em 2015 mas em 2014. Os patriotas "rosinhas" (e mesmo alguns "azulinhos"), os da "camisola", coloquem a mão na consciência e perguntem a si próprios se acreditam que o PS vai lá como está. Perguntem a si mesmos com verdade, sem ambiguidades, se o partido de que fazem parte está a cumprir o contrato cívico e político não escrito que tem com os portugueses, que tantas vezes lhes deram a sua confiança? Penso que todos sabem a resposta.

Há quem pense que "se deve dar uma oportunidade ao líder" de ir a eleições. Em condições normais, talvez sim, se não tivesse há muito deixado de haver condições normais.» [Link]

 

[Imagem de autor desconhecido]