Resumo da jornada

Primeiro o Estado não devia estar presente em áreas como os lares e centros de dias, não fazia sentido, o 3.º sector, a economia social, quem está no terreno e tem relação de proximidade com as pessoas, coise e tal e o caralho, uns anos depois, quando as Misericódias e IPSS, maioritariamente colonizadas por barões do PSD e CDS, e respectivas famílias, entraram em roda livre, o Estado fracassou porque não investiu em lares e centros de dia, porque o Estado se demitiu de fiscalizar e até vamos fazer de conta que não foi o Governo do pantomineiro do pin, também conhecido por Passos Coelho, que alterou a lei por forma a duplicar a capacidade dos depósitos de velhos, um quarto individual passar a acolher duas pessoas, todos arrumadinhos em cima uns dos outros para se aquecerem no inverno que a conta da electricidade está pelas horas da morte. Um esquema todo ele montado para retirar competências ao Estado, nalguns casos até duplicar competências do Estado, mas que quando corre mal e dá para o torto, alijar responsabilidades e sacudir a água do capote para cima do... Estado. Nada de mais, todos conhecemos o modus operandi dos do "menos Estado" e da "iniciativa privada" e da "sociedade civil". A questão é que a barraca cai em cima de um governo do Partido Socialista, de "socialista" entende-se "de esquerda" e, descontando a parte que lhes toca na colonização das Misericórdias e IPSS, o mui famoso "arco da governação", não se percebe porque insistem em carregar a cruz da direita.
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