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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Reescrever a história

por josé simões, em 28.01.20

 

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Diz que o CDS do Chiquinho Chicão, retrógrado até aos anos 40 do século XX, se afasta da matriz dos "pais fundadores", Adelino Amaro da Costa & Freitas do Amaral, como se estivéssemos todos esquecidos do albergue que sempre foi dos sectores mais reaccionários da sociedade portuguesa, dos sem-vergonha que não se esconderam no PS e no PPD logo a seguir à revolução de Abril, dos ex-União Nacional, legionários, pides e restante bufaria, mais o caciquismo descente das Câmaras Municipais nomeadas pelo Estado Novo e o amém dos bispos, padres e padrecos católicos ultramontanos, nos sermões dominicais nas igrejas do interior a incentivar as perseguições aos comunistas e os assaltos às sedes dos partidos de esquerda, do terrorismo do ELP, do Maria da Fonte e do MDLP, e dos "meninos nazis" da canção do Zeca nos centros urbanos. O CDS do respeitinho é muito bonito, do cada macaco no seu galho e do manda quem pode, obedece quem deve, dos privilégios para a elite, dos 10 nomes no nome, da ausência de saúde pública, do ir à escola para aprender a assinar o recibo do ordenado no final do mês, da caridadezinha e do assistencialismo. Como se a não ter havido o 25 de Abril de 74, corte epistemológico, Freitas & Amaro não fossem a evolução do regime na continuidade. Os pais quê?