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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Raspar é dar de comer a um milhão de portugueses

por josé simões, em 13.04.21

 

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Quando "o número de pessoas viciadas em raspadinhas a pedir ajuda a instituições que tratam comportamentos aditivos está a aumentar de forma exponencial" o Governo inventa a raspadinha do Património Cultural como forma de financiamento para o Fundo de Salvaguarda do Património Cultural. A um euro cada raspadela prevê-se um encaixe de cinco milhões de euros.

 

"O Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências propôs ao Governo que o internamento de pessoas com problemas relacionados com o jogo passasse a ter um financiamento público, tal como ocorre com os internamentos associados ao álcool e drogas", ou seja, o Estado, sem dinheiro para nada, deve criar uma raspadinha para financiar os tratamentos dos viciados na raspadinha.

 

Segundo os psiquiatras, "o vício afecta muito a população mais vulnerável, por estar presente em vários locais, não ser um jogo caro, e que há casos sinalizados entre beneficiários do RSI porque as pessoas acabam por ficar depauperadas de recursos por causa deste tipo de jogo", nada que não possa ser resolvido com a criação de uma raspadinha da Miséria e do Lumpemproletariado como forma de financiamento da Segurança Social e do subsídio de desemprego. 

 

Raspar é dar de comer a um milhão de portugueses, se dúvidas houvesse.